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Explosão de meteoro na costa do Rio de Janeiro gera dúvidas

Posted by on 27/02/2016

Meteoro-ceu-noturno-asteroidePor que ninguém viu ‘bola de fogo’ de energia similar à bomba atômica explodir perto da costa do Brasil?

Somente na terça-feira 23 foi divulgado pela NASA um fenômeno que seus satélites registraram no início desse mês: a cerca de mil quilômetros da costa do Brasil, um meteoro entrou na atmosfera da Terra, sobre o oceano Atlântico. Liberou o equivalente a 13 mil toneladas de TNT quando se desintegrou a aproximadamente 30 quilômetros acima da superfície do mar. É o maior meteoro observado desde o que atingiu há três anos a cidade russa de Chelyabinsk.  

Edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch

Bola de fogo explodiu sobre o Oceano Atlântico a cerca de mil quilômetros da costa do Brasil

Fonte:   http://www.bbc.com

Na terça-feira, a Agência Espacial Americana, a NASA, anunciou ter detectado a maior “bola de fogo” registrada na Terra desde 2013, com localização a pouco mais de mil quilômetros da costa do Brasil. O termo é usado para descrever meteoros de brilho incomum e, consequentemente, mas fáceis de serem vistos.

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Em 15 de fevereiro de 2013 um meteoro com cerca de 17 mil toneladas explodiu sobre a região da cidade de Chelyabinsk, ferindo mais de 1,5 mil pessoas e destruindo milhares de janelas com a onda de choque da explosão.

Pouco se sabe sobre o evento, que até agora parece ter sido detectado apenas pela Nasa, como parte de um programa de mapeamento de asteroides – conhecido como NEO e que inclui uma rede de satélites militares previamente usado para monitorar testes nucleares.

Até porque a agência estima que o objeto tenha explodido a 31 km de altura, em 6 de fevereiro. Pelos cálculos da agência, a explosão liberou o equivalente a 13 mil toneladas de dinamite, força de dimensões relativamente semelhantes à da bomba atômica. O meteoro se desintegrou, mas algumas perguntas ficaram.

Quão perigoso foi o evento?

Segundo a NASA, objetos espaciais com menos de 100 metros de extensão e feitos primariamente de rochas tendem a se romper em grandes altitudes ao entrar na atmosfera da Terra. Dados fornecidos pelos satélites americanos revelam que a maioria deles se desintegra sem sequer atingir o solo, o que explicaria por que muitas vezes não os vemos.

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O problema são os asteroides compostos por metal, que podem resistir à queima da entrada na atmosfera.

Mas a última vez em que um objeto causou danos significativos foi em 1908, quando um asteroide ou cometa medindo de 60 a 190 metros explodiu a cerca de 10 km de altura sobre a região de Tunguska, na Sibéria, na Rússia, liberando energia mil vezes maior que a da bola de fogo deste mês na costa do Brasil.

Felizmente, a explosão ocorreu sobre uma região pouquíssimo habitada na época. Não há relato de vítimas. Mas cientistas estimam que uma área de 2.000 km quadrados (e 80 milhões de árvores) foi devastada pela energia liberada, e que as ondas de choque derrubaram pessoas a 60 km do epicentro. O potencial, segundo astrônomos, seria suficiente para arrasar Londres e seus subúrbios, causando milhões de mortes.

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Região de Tunguska, na Rússia

A destruição poderia ser bem pior caso houvesse choque com a superfície: uma hipótese científica alega que o impacto de um meteoro possa ter sido responsável pela extinção dos dinossauros, há 65 milhões de anos. Mas acredita-se que o objeto medisse pelo menos 10 km de diâmetro.

Quais são as chances de impacto?

Astrônomos se fiam em estatísticas para estimar que asteroides de pelo menos 50m de diâmetro podem atingir a terra uma vez a cada século. Corpos com mais de 1km têm probabilidade de colidir com planeta uma vez a cada 100 mil anos. Ao mesmo tempo, segundo a NASA, a Terra é constantemente atingida por asteroides – pelo menos 100 toneladas de objetos.

