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O Futuro Está Chamando – Parte 5A: Uma Ideia Para a Qual o Tempo Chegou

Posted by on 15/11/2016

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O Futuro Está Chamando – Parte 5 A: Uma Ideia Para a Qual o Tempo Chegou 

Sras. e Srs. queiram por favor apertar seus cintos de segurança e colocar suas mesas na posição vertical; vamos entrar em uma área de turbulência aqui nesta tarde.  Quero falar hoje sobre “poder”. O dicionário tem muitas definições diferentes para a palavra “poder” — tudo, desde expressões algébricas (no sentido de potência) até o uso de forças mecânicas. Mas, o tipo de poder sobre o qual quero falar não está no terreno da Física ou da Matemática; está na área das relações humanas e na conduta social.

Edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch

O Futuro Está Chamando – Parte 5 A: Uma Ideia Para a Qual o Tempo Chegou 

Por G. Edward Griffin — Em Freedom Force International, revisado pelo autor em 31/01/2015 em http://www.freedomforceinternational.org

© 2004-2005 G. Edward Griffin – Revisado pelo autor em 7/10/2005

É o poder de alterar os governos e é o poder de criar o tipo de mundo em que nossos filhos e netos viverão; poder real, muito real. Em 1877, o escritor e dramaturgo francês Victor Hugo escreveu um livro intitulado “A História de um Crime”; esse livro fui traduzido e publicado em diversos idiomas. Poucas pessoas leram esse livro, porém quase todas já ouviram uma frase extraída dele, que diz assim: “Maior do que a força de poderosos exércitos, é o poder de uma ideia cujo tempo chegou.” Esse é o tipo de poder sobre o qual quero discutir hoje com vocês.

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O propósito da minha apresentação é defender uma ideia — uma ideia que, se seguida com bastante energia e diligência por um número suficiente de pessoas, é tão poderosa que as forças do totalitarismo, com todas suas agências de coerção, não poderão resistir. Tenho certa hesitação com esta apresentação, porque ela é realmente destinada a ser a parte final de uma série de cinco partes — ou talvez uma série de seis partes — agora que estou trabalhando na Fórmula de Quigley, talvez a série toda fique com seis partes, ainda não sei. Mas, de qualquer modo, esta parte deve ser o fim da série.

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Portanto, o perigo é que eu esteja falando sobre soluções para um problema, mas não falamos realmente, ou chegamos a um acordo, sobre qual é o problema e, como vocês sabem, se não concordarmos sobre qual é o problema, é muito provável que não iremos concordar com a solução. Isto é como chegar atrasado ao teatro e assistir ao ato final de uma peça, onde o conflito todo está sendo resolvido e o drama solucionado, mas não ter ideia do que aconteceu antes. Isto é algo que não faz sentido. Este é o perigo que enfrento aqui e é por isto que tenho certa hesitação. Portanto, preciso fazer pelo menos uma rápida visão geral do assunto e garantir que vocês compreendam a que estou me referindo quando falo sobre as soluções.

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Da forma como vejo, o problema da nossa sociedade pode ser resumido em três categorias: uma é o Crescimento do Governo e a Perda das Liberdades. Este é um resumo muito rápido de um assunto muito extenso. Apenas imagine o que poderia ser discutido nesta categoria: crescimento do governo e perda das liberdades. Imagine um gráfico em que a linha de uma reta inicia aqui no canto inferior esquerdo, com governo pequeno, e grande governo no lado superior esquerdo. Outro gráfico similar mostra a liberdade aqui, no canto superior esquerdo e escravidão na parte inferior direita. Se você sobrepor os dois gráficos, consegue acompanhar o que aconteceu nos últimos 10, 20, 30, 40 e 50 anos e estimar que as linhas retas estão se acelerando na direção que não gostaríamos de ver (governo grande e poucas liberdades).

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Sem conhecer quaisquer outros detalhes, você pode simplesmente olhar para o gráfico em sua mente e ver que se a tendência continuar nesta direção, caminhamos para o totalitarismo. Não é necessário ser um cientista especializado em foguetes para entender isto. Temos o crescimento do governo: mais leis são aprovadas a cada dia. Essas leis supostamente têm a finalidade de nos proteger contra o terrorismo, pornografia, drogas, criminalidade, etc., sempre para o nosso próprio bem. Elas vão nos proteger desses problemas, queiramos ou não.

