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Petrobras: multa de US$ 1,6 bilhões em tribunal nos EUA

Posted by on 20/08/2015

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CUSTO DA CORRUPÇÃO AUMENTA PARA A PETROBRAS

A Petrobras poderá ter de pagar uma multa recorde superior a $ 1,6 bilhão de dólares para encerrar investigações criminais e civis nos Estados Unidos devido a sua participação num esquema de corrupção (exposto pela Operação Lava Jato), noticia a agência Reuters, que cita como fonte uma pessoa que foi informada por advogados da petrolífera.

O processo para se chegar a um acordo pode levar de dois a três anos, calcula a mesma fonte. Se confirmada, essa pode ser a maior punição já aplicada por autoridades americanas durante uma investigação de corrupção corporativa.

Edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch

Petrobras pode ter que pagar US$ 1,6 bilhões de dólares para encerrar investigações nos EUA

Dia 18.08.2015 –   http://dw.com/p/1GHO6 – © 2015 Deutsche Welle

Até hoje, a maior multa já paga por corrupção corporativa ao Departamento de Justiça e à Securities and Exchange Commission (comissão que regula o mercado de capitais) envolveu a empresa alemã Siemens, em 2008. Ela foi multada em $ 800 milhões de dólares por participar de um esquema de pagamento de suborno e teve de pagar o mesmo valor para autoridades alemãs.

A pessoa ouvida pela Reuters avalia que a Petrobras terá que pagar multas tão pesadas quanto ou até mesmo maiores que os 1,6 bilhão de dólares desembolsados pela Siemens nos Estados Unidos e na Alemanha.

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Sede da Petrobras no Rio de Janeiro

Duas outras fontes ligadas à Petrobras também disseram que o acordo resultaria numa multa alta, mas se recusaram a fazer estimativas.

As três fontes não quiseram ser identificadas e advertiram que qualquer estimativa sobre os valores das multas é preliminar neste momento. A estatal brasileira ainda não começou a negociar um acordo com as autoridades americanas. Acredita-se que as investigações ainda estejam na fase inicial.

“Os advogados da estatal sustentam que ela foi vítima de corrupção e conluio por empresas de engenharias e outros fornecedores, um grupo de ex-funcionários da empresa, que supostamente receberam ou organizaram os subornos, e políticos brasileiros que se beneficiaram (enriqueceram) de propinas pagas por fornecedores”.

A punição pode ser mais um duro golpe para a estatal brasileira, que viu seu valor de mercado cair para menos de $ 40 bilhões de dólares, antes os quase $ 300 bilhões de sete anos atrás. Uma pergunta aos brasileiros: Por que o valor da empresa caiu tanto?

A dívida da Petrobras aumentou mais de seis vezes desde 2007, segundo as demonstrações financeiras da companhia divulgadas em 2013. O valor, que estava em R$ 39,7 bilhões em dezembro daquele ano, atingiu R$ 267,8 bilhões no final de 2013. Somente no ano passado, a alta foi de 36%.

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O início da Operação Lava Jato que apura o MAIOR ESCÂNDALO de corrupção do Brasil

Em 17 março de 2014, a Polícia Federal deflagrou a Operação Lava Jato, que investiga um mega esquema de lavagem e desvio de dinheiro envolvendo a Petrobras, grandes empreiteiras do país e políticos e partidos políticos. O nome tem relação com o posto de gasolina de Brasília onde a PF cumpriu um dos 81 mandados em seu primeiro dia de operação. Um dos primeiros detidos foi o doleiro Alberto Youssef.

Os Primeiros delatores

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa foi preso três dias depois. Ele começou a ser investigado pela PF após ganhar um carro de luxo de Youssef, em março de 2013. Ele já estava sendo investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) por irregularidades na compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, em 2006. Costa e Youssef assinaram acordos de delação premiada.

Bilhões desviados

Os depoimentos de Youssef e Costa revelaram um imenso esquema de corrupção dentro da Petrobras, envolvendo diretores da estatal, políticos e empreiteiras. De acordo com o MPF, foram desviados mais de 2,1 bilhões de reais dos cofres da estatal. Muitos estimam, porém, que o desvio de recursos, o pagamento de propina e outras irregularidades possam ter movimentado mais de 10 bilhões de reais.

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O Cartel das empreiteiras

No esquema, empreiteras pagavam propina a agentes públicos para aumentar a margem de lucro e obter favores, fraudando licitações. Em novembro de 2014, a PF deflagrou uma nova fase da Lava Jato, na qual 23 executivos tiveram prisão preventiva decretada. Entre as empresas investigadas estão Mendes Junior, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Odebrecht.

O “clube”

As empresas estipularam regras para distribuir obras. O MPF tem documentos que provam a existência do que os fraudadores chamavam de “clube” de empreiteiras, que decidiria entre os integrantes quem participaria de determinadas licitações da estatal. Ricardo Ribeiro, sócio da UTC-Engenharia, é apontado como coordenador do cartel, sendo responsável pelo pagamento de propinas a agentes públicos.

As regras da propina

A propina era entregue para funcionários de alto escalão da estatal, que garantiam que apenas o cartel fosse convidado às licitações. Um executivo da empresa Toyo-Steal afirmou, por exemplo, que foi cobrada propina sobre um contrato de 2,4 bilhões de reais. O dinheiro teria sido dado ao ex-diretor Renato Duque (foto) e ao ex-gerente Pedro Barusco. O suborno variava de 1% a 5% do valor do contrato.

