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E o Brasil vai mudando e a crise (dos políticos sem vergonha) se amplia

Posted by on 28/11/2016

rato-corrupcao_no_brasilÉ inegável que vivemos o momento mais tenso dos últimos cinquenta anos da história do Brasil. A aprovação do processo de impeachment de Dilma Rousseff não encerrou a crise política. Muito pelo contrário. 

O Brasil esta mudando. E a elite político-econômica não percebeu. Acredita que – como das outras vezes ao longo da história republicana – é possível obter um rearranjo no poder para que tudo continue como dantes.

Edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch

E o Brasil vai mudando e a crise dos políticos corruptos, sem vergonha, ética e moral se amplia

Fonte: http://istoe.com.br/o-brasil-mudou/ e http://istoe.com.br/crise-apenas-comecou/

A  crise política se aprofunda. E a recuperação econômica é mais lenta do que o esperado. A conclusão do processo de impeachment não abriu um cenário de céu de brigadeiro. As tensões permanecem. Qualquer saída política dentro da velha tradição brasileira, a conciliação pelo alto, desta vez, é impossível.

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Geddel Vieira Lima, mais um esperto político ministro do governo Temer que cai por não perceber os ventos da mudança no país.

O Brasil mudou. E a elite político-econômica não percebeu. Acredita que – como das outras vezes ao longo da história republicana – é possível obter um rearranjo no poder para que tudo continue como dantes. Uma reacomodação sem uma alteração real na ação política e, especialmente, no funcionamento dos poderes do Estado democrático de Direito.

As grandes mobilizações de 2015 e 2016 – as maiores da história do Brasil – recolocaram a sociedade civil em confronto com o Estado. Hoje, a auto-organização transformou a cidadania em agente ativo. Foi-se a época em que a política era assunto exclusivo dos políticos profissionais. Com as redes sociais e o surgimento de movimentos autônomos de participação e controle da coisa pública, a república começou a se desenhar como algo concreto, onde o cidadão é o agente da sua própria história.

Neste universo marcado pelo novo, a velha sociedade política não consegue mais ter lugar. Resiste, mas será derrotada. O brasileiro subserviente, do “sim, senhor,” não mais existe. O movimento que levou a queda do projeto criminoso de poder – algo que parecia pouco provável no início desse ano – desestabilizou uma forma de dominação política que petrificou as instâncias de participação criadas pela Constituição de 1988. Agora, os direitos constitucionais não são mais simplesmente consagrados na Carta Magna, são exercidos de forma plena.

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Estas mudanças deixaram a velha e desgastada elite político-econômica atônita. Ninguém sabe, com certeza, o que vai ocorrer amanhã. A defesa de uma república democrática na prática cotidiana tem acirrado a crise. O desespero de Renan Calheiros não é um ponto fora da curva. A inoperância do STF também. E a dificuldade que o Palácio do Planalto está encontrando para recolocar o país nos trilhos é mera consequência desse novo tempo.

A Praça dos Três Poderes insiste em permanecer de costas para o Brasil. Imagina que seja possível governar sem a participação dos cidadãos. Vai fracassar. E a crise vai se aprofundar.

A crise apenas começou

É inegável que vivemos o momento mais tenso dos últimos cinquenta anos da história do Brasil. A aprovação do processo de impeachment de Dilma Rousseff não encerrou a crise política. Muito pelo contrário. Apenas abriu o longo período que poderá levar à proclamação da República no Brasil – aquela que foi apenas anunciada a 15 de novembro de 1889 pelo marechal Deodoro da Fonseca.

A possibilidade de construir um novo arco de poder com as forças parlamentares que conduziram o impeachment, encerrando a participação da sociedade civil organizada, está fadada ao fracasso. Não é mais possível transformar a política em um espetáculo com poucos atores, onde o povo assiste passivamente o desenrolar dos acontecimentos. Isso acabou. Nos últimos anos – e as redes sociais jogaram um importante papel – o protagonismo da sociedade civil e o interesse pelos destinos da República estão conduzindo o Brasil a um novo patamar, único na nossa história.

Hoje, a política foi introduzida nas conversas cotidianas junto com o futebol e outras amenidades. O STF virou tema de botequim. E seus membros são motivos de acesas polêmicas. Quando isso ocorreu? Nunca. Hoje Ricardo Lewandowski é tão falado como Neymar ou uma novela das nove da Rede Globo. Estamos em meio ao processo de reconhecimento de que a participação popular é indispensável para a construção da democracia. E nada indica que isso deva ser interrompido.

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Estamos em meio ao processo de reconhecimento de que a participação popular é indispensável para a construção da democracia. E nada indica que isso deva ser interrompido. A questão que se coloca é sobre a qualidade dessa ação. Há, por exemplo, um grande interesse pelo conhecimento e estudo da História do Brasil. Contudo, o que é oferecido para o público leitor – ou em vídeos, pela internet – é de qualidade sofrível. Em parte, tal fato deve ser atribuído às universidades (os acadêmicos eruditos) que viraram as costas para a sociedade e não socializam a produção do conhecimento.

Os sucessivos escândalos de corrupção, ao invés de levar a um desinteresse pela política, produziram efeito inverso: estimularam a discussão sobre os rumos do País e a necessidade de produzir um arcabouço legal que dificulte o assalto à coisa pública. As medidas de combate à corrupção patrocinadas pelo Ministério Público Federal – e que contam com amplo apoio popular – têm importância decisiva nesse processo. E dessa aliança poderá surgir um novo Brasil.


“Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem. Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura se colhem uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? “  Mateus 7:13-16

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Mais informações em:

 

One Response to E o Brasil vai mudando e a crise (dos políticos sem vergonha) se amplia

  1. Ary

    O autor que escreveu este artigo usa e abusa de apelos do tipo emotivo e não de argumentos lógicos para induzir o leitor a acreditar que o Brasil mudou e que de agora em diante tudo será diferente. Em se tratando de políticos, francamente não consigo enxergar nenhum motivo para acreditar que algo mudou e sim que continua valendo aquela velha máxima que diz que mudam-se as moscas, mas a sujeira permanece.

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