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E a verdade é que muitas pessoas gostam disto. É assim que a ideia é vendida para a população: é para seu próprio bem que aprovaremos estas leis. Assim, a cada dia temos mais leis, até que finalmente, agora mesmo, começamos a ver que estamos vivendo em um sistema que oferece pouco espaço para as liberdades humanas. Tudo em nome de nos proteger de algum mal.

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A segunda área de preocupação que tenho é: Corrupção no Governo e Agendas Ocultas. Isto normalmente vem de mãos dadas com a primeira. Temos tantas leis supostamente para proteger a população de alguma coisa, mas, ao contrário, essas leis dão poder aos políticos. Quando os políticos têm grande poder, existe a tentação de abusarem desse poder. Assim, temos agendas ocultas, a busca de vantagens que propiciem lucros exorbitantes e desonestidade, a corrupção no nível mais profundo. Poderíamos falar durante dias sobre isto, mas tenho certeza que cada um de vocês conhece bastante exemplos de corrupção no governo.

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A terceira área que vejo onde há um grande problema é a Apatia na População. Parece que não existe indignação, não há uma grande disposição de resistir; é um tipo de passividade. “As coisas são assim mesmo, não adianta reclamar”, ou “Eu quero saber o que vai acontecer em seguida.” É como se as pessoas não estivessem realmente envolvidas e apenas estivessem lendo sobre o assunto nos livros de História. Isto me entristece muito. Na verdade, falando sobre o tópico da apatia, acho que vou apresentar a vocês meu seminário de três minutos sobre apatia.

Eu me lembro que bem no ínicio, quando comecei a investigar isto, tentando compreender o que estava acontecendo no mundo, isto nos anos 1960, eu queria dizer às pessoas tudo o que eu tinha descoberto. Eu dizia para elas: “Acabei de ler isto, ouvir isto.” Embora eu não tenha pego ninguém pelos colarinhos e sacudido, cheguei perto disso. Minha mulher me diz que eu estava fazendo isto. Eu queria que todos soubessem quais eram os problemas aqui e ali. Aquelas pessoas arregalavam os olhos, mas depois dirigiam o olhar para longe. Por que razão as pessoas são tão apáticas? Elas não sabem que isto afetará suas vidas? Eu não conseguia compreender como elas podiam ser tão apáticas. Mas, depois compreendi, felizmente bem depressa, que o problema não estava com elas, mas comigo mesmo.

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A razão por que digo isto é que percebi que se você e eu estivéssemos com um problema neste momento, por exemplo, se estivéssemos em algum lugar no meio do oceano Atlântico, navegando em um grande bote inflável e subitamente víssemos pequenas bolhas saindo da borda. Há um furo no bote e podemos ver que o ar está escapando e o bote se tornando cada vez menor e murchando sobre a água. O que podemos fazer? Bem, vemos a coisa toda, embora ela não seja nada boa. Apenas nos acomodamos no bote e afundamos. Temos aqui a figura da apatia. Por quê? Por que não há nada que possamos fazer! Mas, agora mude a figura. Suponha que a mesma situação exista e apalpamos o bote até encontrar um bolsão com uma bomba de ar e algumas ferramentas. Há algo que podemos fazer. Agora é diferente; usamos a bomba de ar para encher novamente o bote; agora somos ativistas. A única diferença entre esses dois quadros é que no segundo caso havia algo que podia ser feito; algo pelo menos poderia ser tentado.

Entendi então que eu tinha feito um bom trabalho de convencer meus ouvintes que as coisas estavam tão más que não havia nada que poderia ser feito, já era tarde demais, de modo que eu mesmo criei a apatia. Pense nisto. Todos nós fazemos isto; eu ainda faço ocasionalmente, mas procuro evitar. Daquele ponto em diante, sempre que falamos de situações como esta, sempre disse a mim mesmo que deve haver alguma visão de uma solução; caso contrário, estaremos desperdiçando nosso tempo. É mais fácil dizer do que fazer. É mais fácil dizer: vamos encontrar uma solução do que ter uma solução real. Para encontrar uma solução, algo real, precisamos primeiro saber o que não irá funcionar. Caso contrário, poderemos gastar muito tempo e energia correndo e entrando em becos sem saída, desperdiçando tempo valioso, quando poderíamos fazer algo construtivo, mas fazendo, em vez disso, algo que apenas nos fará sentir bem.