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CPIs e imagem arranhada

Em fevereiro de 2015, foi criada a terceira CPI na Câmara dos Deputados para investigar as suspeitas de corrupção na estatal. As outras duas, de 2014, não pediram o indiciamento de políticos. A agência de notação de risco Fitch rebaixou a nota da Petrobras para “BBB-“, a menor dentro do grau de investimento. A agência Moody’s já havia feito o mesmo.

Financiamento de campanhas

A investigação indica que políticos também recebiam propinas desviadas da Petrobras. Os políticos envolvidos no esquema ficavam com 3% do valor de contratos da estatal, segundo Costa. O dinheiro seria usado para financiar campanhas eleitorais e subornar deputados, senadores e funcionários públicos.

Políticos e Partidos investigados

No dia 3 de março, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, entregou uma lista com o pedido de abertura de inquérito contra 28 políticos. Entre os investigados estão o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha; o presidente do Senado, Renan Calheiros; os ex-ministros Edison Lobão e Antonio Palocci; a ex-governadora Roseana Sarney; e o ex-presidente Fernando Collor de Melo.

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Balanço contábil da Petrobras

Com cinco meses de atraso, a Petrobras divulgou, no dia 22 de abril, o balanço contábil auditado do ano de 2014. O relatório mostrou que a companhia teve perdas de $ 6,2 bilhões de reais por causa de desvios de recursos evidenciados pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, e prejuízo de $ 21,6 bilhões de reais no ano. A desvalorização dos ativos ultrapassou $ 44 bilhões de reais.

Dia 22 de abril: as primeiras condenações

Seis réus foram condenados a pagar reparações de no mínimo $ 18 milhões de reais à Petrobras. Márcio Bonilho, Leonardo Meirelles, Leandro Meirelles, Pedro Argese Júnior, Esdra de Arantes Ferreira e Waldomiro de Oliveira cumprirão penas de quatro a seis anos de prisão. O ex-diretor Paulo Roberto Costa foi sentenciado a sete anos e seis meses enquanto Alberto Youssef, nove anos e dois meses.

Empresários e réus

No dia 19 de junho, a Polícia Federal iniciou a 14ª fase da Operação Lava Jato e prendeu os presidentes das construtoras Andrade Gutierrez e Odebrecht – Otavio Azevedo (foto) e Marcelo Odebrecht, respectivamente. Contas e investimentos de 20 milhões de reais foram congelados. Azevedo e Odebrecht virariam mais tarde réus em processo de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

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Ex-presidentes investigados

Em meados de julho, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em sete estados. Três carros de luxo foram apreendidos na mansão onde o ex-presidente Fernando Collor vivia. O ex-presidente Lula surgiu no noticiário, suspeito de tráfico de influência para favorecer a Odebrecht, empresa investigada na Lava Jato. Eduardo Cunha culpou o governo por seu envolvimento nas investigações.

Primeiros empreiteiros punidos

Em 20 de julho, três ex-executivos da Camargo Corrêa foram condenados – João Auler, Eduardo Hemelino Leite e o ex-presidente da construtora Dalton Avancini. Pouco depois, a PF deflagrou a 16ª fase da operação, batizada de “Radioatividade”, e prendeu o Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, o presidente licenciado da Eletronuclear, uma das subsidiárias da estatal.

Mais informações em:

  1. http://thoth3126.com.br/ex-diretor-da-petrobras-vai-falar-o-que-sabe/
  2. http://thoth3126.com.br/petrobras-incompetencia-e-corrupcao-atrai-inferno-astral/
  3. http://thoth3126.com.br/petrobras-e-o-estopim-de-uma-grave-crise/
  4. http://thoth3126.com.br/petrobras-ex-diretor-faz-acordo-e-denuncia-corrupcao-bomba/
  5. http://thoth3126.com.br/petrobras-empreiteiras-propoem-acordo-para-revelar-corrupcao-na-empresa/
  6. http://thoth3126.com.br/brasil-represa-da-corrupcao-se-rompe-vem-ai-um-diluvio/
  7. http://thoth3126.com.br/brasil-represa-da-corrupcao-se-rompe-tsunami-a-vista/
  8. http://thoth3126.com.br/brasil-corrupcao-na-petrobras-problemas-a-vista-para-gente-grande/
  9. http://thoth3126.com.br/petrobras-investigacao-nos-eua-ameaca-arranhar-imagem-da-empresa-no-exterior/
  10. http://thoth3126.com.br/petrobras-processo-de-limpeza-do-pais-avanca-muito-rapido/
  11. http://thoth3126.com.br/petrobras-assinou-contrato-em-branco/
  12. http://thoth3126.com.br/petrobras-comparado-ao-mensalao-e-pequena-causa/
  13. http://thoth3126.com.br/petrobras-graca-foster-esta-saindo-da-presidencia/
  14. http://thoth3126.com.br/a-hipotese-de-culpa-para-o-impeachment/

Permitida a reprodução desde que mantida na formatação original e mencione as fontes.

thoth-escribawww.thoth3126.com.br

 

 

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