Mas a maioria deles é pequena demais para passar pela atmosfera terrestre. As “bolas de fogo” ocorrem pelo menos uma vez por ano. E ainda não existe registro oficial de mortes por asteroides.

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Meteoros são muito mais comuns do que imaginamos

Podemos rastrear a chegada de asteroides?

Existem diversas redes ao redor do mundo rastreando e catalogando possíveis ameaças espaciais. O programa NEO, da Nasa, por exemplo, iniciou em 1998 um inventário de rochas espaciais com diâmetro maior que 1km cuja órbita possa aproximá-los da Terra, mas desde 2005 o trabalho passou a englobar também asteroides a partir de 140m. O programa tem como objetivo encontrar 90% deles até 2020.

Mas a missão é árdua: em 2012, o asteroide BX34 passou a 61 mil km da Terra, uma distância considerada próxima em termos astronômicos. O objeto espacial tinha sido descoberto apenas DOIS dias antesA “bola de fogo” que explodiu sobre os céus da Rússia em fevereiro de 2013 e deixou mais de 1,5 mil pessoas feridas não tinha sido sequer detectada.

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A última vez em que um objeto causou danos significativos foi em 1908, quando um asteroide ou cometa medindo de 60 a 190 metros explodiu a cerca de 10 km de altura sobre a região de Tunguska, na Sibéria, na Rússia, liberando energia mil vezes maior que a da bola de fogo deste mês na costa do Brasil.

O que fazer se descobrirmos um objeto “endereçado” à Terra?

Uma estratégia já é conhecida por quem viu o filme Armagedon, com Bruce Willis: um asteroide pode ser desviado de seu curso com a explosão de uma bomba nuclear carregada por uma nave espacial.

O problema aqui é que a explosão poderia mandar pedaços múltiplos em direção ao planeta se algo desse errado. A Agência Espacial Europeia (ESA) tem um projeto conhecido como Dom Quixote, com o qual planeja colidir uma espaçonave com um asteroide e estudar os efeitos. Mas ainda não há cronograma para nenhuma missão.

Mais informações sobre cometas e meteoros em:

  1. http://thoth3126.com.br/meteoros-podem-estar-a-caminho-da-terra/
  2. http://thoth3126.com.br/explosao-e-queda-de-meteoro-na-russia-destruicao-e-feridos/
  3. http://thoth3126.com.br/cometa-ison-podera-causar-imensa-chuva-de-meteoros/
  4. http://thoth3126.com.br/meteoro-na-argentina-explosao-em-novas-imagens/
  5. http://thoth3126.com.br/meteoro-explodiu-nos-ceus-dos-eua/
  6. http://thoth3126.com.br/nasa-chuva-de-meteoros-e-estrelas-cadentes-imagens/
  7. http://thoth3126.com.br/meteoro-explode-sobre-a-espanha/
  8. http://thoth3126.com.br/licoes-do-impacto-de-meteoro-na-russia/
  9. http://thoth3126.com.br/asteroide-2014rc-passa-raspando-a-terra-dia-0709/
  10. http://thoth3126.com.br/bola-de-fogo-meteoro-explode-e-e-registrado-no-ceu-de-bangcoc/
  11. http://thoth3126.com.br/bola-de-fogo-explodiu-sobre-atlantico-a-mil-quilometros-da-costa-do-brasil/

Permitida a reprodução desde que mantido na formatação original e mencione as fontes.

thoth(172x226)www.thoth3126.com.br

2 Responses to Explosão de meteoro na costa do Rio de Janeiro gera dúvidas

  1. Marlene Saraiva

    Mas os cientistas devem pensar, antes de tentar enviar naves recheadas de bombas nucleares, na tentativa de desviarem o curso desses asteroides, nos efeitos não só para o nosso planeta, mas para os multiuniversos e seus habitantes, não é mesmo???

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