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Para cobrir isto, acho que uma analogia será o melhor modo de examinar estas diferentes opções. Algumas vezes, podemos ver as coisas mais claramente com analogias do que na vida real, porque na vida real estamos envolvidos, estamos comprometidos, mas uma analogia podemos olhar com maior objetividade. Portanto, vamos criar uma analogia. Vamos imaginar que estamos em um navio, em um cruzeiro de férias. O navio é maravilhoso, seu nome é Prazeroso; não se pode imaginar algo melhor. A comida é boa, a música é boa, as bebidas são servidas à vontade, as máquinas caça-níqueis no cassino estão liberando dinheiro, o amor está no ar, o céu sempre está estrelado à noite e há um clima de romance. A viagem está ótima e é um prazer estar a bordo.

Você e eu decidimos andar um pouco para conhecer os diversos setores do navio. Quando chegamos à sala de comando, olhamos pelas janelas e vemos uma cena chocante: Um grupo de homens, piratas na verdade — eles não estão vestidos como piratas; não têm chapéus de piratas, mas são piratas que invadiram o navio. Ele seguram o capitão e o matam com um tiro. Em seguida, lançam o corpo dele ao mar. Os outros oficiais são despidos e acorrentados, um de costas para o outro. Os piratas vestem os uniformes dos oficiais. Vemos toda a cena e ficamos horrorizados! Em seguida, ouvimos eles dizerem: “Tudo certo; assumimos o comando. Vamos agora levar o navio até uma ilha-prisão e desembarcar todos estes passageiros capitalistas, de classe média, preguiçosos e indignos e mostrar para eles como a vida é realmente. Vamos colocá-los para trabalhar em uma sociedade coletivista, onde eles terão de ganhar o seu pão e tudo será igual para todos.”

Ficamos então sabendo que seremos levados para uma ilha-prisão e ficamos pasmados com esta informação. Então, o que fazemos? Descemos apressadamente as escadas e a primeira coisa que fazemos é dizer a todos: “Pessoal, piratas acabaram de invadir o navio, mataram o capitão e vão nos levar para uma ilha-prisão. Todos olham para nós como se fôssemos loucos. Sobre o que vocês estão falando? Mataram o capitão? Ilha-prisão? Piratas a bordo? Alguém chame um psiquiatra. Vejam, ali está um oficial em seu uniforme. O navio continua navegando normalmente, a banda de música continua tocando, a comida continua sendo servida, os caça-níqueis ainda estão funcionando no cassino. Tudo continua igual. Quem quererá dar ouvidos ao que dizemos?

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Bem, acabamos de aprender a lição que ninguém quer acreditar. Mas, agora, a questão que apresento é a seguinte: O que vamos fazer? Não queremos ir para a ilha-prisão e você sabe o que esta expressão significa. O que vamos fazer? OK, esta é a analogia e, a propósito, não está muito distante da realidade. Vamos, portanto, examinar as opções. Existem muitas, mas descobri que existem pelo menos sete que são boas, ou óbvias pelo menos. Aqui está a primeira, uma escolha muito comum:

Opção 1: Não Fazer Nada. Esta opção está baseada no medo, é claro. Medo de represálias. Vimos o que os piratas fizeram ao capitão e aos oficiais. Aqueles piratas são homens rudes e eu não quero me machucar. Não se mexe com este tipo de gente; eles são cruéis. Tenho certeza que alguma outra pessoa solucionará o problema, mas não eu. Vou ficar fora disto. Vou me assentar, observar e ver o que acontecerá. Assim, não fazemos nada. Observe, porém, que isto não soluciona o problema e estamos à procura de soluções. Vamos então passar para a opção 2.

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Opção 2: Bem, Vamos Então Aderir aos Piratas. Estes sujeitos assumiram o controle, não é? Eles não vão ficar na ilha-prisão, ou, se ficarem, eu prefiro ser um guarda do que um prisioneiro. Portanto, vamos até os piratas e dizer: Sabem, vocês estão fazendo um bom trabalho. Será se precisam de alguma ajuda? Obtenha um emprego com as forças que estão nos levando para a escravidão; empregue-se no serviço deles. Muitas pessoas fazem isto, mas, novamente, esta não é uma solução. Pense especialmente em seus filhos e em seus netos, mas também em nós; a maioria de nós não conseguirá sobreviver na ilha-prisão quando virmos o quão má ela realmente é e iremos fazer objeções quando virmos o trabalho que é feito no outro lado do arame farpado. Esta opção não é uma solução.

Opção 3: Vamos Saltar Para Fora do Navio. Vamos pular para fora do navio, aqui não é um bom lugar para ficar. Vamos descer um bote e ir para algum lugar onde não tenhamos este problema. Para tornar nossa analogia completa, precisamos compreender que todos os outros navios que estão no mar e em todos os principais portos também foram capturados por piratas. Talvez não piratas do mesmo grupo, talvez de grupos diferentes, mas basicamente iguais, de modo que não há para aonde ir, exceto talvez alguma ilha desconhecida, onde você não conseguirá sobreviver por muito tempo e, mesmo ali, eles provavelmente conseguirão localizá-lo. Isto não soluciona o problema. Portanto, esqueça esta alternativa.

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Opção 4: Vamos nos Esconder. Vamos sair fora do sistema, talvez eles não nos descubram se retirarmos a placa de numeração da porta de nossa cabine. Se não tivermos um número, eles nunca saberão que estamos a bordo. Certo? Sei que existe um lugar bem grande atrás das caldeiras, onde podemos nos esconder por um bom tempo. Eles nunca saberão que estamos lá. Todos os demais passageiros serão levados para a ilha-prisão, mas você estará seguro, pois se tornou invisível. Mas, isto não funcionará, porque mesmo que você se torne invisível por algum tempo, eventualmente eles descobrirão que você se escondeu atrás das caldeiras, de modo que você também terminará sendo levado para a ilha-prisão.

Certa vez um amigo me disse: “Sabe de uma coisa? Vou me livrar do meu cartão da Previdência Social, pois eles nunca me encontrarão sem aquele número e tenho em minha mente a imagem dos capacetes azuis vindo até minha casa às 3 horas da madrugada, batendo com força com a coronha de seus fuzis na porta e dizendo para minha família: Você, você, você e você, já para dentro do caminhão.” Mas o que então acontecerá se ele disser: “Vocês não podem fazer isto comigo; eu não possuo um número de Previdência Social.”? Seria ridículo, não? Ele seria levado da mesma forma. Eu também não gosto do sistema da Previdência Social, mas a questão aqui não é esta. Você não conseguirá se esconder. No navio você também não conseguirá se esconder. Eles sabem onde você está. Não fará diferença estar dentro ou fora do sistema. Vamos para o número 5.

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Opção 5: (esta é bem prática). Vamos escrever cartas de protesto e enviar petições para os piratas, pedindo que eles sejam cordiais. Vamos iniciar uma campanha de envio de cartas, um grande programa de petições. Se conseguirmos um bom número de assinaturas em folhas de papel, aqueles piratas vão tremer em suas bases. Inútil tentar isto. Eles não quererão saber. Esta não é uma boa ideia, absolutamente. Portanto, como isto não funcionará, que tal a próxima alternativa?

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Opção 6: Vamos levá-los aos tribunais. Vamos contratar um advogado muito bom, o que significa dizer, um advogado bem caro, e provaremos no tribunal que os piratas não podem fazer isto conosco, pois é contra a Constituição e contra as leis, e o tribunal nos defenderá. Certamente ele nos defenderá. Precisamos reconhecer que a bordo deste navio, os tribunais são controlados pelos piratas, de modo que será perda de tempo tentar recorrer a um tribunal. Onde isto nos deixa, então? Já vimos seis das sete alternativas. Aqui está a sétima e é tudo o que sobrou. Queremos solucionar este problema e isto é o que precisamos fazer.

