browser icon
Você está usando uma versão insegura do seu navegador web. Por favor atualize seu navegado!
Usando um navegador desatualizado torna seu computador inseguro. Para mais segurança, velocidade, uma experiência mais agradável, atualize o seu navegador hoje ou tente um novo navegador.

A Caverna dos Antigos (11)

Posted by on 01/12/2016

caverna-dos-antigos-lobsang-rampaEste é um livro que trata do Oculto e dos Poderes do Homem. É livro simples, no sentido de que nele não há “palavras estrangeiras”, palavras em sânscrito, nem coisa alguma de línguas mortas. A pessoa média quer SABER as coisas, e não ficar a adivinhar palavras que o autor médio tampouco compreende!

Se um autor sabe trabalhar, pode escrever, sem ter de disfarçar sua falta de conhecimento com o emprego de uma língua estrangeira. Um número demasiado de pessoas deixa-se envolver pela confusão. As leis da Vida são realmente simples; não há necessidade alguma de revesti-las de cultos místicos ou pseudo-religiões. Tampouco existe qualquer necessidade de que alguém afirme ter tido “revelações divinas”. QUALQUER PESSOA pode obter as mesmas “revelações”, se se esforçar por alcança-las…

Edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch

T. LOBSANG RAMPA, e o livro “A CAVERNA DOS ANTIGOS”

Nenhuma religião tem em si as Chaves do Céu, nem pessoa alguma será condenada para sempre, por ter entrado em uma igreja com o chapéu na cabeça, ao invés de tirar os sapatos. À entrada das lamaserias tibetanas, lê-se a inscrição: “Mil monges, mil religiões”.

lobsang_rampaQualquer que seja nossa crença, se ela englobar o “faze ao próximo o que queres que te seja feito”, teremos êxito, quando soar o Chamamento final. Alguns dizem que o Conhecimento Interior só pode ser obtido ingressando-se neste ou naquele culto, ao mesmo tempo em que se faça o pagamento de uma contribuição substancial.

As Leis da Vida dizem: “Procura e encontrarás”. Este livro é o fruto de toda uma vida, de ensinamentos obtidos nas grandes lamaserias do Tibete e de poderes conquistados por uma observância rigorosa das Leis. Trata-se de conhecimento transmitido pelos Antigos, e se acha inscrito nas Pirâmides do Egito, nos Altos Templos da Cordillheira dos Andes e no maior de todos os repositorios de conhecimentos ocultos do mundo, o Planalto do Tibete – T. LOBSANG RAMPA [Nasceu: Cyril Henry Hoskin-8 April 1910, em Plympton, Devon, United Kingdom – Morte: 25 January 1981 (aged 70) Calgary, Alberta, Canada]


Capítulo 11

Estávamos-nos divertindo, diversos de nós, no pátio, caminhando sobre nossas andas, procurando um derrubar o outro. Aquele que permanecesse sobre as andas, invencível diante dos assaltos efetuados pelos demais, seria o vencedor. Três de nós caímos em meio ao estrugir de gargalhadas, pois alguém enfiara as andas em um buraco no chão e tombara sobre nós, derrubando-nos.

—O velho Mestre Raks estava roxo de raiva, hoje, vocês viram? — disse um de meus companheiros, feliz da vida.

—Sim! — gritou outro do grupo.

— Os outros haveriam de ficar verdes de inveja se o vissem em tal estado de espírito e desabafar em nós, sem perder o fôlego. Nós nos entreolhamos, e começamos a rir; estava roxo? Verde de inveja? Chamamos os outros para que saíssem das andas e se sentassem em nossa companhia, e começamos um brinquedo novo. Quantas cores podíamos usar, descrevendo as coisas?

—Roxo na cara! — exclamou um deles.

—Não — respondi —, já temos o rosto roxo de raiva. Assim é que prosseguimos, partindo de um estado de espírito que fazia suas vítimas tornarem-se roxas de raiva, até um professor que se mostrava verde de inveja. Outro se referiu a uma mulher escarlate, que vira no mercado, em LHASa! Por momentos, não soubemos se isso estaria certo,
porque não tínhamos a certeza do que significava uma mulher escarlate.

