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Histórias de Maldek – Ombota de Marte, Parte 2

Posted by on 18/04/2016

Ombota de Marte, Histórias de Maldek, da Terra e do Sistema Solar – Parte 2

 “Houve um tempo em que milhares de embarcações da Federação chamadas de Vimanas levantavam enormes nuvens de poeira enquanto aterrissavam na Terra para descarregarem as suas cargas de caridade.

Embora eles (os nodianos) viessem com preocupação e amor, eles assim o fizeram para evitar a degradação da heterogênea  população da Terra, o que perturbava muito às suas almas”.    EU SOU Tortsigra, Senhora de Planejamento número 128 da Casa de Comércio de ISOTREX

Meu pai me colocou em cima de suas costas, onde eu poderia ver sobre a multidão e avisá-lo sobre qual a direção que deveríamos tomar para irmos embarcar na espaçonave rumo à Terra. De meu ponto vantajoso mais elevado eu podia ver através da névoa marrom ao brilho alaranjado de fogueiras de cozinhar e de piras funerárias brilhantes…

Tradução, edição e imagens: Thoth3126@protonmail.ch

Traduzido do Livro “THROUGH ALIEN EYES – Através de Olhos Alienígenas”, escrito por Wesley H. Bateman, Telepata da FEDERAÇÃO GALÁCTICA, páginas 437 a 459.

Ombota, uma mulher de Marte – Parte 2

EMBARCANDO RUMO à TERRA e VIVENDO em UMA NAVE MÃE da FEDERAÇÃO

… Estava frio e todos nós nos sentimos melhor ao sentir o calor acolhedor dentro da espaçonave. A nave em que viajaríamos de Marte para a Terra poderia levar somente trinta pessoas.

Após efetuarem numerosas viagens, os nodianos perceberam que para manter a ordem e eliminar o pânico durante o voo, todas as portas que davam vista para o espaço exterior da espaçonave deveriam ser encobertas. Cada indivíduo de nosso grupo estava pela primeira vez em silêncio quando um de nossos homens começou a bater ritmadamente na panela de cozinhar que ele levava sobre sua cabeça. Imediatamente a ele se juntou um coro de “batedores de panelas”. Toda essa atividade fez com que muitos de nós caíssemos na gargalhada.  

MARTE hoje é o quarto planeta a contar do Sol e é o último dos quatro planetas telúricos no sistema solar, situando-se entre a Terra e o Cinturão de Asteroides (os restos da explosão do planeta MALDEK), a 1,5 UA do Sol (ou seja, a uma vez e meia a distância da Terra ao Sol). De noite aparece como uma estrela vermelha, razão por que os antigos romanos lhe deram o nome de Marte, o deus da guerra. Os chineses, coreanos e japoneses chamam-lhe “Estrela de Fogo”, baseando-se nos cinco elementos da filosofia tradicional oriental. Executa uma volta em torno do Sol em 687 dias terrestres (quase 2 anos terrestres). Marte é um planeta com algumas afinidades com a Terra: tem um dia com uma duração muito próxima do dia terrestre (de 24 horas) e o mesmo número de estações. Marte tem calotas polares que contêm água e dióxido de carbono gelados e o maior vulcão conhecido do sistema solar – o Olympus Mons. (Monte Olympus)

Cerca de uma hora mais tarde e após sentirmos algumas pequenas sacudidas as portas se abriram mais uma vez, revelando uma área coberta com pessoas.  Aqui e acolá, havia fogueiras de cozinhas. A primeira coisa que percebi sobre este lugar, quando comparado com o local de Marte que abandonáramos foi de que o ar era muito fresco e limpo.  

A vasta área de carga onde nós fomos depositados dentro da Nave Mãe era circular e tinha um diâmetro de cerca de 60 metros e um teto construído em formato de domo com cerca de 21 metros de altura. O perímetro desta enorme sala estava cercada com várias plataformas de terraços de metal preenchidas com pessoas. Sobre essas espécies de arquibancadas havia instalações de sanitários e banheiros e salas de primeiros socorros.