Opção 7: Precisamos Organizar um Contragolpe e Recapturar o Navio. Agora, isto é amedrontador, porque, como eu disse anteriormente, os piratas são homens grosseiros e cruéis. Eles não gostarão de saber que estamos tentando fazer isto. Senhoras e senhores, se estamos sendo sérios — e esta não é apenas uma atividade para se fazer sentado na poltrona — precisamos recapturar o controle deste navio, ou nunca haverá nada que possamos fazer para solucionar o problema. Precisamos recapturar o controle do navio, exatamente do modo como ele foi capturado daqueles que eram originalmente os legítimos detentores do controle. Como fazemos isto? Como recapturamos um navio que está nas mãos de um bando de piratas? Estes homens são muito maus, têm poder, têm armas, têm a polícia, têm os tribunais ao seu lado. Como faremos isto? Bem, vamos fazer do mesmo modo como eles fizeram.

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Primeiro de tudo, vocês precisam compreender que a COOPERAÇÃO é necessária. Não podemos fazer isto um homem de cada vez. Os piratas não fizeram sozinhos; inicialmente eles se organizaram em grupos e descobriram, ou sabiam, na verdade todos sabem disso, que as pessoas que trabalham juntas, em cooperação, são muito mais eficazes do que o mesmo número de pessoas trabalhando separadamente. Existe um efeito multiplicador pela potência de 2 (quadrado) que entra em efeito; eu já vi isto muitas vezes no trabalho organizacional. Duas pessoas trabalhando separadamente, lado a lado, podem realizar o efeito de duas pessoas. Mas, se juntarem suas forças e trabalharem em acordo, elas podem obter o efeito de 4 pessoas separadamente.

Três pessoas trabalhando juntas podem obter o efeito de 9 separadamente. Quatro pessoas terão o efeito de 16, e assim por diante. Imagine somente o poder que está disponível para um grupo de 100 pessoas que estejam organizadas e dispostas a trabalhar juntas. Ou, um grupo de 4.000 pessoas, como temos hoje nos EUA, onde o Conselho das Relações Internacionais (o CFR), que agora literalmente controla e administra todo o “navio” (o planeta) somente com seus 4.000 membros e, provavelmente, em seu núcleo mais interno, com muito menos do que isto, com círculos dentro de círculos. Mas, eles trabalham juntos, coesos, de modo que precisamos também fazer o mesmo.

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Em segundo lugar, precisamos de Unidade Internacional. Isto não significa que temos de abrir mão de nossa fidelidade e amor ao nosso país. Absolutamente não! Não estamos falando aqui sobre internacionalismo neste sentido. Estamos falando sobre a cooperação internacional. As pessoas em outros países têm o mesmo problema que nós temos. Nossos inimigos estão organizados internacionalmente. Precisamos buscar a cooperação e apoio de pessoas de países de todo o mundo, ao mesmo tempo que defendemos a nossa soberania nacional.

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Em terceiro lugar. Precisamos de Pessoas Que Sejam Ativistas. Aqueles que estão dispostos a fazer mais do que ler sobre um problema, ou pensar a respeito de um problema, ou discutir sobre um problema. Pessoas que estejam dispostas a dedicar uma porção significativa de suas vidas; patriotas que ficam sentados em suas poltronas são inúteis nesta luta.

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Quatro. Precisamos de um Programa de Treinamento para Alertar Aqueles que se Juntarem a Nós, para alertá-los sobre as táticas que são usadas pelos nossos oponentes coletivistas. Já falamos sobre algumas delas anteriormente, mas existem muitas mais e se não compreendermos as táticas, como a tática de usar o sistema dos dois partidos políticos, por exemplo, ou a tática de criar a própria oposição. Se não compreendermos isto, se não reconhecermos isto, nunca conseguiremos nos defender. Precisamos ter um programa de treinamento para mostrar como podemos eticamente enfrentar essas táticas.

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Precisamos de uma Estrutura Organizacional QUE NÃO POSSA SER SUBVERTIDA. Uma das coisas em que estas pessoas são especialistas é em virar um movimento ao contrário para que de repente ele vá na direção oposta. Já vi fundações criadas com uma quantia considerável de dinheiro deixada por algum patriota que queria que sua fundação promovesse o objetivo dos princípios da liberdade, economia, solvência e moeda sonante e não levou muito tempo para que a diretoria fosse ocupada por outras pessoas, com diferentes opiniões. Toda a riqueza daquele homem está agora sendo usada para promover exatamente o oposto daquilo que ele queria que seu dinheiro fosse usado para defender. Esta é uma tática que precisamos conhecer e contra a qual nos defender. Precisamos ter uma estrutura que torne essa tática impossível. Como fazemos isto?