—Eu sei! — retorquiu o menino à minha direita. — Podemos ter um homem que esteja amarelo, amarelo de covardia. Afinal de contas, o amarelo é usado muitas vezes para indicar a covardia. Pensei sobre tudo isso, parecendo-me que, se tais ditos eram de usança comum em nossa língua, nesse caso deveria haver alguma causa; e isso me fez sair à procura de meu guia, o Lama Mingyar Dondup.

—Honrado Lama! — disse eu, irrompendo no estúdio dele, um tanto agitado. Ele me fitou, sem se mostrar perturbado, em absoluto, com minha entrada sem cerimônia.

—Honrado Lama, por que motivo utilizamos as cores para descrever os estados de espírito? Ele baixou o livro que estudava, fazendo-me um gesto para que me sentasse.

—Você deve estar falando desses termos de uso comum, a respeito de um roxo de raiva, ou homem verde de inveja — sugeriu.

—Sim — respondi, ainda mais agitado, vendo que ele sabia a que eu me referia. — Eu realmente gostaria de saber o motivo por que todas essas cores são importantes. Deve haver explicação para isso! Ele olhou para mim, voltou a rir, replicando:

—Bem, Lobsang, com essa você se candidatou a mais uma preleção extensa. Vejo, porém, que andou fazendo algum exercício fatigante, e acho que podemos tomar chá… eu já estava à espera do meu, aliás… antes de prosseguirmos com este assunto. O chá não tardou a chegar. Dessa feita, foi chá com tsampa, o mesmo que qualquer outro lama, monge ou menino, em toda a Lamaseria, estaria recebendo. Comemos em silêncio, eu pensando sobre cores e imaginando qual podia ser a implicação das mesmas. Logo terminávamos nossa refeição bastante frugal, e olhei para meu guia, com ar de expectativa.

—Você sabe um pouco a respeito dos instrumentos musicais, Lobsang — principiou ele. — Sabe, por exemplo, que existe um instrumento musical muito utilizado no Ocidente, conhecido pelo nome de piano Há de lembrar-se que, juntos, examinamos uma fotografia com tal instrumento. Ele contém muitas teclas, umas negras, outras brancas. Bem, esqueçamos as negras, e imaginemos ao invés disso que temos um teclado com, digamos, três quilômetros de extensão… ainda mais comprido, se você quiser… e contendo todas as vibrações que possam ser obtidas, em qualquer plano da existência. Dito isso, observou-me para ver se o acompanhava, porque o piano era um instrumento estranho para mim. Eu — como meu guia dissera — vira aquilo somente em ilustrações. Satisfeito ao verificar que eu percebia a idéia essencial, ele prosseguiu:

—Se você tiver um teclado, contendo todas as vibrações, nesse caso a faixa completa de vibrações humanas estaria, talvez, nas três teclas do meio. Você compreenderá… pelo menos, espero que seja assim!… que tudo consiste de vibrações. Tomemos a vibração mais baixa que o homem conhece. Trata-se daquela de um material duro. Você a toca, e ela obstrui a passagem de seu dedo, e ao mesmo tempo todas as moléculas desse material está vibrando! Pode ir mais além, subindo o teclado imaginário, e ouvirá uma vibração conhecida por som. Pode subir mais, e seus olhos receberão uma vibração chamada visão. Com essa, eu me pus ereto, num movimento rápido; como podia a visão ser uma vibração? Se eu olhasse para uma coisa… bem, como é que a via?

tibete-monasterio

—Você vê, Lobsang, porque o artigo que está sendo visto vibra e cria uma agitação que é percebida pelo olho humano. Em outras palavras, um artigo que você possa ver gera uma onda que pode ser recebida pelos bastões e cones no olho, que a seu turno transfere esses impulsos para o cérebro em imagem do artigo contemplado. É tudo muito complicado e não precisamos examinar o assunto em detalhe. Estou apenas procurando fazer ver que tudo é vibração(Energia). Se subirmos mais na escala, temos ondas de rádio, ondas telepáticas, e as ondas daquelas pessoas que vivem em outros planos. Mas, naturalmente, eu disse que íamos limitar-nos, de modo específico, àquelas três notas imaginárias do teclado, que podern ser percebidas pelos seres humanos como coisas sólidas, como som, ou como visão.

Eu tinha de pensar sobre tudo isso, tratando-se de uma questão que realmente fazia meu cérebro tinir. Nunca me opunha a aprender, entretanto, mediante os métodos bondosos de meu guia. A ocasião única em que eu detestava aprender era quando algum professor tirânico esbordoava meu pobre manto antigo com um bastão inteiramente desagradável.

—Você pergunta acerca das cores, Lobsang. Bem, certas vibrações se imprimem na aura da pessoa como cores. Assim, por exemplo, se uma pessoa estiver muito abatida… se ela estiver inteiramente infeliz… nesse caso parte de seus sentidos emitirão uma vibração, ou freqüência que se aproxima da cor a que chamamos roxo, de modo que até as pessoas que não sejam clarividentes podem quase percebê-lo, e assim é que essa cor entrou na maioria das línguas em todo o mundo, indicando um estado de abatimento… um estado de espírito desagradável, infeliz. Eu começava a compreender a idéia, agora, mas ainda estava intrigado, sem saber como uma pessoa podia ficar verde de inveja, e o disse.

—Lobsang, por dedução, você poderia ter raciocinado por si mesmo que, quando uma pessoa está sofrendo do vício conhecido por inveja, suas vibrações se transformam um tanto, de modo que dá a impressão, às demais, de ficar verde. Não quero dizer, com isso, que seus traços fisionômicos se esverdeiem, como você sabe muito bem, mas tal criatura dá a impressão de ser verde. Também gostaria de tornar claro a você que, quando uma pessoa nasce sob uma determinada influência planetária, nesse caso é afetada com força ainda maior por essas cores.

—Sim! — exclamei. — Sei que uma pessoa nascida sob Áries gosta do vermelho! Meu guia riu, e disse:

—Sim, isso está sob a lei da harmonia. Certas pessoas correspondem mais prontamente à uma certa cor, porque a vibração da mesma está em simpatia íntima com sua própria vibração básica. É esse o motivo pelo qual uma pessoa de Áries (por exemplo) prefere uma cor vermelha… porque a pessoa de Áries tem muito vermelho em sua composição, e acha a própria cor vermelha agradável à vista. Eu ansiava por fazer uma pergunta; já tinha conhecimento desses verdes e roxos, e podia até compreender o motivo pelo qual uma pessoa absorta em profunda meditação tivesse sua aura permeada de traços castanhos. Mas não compreendia o motivo pelo qual uma mulher fosse escarlate! ‘

—Honrado Lama! — explodi, incapaz de conter mais minha curiosidade. — Por que uma mulher pode ser chamada de mulher escarlate? O meu guia olhou-me como se fosse explodir, e por momentos fiquei dando tratos à bola, sem saber o que dissera e que quase o levara a ter um acesso de hilaridade reprimida. Então ele me disse, bondosamente e com detalhes, de modo que no futuro eu não tivesse qualquer dúvida sobre a questão!

—Quero dizer-lhe, também, Lobsang, que cada pessoa tem uma freqüência básica de vibração, isto é, as moléculas de cada um vibram em certa cadência, e o comprimento de ondas geradas pelo cérebro de uma pessoa pode classificar-se em grupos especiais. Não há duas pessoas com o mesmo comprimento de onda… nem o mesmo comprimento de onda é idêntico em todos os aspectos, mas quando duas pessoas se encontram próximas ao mesmo comprimento, ou quando este acompanha certas oitavas de outra, nesse caso é dito que são compatíveis, e geralmente dão-se muito bem, quando juntas. Olhei para ele, e me pus a pensar acerca de alguns de nossos artistas altamente temperamentais.

—Honrado Lama, é verdade que alguns dos artistas vibram em cadência maior do que outros? — indaguei.

