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Historias de Maldek – Nisor de Moor, parte 1

Posted by on 08/09/2016

Nisor de Moor – Parte 1, Histórias de Maldek, da Terra e do Sistema Solar

“Os Mundos são como grãos de areia na ampulheta que mede o tempo cósmico, e o planeta Terra vai ser o último a se estabelecer nesse relógio de areia antes que ele seja  reiniciado  novamente  pelo Criador de Tudo o Que É

Então os nossos espíritos vão novamente ser vivificados e brilharão com as maravilhas do propósito divino que nós nunca soubemos haver existido”.

Eu Sou Ther-Mochater do planeta Parcra


Tradução, edição e imagens: Thoth3126@protonmail.ch

Traduzido do Livro “THROUGH ALIEN EYES – Através de Olhos Alienígenas”, escrito por Wesley H. Bateman, Telepata da FEDERAÇÃO, páginas 195 a 235.

Eu Sou NISOR de MOOR, um Senhor de Planejamento número 862° da casa de comércio de Magail (divisão da casa de comércio nodiana de Domphey). Meu mundo natal de MOOR é o nono planeta a partir de nosso Sol/Estrela que nós chamamos de Ee e que não possui sistemas radiares. Depois de várias mudanças em curso, uma viagem a partir de meu sistema estelar natal ao sistema estelar no qual vocês moram levaria cerca de 12,3 dias terrestres pelo veículo de viagens espaciais mais moderno. 

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Fui escolhido para narrar minhas experiências da primeira vida e dos acontecimentos de várias vidas que passei na Terra no passado, pois fui um dos primeiros emissários da casa de comércio de Domphey a visitar o planeta Vênus (Wayda). E, também, Eu fui um dos que falaram a Churmay e sua gente nas praias do Lago Samm há muitos (milhões de) anos. Estava, também, entre os que foram empregados, depois da destruição de MALDEK, para ajudar a deslocar todos de Wayda (Vênus) para a Terra.

Na minha primeira vida passei uma temporada com vários engenheiros gracianos ( do planeta GRACYEA) que, com a ajuda de trabalhadores do planetóide Parn (do radiar Relt/Júpiter), construíram a pirâmide (conhecida na Terra como Pirâmide D&M ) de cinco lados em MARTE e também esculpiram o imenso rosto de pedra no local que vocês chamam Planície de CYDONIA, também localizada no planeta que vocês denominam MARTE

Posteriormente, naquela mesma vida após a destruição de Maldek, fui alguém desprovido de bens materiais, um pobre como vocês denominam, na Terra e trabalhei para o governador maldequiano da Terra Her-Rood até cair no seu desagrado. Quando as coisas transpiraram, saí da Terra várias vezes em naves nodianas, e em minha última volta ao planeta continuei como sempre fora e permaneci lá até minha morte. 

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Acima: Na Planície de CYDONIA em MARTE e as construções feitas pelos gracianos. Na primeira foto batida pela nave Viking, da NASA em 1976, vemos o complexo de construções chamado de cidadela (City) e em cima à direita a FACE gigante. Embaixo mais à direita é possível de se ver a pirâmide de cinco lados chamada de D & M

O PLANETA MOOR: 

Eu fui o quinto filho nascido do meu pai Tramesent e mãe Ticaree. Nós, de nosso mundo em MOOR, praticávamos o casamento em clã. Ou seja, todo homem e toda mulher do clã eram considerados casados uns com os outros, mas as relações sexuais eram determinadas por faixa etária. As mulheres não tinham relações sexuais pela primeira vez, até que pelo menos seis das mulheres mais velhas do clã dessem permissão. As jovens ficariam, então, livres para escolher seu primeiro homem entre os machos do clã que estivesse na sua faixa etária. Daí por diante, os relacionamentos monogâmicos para o resto da vida poderiam ser estabelecidos por um homem ou mulher, caso quisessem. Os preparativos para a união eram um pouco mais complicados do que eu descrevi, mas pode-se dizer que, inicialmente, as coisas eram controladas por mensageiros ou casamenteiros. Uniões fora do clã eram proibidas.