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A maioria das organizações é formada segundo uma estrutura piramidal. Há um chefe, depois a alta gerência e a média gerência. Na base da pirâmide estão os trabalhadores que fazem todo o serviço. Este tipo de organização é comum na indústria, nas grandes empresas, nas forças armadas, etc. Mas, em nosso movimento, isto seria desastroso, porque tudo o que você precisa fazer é golpear o líder e toda a organização morre. Como você golpeia o líder de uma organização? Bem, além dos métodos óbvios que vocês conhecem e que sabem que são eficientes, como envenenamento, todos os tipos de suicídios arranjados e assim por diante, que são, é claro, métodos ilícitos, existem outros métodos que estas pessoas usam e os principais são…

Permita-me dizer como essa hierarquia age; estes são os métodos preferidos pela hierarquia que sei que eles usam para eliminar a oposição. Primeiro, eles a ignoram — e normalmente isto é tudo o que é necessário, porque aqueles que estão tentando se opor à liderança coletivista internacional não têm a mídia, não têm o financiamento, não têm os meios financeiros para suportar a continuidade dos esforços, de modo que podem apenas brilhar por um pouco de tempo e depois tudo termina. A hierarquia coletivista não precisa fazer coisa alguma, apenas aguardar até que saiamos de cena. Se isto não funcionar, então a próxima coisa é desacreditar a liderança, demonizar a liderança, o que é bem fácil de se fazer, já que eles possuem a mídia e o nível de inteligência das massas é muito pobre.

Eles podem fazer qualquer um aqui neste salão parecer um verdadeiro demônio, quer isto esteja baseado em fatos reais, em fatos parciais ou em mentiras totalmente fabricadas. Não faz diferença; o público acreditará se vir na imprensa ou no noticiário na televisão à noite. Se isto não funcionar, então eles tentam comprar a oposição. É aqui que o dinheiro realmente se torna poderoso como uma arma. Eles podem vir até uma organização e dizer: “Gostamos daquilo que vocês estão fazendo, gostamos de seus princípios. Achamos que vocês podem estar precisando de dinheiro.” Logicamente, se a liderança não for inteligente, poderá responder: “Sim, claro; isto é bastante óbvio, não? E então eles dizem: “Bem, nós lhes daremos uma quantia substancial de dinheirio, porque acreditamos naquilo que vocês estão fazendo, mas tudo o que pedimos em troca é que nos permitam nomear ou colocar um membro em sua diretoria, para garantir que nosso dinheiro seja gasto da forma correta.”

Então, por uma contribuição de um milhão de dólares, ou de cinco milhões, você não acha que seria razoável permitir que o Sr. Fulano entrasse imediatamente na diretoria de sua organização? Por meio desse processo, cinco milhões, dez milhões de dólares, seja lá quanto for necessário, a primeira coisa que você sabe é que sua junta de diretores foi invadida pelos coletivistas. Logicamente, se isto falhar, então há uma oferta direta de suborno. “Olha, por que você não se aposenta? Você sempre quis fazer uma viagem às Bahamas, você e sua família. Nós o colocaremos lá com um emprego em algum escritório de advocacia e você não precisa fazer nada, apenas coletar mensalmente um salário de 20 mil dólares; também lhe daremos uma mansão e um motorista particular; simplesmente vá para longe.” E, algumas pessoas dirão: “Isto parece muito bom para mim.” Agora, se isto também não funcionar, aí sim ele agirão com rigor.

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O ponto de tudo isto é que quando você tem uma organização piramidal em que um homem, ou apenas algumas poucas pessoas no topo, são tudo naquela organização, esta é uma situação muito má e precária. Em vez disso, o que precisamos é virar isto, não de cabeça para baixo, porque a parte superior seria pesada demais, mas em uma estrutura totalmente diferente, que é a estrutura holográfica. O holograma é uma coisa muito interessante. Não sei se muitas pessoas compreendem o holograma a partir de um ponto de vista científico, mas todos sabemos que se você pegar uma gravura holográfica, ela tem aqueles círculos inscritos nela e se você passar luz por ela, não uma luz polarizada, mas um certo tipo de luz, uma imagem aparece no espaço tridimensional.