—Não há dúvida alguma, Lobsang. Para o homem ter o que se conhece por inspiração, para ser um bom artista, nessas condições sua freqüência de vibrações deve ser muitas vezes mais elevada do que o normal. Às vezes ela o torna irritadiço… difícil de lidar. Estando em cadência mais alta de vibração do que a maioria, ele tende a encarar com desdém os mortais inferiores. Entretanto, muitas vezes o trabalho que executa é tão bom que conseguimos tolerar os seus modos desdenhosos e suas fantasias!

potala-palace-tibete

Eu imaginei aquele grande teclado, estendendo-se por diversos quilômetros. Pareceu-me estranho que, num teclado em tais condições, o alcance humano de experiência se limitasse a apenas umas três teclas, e manifestei tal estranheza.

—O ser humano, Lobsang, gosta de pensar que é a coisa única na criação que importa, como você sabe. Na verdade, existem muitas, muitíssimas outras formas de vida, além dos seres humanos. Em outros planetas, existem formas de vida que são inteiramente desconhecidas dos seres humanos, e o homem comum nem sequer poderia começar a entender tal forma de vida. Em nosso teclado imaginário, os habitantes de um planeta muito distante deste Universo estariam em extremo diferente do teclado, diferente daquele em que se situariam os seres humanos. Também as pessoas nos planos astrais de existência encontrar-se-iam em faixa mais alta do teclado, pois um fantasma que pode atravessar uma parede é de natureza tão tênue que sua própria cadência de vibrações seria realmente alta, embora o teor molecular se mostrasse baixo. Ele olhou para mim, e riu de minha expressão de perplexidade, explicando então:

—Bem, como você sabe, um fantasma pode atravessar uma parede de pedras, porque a mesma consiste de moléculas em vibração. Existem espaços entre cada molécula, e se houver um ser composto de moléculas tão pequenas que elas possam passar entre os espaços de uma parede de pedras, nesse caso esse ser conseguirá atravessá-la, sem qualquer impedimento. Naturalmente, as criaturas astrais possuem uma cadência muito elevada de vibração, e são de uma natureza tênue, isto é, não são sólidas, o que, a seu turno, significa que elas têm poucas moléculas. A maioria das pessoas imagina que o espaço além de nossa terra… além da orla de ar acima de nós… esteja vazio. Isso não acontece assim, o espaço possui moléculas por toda a parte. São, em sua maioria, moléculas de hidrogênio, amplamente dispersas, mas as moléculas estão lá, e podem ser medidas, sem a menor dúvida, de modo bem semelhante àquele pelo qual a presença de um chamado fantasma pode ser medida. As conchas do Templo soaram, chamando-nos novamente.

—Voltaremos a este assunto amanhã, Lobsang, porque quero que você fique muito bem esclarecido sobre esta questão, — disse meu guia, ao nos separarmos à entrada do Templo. O encerramento do Serviço do Templo foi o início de uma corrida — a corrida para o alimento. Estávamos todos bastante famintos, pois nossos próprios suprimentos de alimento haviam-se esgotado. Era aquele o dia em que se recebia um suprimento novo de cevada recém-torrada. No Tibete, todos os monges carregam uma pequena bolsa de couro, com cevada, que foi torrada e moída, e que, misturada ao chá amanteigado, torna-se tsampa. Assim é que seguimos com pressa, e logo nos juntamos à multidão que esperava para encher as bolsas. Em seguida, fomos para o Salão, onde havia chá, de modo que pudéssemos fazer nossa refeição da noite. Aquela substância era horrível. Eu mastiguei o meu tsampa, perguntando a mim mesmo se havia algo de errado no meu estômago. Ela apresentava um paladar horrível, oleoso e queimado, e eu francamente não sabia como engoli-la.

—Bolas! — resmungou o menino a meu lado. — Esta coisa foi queimada demais, ninguém vai conseguir engolir!