Praticávamos várias formas de religião, geralmente baseadas em orações dirigidas a nossos ancestrais falecidos, quando pedíamos que falassem em nosso favor às autoridades espirituais que acreditávamos terem criado nosso mundo e também o universo. Cerca de 45 anos terrestres, antes do início de minha primeira vida, Moor foi devastado por guerras contínuas. Os múltiplos conflitos eram causados por uma seca duradoura causada por poluição industrial da atmosfera mundial. Para se obter água tínhamos que passar pelo controle dos militares. A falta de água necessária para as plantações e o gado resultou em fome e morte de centenas de milhões de pessoas. As árvores secavam numa proporção alarmante. O mundo estava cheio de edificações em ruínas e mananciais bélicos. As guerras haviam parado, pois ninguém tinha mais forças para lutar, e o controle populacional era rigorosamente imposto.

A população de Moor acabou se reduzindo para cerca de 200 mil habitantes. A água disponível (de fontes subterrâneas) era encontrada em apenas quatro áreas do planeta, e cada uma tinha capacidade para abastecer a necessidade de 50 mil pessoas. Com a escassez da água, que estava se tornando cada vez mais rara, todas as formas de vida não durariam mais do que 15 anos terrestres. O que restara de meu clã (os shrives) morava perto de uma das fontes de água localizada no hemisfério sul do mundo. Na época da qual falo, meu pai tinha cerca de oitenta anos terrestres e minha mãe cerca de cincoenta.

Meu pai contou-me que certo dia, logo antes do alvorecer, ele e sua família ficaram assustados com várias explosões. No primeiro momento, pensou-se que a guerra irrompera novamente. À distância, era possível de se ver nuvens que, a princípio, pareciam com fumaça branca. Deduziu-se, então, que um depósito de munição subterrâneo esquecido havia explodido. A fumaça densa continuou subindo em direção ao céu durante todo o dia e, também, nos dias posteriores. No décimo quarto dia caiu uma tempestade inesperada. Foi muito breve, não dando tempo para recolher muito da água, antes que evaporasse. Nos 15 dias que se seguiram, choveu três vezes mais. A chuva se tornava, progressivamente, mais pesada e duradoura. O reservatório subterrâneo subiu, aproximadamente, seis milímetros. As colunas de fumaça, agora, mais pareciam hastes sólidas que giravam em seus eixos verticais numa velocidade muito alta.

Uma expedição foi enviada para o local do fenômeno. O grupo relatou, via rádio bidirecional, que as hastes de fumaça pareciam chaminés transparentes que saíam de uma cúpula de vidro negro. A cúpula tinha um diâmetro de aproximadamente 450 metros e tinha cerca de 45 metros de altura na parte central. Ninguém se atrevia a chegar perto dela, então os integrantes da expedição resolveram ficar observando-a por um dia e uma noite. Retornaram com uma inexplicável sensação de alegria, debaixo de uma prolongada chuva que caía sobre eles.

Teorias e boatos se espalharam, rapidamente, por toda a população sobre o que seria a tal cúpula e quem era o responsável por sua presença. A teoria predominante era de que a cúpula seria o produto de uma intervenção divina e estaria repleta de espíritos de nosso ancestrais. Essa teoria foi motivo de burburinho para os habitantes da cidade. De repente ouviram um zumbido estranho. Era de uma aeronave voando lentamente, um tipo que vocês descreveriam como biplano da Primeira Guerra Mundial. Era pintada com listras negras, vermelhas e brancas. Voou em círculos e, até mesmo, realizou algumas demonstrações de acrobacias antes de partir. As pessoas ficaram completamente confusas.

Alguns dias depois, uma espaçonave grande em forma de disco, pintada da mesma maneira que o biplano, voou silenciosamente por ali, despejando no terreno o que depois mostrou ser uma variedade de sementes. A água da chuva que caiu mais tarde tinha gosto diferente, e as pessoas que a tomaram sentiram mais vitalidade física. As planícies que estavam estéreis começaram a brotar relva, grãos e flores. Leitos de água, que antes não passavam de correntes secas, passaram a servir de canais de água, direcionando-a para as depressões e transformando-a em poças e, por fim, em lagos.

