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Os BRICS vão abandonar o dólar como moeda internacional

Posted by on 16/05/2013

Plano da Rússia para os países conhecidos como os BRICS, para desmantelar o sistema de comércio internacional com base no Dólar dos EUA.

O status do dólar dos EUA como moeda de reserva mundial dá os EUA uma série de vantagens em relação aos outros países. As mais importantes matérias-primas do mundo estão precificados e são negociadas (ainda) em dólares, mesmo que a maioria desses produtos não sejam produzidos nos EUA. O fato de que o sistema financeiro do mundo é baseado no dólar permite que a Reserva Federal_Fed norte americano exportar a sua inflação para outros países, enquanto o Governo Federal executa um enorme déficit com (absoluta) impunidade…

Tradução, edição e imagens: Thoth3126@protonmail.ch

Plano da Rússia para os países conhecidos como os BRICS, para desmantelar o sistema de comércio internacional com base no dólar dos EUA.

 Fonte:  http://www.testosteronepit.com

Por Valentin Mândrăşescu, Editor de Reality Check @ The Voice of Russia. 

… Até agora, apenas a China tem sido ativa em desafiar a supremacia do dólar. A internacionalização da sua moeda, o yuan é uma prioridade oficial dos líderes chineses. Contratos de swap (troca, câmbio) de moeda com os principais parceiros comerciais, como o Brasil, França, Austrália ainda são passos pequenos, mas importantes na estratégia chinesa. Alterar o sistema financeiro mundial não é uma tarefa fácil e, certamente, uma tarefa muito difícil para a China. 

Os países do grupo BRICS tem uma população total de 2.903.198.000 de habitantes, cerca de 40% da população global.

Agora, parece que Pequim encontrou um aliado no Kremlin. E parece haver um consenso entre os países integrantes do grupo conhecido como BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul): a urgente necessidade de desmontar o sistema do dólar como moeda internacional de negócios.

Uma semana antes da recente cúpula dos BRICS em Durban, dias 26 e 27 de Março de 2013 na África do Sul, a administração russa produziu silenciosamente um documento que descreve a estratégia da Rússia no contexto da cooperação dos países integrantes do BRICS. O documento faz uma leitura fascinante para qualquer um corajoso o suficiente para arar através do denso juridiquês russo. A estratégia foi concebida no “círculo íntimo” da equipe de Vladimir Putin, então é seguro assumir que ele representa a visão oficial sobre o futuro do BRICS.

Na Rússia, a política é bizantina, o fato de que o Kremlin decidiu não esconder o documento ou vaza-lo para uns poucos escolhidos jornalistas, mas sim publicá-lo completamente é um sinal muito forte, um sinal de raiva muito bem dirigida para os EUA. Um sinal de que os meios de comunicação ocidentais (absolutamente controlados pela elite no poder) preferiram ignorar.

impressão-dolares

Na seção de recitais do documento, os autores apontam que “não é um desejo comum dos parceiros do BRICS reformar a estrutura financeira e econômica mundial (que ainda dá suporte a existência do dólar) desatualizada e anacrônica que não leva em conta o peso econômico crescente dos mercados emergentes.” Além disso,  os estrategistas russos veem os BRICS como um instrumento para reformar a maneira como o mundo está sendo governado. Em seguida, o documento bate com o martelo a sua mensagem:

“A Rússia considera que, dada a suficiente vontade política dos dirigentes dos países do grupo dos  BRICS para promover a sua cooperação, essa aliança pode se tornar um dos elementos-chave de um novo sistema de governança global, principalmente nos domínios econômico e financeiro”.

Afastar da Nova Ordem Mundial-NWO! Os BRICS estão vindo com força para mudar o mundo.

O Dólar dos EUA é quase uma moeda fictícia que esta com os seus dias contados como moeda de reserva internacional.

Os objetivos são claros. Na seção intitulada “objetivos estratégicos”, o primeiro ponto na agenda dos BRICS é a reforma do sistema financeiro mundial, a fim de torná-lo “mais justo, mais estável e mais eficiente.” Nos próximos capítulos, nele está escrito claramente que esta “reforma” é realmente um desmantelamento do sistema com base no dólar.

É interessante notar que o lugar desta questão na lista de prioridades dos BRICS fala muito sobre a sua importância. A julgar pela ordem de prioridades, privar e/ou acabar com o status de moeda de reserva mundial do dólar é mais importante do que “prevenir violações de soberania” (aka “o problema da Síria”) ou “expandir a cooperação econômica”.

A linguagem utilizada neste documento indica que ele foi escrito ou fortemente influenciado por Sergei Glaziev, conselheiro econômico do presidente Putin, que é conhecido por planejar os aspectos econômicos da União da Eurásia entre a Rússia, Belarússia e o Cazaquistão. Glaziev acusou repetidamente o presidente do Fed dos EUA, Ben Bernanke de iniciar “uma guerra cambial” contra os mercados emergentes. 

Ele também acredita que a política de Bernanke acabará por levar a um confronto militar: “a lógica da conservação do atual sistema financeiro e político leva a uma nova escalada das tensões militares e políticas, incluindo o início de uma grande guerra” ( leia mais ).

Conforme o quadro a seguir, os países do grupo BRICS tem uma população total de 2.903.198.000 de habitantes, cerca de 40% da população global.

País Membro

Líder Político

PIB
(nominal·PPC)
$ milhões de USD

PIB per capita
(nominal·PPC)
$USD

IDH

População

em milhões

 Brasil Dilma Rousseff

2.023.518

2.181.677

10.471

11.289

0,718

193.088

 Rússia Vladimir Putin

1.476.912

2.218.764

10.521

15.807

0,755

141.927

 Índia Manmohan Singh

1.430.020

4.001.103

1.176

3.290

0,547

1.180.251

 China Xi Jinping

5.878.257

10.085.708

4.382

7.518

0,687

1.338.612

 África do Sul Jacob Zuma

354.414

524.341

7.101

10.505

0,619

49.320

Um capítulo inteiro do documento de estratégia é dedicado a instruções passo-a-passo sobre o desmantelamento do sistema financeiro global existente. A lista de medidas inclui: 

  • Reforma do sistema monetário mundial, a fim de criar uma representação, um sistema estável e previsível de moedas de reserva mundial;
  • Redução dos riscos de desestabilização das moedas e dos mercados de ações ligadas a grandes fluxos transfronteiriços de capitais (e a sua volatilidade);
  • Aumentar o uso de moedas nacionais no comércio entre os países do BRICS (excluir o uso do dólar);
  • Aumentar o nível de cooperação entre os países do BRICS, a fim de promover o seu interesse no domínio do comércio mundial;
  • Fortalecimento da Aliança cambial entre os BRICS;
  • Criação de agências de rating independentes.

manipulação-ocidente-nwo (2)

Desde a Reunião de Cúpula de Durban, pelo menos uma dessas medidas já foi implementada: a RT relatou que “a  agência de notação global China Dagong esta criando uma joint venture com a norte-americana Egan-Jones Ratings Co (EJR) e JSC RusRating da Rússia para desafiar as três principais agências de rating dos EUA. “Como os países do BRICS tentam conseguir o resto de seus objetivos declarados, ele continua a procurar que o atual sistema com base no dólar não sobreviva ao ataque conjunto das maiores economias emergentes, os países do grupo dos BRICS. 

Contribuição de Valentin Mândrăşescu, Editor de Reality Check @ The Voice of Russia. Ex comerciante de commodities, economista, jornalista. Estilo de vida nômade. Quando não está em Moscou, ele pode ser encontrado viajando por toda a Europa Oriental. Áreas de interesse: economia mundial, a política do Leste Europeu e a teoria da propaganda.

Permitida a reprodução desde que respeite a formatação original e mencione as fontes.

16 Responses to Os BRICS vão abandonar o dólar como moeda internacional

  1. Helder

    Crer que este novo modelo de moeda, determinada pela política eurasiana, expandindo-se aos BRICs afasta da NWO é de uma ingenuidade quase nascitura.
    Na verdade é o primeiro passo para a implementação da NWO. O segundo passo é unir isso (essa ‘nova moeda’) com o euro.
    O passo final, o mais difícil é destruir ou acabar com o dólar.
    Achar que Rússia e China são ‘melhores’ do que os EUA é de uma ingenuidade quase patológica.
    É a lavagem cerebral perpetrada por décadas de antiamericanismo.
    Enquanto a NWO ia patrocinando guerras, genocídios e opressões pelo mundo, a fim de dominar todos os minérios e metais do mundo, iam apregoando que o EUA era o causador de todos os males e imperialismos.
    Com a eterna ‘ajuda’ dos partidos e ideólogos de bases comunistas, multidão, hoje os EUA não é defendido nem mesmo por seu presidente, marketeiro-mor da NWO.
    Mas, quando perceberem o que é a NWO, voltar-se-ão para os EUA e não será tarde então?

    • Vinícius

      Enquanto isso, quem permanece na ignorância é você.
      A disputa por uma moeda mundial perpassa os detalhes enfadonhos da NWO. Keynes, economista inglês, perdeu para White, economista americano, a proposta sobre um banco internacional e uma moeda mundial. Proposta essa com uma oportunidade de economia muito mais estável e positiva.

      Sinceramente, chora cara! Qualquer coisa para vocês é a NWO. Se alguém apoia o dólar, NWO…se apoia o Banco dos BRICS, NWO.

      Ahhhh, vá…!

    • Carlos

      Me desculpe, mas vc é o ingênuo que não conhece o país mais bélico da historia do planeta. Vc ja contou quantas guerras os EUA ja participaram? Vc acha sinceramente que foram no intuito de manter a liberdade de alguém? Ou no intuito de se apossar dos recursos naturais? Faça uma pesquisa. O EUA é o maior parasita que existe.

    • Doroteo

      Helder
      Falou tanto para dizer que defende que sejamos eternamente regidos pela política econômica que atende aos interesses exclusivos dos norte-americanos. Suas ideias são a expressão máxima do conservadorismo arcaico.

    • Rodrigo Cesar Banhara

      Eh bom notar que o Putin eh o chefe do Foro de Sao Paulo de fato.

      O Lula manda no Foro aqui na America Latina, mas as ordens partem de fora.

      A Nova Ordem Mundial jah existe, nao precisa do BRICS.

      Mas eh obvio que vai se tornar pior ainda com a queda do Dolar.

      Vcs acham que Putin, os Comunistas Chineses vao dar liberdade ao povo?

      Rah rah rah.

  2. Abilio Valerio Tozini

    JÁ, URGENTE, ANTES QUE O MUNDO ACABE POR EXPLORAÇÃO E PURA ESPECULAÇÃO DE UMA MOEDA QUE VALE MENOS QUE JORNAL VELHO. SE JUNTAR TODOS OS DÓLARES IMPRESSOS NO MUNDO SÓ SERVEM PARA ALIMENTAR FORNALHA DE CALDEIRA VELHA COMO ENERGIA ALTERNATIVA.

  3. macos

    ha se unir ao grupo dos perdedores para vencer?! que brilhante estratégia !!!! kkkkkk

  4. Milton

    Macos, sempre ligado na telinha da Groubonius. Perdedor quem, cara – pálida ?

  5. Ivani Egalon

    Totalmente factivel, Tecnologia de ponta temos China, Rússia e India reserva financeira temos China Brasil Rússia. Produção de alimentos temos o Brasil a Rússia e a China, ou seja, no básico os BRICS são autosuficientes o suficiente para se desvencilharem do Dolar, e das cinco moedas lastrear o bloco pelo Yuan seria a opção mais acertada. Para o mundo capitalista. Isso é prenúncio de Guerra, rumor de guerra ou Crise sem precedentes. Preparem-se, se esta ideia se ramificar, as coisas vão mudar muito e de uma hora para outra, com direito a uma forte pressão sobre o Brasil. Recado dado, Leiam “O Homem que Fugiu para a Lua” falamos sobre algo assim mesmo, um pouco mais distopicamente.

  6. Coelho

    Esse moço Helder tem problemas. Então não são os EUA que fomentam guerras para exportar suas armas? Não são eles que impõem suas políticas ao mundo, sobretudo para aqueles que compram suas armas? Helder, pare de ler a Veja.

  7. Virginia

    Concordo com a Ivani. Pode aguardar guerra, pois um dos maiores com potência bélica jamais perderia economicamente um dos países predileto de exploração que é o Brasil. Os EUA não são apenas destruidores através da guerras, são sangue sugas, se alimentam e também jogam fora mais de 30% de todo o alimento do mundo, sugam as riquezas da nação, são gafanhotos destruidores, o que querem, tomam pra si, mesmo que precisem matar o próprio povo. Os BRICS, podem aguardar…caso coloquem esta estratégia em ação.