A área central daquela imensa sala também era circular e tinha um diâmetro de 19,50 metros. Esta área também continha muitas pessoas indo e vindo de um posto que armazenava alimentos e água assim como dava informações de como arranjar atendimento médico. Por causa da excitação daqueles momentos muitas mulheres grávidas entraram em trabalho de parto ali mesmo. Eu ouvi dizerem que a espaçonave tinha mais uma carga totalmente preenchida com rebanhos de nossos animais, mesmo animais e pássaros nativos de Marte que ainda não haviam sido domesticados.

Nós gastamos vários dias esperando dentro da Nave Mãe em órbita de Marte por novas chegadas de espaçonaves de transporte e suas cargas. Após a espaçonave que nos levaria à Terra ter sido completamente carregada em sua capacidade, nós tivemos que esperar mais alguns dias enquanto o ar interno dessa espaçonave era trocado lentamente da atmosfera de Marte para a composição química da atmosfera que encontraríamos no planeta Terra (então muito mais rico em oxigênio do que nos dias atuais).

Estes foram tempos de miséria para muitos dos nossos, especialmente para os mais velhos. Levou alguns dias antes que qualquer um de nós voltasse a andar e a se alimentar novamente. Nós aprendemos que mais de 85 por cento do rebanho de nossos animais morreram durante a troca do ar interno da imensa espaçonave. A vantagem foi de que os animais que sobreviveram estavam em boa forma e saudáveis e se esperava que se adaptassem bem e se reproduzissem na Terra (ainda hoje uma raça de carneiros da Terra é oriunda dos de Marte assim como o dromedário).

Desde o momento em que entramos na imensa Nave Mãe que nos levaria à Terra, uma voz feminina suave de uma mulher nodiana chamada de Freattha, falando em língua marciana, foi ouvida através da área de desembarque, lembrando-nos para sermos gentis e corteses uns com os outros, falarmos suavemente e evitar fazer barulho. Esta mesma voz suave e sem corpo e rosto fez outros avisos públicos e deu recados individuais sobre uma quantidade de razões diferentes.  Quando essa suave voz começava a dizer algo, nós quase não podíamos ouvir nada além do choro dos bebês recém nascidos. Estes choros eram uma grande injeção de moral porque representava nova vida marciana e provava para todos nós que a nossa raça deveria e poderia sobreviver.

A PARTIDA PARA A TERRA

Eu apenas havia sido posta na cama pela minha mãe quando a voz de Freattha anunciou,

Nós estamos agora partindo em direção ao planeta Terra. Nós vamos levar três dias e meio de viagem. Que os Elohim abençoem a nossa jornada“.

Eu fiquei pensando quem seriam os Elohim (EL é deus, Elohim é o plural para os deuses criadores). Durante a nossa viagem para a Terra eu vi o meu pai muito poucas vezes, pois ele gastava seu tempo em conversas com outros homens de Marte para planejar e discutir como nós iríamos viver quando chegássemos à Terra. A sua maior preocupação era a de como proteger os animais de nossos rebanhos e mais tarde, na medida em que eles se reproduzissem, distribuí-los igualmente entre as pessoas. O nosso velho modo tribal marciano de distribuição seria testado quando chegássemos à Terra. 

Eles tinham que levar em consideração o que nós e os nossos animais iríamos comer e beber até que houvesse animais suficiente no rebanho novamente para ser consumido sem reduzir o número de animais em estoque. Também havia muitos outros tipos de grama e de plantas na Terra do que em Marte, e os nodianos não sabiam nos dizer quais os tipos de vegetação da Terra poderia ser prejudiciais a nossa saúde e de nossos rebanhos. O pensamento de criar os seus rebanhos de carneiros em uma única localidade, ao invés de nos mover continuamente ao longo dos cursos d’água como em Marte, deixou o meu pai perplexo. Ele não tinha capacidade de perceber um local onde havia milhões de milhas quadradas de florestas e campos relvados gigantescos como na Terra.

Os nodianos também nos informaram durante as suas seções de orientação que nós apreciaríamos nos juntar às pessoas do planeta Wayda (Vênus) e dos planetoides que orbitavam os radiares gigantes de Summer (Saturno), Relt (Júpiter) e Trake (Netuno). Isso nos preocupou de muitos modos:

  • Eles iriam roubar os nossos rebanhos?
  • Os seus rebanhos iriam competir com os nossos e/ou atacá-los e come-los?
  • Os seus deuses iriam se relacionar com os nossos?
  • Os espíritos de seus ancestrais iriam se relacionar com os nossos?

