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Brasil, pais mais atingido por raios do planeta

Posted by on 17/06/2016
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Cristo Redentor recebe potente descarga de raio.

O Brasil é um país de muita “ENERGIA”, é o campeão em incidência de queda de raios de todo o planeta

O Núcleo de Monitoramento de Descargas Elétricas acompanha tempestades com descargas elétricas e queda de raios em todo o país e emite alertas com meia hora de antecedência.

Essa informação pode evitar mortes e cortes no abastecimento de energia elétrica. Uma equipe de 30 profissionais do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) monitora 24 horas por dia as ocorrências no país.

Edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch

O Brasil é campeão em incidência de queda de raios

Nos meses do verão, a rotina no Núcleo de Monitoramento de Descargas Elétricas é acelerada – nessa época, a temporada das tempestades de raios preocupa diversos setores produtivos e causa mortes no Brasil.

Uma equipe de 30 profissionais do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) monitora 24 horas por dia as ocorrências no país. São eles que emitem os alertas sobre a chegada de uma tempestade e acompanham o paradeiro dos cerca de 50 milhões de raios de caem no Brasil todos os anos.

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“Nós fazemos monitoramento em tempo real, com modelos que interpretam os dados captados pelos nossos sensores espalhados pelo país”, detalha Osmar Pinto Junior, coordenador do Elat, que foi criado em 1995 e faz parte do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

A rede operada pelo Elat, a BrasilDAT, tem 70 sensores distribuídos pelo território nacional. “Aqui nós avaliamos as imagens enviadas por esses equipamentos, fazemos os relatórios avisando onde irão cair os raios e passamos aos nosso parceiros”, diz Diovane Rodolfo de Campos, técnico do núcleo, baseado em São José dos Campos, São Paulo.

Os parceiros do Elat são empresas, principalmente dos setores elétrico e da construção civil. Para elas, saber com antecedência por onde a tempestade de raios irá passar tem importância estratégica.

Uma distribuidora de eletricidade, por exemplo, tem a chance de desligar as partes da rede localizadas na região de ocorrência dos raios ou redistribuir a energia por linhas que evitem a área. No caso de uma empreiteira, quando a rota das descargas elétricas coincide com a localização de uma obra, a empresa dispensa os trabalhadores.

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Nos meses do verão, a rotina no Núcleo de Monitoramento de Descargas Elétricas é acelerada – nessa época, a temporada das tempestades de raios preocupa diversos setores produtivos e causa mortes no Brasil

Análise de raio em 3D

Até o momento, os pesquisadores só conseguem analisar os raios em duas dimensões, como numa foto. A expectativa é que, em breve, uma ferramenta em três dimensões esteja disponível. Será como reconstruir um raio, colocá-lo dentro de uma caixa transparente e poder girar essa caixa para ver todos os detalhes, ângulos e ramificações, de onde o raio partiu e onde ele caiu.

“Esse software reconstruiria o caminho exato que o raio percorreu”, explica Jeferson Alves, que trabalha no projeto como parte do seu doutorado no Inpe. O matemático utiliza três câmeras de alta velocidade que registram, de diferentes posições, um mesmo raio. Essa área de estudo ainda é nova, explorada por poucos grupos de pesquisa no mundo.

“É um tipo de monitoramento importante para aumentar a proteção. O resultado vai ajudar a entender melhor quais tipos de relevo e construções influenciam a ocorrência dos raios e, assim, será possível se proteger melhor”, comenta.

Raios que matam

Nas duas primeiras semanas de 2015, pelo menos cinco pessoas morreram após serem atingidas por raios. Nos últimos dias de 2014, a morte de quatro membros de uma mesma família, vítimas de um raio no litoral paulista, repercutiu até na imprensa internacional.

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Após esta potente descarga, a mão direita da estátua do Cristo Redentor teve que ser consertada pois ficou danificada pela queda do raio.

