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A estrada para o IRÃ passa primeiro pela Síria, via Damasco

Posted by on 28/10/2013

A Estrada para Teerã (uma invasão ao IRÃ) passa por Damasco, na SÍRIA, como o povo desse país já percebeu.

O jornal The New York Times, de New York-EUA anunciou que a administração Obama discretamente enviou uma carta importante  aos dirigentes do IRàainda em no começo do ano passado. [1] 

Tradução, edição e imagens: Thoth3126@gmail.com

Fonte: http://www.globalresearch.ca/

by Mahdi Darius Nazemroaya – Global Research

… A 15 de Janeiro de 2012 o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano reconheceu que a carta tinha sido entregue a Teerã através de três canais diplomáticos: …

1) uma cópia foi entregue ao embaixador iraniano nas Nações Unidas, Mohamed Khazaee, pela sua equivalente norte-americana, Susan Rice, em Nova Iorque;
2) uma segunda cópia da carta foi entregue em Teerã pela embaixadora da Suíça, Livia Leu Agosti; e
3) uma terceira cópia partiu para o IRàatravés de Jalal Talabani, do Iraque. [2]

Na carta, a Casa Branca expunha a posição dos EUA, ao passo que responsáveis iranianos afirmaram que ela constitui um sinal do real estado das coisas: os EUA não podem se dar ao luxo de entrar numa guerra contra o IRÃ.  Da carta, escrita pelo presidente Barak Hussein Obama, constava um pedido norte-americano para o início de negociações entre Washington e Teerã visando colocar um termo às respectivas hostilidades.

A elite das trevas que controla o planeta busca desesperadamente um conflito nuclear regional engolfando o Oriente Médio…

“Na carta, Obama anunciava a disponibilidade para negociações e a resolução de desentendimentos mútuos”, declarou Ali Motahari, um negociador iraniano, à agência noticiosa Mehr. [3] De acordo com outro negociador iraniano, desta feita o vice-presidente da Comissão de Segurança Nacional e Política Exterior do Parlamento do IRÃ, Hussein Ebrahimi (Ibrahimi), a carta prosseguia solicitando a cooperação e negociações do IRàcom os EUA baseadas nos respectivos interesses mútuos dos dois países.[4]

A carta de Obama procurava igualmente assegurar à Teerã de que os EUA não se envolveriam em quaisquer ações hostis contra o IRÃ[5] De fato, ao mesmo tempo o Pentágono cancelou ou adiou grandes exercícios militares a serem realizados em conjunto com Israel. [6] Para os iranianos, porém, estes gestos são desprovidos de significado, dado que os atos da administração de Obama têm sido sempre contrários às suas respectivas palavras. Mais amplamente, o IRàestá persuadido de que os EUA ainda não atacaram apenas porque sabem que os custos de uma guerra com semelhante oponente serão demasiado elevados e as respectivas consequências demasiado arriscadas.

Todavia, isto não significa que um conflito aberto IRÃ-EUA (e ISRAEL) tenha sido evitado ou que não possa acontecer. As correntes podem levar em qualquer direção, por assim dizer. Nem impede que a administração Obama esteja já a conduzir uma guerra contra o IRàe os seus respectivos aliados. De fato, os blocos de Teerã e de Washington têm prosseguido uma guerra fantasma que se prolonga da arena digital e das ondas televisivas até aos vales do Afeganistão e às agitadas ruas de Bagdá.

O Oriente Médio, Israel, Síria, IRÃ, Iraque, Turquia, Arábia Saudita, Egito, Iêmen, Oman, Jordânia, etc… o provável cenário do próximo conflito global, envolvendo a Rússia e a China?

A guerra contra o IRà esta em curso já há vários anos: A guerra contra o IRànão começou em 2012 ou sequer um ano antes, em 2011. A revista Newsweek chegou ao ponto de afirmar num título de página em 2010: “Assassínatos (de vários cientistas que trabalhavam no projeto de geração de energia nuclear do IRÃ), ataques cibernéticos, sabotagem — será que a guerra contra o IRàjá começou?”

A guerra real pode bem ter começado em 2006. Em vez de atacarem o IRàdiretamente, os EUA (e Israel) iniciaram uma guerra encoberta e através de proxies (procuradores: agentes infiltrados dentro do IRÃ). As dimensões secretas da guerra têm sido travadas através de agentes infiltrados, ataques cibernéticos, vírus (como o israelense Stuxnet, ver em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Stuxnet) informáticos, unidades militares secretas, espiões, assassinos, agentes provocadores e sabotadores.