A cada dia meu pai nos contava pelo menos mais uma coisa que ele e seus colegas estavam preocupados. Os três dias e meio de viagem para a Terra passaram muito vagarosamente. Durante todo este tempo todos nós experimentamos a condição física de transpiração extrema.

Isto não era uma condição natural para nós, a de suarmos tão profusamente. Esta situação foi criada devido a alteração biológica em nossos corpos que era o resultado de estarmos respirando o ar da Terra muito mais rico em oxigênio. O odor exalado pelos nossos corpos se tornou insuportável e os nodianos “retaliaram” usando rios de sprays com líquidos perfumados e toalhas descartáveis. A minha mãe continuamente me limpava do suor.

 Foi a voz suave e confiante de Freattha, que nos informou que nossa espaçonave havia assumido uma órbita em torno do planeta Terra. Ela nos disse que nos seria dado algumas pílulas para aqueles que viessem a sentir algum desconforto em se ajustar as novas condições atmosféricas do planeta Terra e a gravidade mais forte do que em Marte.

Levou mais um dia antes que o centro do enorme compartimento de carga começasse a diminuir lentamente e guard rails foram providenciados para evitar que muitos caíssem 12 metros no deck mais abaixo. Naqueles decks mais abaixo poderiam ser vistos centenas de espaçonaves menores de vários tamanhos e formatos. Nenhuma era maior do que o espaço livre entre os decks.

Nós fomos avisados por Freattha de que deveríamos nos manter afastados dos guard rails. Nós logo aprendemos o por que do aviso. As espaçonaves menores que estavam no deck mais abaixo subiam uma por vez até o nosso nível e uma rampa era extendida para que aqueles que tinham seus nomes chamados embarcassem à bordo dessas pequenas spaceshuttles. Uma vez carregada completamente a nave se movia para baixo e horizontalmente para um tubo que a levaria para o espaço exterior e à Terra.

Nenhuma dessas espaçonaves estilo “ônibus espacial” (space shuttle) poderia levar mais do que cem pessoas à bordo. Levou mais dois dias para que eu e meus parentes deixássemos a Nave Mãe e desembarcássemos na superfície do planeta Terra. A distância de cada viagem de cada space shuttle era diferente por que era determinada por onde a Nave Mãe estava em órbita relativa ao local de desembarque embaixo, na Terra. 

Aterrissando e se ajustando a vida na Terra, na estação de Petrimmor

 Quando pisamos sobre a Terra pela primeira vez, nós ficamos maravilhados e assombrados. O horizonte ficava a uma grande distância, muito diferente de Marte. Estava frio, e o cheiro do local era muito agradável  Eu imediatamente comecei a procurar pelos animais estranhos que eu havia visto quando das apresentações dos nodianos sobre a Terra em Marte. Tudo o que eu vi foi um par de anciões marcianos abanando e nos chamando e muitas outras espaçonaves nodianas do tipo space shuttle  aterrissando na planície coberta de relva verde. Eu relembro de meu pai abrindo os braços e dizendo, “Eu espero que os carneiros possam comer isto, se eles assim o fizerem tudo ficara bem”.

 Os marcianos que nos cumprimentaram nos disseram para caminharmos na direção oeste até encontrarmos o acampamento ao qual eles designavam como Estação Petrimmor. Meu pai perguntou ao homem marciano se Petrimmor era algum tipo de Bar Rex, o velho homem riu um pouco quando disse, “Não, mas ele esta trabalhando para isso”.   Nós caminhamos por mais de uma hora, mas também descansávamos de tempos em tempos para recuperar o nosso fôlego enquanto meu pai tomava um dos comprimidos para pressão que os nodianos haviam nos dado.

Nem minha mãe e muito menos eu tivemos ou sentimos qualquer problema, mas a gravidade mais forte da Terra provocava algumas dores em nossos músculos após caminharmos alguma distância. Este desconforto diminuiu mais tarde na medida que nos acostumamos com a gravidade mais forte. Nós percebemos estar próximos do acampamento pelos ruídos vindos dele. Piras funerárias ardiam com os corpos daqueles que morreram pela falta de tolerância de seus corpos com a pressão atmosférica e pela gravidade mais forte do que em Marte.