—A mim, parece que tudo ficou estragado, neste lote de alimento! — afirmei. Tentei um pouco mais, contorcendo o rosto em concentração aflita — imaginando como iria engolir aquilo. No Tibete, desperdiçar comida é um grande pecado. Olhei ao redor, e vi que os outros faziam exatamente o mesmo, olhavam em volta! A tsampa era ruim, não havia dúvida alguma. Por toda a parte, as tigelas estavam sendo postas no chão, e isso era ocorrência muito rara em nossa comunidade, onde todos se achavam sempre à beira da fome. Engoli apressadamente o tsampa que tinha na boca, e algo muito estranho no mesmo atingiu-me com força inesperada, no estômago. Pondo-me rapidamente em pé, e levando a mão à boca, tomado de apreensão, saí correndo para a porta…

—Bem! Jovem, -— disse uma voz de sotaque estranho, quando me voltei para a porta, depois de haver vomitado violentamente a comida perturbadora. Voltei-me, e vi Kenji Tekeuchi, o monge japonês que estivera em toda parte do mundo, vira tudo, fizera tudo, e agora estava pagando por tudo, com ataques periódicos de instabilidade mental. Ele olhou para mim, com uma expressão de solidariedade .

—Coisa horrível, não é? — perguntou, solidário. — Tive a mesma dificuldade, e vim cá fora pelo mesmo motivo. Teremos de ver o que vai acontecer. Vou ficar aqui fora alguns momentos, contando que o ar puro afaste parte do miasma que esta comida ruim causou. —

Senhor! — disse eu, com desânimo. — Esteve em toda parte, e pode dizer por que motivo, aqui no Tibete, recebemos alimentação tão horrivelmente monótona? Estou inteiramente farto de tsampa e chá, e chá com tsampa, e tsampa com chá. Às vezes, mal consigo enfiar essa porcaria pela goela abaixo. O japonês fitava-me com grande compreensão e solidariedade ainda maior.

—Ah! Você, então, pergunta a mim, porque eu provei muitas espécies diferentes de comida? Sim, e provei mesmo. Viajei muito toda minha vida. Comi na Inglaterra, Alemanha, Rússia… quase em toda parte do mundo. A despeito de meus votos sacerdotais, vivi bem, ou pelo menos julguei que vivia bem, nessa ocasião, mas agora minha negligência quanto aos votos que fiz trouxe-me remorsos. Olhava para mim, e pareceu voltar novamente à vida, com um tremor em todo o corpo.

— Oh! Sim! Perguntou o motivo pelo qual temos comida tão monótona. Vou-lhe dizer. As pessoas no Ocidente comem muito, e dispõem de variedade demasiada de comida. Os órgãos digestivos trabalham em base involuntária, isto é, não são controlados pela parte voluntária do cérebro. Conforme ensinamos, se o cérebro, por meio dos olhos, tiver a oportunidade de avaliar o tipo de comida que vai ser consumido, nesse caso o estômago consegue soltar a quantidade e concentração necessárias de sucos gástricos, a fim de envolver e trabalhar o alimento. Se, por outro lado, tudo for engolido indiscriminadamente, e a pessoa estiver ocupada em conversa tola, durante esse tempo, nesse caso os sucos não são preparados, a digestão não se pode efetuar, e a pobre pessoa tem indigestão e, mais tarde, talvez sofra de úlceras gástricas. Você quer saber por que sua comida é simples? Bem! Quanto mais comum e, razoavelmente, mais monótona for a comida consumida, tanto melhor se mostra para o desenvolvimento das partes psíquicas do corpo. Estudei a fundo o ocultismo, tive grandes poderes de clarividência, e depois devorei todos os tipos de preparados inacreditáveis, e bebidas ainda mais incríveis. Perdi todos os meus poderes metafísicos, de modo que agora tenho de vir aqui, ao Chakpori, para ser tratado, para ter um lugar onde descansar o corpo cansado, antes de deixar esta terra. E quando eu a houver deixado, em questão de poucos meses, os quebradores de cadáveres farão a tarefa… completarão a tarefa… que uma mistura indiscriminada de bebidas e alimentos iniciou. Olhou para mim, em seguida teve um daqueles tremores estranhos, outra vez, e disse:

