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Inédito: Hubble (NASA) descobre asteroide com seis caudas

Posted by on 09/11/2013

Telescópio espacial Hubble da NASA fotografa Asteroide P/2013 P5  jorrando seis caudas como se fosse um cometa

Astrônomos que observavam o cinturão de asteroides (entre as órbitas dos planetas Marte e Júpiter) do nosso sistema solar com o telescópio espacial Hubble, da NASA, viram pela primeira vez um asteroide com seis caudas de poeira como um cometa  que se irradiam dele como os raios de uma roda.

Tradução, edição e imagens:  Thoth3126@gmail.com

NASA-DIVULGAÇÃO 13-321 – 07 de novembro de 2013

Telescópio espacial Hubble da NASA fotografa Asteroide P/2013 P5  jorrando seis caudas como se fosse um cometa

Fonte:  http://www.nasa.gov/press/

Ao contrário de todos os outros asteroides conhecidos, que aparecem apenas como pequenos pontos de luz, este asteroide, designado como P/2013 P5, se assemelha a um irrigador de grama rotativo gigante. Os Astrônomos estão muito intrigados com a aparência incomum desse asteroide.

Nós ficamos literalmente estupefatos quando vimos isso“, disse o astrônomo e investigador principal David Jewitt, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles. “Ainda mais surpreendente, as suas estruturas da cauda mudaram dramaticamente em apenas 13 dias, uma vez que expele para fora a poeira. Isso também nos pegou de surpresa. É difícil de acreditar que estamos olhando para um asteróide.

Este conjunto de imagens feitas pelo telescópio espacial Hubble da NASA revela um asteroide nunca antes visto, apresentando um conjunto de seis caudas como de um cometa que se irradiam do asteroide designado como P/2013 P5 localizado no cinturão de asteroides. Crédito da imagem: NASA, ESA, e D. Jewitt (UCLA)

Jewitt lidera uma equipe cujo trabalho de pesquisa aparece publicado online na edição de 07 de novembro no Astrophysical Journal Letters.

O asteroide P/2013 P5 esta ejetando poeira regularmente por pelo menos os últimos cinco meses. Os astrônomos acreditam que é possível que houve um aumento na taxa de rotação do asteroide a ponto de sua superfície começar a voar em pedaços. Eles não acreditam que as seis caudas sejam o resultado de um impacto com outro asteroide, porque não viram uma grande quantidade de poeira explodir no espaço de uma só vez.

Cientistas que estão usando o telescópio de rastreamento Pan-STARRS no Havaí anunciaram a descoberta do asteroide P/2013 P5 em 27 de agosto,   apareceu como um objeto extraordinariamente difuso em sua aparência. As várias caudas foram descobertaa mais tarde quando o Hubble foi usado para dar uma imagem mais detalhada do asteroide em 10 de setembro

Quando o Hubble olhou para o asteroide novamente em 23 de setembro, a sua aparência tinha mudado totalmente. Era como se toda a estrutura tivesse se modificado. “Nós estávamos completamente nocauteados“, disse Jewitt.

Uma cuidadosa modelagem então foi feita pela pesquisadora e membro da equipe, Jessica Agarwal, do Instituto Max Planck para Pesquisa do Sistema Solar em Lindau, na Alemanha, que mostrou que as caudas poderiam ter sido formadas por uma série de eventos de ejeção de poeira impulsivas desde o núcleo. Ela calculou que os eventos de ejeção de poeira ocorreram em 15 de abril, 18 de julho, 24 de julho, 08 de agosto, 26 de agosto e 04 de setembro. A pressão da radiação do sol transformou a poeira em diferentes jatos.

A Pressão de radiação solar poderia ter girado o P/2013 P5 para cima. O Astrônomo David Jewitt disse que a taxa de rotação poderia ter aumentado o suficiente para que a fraca gravidade do asteroide já não pudesse mantê-lo coeso. Se isso acontecesse, a poeira poderia deslizar em direção ao equador do asteroide, se quebrar e cair, e derivar para o espaço para fazer uma cauda. 

Até agora, apenas cerca de 100 a 1.000 toneladas de poeira, uma pequena fração da massa principal do P/2013 P5, foi ejetada. O núcleo do asteroide, que mede cerca de 1.400 pés de largura (420 metros de diâmetro), é milhares de vezes mais massivo do que o valor observado da poeira ejetada.

Os Astrônomos continuarão observando o P/2013 P5 para ver se a poeira que sai do asteroide é ejetada pelo seu plano equatorial. Se isso acontecer, esta seria uma forte evidência para um rompimento de rotação. Os astrônomos também tentarão medir a taxa real de rotação do asteroide.

A interpretação de Jewitt implica que o rompimento da rotação deve ser um fenômeno comum no cinturão de asteroides, e que pode até mesmo ser a principal causa pela qual pequenos asteroides morrem.

Na astronomia, onde você encontra algo, você acabará por encontrar um monte de outras coisas“, disse Jewitt. “Este é apenas um objeto incrível para nós (estudarmos), e quase certamente é o primeiro de muitos mais para vir.

David Jewitt disse que parece que o asteroide P/2013 P5 é um fragmento de um asteroide maior que se partiu em uma colisão há cerca de 200 milhões de anos atrás (n.t. Muito próximo a data, pois o cinturão de asteroides são os restos da explosão de um planeta do sistema solar, chamado de MALDEK, que explodiu a cerca de 251 milhões de anos)

Existem muitos fragmentos de colisão em órbitas semelhantes a do asteroide P/2013 P5. Meteoritos com origem nestes corpos mostram evidências de terem sido aquecidos a cerca de 1.500 graus Fahrenheit. Isto significa que o asteroide é composto  provavelmente por rochas metamórficas e não tem qualquer gelo como é composto um cometa.

Para imagens e mais informações sobre o asteroide P/2013 P5, visite:

http://hubblesite.org/news/2013/52

Para mais informações sobre o Telescópio Espacial Hubble, da NASA, visite:

http://www.nasa.gov/hubble

JD Harrington – Headquarters, Washington
202-358-5241 jdharrington@nasa.gov

Donna Weaver / Ray Villard
Space Telescope Science Institute, em Baltimore, Maryland
410-338-4493 / 410-338-4514 dweaver@stsci.edu / villard@stsci.edu

Permitida a reprodução desde que mantida a formatação original e mencione as fontes.

www.thoth3126.com.br

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