O acampamento era um espetáculo a ser apreciado. Ele se espalhava tão longe quanto a vista alcançava. Máquinas estranhas pontilhavam a paisagem assim como estacas de madeira e outras formas de material de construção. O meu pessoal mantinha distância destas coisas, temendo que “os monstros de metal” poderiam comê-los, ou colocar um feitiço em cada um deles.  

Levou um tempo razoável para que percebêssemos que as máquinas na realidade fabricavam tijolos. Na administração da estação de Petrimmor, um número de pessoas da Terra tentava nos ensinar como operar aquelas máquinas. Nós achamos aquilo ridículo porque nós nunca havíamos morado dentro de uma casa, pois éramos pastores nômades em Marte. Tendas que nós poderíamos dobrar e carregar conosco sempre havia sido a nossa forma de nos abrigar.

O povo da Terra apelou para que nós os levássemos à sério sobre o que significava enfrentar o inverno na Terra. Todos nós estávamos muito cansados física e emocionalmente para prestar muita atenção. Apesar disto o pensamento sobre o inverno somente nos trouxe preocupação sobre se os nossos rebanhos iriam sobreviver. Afinal de contas, como alguém poderia construir casas para milhares de animais?

A administração de Petrimmor primeiro solicitou para depois exigir que nós cavássemos latrinas para que recolhêssemos o resultado de nossas necessidades fisiológicas. Grupos de trabalhadores de homens nativos da Terra cavavam poços incessantemente a procura de água. Assistir este tipo de atividade era a minha forma favorita de diversão  porque os homens usavam elefantes para mover objetos e ferramentas. Uma vez, sob o comando de seu condutor, um elefante me pegou com sua tromba e me pôs sobre as suas costas (cerca de 5 metros acima do solo). Eu fiquei emocionada, e mais tarde eventualmente era posta para correr porque eu constantemente os importunava para repetir a experiência.

Às noites nós nos reuníamos em grupos e discutíamos sobre os recentes desembarques provenientes de Marte e sobre as condições então existentes lá. Os relatos cada vez mais ficavam piores. Nós começamos a perceber que éramos afortunados por estarmos no planeta Terra e que deveríamos começar a nos ajustar completamente ao fato de que deveríamos fazer o nosso melhor possível. Quando esta percepção ficou clara para todos nós, então começamos, finalmente, a construir as nossas casas.

Eu me tornei parte de uma gang de crianças que empurrava pequenos vagões de tijolos de onde eles eram feitos para o local onde eles seriam usados nas construções. O nosso pagamento era feito com balas, doces, frutas desidratadas, chapéus de feltro e cordas para pular. Pular corda era uma brincadeira mas também um exercício que foi determinado para as crianças fortalecerem seus músculos das pernas para poderem enfrentar a gravidade mais forte da Terra.

Em uma experimentação, um rebanho de carneiros da Terra foi misturado com um pequeno rebanho de carneiros de Marte (que eram maiores que os da Terra). O resultado desta experiência foi primeiramente desastroso para os carneiros e ovelhas da Terra. Os animais de Marte eram quase duas vezes do tamanho dos animais da Terra e os carneiros terrestres não cruzavam com os de Marte. Afinal as ovelhas da Terra começaram a parir filhotes de carneiros cruzados com as duas raças. Muitos destes carneiros eram grandes e tiveram que ser removidos cirurgicamente ao custo das vidas das suas mães.

Quando estes animais cresceram o suficiente e atingiram sua maturidade eles começaram a se reproduzir entre si e os seus filhotes poderiam ser chamados de biologicamente estáveis. Os carneiros com quatro chifres resultado deste cruzamento eram criaturas significativas e não tinham nenhum problema em se misturar com os carneiros marcianos e terrestres. O número destes animais cruzados cresceu vagarosamente, mas o meu pai e outros pastores estavam contentes e satisfeitos com esta nova raça.

Continua… 

Sobre MALDEK saiba mais em:

http://thoth3126.com.br/category/maldek/

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