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Mudancas Climaticas Hemisferio Norte

Posted by on 07/07/2013

O que causou um dos INVERNOS mais seco e quente da História no hemisfério norte?

As correntes de ar atmosféricas chamadas de JET STREAMS controlam o ritmo e intensidade do inverno (no hemisfério norte), mas forças estranhas estão controlando o fluxo dessas correntes atmosféricas nesta temporada e alterando o clima.

TraduçãoThoth3126@gmail.com

Fonte: http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=whats-causing-dry-winter

Por Mark Fischetti – SCIENTIFIC AMERICAN 

Houve pouca neve e chuva que caíram em alguns estados na primeira semana de janeiro de 2012 nos EUA, mas o inverno de 2011-12 já foi considerado como sendo extremamente quente e seco através de todo os EUA continental e os Meteorologistas do país acham que descobriram o porquê, qual o motivo. Primeiro, alguns registros: A semana inicial de janeiro de 2012 (o auge do inverno no hemisfério norte) foi A MAIS SECA DA HISTÓRIA já registrada para um inverno no hemisfério norte.

E mais de 95 por cento dos EUA tinham cobertura de neve abaixo da maior média desse percentual já registrado de acordo com alguns intrigantes mapas de dados gerados pelo National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) agência climatológica dos EUA. No mês de dezembro, cerca de metade dos EUA tinham temperaturas de pelo menos 5 graus Fahrenheit acima da média, e mais de 1.500 recordes diários de temperaturas elevadas foram definidos a partir de janeiro, semana de 02 a 8.

Toda a Europa tem registrado  extremos semelhantes também. O principal suspeito por trás do misterioso padrão do clima é um padrão de pressão atmosférica chamado de Oscilação Ártica, que circunda o Hemisfério Norte em altas latitudes. Sua borda inferior é conhecida como a Oscilação do Atlântico Norte (NAO). Juntos, os recursos relacionados influenciam a direção e a força da corrente de jato.

MANDACHUVA:  Uma região incomum de pressão atmosférica sobre o Ártico tem mantido a corrente de jato polar (verde) trancados em latitudes mais ao norte, provocando um dos invernos mais quentes e seco dos EUA, Europa e Ásia. Imagem: Cortesia do NOAA.

JET STREAM em si é uma corrente de ar que flui de oeste para leste através das altas latitudes do norte dos EUA, Europa e da Ásia, alterando a temperatura e precipitação pois partes dessa corrente mergulha para o sul ou a crista norte daqueles continentes. A corrente de jato forte que flui em uma linha reta um pouco de oeste para leste, com poucos mergulhos para o sul, impede que o ar frio ártico se dirija para o sul.

A causa dessa primeira metade do inverno muito mais quente este ano é a configuração mais extremas da corrente de jato já registrados”, de acordo com Jeffrey Masters, um meteorologista que dirige o Weather Underground , um site que analisa os dados de clima severo.

Por “extrema”, Masters diz que significa que o jato estava longe ao norte e bastante simples, e ficou assim posicionado durante um tempo anormalmente longo. Essa posição permitiu que o ar quente vindo do sul prevalecessem sobre os EUA inteiro, e impedindo que frentes frias descessem do norte e entrando em confronto com frentes quentes, que criariam neve e grandes tempestades de inverno. A corrente de jato foi e está bloqueada naquela posição pela NAO-Oscilação do Atlântico Norte na maior parte do inverno, e Masters diz que tem sustentado o gradiente de pressão maior desde que o controle teve início em 1865. 

Arquivo: Arctic Oscilação-01.jpgOscilação do Ártico ( Artic Oscilation-AO ) ou Modo Anular Norte / Hemisfério Norte Modo Anular ( NAM ) é um índice (que varia ao longo do tempo, sem periodicidade particular) do padrão dominante da  pressão atmosférica ao nível do mar , não sazonal de variações norte de latitude 20°N, e é caracterizada por anomalias de pressão de um sinal no Ártico com as anomalias opostas centradas à cerca de latitudes 37° a 45°N. A oscilação A.O. segundo os climatologistas deve-se causalmente ser relacionada com a previsão do tempo em locais muitos milhares de quilômetros de distância, mais ao sul incluindo muitos dos grandes centros populacionais da Europa e América do Norte. O climatologista da NASA Dr. James Hansen explica o mecanismo pelo qual a AO afeta o clima em pontos tão distantes mais ao sul do Ártico: “O grau em que o ar ártico gelado penetra em latitudes médias está relacionada com o índice de AO, que é definida por padrões de pressão atmosférica na superfície.

Por outro lado, em dezembro 2010 houve nevadas recordes em muitas partes dos EUA Com certeza, o NAO naquela época tinha algumas das mais baixas pressões já observadas, permitindo então que a corrente de jato se movesse para o sul e lá ficasse. O ar gelado do Ártico então desceu normalmente, pegou umidade ou interagiu com frentes quentes, e caiu muita neve. “O índice de dezembro da Oscilação do Ártico tem flutuado descontroladamente nos últimos seis anos”, observa Masters, “com os dois valores mais extremos positivos e dois negativos mais extremos no registro.” Os dados para as tendências estão disponíveis no site Weather Underground.

Os meteorologistas não têm certeza do motivo, da causa que faz com que as oscilações variem de forma tão dramática. Alguns cientistas dizem que a perda de gelo do mar Ártico devido ao aquecimento global está causando a oscilação ártica e a queda de pressão. Outros têm notado uma correlação com o crescente aumento da atividade das manchas (SUNSPOTs) solares , que foi muito baixa em dezembro de 2010 e muito alta no mês de dezembro de 2011, embora não tenham proposto um mecanismo pelo qual as manchas solares sejam responsáveis por alterar diretamente a Oscilação Ártica.

Claro, o inverno tem muitas semanas para ir ainda à frente, por isso as oscilações e o clima dos EUA e Europa poderiam mudar. Mas se a precipitação abundante não cair, as complicações podem surgir para muitas pessoas mais do que os proprietários de estação de esqui e seus patronos. A falta de neve no inverno muitas vezes leva a secas no Centro-Oeste dos EUA e norte da Europa na primavera e no verão e a água faltaria no lado oeste do país, bem como uma longa temporada de incêndios mais tarde ainda pode acontecer porque o solo secaria mais cedo que o habitual.

Região da RÚSSIA mais fria do mundo registra recorde de calor 

Agência EFE: Espanha

A cidade de Yakutsk, capital de Iacútia – a república mais fria da Rússia, registrou no dia 17 de janeiro, a temperatura mais alta de sua história EM PLENO INVERNO, -10ºC,  30ºC acima da média histórica para esta época do ano, informaram os serviços meteorológicos da região.  A última vez que a capital da também chamada República de Sakha, localizada no extremo oriente russo, registrou uma temperatura similar a esta foi no ano de 1932. Habitualmente, no final do mês de janeiro (auge do inverno), a temperatura média da região é de -40ºC, explicou à agência Interfax o chefe do serviço meteorológico regional, Yuri Dijtiarenko.

Oymyakonv – a região povoada mais fria da Terra, também localizada na República de Iacútia -, registrou a temperatura mais baixa do planeta: -71,2ºC. O fato ocorreu em 1926, porém, os invernos sempre são muito rigorosos nesta parte do planeta.  “Um potente anticiclone está gerando uma grande anomalia em toda Iacútia. Assim, em nenhum lugar da região a temperatura é registrada abaixo dos -40ºC, o que é um fenômeno anormal. Porém, não há nada de surpreendente neste processo”, ressaltou Dijtiarenko, que também afirmou que os anticiclones estão dentro da normalidade.

O primeiro ministro russo, Dmitri Medvedev, visitou a cidade de Yakutsk para inauguração de ferrovia. Foto: AFP

No entanto, Yuri Skachkov, um investigador de um laboratório de geofísica térmica, manifestou que o clima está mudando nos últimos anos em Sakha. “Antes, nos anos 70 e 80, o inverno era marcado por bancos de nevoeiro e temperaturas de -54°C, -55°C abaixo de zero”, lembrou Skachkov.  Enquanto o Extremo Oriente russo passa por um dos invernos mais “quentes” de sua história, o sul da Rússia se prepara para sofrer baixas temperaturas nos próximos dias. Na região caucásia de Stavropol, no sudeste da Rússia, as temperaturas, segundo as previsões meteorológicas, alcançarão os -27ºC. Em Volgogrado, as margens do rio Volga, a temperatura deverá chegar até os -30ºC.

Desde a chegada do inverno, a partir de dezembro, mais de uma dúzia de cidades russas, sobretudo na parte européia do país, registraram marcas recorde de altas temperaturas para esta época do ano. Em São Petersburgo, por exemplo, os 3,9ºC (2003) foram superados pelos 6,6ºC do último dia 27 de dezembro, assim como que em Kaliningrado (9,2ºC), Smolensk (4,4ºC) e Pskov (8,5ºC). Em Moscou, nesta mesma data, a temperatura atingiu a marca mais alta da história para esse dia do calendário, com 4,1ºC.

Mais informações: http://thoth3126.com.br/?s=mudan%C3%A7asclimaticas

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