meditação-fogo

— Oh, sim, meu menino! Receba meu conselho, fique com a comida simples todos os dias de sua vida, e jamais perderá os seus poderes. Se não atender ao meu conselho, e enfiar por sua garganta esfaimada tudo que puder, perderá o que tem, e o que ganhará? Bem, meu menino, você ganhará uma indigestão; ganhará úlceras gástricas, juntamente com mau gênio. Oh, oh! Vou-me embora, aí vem um outro acesso. O monge japonês, Kenji Tekeuchi, pos-se em pé, trêmulo, e cambaleou na direção do Alojamento dos Lamas. Eu o fitava, sacudindo a cabeça, com tristeza. Gostaria muitíssimo de poder conversar com ele por mais tempo. Que tipo de comida seria aquele de que falara? Teria bom sabor? Depois, controlei-me com um estremecimento; por que tentar-me, quando tudo que tinha à frente era chá amanteigado e rançoso, e tsampa, que realmente havia queimado a ponto de se tornar uma massa esturricada, à qual alguma substância estranha e oleosa fora adicionada? Sacudi a cabeça, e caminhei novamente para o Salão. Mais tarde, aquela noite, estava conversando com meu guia, o Lama Mingyar Dondup.

—Honrado Lama, por que motivo as pessoas compram horóscopos aos vendedores, lá na Trilha? Meu guia sorriu, com tristeza, enquanto respondia:

—Naturalmente, como você sabe, não pode haver qualquer horóscopo de valor, a menos que seja preparado individualmente para a pessoa a quem ele alega referir-se. Nenhum horóscopo pode ser preparado na base de produção em massa. Os horóscopos dos vendedores na Trilha, lá embaixo, servem apenas para que eles consigam dinheiro dos crédulos. Olhava para mim, e aduziu:

—Naturalmente, Lobsang, os peregrinos que têm esses horóscopos voltam para casa, e mostram essa lembrança da Potala. Ficam satisfeitos, bem como o vendedor. Assim sendo, por que pensar nisso? Todos se satisfazem.

—O senhor acha que as pessoas devem mandar preparar horóscopos? — perguntei.

—Não, Lobsang, não acho. Apenas em certos casos, como é o seu. Com freqüência demasiada os horóscopos são apenas usados para poupar à pessoa o esforço de adotar um rumo de ação de sua própria responsabilidade. Eu me oponho muito ao uso da astrologia ou horóscopos a menos que exista um motivo definido e específico para isso. Como você sabe, a pessoa comum é como um peregrino que segue até a Cidade de LHASa. Ele não pode ver a estrada à frente, porque árvores e casas e curvas da estrada o impedem. Tem de estar preparado para o que aparecer. Daqui, podemos olhar lá embaixo a estrada, e ver qualquer obstrução, pois estamos em elevação maior. O peregrino, portanto, é como uma pessoa sem horóscopo. Nós, mais altos no ar do que o peregrino, somos como as pessoas que têm o horóscopo, pois podemos ver a estrada à frente, podemos ver os obstáculos e dificuldades, e desse modo devíamos encontrar-nos em posição de sobrepujar as dificuldades, antes que elas realmente ocorram.

—Há uma outra coisa que me perturba muito, Honrado Lama. Pode dizer-me como sabemos das coisas, nesta vida, que conhecemos no passado? Olhei para ele ansiosíssimo, pois sempre tinha medo de fazer perguntas assim, não me cabendo o direito de mergulhar com tanta profundidade nesses assuntos, mas ele não se ofendeu. Ao invés disso, respondeu:

—Antes de virmos para esta terra, Lobsang, planejamos o que pretendíamos fazer. O conhecimento foi guardado em nosso subconsciente, e se pudéssemos entrar em contato com esse subconsciente… como alguns de nós o podem fazer!… nesse caso, saberíamos de tudo que tínhamos planejado. Naturalmente, se desejássemos conhecer tudo que havíamos planejado, não haveria mérito algum em esforçar-nos por melhorarmos, porque saberíamos estar seguindo um plano predeterminado. Por alguns motivos, às vezes, a pessoa entra em sono, ou sai do corpo, enquanto se acha consciente, e entra em contato com seu Eu SUPERIOR. Às vezes, o Eu SUPERIOR poderá trazer conhecimento do subconsciente e transferi-lo de volta a CONSCIÊNCIA do corpo na terra, de modo que, quando o corpo astral regressa ao corpo carnal, há o conhecimento, na mente, de certas coisas que ocorreram em vidas passadas. Pode servir de advertência especial para não cometer um engano, que poderia ter sido cometido uma vida após outra vida. As vezes, uma pessoa sente o grande desejo de cometer suicídio… e isso é apenas um exemplo,.. e se foi castigada, vida após vida, por fazê-lo, nesse caso é freqüente ter uma recordação de algo acerca da autodestruição, na esperança de que tal lembrança leve o corpo a abster-se da autodestruição.