  8. Alexandre

    Sai de Baixo. De forma quase ininterrupta, há mais de quatro décadas, a farra consumista americana vem sendo garantida por um colossal déficit na sua balança comercial. Foi a China que bancou grande parte dessa festa, comprando dívida do Tio Sam, como forma de avalizar suas operações externas e pavimentar a tão desejada entrada na Organização Mundial do Comércio. Nesse período, a moeda da potência hegemônica, que podia defender seus interesses em qualquer lugar do planeta, de forma independente, sempre contou com grande interesse dos demais países por orientar as relações econômicas internacionais. Assim, com as reservas dos países lastreadas em seu dinheiro, era mole, uma conta compensava a outra, eles vendiam Dólar e compravam o que queriam. Mas a maré mudou, nem a China precisa continuar investindo a juros negativos para que os americanos possam desfrutar seu alto padrão de vida, nem a potência é mais hegemônica, pois os russos teriam derrubado os sistemas eletrônicos das forças armadas, colocando toda sua capacidade de defesa nua.
    Além de ter que arranjar um jeito de andar com as próprias pernas, e readequar-se ao novo cenário da distribuição do poder em escala global, a própria crise doméstica está sendo paliativamente contida com um aumento desmesurado da oferta de dólares, para estimular a demanda e combater a deflação com uma inflação artificial. Na verdade estão produzindo bolhas financeiras muito mais rapidamente, pois os preços não subiram, o que demonstra que a tentativa de aquecimento está sendo pífia, no máximo restrita a alguns setores intermediários da produção. Todos esses elementos indicam que a qualquer momento todo o sistema de conversão de moedas irá entrar em pane. Este será o ambiente propício para a criação do Banco Central Mundial, a partir de uma cesta de moedas, por mais que o topo das estruturas políticas, dos países desenvolvidos e dos em desenvolvimento, tentem resistir. Depois, os efeitos autodestrutivos do sistema de valor baseado na acumulação e o contingenciamento ecológico se encontrarão no lixo, pois este será o fator limitador da produção e organizador da distribuição, se ainda sobrar alguém por aqui.

  9. ISRAEL MENEZES

    ideologias a parte o que vemos é um grupo de países emergentes com suas economias crescendo ano a ano a melhor hora para se firmarem é agora criando uma moeda que já nascerá forte assim como fez o bloco do Euro. Fico orgulhoso de nosso pais fazer parte dessa que será em breve uma das maiores forças econômica mundial mercado já temos quase a metade da população do globo e com um potencial econômico incrível só temos a ganhar.

    • Walter de Almeida

      Caros amigos. Ser otimista em um mundo conturbado como o nosso não é coisa fácil. Somente aqueles que estão vivendo em berço esplendido , com todo conforto e bem-estar, sentem-se alegre e confiantes no futuro. Pergunte aos milhares de desempregados, aos que não tem casa para morar. Pergunte aos milhões de refugiados políticos, religiosos e aos que fogem das guerras, se eles estão otimista.Pergunte aos que dependem de atendimento médico nos hospitais de nossa Rede Pública. Pergunte aos aposentados que vivem com o mísero Salário Minimo e sintam se eles estão otimista. A meu ver, o mundo vive um momento crítico do CHAMADO ESGOTAMENTO ECONOMICO. A mudança de qualquer moeda, não vai mudar absolutamente nada, se não mudar a mente humana de só querer o lucro não importa como. Se explorando ou não aqueles que mais precisam, os desafortunados. Se não houver solidariedade, distribuição de riquezas aos mais pobres, o mundo continuará de mal a pior. Como isso se trata de uma grande UTOPIA, não há muito o que esperar para ter
      mos um mundo mais humano e fraterno. Eu tenho dito sempre que o nosso planeta está em agonia. Os acontecimentos não me deixam mentir. Espero que eu esteja errado. Meu abraço a todos.

  10. Wilson garcia

    Uma verdade tem que ser dita, não se pode mais continuar o mundo inteiro dependendo apenas da moeda de um pais, eles gastam o que querem, o quanto querem, tem o deficit que querem, e os outros países que se danem.

  11. Sérgio Andrade

    Um dia foi a libra esterlina; no outro, o franco; depois da II WW, veio, por decorrência, a moeda americana como regulador do escambo internacional. Até um certo tempo era necessário o lastro nacional em ouro de cada país para a sua moeda se tornar cambiável. Depois adotou-se uma balança comercial de cada nação, necessitando ser forte e superavitária, para ter esse direito. Tudo ia muito bem dentro das regras respeitadas. Em dado momento de crise os EUA notaram que podiam fazer e mexer como quisessem com a sua balança comercial, deficitariamente, sem que isso alterasse, de fato, qualquer coisa dentro dos EUA. Mas esse procedimento americano refletiu negativamente em todo o globo de maneira diferenciada entre as nações. Alguma coisa precisava ser feita. Cogitou-se, ao final do século XX, de um “petrodolar” europeu que chegou a ir para o forno. Mas os americanos conseguiram segurar o “seu” sistema cambial alegando que o petrodolar causaria uma enorme confusão no comercio internacional, principalmente pelas fortes oscilações de cotação do petróleo (que possuem vários tipos). De lá para cá a situação só vem se agravando. É mister uma nova ordem mundial sem o dolar, mas só os BRICS acho muito pouco. Tem que ser um grupo de países com um total de PIBs duas a tres vezes maior que o PIB americano; e com uma dívidas interna e externa, por outro lado, duas a tres vezes menores que as americanas. O resto, apesar de necessário, é sonho! Que pode virar pesadelo!

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