Se você apanhar uma tesoura e cortar a gravura holográfica pela metade, separar as metades, obtém a mesma imagem em ambas, a imagem completa. Se você cortar novamente essas metades, obtém quatro imagens completas. Se cortar novamente as metades, repetidamente, independente de quão pequenas elas se tornem, você obtém a mesma imagem completa em cada pequeno pedaço. Os pedaços são menores e os detalhes também são menores, mas você tem a imagem completa em cada pedaço.

O que precisamos é de uma organização holográfica, para que cada componente, cada pessoa na organização, tenha as informações e o conhecimento total para tornar essa organização completamente bem-sucedida e florescer em qualquer parte do mundo para que, se por alguma razão, cada pessoa na organização for eliminada, ou desanimar, ou se tornar amedrontada, se vender, ou seja lá o que for, desde que reste uma pessoa em algum lugar, poderemos ter todas as informações, por que tudo surgirá outra vez e literalmente cobrirá o mundo, como um pequeno vírus da liberdade. Este é o plano holográfico e é disto que precisamos.

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Finalmente, precisamos de uma Declaração de Princípios que seja clara. Princípios. Lembrem-se, não é suficiente votar em alguém por que ele tem um belo sorriso, ou por que você acha que ele é sincero, ou, votar em “A” por você não gosta de “B”. É assim que a maioria das pessoas vota. Elas não gostam de “A”, porém realmente detestam “B”. Não é assim que vamos solucionar o problema e não podemos basear uma organização em algo diferente de princípios. Nossa gente precisa compreender os princípios de uma sociedade livre. Precisamos saber o que defendemos e contra o que lutamos.

Agora, antes de olhar as soluções, precisamos perguntar por que ninguém antes encontrou uma solução. Estamos neste jogo já há um bom tempo. Estou ciente desses problemas desde os anos 1960 e algumas pessoas estão observando e lutando há muito mais tempo do que isto — pessoas muito inteligentes, algumas muito ricas, pessoas de alta educação, pessoas e organizações bem-conectadas — há muita ação nesta direção, porém ninguém antes solucionou este problema. Por que estamos perdendo nossas liberdades, a despeito de tudo isto?

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Acredito que a resposta tenha sido dada no ano 500 a.C. por um famoso filósofo e militar chinês chamado Sun Tzu — ele escreveu um livro intitulado A Arte da Guerra, que, a propósito, é usado nas Escolas de Guerra em todo o mundo — o estudo das filosofias e estratégias de Sun Tzu. Uma das coisas que ele disse é que se um homem conhece a si mesmo e seu oponente, ele não precisa temer 100 batalhas; se conhecer a si mesmo, porém não conhecer seu oponente, então para cada vitória ele sofrerá uma derrota. Mas, se ele não conhecer a si mesmo e nem seu oponente, então sofrerá derrotas em todas as batalhas. Senhoras e senhores, estamos sofrendo derrotas em virtualmente todas as batalhas e acho que isto sugere que não conhecemos a nós mesmos, tampouco conhecemos nossos oponentes. Portanto, vamos separar alguns instantes e perguntar o que sabemos sobre nossos oponentes e depois perguntar o que sabemos sobre nós mesmos e, então, finalmente, chegar às estratégias.

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As coisas que sabemos sobre nossos oponentes que são fatos cruciais: Uma delas é que os sistemas totalitários modernos são todos variações do coletivismo. Bem, isto não é exatamente verdadeiro no mundo ocidental, onde estamos. No Oriente Médio, é claro, eles estão baseados na Teocracia. Ainda existe Teocracia no mundo; podemos achar isto difícil de acreditar, mas a Teocracia envolve uma grande porção do mundo. Mas, nos EUA e nos países ocidentais, os sistemas totalitários não são Teocracias; eles estão baseados na ideologia do coletivismo. Agora, precisamos compreender, embora não seja nosso tópico aqui hoje — esta é uma das partes anteriores desta série que temos de pular — precisamos compreender que o Comunismo, o Fascismo, o Nazismo, o Socialismo, todos estes “ismos” que sabemos que são tão ruins, tão meras variações e denominadores comuns da ideologia chamada coletivismo. Isto é o que eles todos são.