O rapto e o assassinato de cientistas iranianos que teve início há vários anos é uma parte constituinte desta guerra encoberta. Nesta “guerra nas sombras” vários diplomatas iranianos em Bagdá foram vítimas de sequestros e cidadãos iranianos em visita à GeórgiaCanadá, à Arábia Saudita e à Turquia foram detidos e/ou raptados. Vários responsáveis sírios e importantes figuras palestinas, bem como Imad Fayez Mughniyeh [dirigente do Hezbollah libanês], foram também assassinados.

A guerra contra o IRàpor procuradores começou em 2006, quando ISRAEL atacou o Líbano com a intenção de expandir a guerra em direção à Síria. O caminho para Damasco passava por Beirute, do mesmo modo que agora Damasco  (capital da SÍRIA) está na rota para Teerã. Depois do fracasso de 2006, e compreendendo que a Síria era o ponto fulcral do Bloco de Resistência, dominado pelo IRÃ, os EUA e os seus aliados (leia-se ISRAEL) passaram os cinco ou seis anos subsequentes a tentarem separar a Síria do IRÃ.

Os EUA combatem igualmente o IRàe os seus respectivos aliados (menos a RÚSSIA e a CHINA, os dois aliados mais poderosos do IRÃ) na frente diplomática e na econômica, através da manipulação de organismos internacionais (ONU) e de estados satélites. No contexto de 2011-12, a crise existente atualmente na Síria constitui no nível geopolítico uma frente da guerra aberta contra o IRÃ. Até mesmo os exercícios conjuntos norte-americanos e israelenses “Austere Challenge 2012” e a correspondente deslocação de tropas visavam primariamente a Síria enquanto forma de combater o IRÃ.

Encontro entre os líderes dos dois países muçulmanos, IRÃ e SÍRIA.

 A Síria no centro da tempestadeO que os militares de Washington estão executando consiste em exercer pressão psicológica sobre o IRàcomo maneira de o distanciar da Síria, de forma que os EUA (e ISRAEL) e as suas legiões possam desferir o golpe mortal. Até o começo de Janeiro de 2012 os israelenses estão em permanente preparação para o lançamento de uma invasão da Síria, numa repetição da iniciativa de 2006, enquanto os EUA e a U.E. têm continuadamente tentado chegar a um arranjo com Damasco, de forma a separá-la do IRàe do Bloco de Resistência. Todavia, os sírios têm persistentemente recusado esses avanços.

A Foreign Policy, publicou um artigo em Agosto de 2011 expondo o que era a visão do rei Saudita acerca da Síria no contexto do ataque ao IRÃ: “O rei saudita Abdul Aziz Al-Saud sabe que com exceção do colapso da própria República Islâmica iraniana, nada enfraquecerá mais o IRàdo que a perda da Síria.” [7] Tenha esta afirmação sido genuinamente proferida ou não por Abdul Aziz Al-Saud, a respectiva concepção estratégica é representativa das razões para visar a Síria.

O próprio conselheiro de segurança de Obama disse a mesma coisa, poucos meses depois de a notícia da Foreign Policy ter sido publicada, em Novembro de 2011. O conselheiro de segurança nacional [Thomas E.] Donilon garantiu num discurso que o “fim do regime de Assad, na SÍRIA, constituiria o maior inconveniente regional para o IRà— um golpe estratégico que alterará o equilíbrio de poder na região contra o IRÃ.” [8]

O Kremlin também produziu afirmações que corroboram a ideia de que Washington pretende separar a Síria do aliado iraniano. Um alto funcionário responsável russo para assuntos de segurança anunciou que a Síria está a ser punida pela sua aliança com o IRÃ. O secretário do Conselho Nacional de Segurança da Federação Russa, Nikolai Platonovich Patrushev, declarou publicamente que a Síria está submetida à pressão de Washington devido aos interesses geoestratégicos apostados na quebra dos seus laços com o IRÃ, e não em virtude de quaisquer preocupações humanitárias. [9]

O Comandante da Marinha do IRÃ, Almirante Habibollah Sayari e o mapa do Oriente Médio.

IRàtambém já deu sinais de que, no caso de os sírios serem atacados, não hesitaria em intervir militarmente em seu apoio. Washington não pretende enfrentar esse curso de eventos. O Pentágono preferiria engolir a Síria primeiro, antes de dirigir a sua atenção plena e indivisa para o IRÃ.