Pensei acerca de tudo isso, e depois fui para a janela, pondo-me a olhar para fora. Lá embaixo, estendia-se o verde da área alagada e o belo verde das folhas dos salgueiros. Meu guia interrompeu-me os devaneios.

—Você gosta de olhar por essa janela, lobsang. Será que lhe ocorre que olha para fora com tanta freqüência porque acha que o verde é muito agradável aos olhos? Enquanto pensava nisso, compreendi que instintivamente via o verde, após ter estudado os meus livros.

—O verde, Lobsang, é a cor mais repousante para os olhos. Ela traz descanso aos olhos cansados. Se for para o mundo ocidental, verificará que em alguns teatros de lá existem lugares chamados “a sala verde”, onde atores e atrizes vão descansar os olhos, depois de estarem submetidos aos palcos cheios de fumaça e ao brilho ofuscante das lâmpadas.

eusuperior-divinapresença

Representação do EU SUPERIOR

Abri os olhos, espantado diante disso, e achei que daria prosseguimento a essa questão de cores, quando a oportunidade se apresentasse. Meu guia disse: — Tenho de deixá-lo agora, Lobsang, mas amanhã volte a ter comigo, porque vou ensinar-lhe outras coisas. Pôs-se em pé, bateu-me gentilmente no ombro e saiu. Por algum tempo, permaneci espiando pela janela, olhando para o verde da grama no pântano e as árvores que se mostravam tão repousantes à visão.

Saiba mais em:

  1. http://thoth3126.com.br/cinco-alimentos-verdes-com-poder-de-cura-excepcional/
  2. http://thoth3126.com.br/rishikesh-na-india-a-capital-mundial-da-ioga/
  3. http://thoth3126.com.br/chia-quinoa-mirtilo-goji-berry-sao-mesmo-superalimentos/
  4. http://thoth3126.com.br/gengibre-previne-o-cancro/
  5. http://thoth3126.com.br/brasil-o-acai-aparece-para-aliviar-a-aterosclerose/
  6. http://thoth3126.com.br/acerola-uma-fruta-muito-saudavel/
  7. http://thoth3126.com.br/stevia-adocante-natural-e-saudavel-do-brasil/
  8. http://thoth3126.com.br/sempre-e-mais-escuro-antes-do-amanhecer/
  9. http://thoth3126.com.br/alho-e-os-seus-beneficios-para-a-saude/
  10. http://thoth3126.com.br/meditacao-pratica-ganha-aval-da-ciencia/
  11. http://thoth3126.com.br/o-poder-da-nova-meditacao/
  12. http://thoth3126.com.br/o-dna-e-influenciado-reprogramado-por-palavras-e-frequencias/
  13. http://thoth3126.com.br/a-magica-da-paz-interior/
  14. http://thoth3126.com.br/meditacao-e-yoga-em-vez-de-punicao-em-escola-dos-eua-dao-otimo-resultado/

Permitida a reprodução desde que mantida a formatação original e mencione as fontes.

thoth(172x226)www.thoth3126.com.br

4 Responses to A Caverna dos Antigos (11)

  1. Erigleyson

    Quero agradece pela leitura de temas de livros como estes.
    Sempre enriquecedor as mensagens
    Que venham mais e mais…

  2. Erigleyson

    Para este livro
    Quantos capítulos são?

  3. Jefferson Pedra

    Só doze? Eu imaginava uns 30… Uma pena, estou gostando demais…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *