browser icon
Você está usando uma versão insegura do seu navegador web. Por favor atualize seu navegado!
Usando um navegador desatualizado torna seu computador inseguro. Para mais segurança, velocidade, uma experiência mais agradável, atualize o seu navegador hoje ou tente um novo navegador.

Mudanças climáticas: Permafrost começou a descongelar

Posted by on 14/07/2016

O Permafrost(*) não é mais permanente, esta derretendo: 850 bilhões de toneladas de carbono armazenado no solo congelado do Ártico poderia ser liberado na atmosfera.

Tanto quanto 44 bilhões de toneladas de nitrogênio e 850 bilhões de toneladas de carbono armazenados no solo congelado do permafrost, na região do Ártico, poderia ser liberado para o meio ambiente na medida que a região começar a derreter durante o próximo século como resultado de um planeta mais quente, de acordo com um novo estudo conduzido pelo Serviço Geológico dos EUA-USGS…

Tradução, edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch

Mudanças climáticas: O Permafrost começou a descongelar – Essa história é baseada em  materiais fornecidos pelo United States Geological Survey – USGS (Serviço Geológico dos EUA).

Fontes: http://www.sciencedaily.com/ e http://www.wired.co.uk/

… Este nitrogênio e carbono são susceptíveis  de causar impacto em ecossistemas, na atmosfera, e nos recursos hídricos, incluindo rios e lagos. Para um melhor entendimento, esta é aproximadamente, a mesma quantidade de carbono armazenado na atmosfera hoje.

(*)permafrost é o tipo de solo encontrado na região do Ártico. A etimologia de permafrost vem de perma, de permanent (inglês para permanente), e frost (inglês para congelado), palavra referenciada pela primeira vez em 1943, por S. W. Muller.

É constituído por terra, gelo e rochas permanentemente congelados. Esta camada é recoberta por uma camada de gelo e neve que, se no inverno chega a atingir 300 metros de profundidade em alguns locais, ao se derreter no verão, reduz-se para de 0,5 a 2 metros, tornando a superfície do solo pantanosa, uma vez que as águas não são absorvidas pelo solo congelado.

Recomenda-se cuidado ao erigir edificações ou pavimentação neste tipo de solo, uma vez que, se a camada de permafrost for rompida, a edificação ou a pista pavimentada pode afundar no terreno.

Uma grande reserva de metano, gás estufa 30 vezes mais potente que o dióxido de carbono está se abrindo. Foi feita uma descoberta através da perfuração da camada de gelo que era tido como  impermeável.  Pesquisadores da Universidade do Alasca descobriram que se a liberação do gás metano(CH4) para a atmosfera não for interrompida, poderá haver mudanças climáticas ainda mais drásticas do que as já estudadas.

A liberação de carbono e nitrogênio no permafrost poderia agravar o fenômeno do aquecimento planetário e vai impactar os sistemas de água em terra e no mar de acordo com cientistas da USGS e seus colaboradores nacionais e internacionais. A inédita descoberta de nitrogênio é útil para os cientistas que estão fazendo previsões climáticas com os modelos climáticos de computador, enquanto a estimativa de carbono é consistente e dá mais credibilidade a outros estudos científicos com estimativas de carbono semelhantes.

Um novo estudo descobriu que até 44 bilhões de toneladas de nitrogênio e 850 bilhões de toneladas de carbono armazenados no Ártico permafrost, ou solo congelado, poderia ser liberado para o meio ambiente como a região começa a derreter durante o próximo século como resultado de um aquecimento do planeta. (Crédito: iStockphoto / George Burba)

“Este estudo quantifica o impacto em dois ciclos químicos da Terra mais importantes, carbono e nitrogênio, a partir de descongelamento do permafrost sob cenários de aquecimento futuros do clima”, disse a diretora do USGS Marcia McNutt.

“Enquanto o permafrost das latitudes polares pode parecer tão distante e desconectado das atividades diárias da maioria de todos nós, o seu potencial para alterar a habitabilidade do planeta, quando desestabilizado é muito real.”

Para produzir as estimativas, os cientistas estudaram como o permafrost afetava os solos, conhecidos como Gelisols, e seu descongelamento sob diferentes cenários climáticos. Eles descobriram que todos os Gelisols não são iguais: alguns têm Gelisols com materiais do solo, que são muito turfosos, com muita matéria orgânica em decomposição, que queima com facilidade quando secos – estes irão transmitir nitrogênio recém-descongelado para o ecossistema e a atmosfera.

Esta figura mostra a extensão média de permafrost no Ártico, estimados para (a) os anos entre 1990-2000 e (b) dos anos 2090-2100. Em (c), a estimativa de perda de permafrost em 2100 é sobreposta sobre as estimativas para o ano de 2000. (Crédito: A. David McGuire, USGS)

Outros Gelisols tem materiais que são muito ricos em nutrientes – estes irão transmitir uma grande quantidade de nitrogênio para o ecossistema. Todos os tipos contribuirão com emissão de dióxido de carbono e provavelmente com algum metano para a atmosfera, como resultado da decomposição uma vez que o permafrost se descongelar – e SÃO estes gases que contribuem para o aumento do aquecimento global. Aquilo que esteve congelado durante milhares de anos entrará em nossos ecossistemas atuais e na atmosfera como um novo colaborador para o aumento da temperatura.

A comunidade científica que esta pesquisando este fenômeno tem colocado em disponibilidade esses dados internacionais para o próximo Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima. Conforme o descongelamento do permafrost receber mais atenção, estaremos compartilhando nossos dados e os nossos conhecimentos para orientar esses modelos, já que retratam como a terra, a atmosfera e os oceanos interagem, disse a principal cientista em estudo do solo do USGS, Jennifer Harden, .

A vasta extensão de permafrost na Sibéria e no Alasca começou a descongelar, pela primeira vez desde que se formou 11 mil anos atrás, região marcada em azul escuro no mapa. É causada pela recente aumento de 3° C da temperatura local ao longo dos últimos 40 anos – mais de quatro vezes a média global. Turfeiras congeladas cobrem uma área de um milhão de quilômetros quadrados (ou quase um quarto da superfície terrestre do planeta), a uma profundidade de 25 metros. Aquelas na Sibéria são as maiores do mundo.

Jornal de referência :

Jennifer W. Harden, Charles D. Koven, Chien-Lu Ping, Gustaf Hugelius, A. David McGuire, Phillip Cam, Torre Jorgenson, Peter Kuhry, Gary J. Michaelson, Jonathan A. O’Donnell, Edward Schuur AG, Charles Tarnocai , Kristopher Johnson, Guido Grosse. Campo informação ligações permafrost e carbono para vulnerabilidades físicas de descongelamento.  Geophysical Research Letters , 2012, 39 (15) DOI: 10.1029/2012GL051958

contagem-regressiva-azulUm grupo de climatologistas alertou  que um aumento da temperatura global de 1,5 º C em relação aos níveis pré-industriais (do século XIX) pode desencadear a liberação de gases de efeito estufa congelados no subsolo. Os solos permanentemente congelados da Sibéria contem mais de um trilhão de toneladas de dióxido de carbono e metano, armazenadas durante a última idade do gelo. Se um pequeno aumento da temperatura fizer com que o solo comece a derreter, os gases de efeito estufa então liberados poderiam acelerar drasticamente o processo de aquecimento planetário.

Um estudo publicado em Science analisando estalactites e estalagmites em cavernas ao longo da “fronteira do permafrost” – a zona no círculo polar ártico (próximo ao polo norte) onde o solo começa a ser permanentemente congelado durante todo o ano. Estalactites e estalagmites só podem crescer na presença de água em estado líquido, assim que o estudo do seu tamanho dá pistas sobre a evolução das condições do permafrost no passado – voltando até cerca de 500.000 anos atrás.

O Permafrost na Sibéria, no extremo norte da Rússia começou a descongelar e o gelo esta recuando para latitudes mais ao norte.

Eles mostram que a cerca de 400 mil anos atrás, um aquecimento de 1,5 º C -que esta mais ou menos em linha com as previsões mais otimistas sobre os efeitos das mudanças climáticas até 2100, e os mais pessimistas, por volta de 2030 – provocou um recuo dramático na área coberta pelo permafrost, as terras congeladas.

“As estalactites e estalagmites destas cavernas são uma maneira de olhar para trás no tempo para ver como períodos quentes semelhantes ao nosso clima moderno afeta e o quão longe se estende pelo permafrost da Sibéria“, disse Anton Vaks da Universidade de Oxford, que liderou o estudo.

Estalagtites

“Na medida em que o permafrost cobre 24 por cento da superfície terrestre do hemisfério norte, o descongelamento significativo pode afetar grandes áreas e causar a liberação (de bilhões de toneladas) de carbono. Isso tem enormes implicações para os ecossistemas da região e aspectos do ambiente humano em todo o planeta.”

A principal consequência do descongelamento dessa região, e a liberação dos gases nela existentes é o aumento do nível dos oceanos, afetando todas as grandes cidades costeiras.

Saiba mais aqui:

Permitida a reprodução desde que mantida a formatação original e a citação das fontes.

thoth(172x226)www.thoth3126.com.br

10 Responses to Mudanças climáticas: Permafrost começou a descongelar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *