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Mudanças climaticas: Cresce o Efeito Estufa no planeta

Posted by on 13/01/2014

A expansão do efeito Estufa fez surgir  vegetação na antes congelada região do Círculo polar do Ártico, no extremo norte do planeta

O crescimento da vegetação nas latitudes boreais da Terra cada vez mais se assemelha as latitudes mais luxuriantes em vegetação para o sul, de acordo com uma pesquisa da NASA – feita com base em estudos de um registro das temperaturas dos últimos 30 anos de regiões terrestres e de dados via satélite . 

Tradução, edição e imagens:  Thoth3126@gmail.com

Fonte: http://science.nasa.gov

O Efeito Estufa fez surgir  vegetação na antes congelada região do Círculo polar do Ártico:

Em um artigo publicado um domingo, em 10 de março de 2013, sobre as Mudanças do Clima, na revista Nature, uma equipe internacional de cientistas de universidades e da Nasa examinou a relação entre as mudanças na temperatura da superfície e o crescimento da vegetação em regiões a partir de 45 graus de latitude norte com o Oceano Ártico. 

Os resultados mostram o crescimento da temperatura e  da vegetação nas latitudes do norte e que agora se assemelham aos encontrados entre 4º até 6º de latitude mais distantes ao sul, tão recentemente quanto 1982. 

As Maiores latitudes do norte estão ficando mais quentes, o gelo do mar Ártico e a duração da cobertura de neve estão diminuindo, a estação de crescimento está durando mais e as plantas estão crescendo maiores “, disse Ranga Myneni do Departamento da Terra e do Ambiente da Universidade de Boston .

 “No Ártico ao norte e nas zonas boreais, as características das estações do ano estão mudando, causando grandes rupturas para as plantas e ecossistemas associados.

Acima: os 10 milhões de quilômetros quadrados (26 milhões de quilômetros quadrados) de terras com vegetação do norte, 34 a 41 por cento apresentaram aumentos no crescimento das plantas (verde e azul), de 3 a 5 por cento mostraram decréscimos no crescimento das plantas (laranja e vermelho), e de 51 a 62 por cento não apresentaram alterações (amarelo) ao longo dos últimos 30 anos. Os dados de satélite nesta visualização são de AVHRR e MODIS. Crédito: NASA Goddard Space Flight Center Studio Visualização Científica

Myneni e seus colegas usaram dados de satélite da NASA e NOAA para quantificar as mudanças na vegetação em diferentes latitudes entre 1982-2011. Os dados utilizados neste estudo vieram de avançados instrumentos Advanced Very High Resolution Radiometers (AVHRR) existentes à bordo de uma série de satélites  de órbita polar do NOAA  e do MODIS – Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer da NASA, os satélites Aqua e instrumentos na Terra.

Como resultado do maior aquecimento e uma estação de crescimento de maior período, grandes manchas de vegetação verde, produtiva e vigorosa  agora abrangem um terço da paisagem do norte, ou mais de 3,5 milhões de milhas quadradas (9 milhões de quilômetros quadrados). Essa é uma área aproximadamente igual ao território dos Estados Unidos contíguos. Esta paisagem se assemelha àquela que é normalmente encontrada 250-430 milhas (400-700 km) mais ao sul, em 1982.

“É como se a região de Winnipeg, em Manitoba, se movesse para Minneapolis-Saint Paul em apenas 30 anos“, disse o co-autor do estudo, Compton Tucker do Goddard Space Flight Center da NASA  em Greenbelt, Maryland-EUA.

A cor verde agora na região do Ártico é visível no terreno agora livre de gelo com uma abundância crescente de arbustos altos e árvores em locais em todo o Ártico circumpolar. Vegetação verde nas áreas adjacentes boreais é mais pronunciado na Eurásia do que na América do Norte. Um efeito estufa amplificado esta conduzindo a essas mudanças, de acordo com Myneni. O aumento das concentrações de gases retêm o calor, como o vapor de água, dióxido de carbono e metano, causando o aquecimento da superfície da Terra, dos oceanos, e na baixa atmosfera. 

O aquecimento reduz a extensão do gelo do mar polar e a cobertura de neve, antes eterna e, por sua vez, o oceano do Ártico mais escuro e as superfícies de terra absorvem mais energia solar, assim, aumenta ainda mais o aquecimento do ar acima deles. Isso põe em movimento um ciclo de reforço positivo entre o aquecimento e a perda de gelo do mar e da cobertura de neve, o que chamamos de efeito estufa ampliado”, disse Myneni.

O efeito estufa poderá ser ainda maior no futuro, na medida que os solos no degelo ao norte, já estão liberando quantidades potencialmente significativas de (mais) dióxido de carbono e metano.

Árvores crescem e tomam posse com o degelo agora permanente do permafrost, perto das montanhas Altai, na Rússia. Crédito: Terry Callaghan, EU-Interact/Sergey Kirpotin, Tomsk State University

Para descobrir o que está reservado para as décadas à frente, a equipe analisou 17 modelos climáticos. Estes modelos mostram que o aumento da temperatura nas regiões do Ártico e boreais seria equivalente a um desvio de 20º de latitude, até ao final deste século em relação a um período de comparação de 1.951-1.980. No entanto, pesquisadores observam que o crescimento de plantas no norte não pode continuar em sua trajetória atual.

As ramificações de um efeito estufa ampliado, como incêndios florestais freqüentes, surto de infestações de pragas e secas de verão, pode retardar o crescimento das plantas. Além disso, temperaturas mais quentes só na zona boreal não garantem crescimento de mais vegetação, que também depende da disponibilidade de água e luz do sol. “Os dados de satélite identificam as áreas na zona boreal que são mais quentes e secas e outras áreas que são mais quentes e úmidas“, disse o co-autor Ramakrishna Nemani de Ames Research Center da NASA, em Moffett Field, Califórnia.

Só as áreas mais quentes e mais úmidas suportam mais o crescimento de vegetação”.  “Nós encontramos um crescimento de mais vegetação na zona boreal entre 1982-1992 em relação à dos anos de 1992 a 2011, porque as limitações de água foram encontrados mais tarde em duas décadas de nosso estudo “, disse o co-autor Sangram Ganguly do  Instituto de Pesquisa Ambiental Bay Area e Ames da NASA.

Os dados, resultados e códigos de computador a partir deste estudo serão disponibilizados em NASA Earth Exchange ( NEX), uma instalação de supercomputação colaborativa no Ames Research Center, em Moffett Field, Califórnia. O NEX é projetado para trazer cientistas, juntamente com os dados, modelos e recursos de computação para acelerar a pesquisa e inovação e dar transparência nos resultados.

Autor: Kathryn Hansen |  Produção edição: Dr. Tony Phillips | Crédito: Science @ NASA

Mais informações em:

  1. http://thoth3126.com.br/sol-se-agita-tempestade-solar-com-emissao-de-cme-rumo-a-terra/
  2. http://thoth3126.com.br/mudancas-climaticas-artico-profecia-ciencia-e-a-sabedoria-dos-ancioes/
  3. http://thoth3126.com.br/supertempestade-solar-poderia-causar-o-caos/
  4. http://thoth3126.com.br/mudancas-climaticas-permafrost-comecou-a-descongelar/
  5. http://thoth3126.com.br/anatomia-de-um-flare-solar-gigante/
  6. http://thoth3126.com.br/ciclo-solar-24-surpreende-o-mais-fraco-em-100-anos/
  7. http://thoth3126.com.br/mudancas-climaticas-aquecimento-global-perto-de-se-tornar-irreversivel/
  8. http://thoth3126.com.br/buraco-negro-sugando-energia-do-nosso-sol-ou-ufo-gigante/
  9. http://thoth3126.com.br/poderosa-emissao-de-onda-de-energia-do-nucleo-da-terra-foi-gravado/
  10. http://thoth3126.com.br/clima-recorde-de-calor-em-11-mil-anos/

Permitida a reprodução desde que mantida a formatação original e mencione as fontes.

www.thoth3126.com.br

2 Responses to Mudanças climaticas: Cresce o Efeito Estufa no planeta

  1. Tania

    Por que alguns cientistas dizem que vamos entrar em uma era glacial e outros falam de aquecimento global, quem esta falando a verdade? ou existem outros interesses por traz de tudo isso?

    • Thoth3126

      Olá cara Tania, é porque no inverno passará a ser muito mais frio e no verão será cada vez muito mais quente, exatamente como esta acontecendo no começo deste ano. Os dois lados estão corretos, as mudanças climáticas provocam o extremo de frio e calor em ambos hemisférios. Muita Luz e Paz.

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