Estudos do Elat apontam que a ocorrência de raios deve se intensificar nas grandes cidades. Mas a tendência é que as tragédias diminuam. “Entre 2000 e 2010, a média de mortes era de 130 por ano no Brasil. De 2010 até 2014, esse número caiu para 110 [por ano]”, comenta Osmar Pinto Junior. “Acreditamos que as pessoas estão mais cautelosas e procuram se abrigar com segurança em caso de tempestade”, acrescenta.

Além do Elat, outras redes monitoram as descargas elétricas pelo mundo. A World Wide Lightning Location Network (WWLLN) mantém uma rede mundial administrada pela Universidade de Washington, e conta com a colaboração de mais de 50 universidades.

“A maior parte dos raios ocorrem em países tropicais e subtropicais e, em muitos países, os dados sobre as mortes não são precisos”, afirma Robert Holzworth, coordenador da WWLLN. “Nos Estados Unidos, de clima temperado, são de 30 a 50 óbitos por ano”, completou.

Curiosidades sobre o clima ao redor do mundo

Onde chove mais? Qual foi o furacão mais mortal? E qual a localidade mais fria do mundo? Em tempos de mudanças climáticas, elencamos uma pequena seleção de recordes.

– O dia mais quente da história foi 10 de julho de 1913, no Vale da Morte, na Califórnia. Na vila de Furnace Creek, os termômetros chegaram a marcar 56,7 graus.

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Death Valley, nos EUA.

– Já a aldeia de Oymyakon, na República da Iacútia, no leste da Sibéria, é o lugar povoado mais frio do mundo. A temperatura mais baixa registrada na aldeia russa foi de -71,2 graus, em 1926. Na estação de Wostok, na Antártica, a temperatura chegou a -89,2 graus em 1983.

– A cidade de Yuma, no Arizona, é o local mais ensolarado da Terra. Lá o sol brilha quase todos os dias: uma média de 313 dias por ano. Por outro lado, o Polo Sul é o lugar com a menor quantidade de sol. A noite polar na região dura quase seis meses.

– A chuva de granizo mais mortal da história aconteceu em 1986, matando 92 pessoas na cidade de Gopalganj, em Bangladesh. Algumas das pedras de gelo que caíram naquele trágico dia pesavam cerca de um quilo.

– Cherrapunjee, na Índia, detém o recorde mundial de maior precipitação em 48 horas. Entre 15 e 16 de junho de 1995, a cidade registrou 2.493 milímetros de chuva. O lugar mais chuvoso do mundo é a ilha havaiana de Kauai, onde chega a chover até 350 dias por ano.

– No outro extremo, os moradores de Arica, no Chile, sofreram, entre 1903 e 1918, o maior período de seca de que se tem notícia. No total foram 173 meses sem uma gota de chuva.

– O furacão mais mortal da história atingiu Mianmar em maio de 2008. O furacão Nargis tirou a vida de 138 mil pessoas. Não tão devastador, mas mais poderoso, foi o tufão Haiyan, que atingiu as Filipinas em novembro de 2013, com ventos de até 310 quilômetros por hora.

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O super tufão Haiyan, que atingiu as Filipinas em novembro de 2013

– Neve no Cairo? Parece estranho, mas nevou na capital egípcia em dezembro de 2013 pela primeira vez em 112 anos. No mesmo ano, a capital russa registrou outro recorde. A neve que cobriu Moscou chegou a 65 centímetros de altura.

– O Lago de Maracaibo, na Venezuela, é o lugar com o maior número de relâmpagos. Lá, no ponto onde o rio Catatumbo deságua no lago, relampeja entre 18 e 60 vezes por minuto e até 3.600 por hora. Isso acontece de 140 a 160 noites por ano.

– A Alemanha detém o recorde de maior número de dias com névoa. Em 1958, o topo da montanha Brocken, no estado da Saxônia-Anhalt, registrou 330 dias de neblina ao longo do ano.

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