A diferença entre eles é minúscula; as similaridades são grandes. Todos estão baseados no princípio do grande governo, que o fim justifica os meios, que o bem do grupo é mais importante do que o do indivíduo, e assim por diante. Todos esses sistemas estão baseados no coletivismo e estamos vendo hoje nosso país (os EUA) ser levado cada vez mais para perto de um sistema totalitário, porque adotamos o coletivismo em nosso sistema político. Nós não o chamamos de Nazismo, ou de Comunismo, ou de Fascismo, mas em um grau muito real não há mais muita diferença entre o sistema em que vivemos e um sistema que aprendemos a rejeitar.

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A segunda coisa que precisamos saber sobre nossos oponentes é que existem duas ramificações principais deles. Mencionei isto anteriormente. Existem os Leninistas em um lado. Nós costumávamos pensar que todos eles eram simplesmente comunistas. Bem, eles meramente tiraram seus chapéus em que estava escrito “Comunismo” e puseram um novo chapéu, chamado, digamos, “Democrático”, “Social-Democrata”, ou algo similar. Os nomes são diferentes, porém a mesma cabeça está debaixo do chapéu; a cabeça e o pensamento não mudaram; basicamente as filosofias não mudaram. Assim, temos este grande mundo secular.

Eles podem chamar a si mesmos de Social-Democratas, ou algo similar, mas ainda são Leninistas e, se você ler a literatura deles atentamente, verá que Gorbachev ou alguém como ele disse algo assim: “Ah, sim, Stalin foi muito mau; é ótimo que tenhamos nos libertado do estalinismo, seja lá o que isto seja.” Mas, ele também dizia: “Não se esqueça que nós nunca abandonaremos os princípios do Leninismo.” Para a pessoa mediana , isto não significa coisa alguma. O que é o Leninismo? Falarei sobre isto em instantes.

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Temos estas duas ramificações. A outra, é claro, é a que chamei no passado de Socialistas Fabianos, por causa da Sociedade Fabiana, talvez um nome melhor seria chamá-los de Rhodesianos, porque eles são os seguidores e discípulos de Cecil Rhodes. De qualquer modo, este é o outro campo. Estamos presos no meio de uma luta mundial entre dois campos do coletivismo e eles pedem que escolhamos um lado. Isto é parte do truque. Não iremos encontrar a liberdade em nenhum dos dois lados e quanto mais cedo acordarmos para esta realidade, melhor.

Continua na parte 5 B …

g-edward-griffin-2Sobre G. Edward Griffin: 

G. Edward Griffin é autor e produtor de filmes documentários com muitos títulos de sucesso. Incluído no Who is Who in America, ele é bem conhecido por causa de seu talento em pesquisar tópicos difíceis e apresentá-los em termos claros que todos podem compreender. Ele lida com assuntos tão diversos quanto arqueologia e história do antigo Egito, o Sistema da Reseva Federal e os bancos internacionais, terrorismo, subversão interna, a história da tributação, política externa norte-americana, ciência e política do tratamento do câncer, a Suprema Corte e as Nações Unidas. Suas obras mais conhecidas incluem The Creature From Jekyll Island, World Without Cancer, The Discover of Noah’s Ark, Moles in the High Places, The Open Gates of Troy, No Place to Hide, The Capitalist Conspiracy, More Deadly Than War, The Grand Design, The Great Prison Break, e The Fearful Master.

Griffin é formado pela Universidade de Michigan, onde estudou Linguagem e Comunicações. Ele recebeu o cobiçado Prêmio Telly por excelência em produção para a televisão, é o criador dos arquivos de áudio Reality Zone, e é presidente da America Media, uma empresa de editoração e produção de vídeos no sul da Califórnia. Ele também participou da diretoria da The National Health Federation e da The International Association of Cancer Victors and Friends, e é fundador e presidente da The Cancer Cure Association. É o fundador e presidente da Freedom Force International. 

Vídeo da apresentação em https://www.youtube.com/watch?v=y1-0o0cSw24
Data da publicação: 27/8/2014 – Transferido para a área pública em 2/11/2015 – Patrocinado por: C. K. S. e S. G. S.
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/futuro-5.asp

Partes anteriores em:

  1. http://thoth3126.com.br/o-futuro-esta-chamando-1-o-abismo-entre-individualismo-e-coletivismo-a-polarizacao-do-sistema/
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