Os insetos foram as primeiras formas de vida animal que ressurgiram do estado de inanição em que se encontravam. No dia em que as hastes de fumaça desapareceram, um grupo de nossa gente que estava acampada perto da cúpula, rezando para nossos ancestrais, testemunharam a cúpula mudar de negra para transparente, permitindo assim, que eles vissem seu interior. Viram então que a cúpula era ocupada por muitos tipos diferentes de homens e mulheres, estranhamente vestidos, e com altura variando de 1,20 a 2,40 metros. A altura média de um homem de Moor era de cerca de 2,10 metros. Nenhum dos estranhos parecia ser mooriano, fosse vivo ou morto.

Um dos estranhos que pareciam atravessar paredes sólidas da cúpula falou com a multidão em seu idioma nativo, usando um dispositivo eletrônico de amplificação (a cúpula era na verdade um campo de energia e não era realmente sólida). Ele lhes garantiu que nada tinham a temer e os convidou a entrar na cúpula. Naquele momento, quando a hesitante multidão precisou de alguém realmente corajoso para aceitar o convite do estranho, não havia nenhum que se candidatasse, estavam entretidos com música folclórica mooriana, e mesmo sendo interrompida, ocasionalmente, por repetidos convites, parecia que ninguém se encorajaria. Duas mulheres idosas (Fogtra e Ermtay) caminharam, heroicamente, na direção da cúpula e entraram nela e, conseqüentemente, nos livros de história moorianos, como as primeiras de nossa raça a ter contato com seres de outros mundos.

O grupo de estranhos era composto de mais de trinta tipos diferentes de raças extraterrestres. Descobriu-se, também, que suas atividades recentes no planeta Moor eram patrocinadas pelas casas de comércio do grupo do planeta Nodia. O sistema solar de Sost, no qual está o planeta Nodia, é identificável como uma estrela de brilho médio quando comparada com as outras estrelas, podendo ser vista nos céus, à noite, de meu mundo natal (mesmo em combinação com a luz do radiar Ampt, que também faz parte do sistema Sost).O líder dos estranhos seres era um homem chamado Rig-Nastbin, cujo pai e mãe eram, respectivamente, nodiano e vitroniano.

A Estrela/SOL POLARIS, popularmente conhecida na TERRA como Estrela Polar, é a estrela mais brilhante da constelação chamada Ursa Menor, a estrela POLARIS é uma das estrelas pertencentes a Constelação da Ursa Menor que no correr dos séculos vem sendo usada para nortear os navegantes, pois é uma estrela fixa que determina o Norte celeste na TERRA. A estrela dupla indicada como Polaris Ab na realidade b (o sol SOST) seria o local do radiar Ampt, onde orbita o planetóide VITRON, o lar de Mocalar e o PLANETA NODIA dos nodianos. {Foto: NASA/ESA, Hubble Space Telescope, N. Evans (Harvard Smithsonian CfA, e H. Bond (STScl)}

Lembrem-se, porém, de que naquela época as casa de comércio de Cre’ator, Vonner e Domphey ainda não estavam formadas e a Federação Galáctica ainda não existia. Não havia nenhuma diretriz que estivesse em vigor para se obedecida. A meta desses seres estranhos de vir para Moor e recuperar o planeta das condições em que se encontrava, naquele momento, não foi esclarecido. Nenhum mooriano realmente estava se importando com o objetivo real da vinda deles; estavam gratos demais por terem sido salvos da morte para questionar seus salvadores. Felizmente, os motivos desses seres estranhos eram benignos.

O período que se seguiu, imediatamente, à chegada desses seres estranhos foi denominado de Tempo de Restauração. Habitantes de outros mundos passaram a visitar Moor, tais como os altamente espirituais Belps, que vinham de um segundo planeta menor do nosso próprio sistema. Trouxeram consigo os conhecimentos da vivência universal e a adoração dos Elohim. Durante centenas de anos terrestres que se transcorreram, e com a chegada de mais e mais habitantes novos de outros lugares do Universo e cada um com sua maneira de viver, o povo de Moor foi se tornando minoria em seu próprio mundo.

Cada um dos clãs que habitavam Moor recebeu autonomia para dirigir uma indústria, que os seres estranhos os ajudaram a iniciar. Sempre que alguma outra indústria tinha possibilidade de ser montada, por dois ou mais integrantes das indústrias originais, os clãs que realizavam a nova empresa dividiam os lucros por igual. Os seres estranhos podiam trabalhar para um Clã mooriano, mas não possuíam propriedade alguma em quaisquer empreendimentos comerciais moorianos. À medida que a população de Moor crescia, o número de seres estranhos diminuía, pois eram mandados de volta a seus respectivos mundos natais pelas normas da Federação (depois da fundação desta organização). Hoje, os moorianos definitivamente superam em número os seres estranhos, que atualmente ainda moram em Moor. Qualquer ser estranho que habite em Moor hoje são funcionários da Federação ou da casa de comércio de Domphey.

Gradualmente, a recém-fundada Casa de Domphey encampou as várias atividades dos seres estranhos e firmou contratos com os diversos clãs que produziam bens independentemente. Em troca, Domphey forneceu a especialização e tecnologia avançadíssima para a reconstrução de cidades do nosso planeta MOOR. As velhas cidades não foram restauradas, e sim deixadas para virarem poeira. Foram construídos povoados e cidades, novos e bem projetados, para os milhares de habitantes de Moor e, que com o tempo, cresceram demasiado para acomodar milhões deles, como hoje. EU ENTÃO nasci cerca de 20 anos depois do início do período de restauração.

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O clã shrive (ao qual eu pertencia) controlava todas as formas de transporte terrestre e aquático. O transporte aéreo permaneceu sob controle da Casa de comércio Domphey por cerca de 20 anos terrestres, antes que o setor fosse igualmente dividido entre todos os clãs. A casa de comércio queria ter certeza de que não existia ressentimentos entre qualquer um dos clãs por causa das guerras passadas. Não queriam ver nenhum clã, que ainda tivesse algum ressentimento e propenso à vingança, jogando bombas em qualquer outro clã.

Quando a casa de comércio dividiu as indústrias de construção de espaçonaves ou de transporte aéreo entre os clãs, fez de tal maneira que qualquer um seria capaz de fechar a indústria do outro, caso não produzisse ou cooperasse. Quando eu estava com 14 anos de idade, a Casa de Domphey enviou para todos os clãs um comunicado, que aceitaria homens qualificados e mulheres de nossa raça para serem treinados a viajar pelo espaço e, conseqüentemente, entrar em contato com raças de outros mundos em nome da organização de comércio. Os diretores escolhidos de meu clã providenciaram, rapidamente, vários homens e várias mulheres de minha faixa etária para que fossem testados. Passei no exame escrito e esperei, praticamente, um ano mooriano (cerca de 409 dias terrestres e de cerca de 28 horas terrestres cada um), para que me comunicassem que eu fora contratado pela Casa de Domphey.

Minha contratação tinha uma condição: que eu me casasse com uma mulher de minha própria raça e que ela me acompanhasse de maneira que fossemos treinados como uma equipe. Os diretores do clã, levaram bastante tempo para encontrar uma jovem que me aceitasse como marido. Finalmente apareceu uma garota, que também passara no teste Domphey e estava às voltas com o mesmo problema em encontrar um marido, relutantemente aceitou tornar-se minha mulher. No início, não nos suportávamos, mas depois nos apaixonamos profundamente, depois de passarmos um tempo considerável apoiando, emocionalmente, um ao outro quando fizemos a jornada para um futuro desconhecido.

Três semanas terrestres mais ou menos depois de Ivatcala, esse era o seu nome, concordou em ser minha mulher, vestimo-nos com nossos uniformes cinza claros, fornecidos pela casa de comércio, e subimos uma rampa com mais seis casais para uma espaçonave de Domphey. Cada recrutado carregava uma mala pessoal. Pelo que me lembro, Ivatcala correu rapidamente na frente de todos nós, para reivindicar a honra de ser a primeira de nós todos a subir na espaçonave, deixando-me com a minha mala e a dela nas mãos.

A nave estelar de Domphey elevou-se lentamente no começo, dando-nos uma visão de nosso mundo de um ponto privilegiado que nunca tivéramos antes. Num instante, Moor se transformou num ponto brilhante de cerca do tamanho da cabeça de um alfinete, e o sol de nosso sistema ficou do tamanho de uma noz, transformando-se num pequeno ponto de luz, que desapareceu entre as milhões de estrelas que preenchiam nosso campo de visão. De repente, as estrelas desapareceram e nos     encontramos perscrutando um vazio infinitamente negro. Nos primeiro minutos, ficamos assustados e nos sentindo  imensamente, sozinhos. Ivatcala agarrou, fortemente, minha mão e suas unhas da outra mão penetraram na manga de minha túnica que se enterraram, profundamente, no meu braço.

De repente, o espaço ao redor da nave estava repleto de estrelas novamente. Cerca de vinte minutos depois, a espaçonave orbitou ao redor de um planeta fazendo mais de trinta voltas em torno de um eixo imaginário, cada uma durando cerca de duas horas. Havia passado cerca de quarenta minutos terrestres do ponto de partida até a hora em que a espaçonave retornou, iniciando sua órbita normal.

Então, fomos conduzidos por um colega mooriano pequeno que nunca conhecêramos antes. Levou-nos à presença de uma mulher alta e magra, que não tinha nem um fio de cabelo na cabeça. Usava uma vestimenta simples verde escura, adornado por um cinto desenhado com pássaros dourados com olhos de pedras verdes brilhantes. O nome da mulher era Fan. Conforme ia falando, com os olhos fechados, sua cabeça se voltava na direção de cada um de nós e, gentilmente, nos dando as boas-vindas, individualmente, nos chamando pelo nome. Ela sempre antecedia um nome da pessoa primeiro declarando sua raça, por exemplo: “Mooriano Nisor, mooriana Ivatcala.”

Percebi que Fan tinha apenas quatro dedos em cada mão. Em todos os dedos havia anéis com pedras grandes e brilhantes. Nunca tínhamos visto tais pedras antes e seu brilho era deslumbrante. Depois de nos dar as boas-vindas, perguntou-nos se estávamos prontos para uma surpresa. Ninguém respondeu. Colocou as mãos cheias de jóias na frente dos olhos e, lentamente, abaixou as mãos, abrindo-os e, para nossa surpresa, a cor de seus olhos era amarelo vivo. Nós, de Moor, tínhamos olhos azuis, castanhos, cinzas ou negros — o fato é que, em nosso mundo, a cor dos cabelos e dos olhos da pessoa podiam ser úteis para identificar o clã a que ela pertencia.

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Fan nos comunicou que seria nossa instrutora. Depois ela nos disse que viera de um mundo chamado Ath. O sistema estelar onde Ath existia era conhecido como sistema Mel. Descobrimos com o tempo, que Fan era considerada uma pessoa muito importante pelos diretores da casa de comércio de Domphey, assim como sua filha Frate, que na época ocupava o cargo de oitava Senhora de Planejamento da casa de comércio de Domphey. Fan tinha poderes telepáticos excepcionalmente aguçados. Nós, de Moor, conhecíamos a habilidade da comunicação telepática, esta habilidade sempre existira em nós, mas nunca fomos capazes de praticar a arte com muito sucesso.

Durante o Tempo da Restauração, em Moor, era muito frustrante ficar observando os diversos seres estranhos, que lá se encontravam, se comunicando telepaticamente uns com os outros, e com outros de mundos diferentes que estavam localizados distantes no universo. Quando Fan deu por terminada sua missão conosco, nós, de Moor, fomos considerados os melhores telepatas da casa de comércio de Domphey. Aquele treinamento dessa primeira vida me foi extremamente útil em muitas das minhas vidas posteriores e ainda serve nesta atual vida. (Como estou me saindo?{n.T. Uma referência ao fato de estar se comunicando telepaticamente com o autor do livro, Wesley H. Bateman, para contar a sua história de participação naqueles tempos quando o planeta MALDEK foi destruído})

O planeta para onde nos dirigimos, depois de nosso primeiro vôo espacial de Moor, era chamado Vass por seus habitantes. Tratava-se de um mundo, superiormente desenvolvido em comparação com Moor, mesmo antes das nossas guerras mundiais, mesmo depois que Moor foi restaurado. O alto desenvolvimento de Vass se deve, totalmente, à engenhosidade de seu povo e o respeito que eles têm uns pelos outros e às forças da espiritualidade superiores que existiam no universo. Eles eram, naquela época e agora, fantásticos na resolução de muitos problemas complexos que poderiam surgir em relação a qualquer assunto, por mais complicado que parecesse. Carlos Domphey reconhecia, prontamente um bom aliado, quando se encontrava com um, como os aliados do planeta Vass.

Ao aterrissarmos em Vass, fomos informados de que seríamos alojados em um complexo de edifícios (como as universidades que conhecemos na Terra), no qual aprenderíamos nossas profissões futuras. Ficamos surpresos ao descobrir que o Senhor Domphey e sua mulher Anta, também moravam lá e não em seu mundo natal de Nodia. (Não era tão surpreendente depois que descobrimos que Nodia ficava a apenas três horas de viagem por vôo espacial de Vass.) Descobrimos muito sobre como realizar contato inicial com os habitantes de outros mundos. Os mundos, que apresentavam alguma forma de viabilidade econômica, eram isolados das listas de milhares de mundos não tão promissores. Os planetas faziam parte das listas de contatos pois eram acessíveis para a base planetária Domphey de operações.

Havia apenas cerca de dezoito dessas bases existentes naquela minha primeira vida. Atualmente (após 251 milhões de anos), o número dessas bases é astronômico. Existem mais de dez milhões de bases de operações somente da Casa de Domphey, apenas nesta galáxia (a nossa Via Láctea), e o mesmo número em cerca de 250 milhões a mais de outras galáxias.

[Nisor divertiu-se com minha tentativa de compreender a vastidão do atual sistema econômico de Domphey e acrescentou o seguinte – W.B.] Não era minha intenção embasbacá-lo como fiz, mas há o mesmo número dessas bases de operações administradas pelas casas de Cre’ator,Vonner e milhões de outras casas de comércio, cujos nomes não seriam reconhecidos. Foi a localização de meu mundo atual de Moor, e o fato de que formaríamos uma boa base de operações econômicas, que fizeram com que os seres estranhos comerciantes se esforçassem para restaurar o planeta para que tivessem condições habitáveis. Os únicos visitantes (os que fizeram o primeiro contato com meu povo) eram denominados povos da segunda fase. Vários anos de estudos secretos de primeira fase de nossa raça precederam sua chegada. E os da segunda fase não faziam parte da Casa de Domphey, eram sim contratados como autônomos especializados para tais operações, mas que, às vezes, eram muito perigosas e em alguns casos fatais.

A imensidão do Universo e a sua possibilidade de vida pode ser intuída nessa foto de incontáveis Galáxias, cada uma com bilhões de sóis/estrelas com incontáveis planetas para abrigar VIDA !

Para eliminar os intermediários e acelerar as operações de segunda fase, os diretores da casa de comércio decidiram, eles mesmos, acabar com sua própria equipe de segundas fases. Ivatcala e eu estávamos entre os primeiros a ser treinados pela Casa de Domphey para cuidar das situações e problemas de contato com os que eram de segunda fase. Ivatcala e eu fomos alojados, em um de vários apartamentos de quatro cômodos, acima das diversas salas de aulas, laboratórios e um auditório. Abaixo dessas instalações, havia diversas câmaras e cubículos de estudo de ROM. Todos nós, os que foram treinados, fazíamos nossas refeições em uma sala de jantar semelhante a um restaurante da Terra.

Três dias depois de nossa chegada em Vass, fomos levados a bordo de um carro aéreo, com Fan nos controles. Depois de um curto vôo, aterrissamos no gramado de uma casa composta de três cúpulas brancas. Duas dessas cúpulas tinha o tamanho igual, e a terceira cúpula tinha cerca de trinta metros de diâmetro, cerca de duas vezes maior que as outras duas cúpulas menores. Quando saímos do carro aéreo para o gramado, a grama sob nosso pés, embora natural, parecia esponja de borracha. Uma das cúpulas menores se dividia em duas e se separava, mostrando um interior elegante com uma bela decoração. Fan nos informou, previamente, de nosso convite para a casa de Carlos Domphey e nos instruíra a nos comportarmos da melhor forma possível. Fan gostava de nos surpreender, mas nesse caso resolveu que era melhor nos preparar, para não nos surpreendermos com algo que pudéssemos fazer de inconveniente.

Podia-se ver sentados dois nodianos em um grande sofá, pois a visibilidade nos permitia isto, por ser uma cúpula transparente. Além da cúpula havia vários terraços cobertos de plantas, abaixo dos quais havia uma grande piscina onde estavam cerca de 30 crianças nadando. Eram cuidadas por três lindas nodianas e várias mulheres igualmente belas de nosso mundo anfitrião de Vass. Os nodianos estavam rindo enquanto observavam as crianças brincando. Quando chegamos a três metros eles se voltaram, para nós, sorrindo.

O único que falava nosso idioma, com um sotaque acentuado, era Carlos Domphey, fundador e primeiro Senhor de Planejamento da Casa de Domphey. Olhou-nos com uma certa arrogância e disse: “Nisor, deixe-me ver sua manga.” Pegou meu braço e correu o dedo por cima dos três pequenos orifícios que as unhas de Ivatcala haviam feito quando nossa espaçonave passou entre as lentes solares e tivemos a experiência, assustadora, de olhar para o vazio infinito. Pediu-me para tirar minha túnica e dá-la ao outro nodiano que estava a seu lado silencioso.

O segundo homem foi depois identificado como Treno Domphey, o irmão do primeiro Senhor. Treno pegou um objeto que parecia um furador de gelo e perfurou a túnica várias vezes. Depois de examiná-la, nenhum dos orifícios pode ser encontrado, exceto os feitos pelas unhas de Ivatcala. O Senhor Domphey balançou a cabeça e se dirigiu a Ivatcala, depois fez uma grande reverência de respeito. “Minha jovem, o único modo de esses orifícios poderem ter sido feitos por suas unhas seria se, o ato fosse acompanhado por uma emissão de energia VRIL de macronível que você obteve do reino dos Elohim.

Você é uma pessoa muito excepcional. Se desejar, trarei a você os que puderem ser úteis em ajudá-la a desenvolver mais a sua capacidade de percepção nesses reinos superiores do Campo Vital Universal. Não farei isso para usar você e sua capacidade extremamente sagrada, pois você é digna de mais riqueza do que eu tenho ou terei se eu viver mil anos.” Ele se curvou outra vez. Então deu um Sorriso largo e disse: “Vamos nadar.”

Quando estávamos para sair da área, voltei-me para observar Treno Domphey que mais uma vez tentara produzir orifícios em minha túnica. Quando me viu observando, ele deu uma risada sem graça e jogou a vestimenta para o alto jogando-a por trás de minhas costas. Saímos da sala pelas escadas que levavam para baixo da cúpula para uma área, na qual nós vestimos o que vocês chamariam de calções de banho. Essas peças eram fornecidas por causa de nossa modéstia mooriana; os nodianos normalmente nadavam nus. Durante o restante da tarde (cerca de cinco horas terrestres) recebemos aulas, de natação pois nenhum de nós nunca aprendera a nadar.

O Senhor Domphey nadava em círculos a nosso redor e brincava com as crianças. Ele, relutantemente, nos deixou quando duas nodianas apareceram no terraço superior e começaram a descer em direção à piscina. Eram as Senhoras Domphey e Cre’ator, esta última mulher do concorrente amistoso de Senhor Domphey, Rayatis Cre’ator. As belezas nodianas pararam num dos terraços e não foram à beira da piscina.

Com elas havia um homem alto, de pele bronzeada e cabelos negros como carvão e também havia uma criança nodiana engatinhando. O homem alto veio até à beira da piscina e atirou a criança nua na água. Enquanto a menina voava pelo ar, teve tempo para gritar: “Vou contar para a mamãeee.” Sharmarie [narrador da Parte 1 desta série], o gigante vermelho marciano de saia de couro, uma vez satisfeito de a criança ter chegado à superfície e estar nadando como um peixe, voltou-se e foi embora. A pequena fada da água nodiana o chamou: “Sharmarie, para onde está indo?” Ele replicou: “Pegar uma pedra grande para você segurar nela.” Depois ele entrou na piscina e conduziu corridas de natação para as crianças.

Quando o sol se pôs, o marciano sentou-se no mais inferior dos terraços, embalando a pequena nodiana que dormia em seus braços. Uma babá nodiana pegou dele a criança. Depois disso, um nodiano que estivera, pacientemente esperando deu a Sharmarie suas sandálias, blusa e par de pistolas de prata, que ele colocou no cinto ao redor de seu peito. Ele e o nodiano seguiram a babá e a criança para o terraço superior e, então, desapareceram dentro da cúpula. Fizemos uma deliciosa refeição de frutos do mar e voltamos pra casa num carro aéreo, cantando enquanto voávamos, e tomamos banho de luz das luas gêmeas de Vass.

Ivatcala recebeu visitas de pessoas que a princípio pensamos ser as mais estranhas do universo. Algumas vieram e se foram sem dizer palavra. Outras estudaram minha mulher com respeitosa admiração. Ivatcala acabou por se irritar com seus visitantes incontáveis e disse a Fan que não queria conhecer mais nenhum deles. Fan pediu que ela conhecesse apenas mais um deles, então Ivatcala concordou com relutância. Certa noite, depois de um dia de aulas, entramos em nosso apartamento e encontramos um homenzinho vestido com um roupão desmantelado e sujo sentado no chão.

De um cordão ao redor de seu pescoço pendia uma medalhão com os números 63-92 pintados, grosseiramente, de um lado. O estranho pediu que não falássemos. Olhou para minha mulher e disse: “Espere, sagrada mulher, até que você se torne bem mais velha e tenha adquirido maior sabedoria antes de procurar entender os mistérios dos Elohim. Saberá que chegou a hora, quando num momento de silêncio ouvir o som de um sino de cristal e, então, o som de uma harpa substituindo o som de um trovão depois de um relâmpago.”

Ele então pediu três taças para beber algo, que encheu de sua cabaça com um líquido que parecia ouro derretido. A bebida parecia conhaque de pêssego. Ele colocou a cabaça numa mesa e murmurou uma oração num idioma que Ivatcala e eu não compreendemos. Ele desapareceu, e notamos que deixara sua cabaça para trás. Então, a voz suave, sem corpo de 63-92 chegou a nossos ouvidos de todas as direções: “esqueci minha cabaça.” A cabaça pareceu se derreter como gelo num vapor ascendente que desapareceu diante de nossos olhos. Ficamos estupefatos, pois nunca presenciáramos algo tão mágico (e raramente o fizemos nas vidas que se seguiram).

Continua..

Permitida a reprodução, desde que mantido no formato original,  e mencione as fontes.

thoth(172x226)www.thoth3126.com.br

One Response to Historias de Maldek – Nisor de Moor, parte 1

  1. Jefferson

    Gostei muito, quando vem a parte 2? A propósito este post não está sendo listado na página inicial, por isso deve ter tido poucas visualizações

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