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A batalha por Damasco, na Síria, comecou…

Posted by on 12/12/2012

A Batalha de DAMASCO (SÍRIA) já começou

As potências ocidentais e países do Golfo lançaram a maior operação de guerra secreta desde a “Guerra dos Contras” na Nicarágua. A Batalha de Damasco não pretende derrubar o presidente Bashar al-Assad, mas sim busca a fratura do Exército sírio para melhor assegurar o domínio de Israel e dos EUA/OTAN sobre todo o Oriente Médio. Enquanto a cidade (uma das mais antigas da história humana) está se preparando para um novo ataque por mercenários estrangeiros, Thierry Meyssan faz um balanço da situação. 

http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=32055

Rede Voltaire http://www.voltairenet.org/

Tradução e imagens: Thoth3126@gmail.com

Por Thierry Meyssan – DAMASCO, SÍRIA 

Vindos do exterior, os “REVOLUCIONÁRIOS” começaram A INVASÃO DA SÍRIA, tomando os Postos de Fronteira: Nos últimos Cinco Dias em Washington e Paris lançaram uma Operação de Ataque chamado de “Vulcão Damasco e Terremoto SÍRIA.” Não é uma nova campanha de bombardeio aéreo, mas UMA Operação militar secreta, similar Á QUE FOI UTILIZADA NA AMÉRICA CENTRAL durante a era Reagan. 

Dentro de poucos dias, 40 a 60 mil “REVOLUCIONÁRIOS”, na sua maioria mercenários líbios, entraram no País, na maioria das vezes através da Fronteira com a Jordânia. A maioria deles são mercenários ligados ao “exército livre Sírio”, uma Frente de Operações Secretas da OTAN sob Comando militar turco. Muitos são afiliados/associados com Grupos de Fanáticos religiosos, incluindo a Al-Qaeda, sob o Comando do Qatar ou de facções da família real saudita, os Sudairi. Pelo caminho, eles tomaram alguns Postos de Fronteira, e então se dirigiram para Damasco, para tomar a capital, onde semearam uma confusão, atacando alvos aleatórios: grupos de policiais ou militares isolados. 

GIF - 33.8 kbOs generais Sírios Hassan Turkmani , Daud Rajha e Assef Chawkat, que morreram no “campo de batalha”, no atentado em Damasco, em 18 de Julho de 2012.

Na última quarta (18/07/2012), pela manhã, uma explosão destruiu a sede da Segurança Nacional, onde alguns membros do Conselho de Segurança Nacional estavam reunidos. Custou a vida do general Daoud Rajha (Ministro da Defesa), do general Assef Shawkat (Vice-Ministro) e do general Hassan Turkmani (vice-presidente assistente da República). O modo de ataque permanece incerto: poderia ter sido um qualquer terrorista suicida ou efetuado por um míssil de um drone stealth aéreo. Washington esperava que a decapitação parcial do corpo militar levaria alguns oficiais superiores a desertar com suas unidades, ou até mesmo a se voltarem contra o governo civil. Isso não aconteceu. O Presidente Bashar al-Assad imediatamente assinou decretos que nomeou sucessores para os militares abatidos e a continuidade ininterrupta do Estado foi garantida. 

Em Paris, Berlim e Washington, os patrocinadores da operação continuaram com seu jogo indigno e que condenou a ação terrorista, reafirmando o seu apoio político e logístico aos terroristas.  Descaradamente, eles concluíram que a responsabilidade por esses assassinatos não estava com os culpados pelo atentado, mas sim com as vítimas na medida em que eles haviam se recusado a renunciar sob pressão e abandonar à sua terra natal para a rapacidade ocidental dos EUA/OTAN. Caracas e Teerã enviaram suas condolências para a Síria, sublinhando que o ataque foi patrocinado e financiado por potências ocidentais e países do Golfo. Moscou também expressou condolências e afirmou que o pedido de sanções do Conselho de Segurança da ONU contra a Síria foi de apoio político para os terroristas que atacaram Damasco.

O ministro da Informação Omran al-Zou’bi entrega uma mensagem na televisão nacional após o ataque que parcialmente decapitou o Exército sírio. Os canais nacionais de televisão começaram a transmitir clipes militares e canções patrióticas várias vezes por hora. Interrompendo a programação, o ministro da Informação, al-Omran Zou’bi apelou à mobilização de todos: o tempo para disputas políticas internas entre governo e oposição acabou. O inimigo está às portas. Referindo-se ao meu artigo publicado no Pravda Komsomolskaya, ele advertiu seus compatriotas do lançamento iminente de uma operação de propaganda preparado pelos países do Golfo e os canais ocidentais, a fim de desmoralizar as pessoas na SÍRIA. Então, ele colocou a mentira da propaganda da rede de TV do Golfo, segundo a qual um motim eclodiu na quarta divisão do exército sírio e explosões devastaram o seu quartel principal.

Foram exibidos anúncios de serviço público nos canais nacionais várias vezes por hora mostrando como capturar programas de informações autênticos em Atlantic Bird usando o sinal dos satélites Arabsat e Nilesat, que foram interrompidos. No Líbano, Sayyed Hassan Nasrallah lembrou a fraternidade de armas que unem o Hezbollah e a Síria contra o expansionismo sionista, e garantiu ao exército sírio o seu apoio.

Acima e abaixo: em dois mapas, uma “diferente” visão do ORIENTE MÉDIO: GRANDE ISRAEL: Em 04 de setembro de 2001 uma manifestação foi realizada em Jerusalém, para apoiar à ideia da implantação do Estado de Israel desde o RIO  NILO até o RIO EUFRATESFoi organizado pelo movimento Bead Artzein (“Para a Pátria”), presidido pelo rabino e historiador Avrom Shmulevic de Hebron. De acordo com Shmulevic, “Nós não teremos paz enquanto todo o território da Terra de Israel não voltar sob o controle judaico …. Uma paz estável só virá depois, quando ISRAEL tomar a si todas as suas terras históricas, e, assim, controlar tanto desde o CANAL de SUEZ (EGITO) até o ESTREITO de ORMUZ (IRÃ) …  Devemos lembrar que os campos de petróleo iraquianos também estão localizadas na terra dos judeus”.

O ataque com bomba foi o sinal para a segunda parte da operação. Comandos de mercenários se infiltraram na capital, em seguida, atacando vários alvos mais ou menos escolhidos. Assim, um grupo de cerca de uma centena de “revolucionários” atacou a casa adjacente ao meu apartamento no grito de Allah Akbar. Um alto funcionário militar do exército reside lá. Dez horas de combates ininterruptos se seguiram.

Considerando que, no início da noite, o Exército respondeu com contra medidas, a ordem foi dada para se usar a força sem restrições. Não era mais uma questão de lutar contra os terroristas que desestabilizam a SÍRIA, mas de salvar o país que esta enfrentando uma invasão alienígena não declarada abertamente. Aviões entraram em ação para destruir colunas de mercenários que se dirigiam à capital.

No final da manhã, a calma foi gradualmente retornando para Damasco. Os “revolucionários/mercenários”  e os seus colaboradores foram obrigados a se retirar de todos os lugares. O tráfego foi retomado nas principais estradas e postos de controle foram instalados no centro da cidade. A vida foi voltando ao normal. No entanto, ainda ouvimos tiros dispersos aqui e ali. A maioria das empresas está fechada, e há longas filas em padarias.

Todo mundo espera que o assalto final dos “revolucionários/mercenários” será lançado na noite de quinta-feira para a sexta-feira e durante todo o dia de sexta-feira (26 e 27 de julho). Não há dúvida de que o exército sírio sairá vitorioso mais uma vez, a relação de poder esta ainda a seu favor. O Exército recruta nacional é apoiado pela população, incluindo a própria oposição política interna.

Como esperado, os canais Arabsat e Nilesat tinham sidos desligados o sinal de televisão Ad-Dunya no meio da tarde. A conta de Twitter do canal Ad-Dounia foi hackeado pela CIA, a fim de disseminar mensagens falsas que anunciam uma retirada do Exército sírio.

Canais de TV do Golfo anunciaram um prelúdio do colapso da moeda seguindo a queda do Estado. O governador do Banco Central, Adib Mayaleh, interveio na televisão nacional para denunciar a nova desinformação e para confirmar a taxa de câmbio de $ 68,30 libras sírias por dólar dos EUA.

JPEG - 27.8 kbConferência de imprensa pelo general Robert Mood, chefe da Missão das Nações Unidas na SÍRIA, na Batalha de Damasco, que ele observa se desenrolar a partir de seu quarto de hotel.

Reforços foram mobilizados em torno da Praça Umayyads para proteger os estúdios de televisão pública considerada um alvo prioritário para todos os inimigos da liberdade da SÍRIA. Estúdios de substituição foram instalados no Hotel Rosa de Damasco onde os observadores das Nações Unidas estão se aquecendo. A presença destes funcionários, que permitiram a perpetração deste ataque na capital, sem interromper a sua ociosidade, é a proteção de fato para os jornalistas sírios que arriscam suas vidas tentando informar os seus concidadãos.

No Conselho de Segurança da ONU, Rússia e China, pela terceira vez vetaram um projeto de resolução ocidental EUA/OTAN e do Golfo para permitir a intervenção militar internacional na SÍRIA. Representantes russos e chineses incansavelmente denunciam a propaganda destinada a retratar o ataque estrangeiro contra a Síria como “uma revolta interna de revolucionários reprimida com derramamento de sangue. A Batalha de Damasco deve ser retomada à noite.

Tradução para o inglês: Roger Lagasse – Thierry Meyssan é um colaborador freqüente do Global Research.

Permitida a reprodução desde que mantida a formatação original e a citação das fontes.

www.thoth3126.com.br

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