O seu objetivo consiste em superar um obstáculo por vez. Não obstante a doutrina militar norte-americana acerca da execução de guerras simultaneamente em vários teatros de operação, e de toda a correspondente literatura do Pentágono, a verdade é que os EUA (ainda) não estão preparados para suportarem uma guerra regional convencional simultaneamente contra o IRàe contra a Síriamenos ainda de arcar com o risco duma guerra estendida contra os aliados do IRÃ, a CHINA e a RÚSSIA

(n.T.- O que seguramente transformaria o conflito no Oriente Médio em uma Guerra GLOBAL e com uso de armas atômicas Táticas, EXATAMENTE DE ACORDO COM A AGENDA dos que tentam implantar uma NWO-Nova Ordem Mundial e que são o governo REAL atuando e manipulando o governo formal dos EUA).

O caminho para a guerra, porém, na região estratégica do Oriente Médio está longe de ter chegado ao fim. Por enquanto, o governo norte-americano (e israelense) terá de continuar com a “guerra nas sombras” contra o IRÃ, enquanto intensifica as guerras nas áreas midiática (Jornais, revistas e internet), na frente diplomática (utilizando a ONU) e econômica (determinando o embargo total ao comércio com o IRÃ.

Adendo do tradutor: Fonte Folha de São Paulo

Irã faz teste de mísseis capazes de atingir Israel

SAMY ADGHIRNI DE TEERÃ-IRÃ: O Irã anunciou ontem (Julho de 2012) ter testado com êxito mísseis de longo alcance capazes de atingir Israel, numa aparente advertência a países inimigos que impõem cada vez mais pressão sobre Teerã devido a seu programa nuclear. Os testes surgem num contexto de crescente tensão política e militar no Oriente Médio, gerando nervosismo no mercado global de petróleo.

A Guarda Revolucionária, força de elite do Irã, testou dezenas de mísseis no deserto de Semnan no segundo dos três dias de exercícios batizados de “Grande Profeta 7”. Entre os modelos lançados contra alvos simbólicos estava o Shahab 3 (meteoro, em farsi), com alcance anunciado de 2.000 km -suficiente, em tese, para atingir Israel. Também foram disparados mísseis de raio mais curto, como Zelzal (terremoto) e Qiam (levante), capazes de percorrer de 300 km a 1.000 km.

Teste de míssil iraniano de curto alcance, em foto divulgada por agência oficial ontem

Teste de míssil iraniano de curto alcance, em foto divulgada por agência oficial ontem. Arash Khamoushi/Isna/France Presse

O poderio militar anunciado pelo Irã é difícil de se verificar, mas a imprensa oficial afirmou que todos os foguetes atingiram seus alvos. “É uma resposta aos inimigos que dizem que a opção militar está sobre a mesa”, disse o vice-chefe da Guarda Revolucionária, Hossein Salami. A Guarda Revolucionária também reiterou que o avião não tripulado dos EUA capturado em dezembro será copiado e usado por militares.

Mahdi Darius Nazemroaya é sociólogo, autor e escritor premiado, investigador associado do Centre for Research on Globalization (CRG), Montreal, Canadá. É especializado em questões do Oriente Médio e da Ásia Central. Tem contribuído para discussões relativas ao Grande Oriente Médio em numerosos programas internacionais e em estações de T.V. tais como a Al Jazeera, a TeleSur, a Press TV e a Russia Today. Seus escritos foram publicados em mais de vinte idiomas. Escreve para a Strategic Culture Foundation (SCF), de Moscou, na RÚSSIA. 

O original encontra-se  em: Global Research

NOTAS:
[1] Elisabeth Bumiller et al., “US sends top Iran leader warning on Hormuz threat,” The New York Times, 12/Janeiro/2012.
[2] Mehr News Agency, “Details of Obama’s letter to Iran released,” 18/Janeiro/2012.
[3] Ibid.
[4] Ibid.
[5] Ibid.
[6] Yakkov Katz, “Israel, US cancel missile defence drill” Jerusalem Post, 15/Janeiro/2012.
[7] John Hannah, “Responding to Syria: The King’s Statement, the President’s hesitation,” Foreign Policy, 9/Agosto/2011.
[8] Natasha Mozgovaya, “Obama Aide: End of Assad regime will serve severe blow to Iran,” Haaretz, 22/Novembro/2011.
[9] Ilya Arkhipov e Henry Meyer, “Russia Says NATO, Persian Gulf Nations Plan to Seek No-Fly Zone for Syria,” Bloomberg, 12/Janeiro/2012.

Global Research Articles by Mahdi Darius Nazemroaya

Mais informações em: http://thoth3126.com.br/category/oriente-medio-asia-e-india/

Permitida a reprodução desde que mantida a formatação original e mencione as fontes.

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