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Ramakrishna (02) na companhia dos Devotos

Posted by on 03/08/2015

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NA COMPANHIA DOS DEVOTOS

Ramakrishna Paramahamsa (Bengali: রামকৃষ্ণ পরমহংস), seu nome de nascimento é Gadadhar Chattopadhyay (18 de Fevereiro, 1836 – 16 de Agosto, 1886), foi um dos mais importantes líderes religiosos Hindus da Índia, e foi profundamente reverenciado por milhões de Hindus e não-Hindus como um autêntico mensageiro de Deus.

Ramakrishna foi uma figura influente na Renascença Bengali do século XIX. Swami Vivekananda, um dos seus maiores discípulos descreveu Ramakrishna Paramahamsa como: Ele que foi Rama, Ele que foi Krishna, agora é Ramakrishna neste corpo.”

Edição e imagens:  Thoth3126@gmail.com

CAPÍTULO   II – NA   COMPANHIA   DOS   DEVOTOS – 11 de março de 1882

Mais ou menos às oito horas da manhã, Sri Ramakrishna, como havia sido plane­jado, foi para a casa de Balaram Bose em Calcutá. Era o dia da Dolayatra. E Ram, Ma­nomohan, Rakhal[1], Nityagopal e outros foram com ele. M., convidado pelo Mestre, também foi.

Os devotos e o Mestre cantaram e dançaram em estado de fervor divino. Vários deles entraram em êxtase. O peito de Nityagopal encheu-se de emoção e Rakhal caiu no chão em êxtase, completa­mente inconsciente do mundo. O Mestre pôs a mão no peito de Rakhal e disse: “Paz. Fique tranqüilo.”

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O sagrado rio Ganges em Varanasi

Essa foi a primeira experiência de êxtase de Rakhal. Ele vivia com o pai em Calcutá e de vez em quando visitava o Mestre em Dakshineswar. Por esta época havia estudado durante certo tempo na escola de Vidyasagar, em Syampukur.

Quando a música terminou, os devotos sentaram-se para comer. Balaram ficou de pé humilde­mente como se fosse um empregado. Ninguém o tomaria como o dono da casa. M. ainda era um estra­nho para os devotos, tendo conhecido somente Narendra em Dakshineswar.

Alguns dias depois M. visitou o Mestre em Dakshineswar. Eram entre quatro e cinco horas da tarde. O Mestre e ele estavam sentados nos degraus que levavam aos templos de Shiva. Olhando para o templo de Radhakanta do outro lado do pátio, o Mestre entrou em êxtase.

Desde a demissão de seu sobrinho Hriday do templo, Sri Ramakrishna estava sem atendente. Devido aos seus constantes estados espirituais, mal podia tomar conta de si. A falta de uma pessoa para ajudá-lo, causava-lhe grande inconveniência. Sri Ramakrishna conversava com Kali, a Mãe Divina do universo. Disse:

“Mãe, todo mundo diz: ‘Só meu relógio está certo’. Os cristãos, os brahmins, os hinduístas, os maometanos, todos dizem: ‘Só a minha religião é a verdadeira’. Mas Mãe, o fato é que o relógio de ninguém está certo. Quem pode realmente entender-Te? Mas se um homem ora a Ti com o coração ansioso, pode alcan­çar-Te, por Tua graça, por qualquer caminho. Mãe, um dia mostra-me como os cristãos oram a Ti em suas igrejas. Mas Mãe, o que dirão as pessoas se eu entrar em suas igrejas? Tu achas que criarão caso? Ou que não me permitirão mais entrar no templo de Kali? Mostra-me, então, como é o culto dos católicos, visto da porta da igreja.”

Outro dia, o Mestre estava sentado no divã pequeno, no seu quarto, com o costumeiro semblante radiante. M. chegou com seu amigo Kalikrishna, que não sabia para onde o seu amigo o estava condu­zindo. M. dissera-lhe: “Se você quer ver um local onde se vendem bebidas alcoólicas, venha comigo. Lá verá um grande jarro com vinho”.

M. contou isso para Sri Ramakrishna que riu muito. O Mestre disse: “A felicidade do culto e a comunhão com Deus é o verdadeiro vinho, o vinho do amor exta­siante. A meta da vida humana é amar Deus (em si mesmo). Bhakti (devoção) é a única coisa essencial. Conhecer Deus através da jnana e raciocínio é extremamente difícil”.

O Mestre cantou:

Quem existe que pode compreender o que a Mãe Kali é? Mesmo os seis darsanas não têm poder para revelá-La. …

O Mestre disse de novo: “A única meta da vida é cultivar o amor a Deus, o mesmo amor que as ordenhadoras, as leiteiras e os pastores de Vrindavan sentiam por Krishna. Quando Krishna foi embora para Mathura, os pastores perambulavam chorando amargamente sua separação d’Ele.

KRISHNA_DWARAKA

Dizendo isso, o Mestre cantou com os olhos voltados para cima:

  • Há pouco vi um jovem pastor
  • Com um bezerrinho nos braços. 
  • Ali ficou de pé, segurando em uma das mãos
  • O galho de uma árvore nova. 
  • “Onde estás Tu, Irmão Kanai?” gritou:
  • Mas mal podia pronunciar “Kanai”:
  • “Ka” era o máximo que podia dizer.                                 
  • Lamentou: “Onde estás Tu, Irmão?”                                
  • E os olhos encheram-se de lágrimas.    

Ao ouvir esta canção do Mestre, cheia de amor, os olhos de M. também encheram-se de lágrimas.

Dia 2 de abril de 1882 

Sri Ramakrishna estava sentado na sala de estar da casa de Keshab Chandra Sen em Calcutá; eram cinco horas da tarde. Quando Keshab foi informado da chegada do Mestre, veio para a sala de visitas, pronto para sair, pois ia visitar um amigo doente. Agora havia cancelado seus planos. O Mestre disse-lhe: “Você tem tantas coisas para atender. Além disso ainda tem que editar um jornal.

Não tem tempo para vir a Dakshineswar, por isso, vim vê-lo. Ao saber de sua doença, prometi coco verde e açúcar à Mãe Divina para seu restabelecimento. Disse-Lhe: ‘Mãe, se alguma coisa acontecer a Keshab, com quem vou conversar em Calcutá?’ ”

Sri Ramakrishna falou com Pratap e outros devotos Brahmanes. M. sentou-se perto deles. Apon­tando para ele, o Mestre disse a Keshab: “Pergunte-lhe, por favor, porque não veio mais a Dakshi­neswar. Várias vezes me tem dito que não é apegado à esposa e aos filhos.” M. havia visitado o Mestre durante um mês e sua ausência durante um certo tempo havia induzido a essa observação. Sri Ra­makrishna havia pedido para lhe escrever, caso demorasse a visitá-lo.

O Pundit Samadhyayi estava presente. Os devotos Brahmanes apresentaram-no a Sri Ra­makrishna, como sendo um erudito bem versado nos Vedas e outras escrituras. O Mestre disse: “Sim, posso ver o seu interior através dos seus olhos, da mesma maneira como uma pessoa pode ver os ob­jetos dentro de um aposento, através da porta de vidro.”

Trailokya cantou. Subitamente o Mestre pôs-se de pé e entrou em samadhi, repetindo o nome da Mãe. Descendo um pouco até o plano da consciência dos sentidos, dançou e cantou:

Não bebo vinho comum, mas o Vinho da Bem-aventurança Eterna. Quando digo o nome de minha Mãe Kali, Ele intoxica de tal modo a minha mente, que as pessoas me tomam por bêbado! Primeiro meu Guru me dá melado para fazer o Vinho; meu anseio é o fermento para transformá-lo. O Conhecimento, que faz o Vinho, prepara-o para mim, então: e quando está pronto, minha mente absorve-o da garrafa do mantra. Tomando o nome da Mãe para torná-lo puro. Beba este Vinho, diz Ramprasad[2], e os quatro frutos[3] da vida serão seus.      

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O Mestre olhou para Keshab com doçura, como se Keshab lhe fosse muito íntimo. Temia que Keshab pudesse vir a ser de outrem, quer dizer, se tornasse um homem do mundo. Olhando-o o Mestre continuou a cantar:

Temos medo de falar, no entanto, tememos ficar quietos; nossas mentes, Ó Radha, mal acreditam que estamos a ponto de te perder. Vamos contar-te o segredo que conhecemos, o segredo pelo qual nós e os outros, com nossa ajuda. Passamos por muitos momentos de perigo. Agora tudo depende de ti.

Citando a última parte da canção, disse a Keshab: “Isto é, renuncie a tudo e invoque Deus. Só Ele é Real, tudo o mais ilusório. Sem a realização de Deus, tudo é fútil. Este é o grande segredo.”

O Mestre sentou-se novamente e começou a conversar com os devotos. Por um certo tempo, es­cutou um recital de piano, apreciando-o como se fosse uma criança. Foi, então, para os aposentos in­ternos, onde lhe serviram refrescos e as senhoras o saudaram.

No momento em que o Mestre deixou a casa de Keshab, os devotos Brahmanes acompanharam-no respeitosamente até a carruagem.

Domingo, 9 de abril de 1882             

Sri Ramakrishna estava sentado com os devotos na sala de visitas de Prankrishna Mukherji em Calcutá; era entre uma e duas horas da tarde. Como o Coronel Viswanath[4] morava nas proximidades, o Mestre pretendia visitá-lo antes de ir ver Keshab no Lily Cottage. Vários vizinhos e outros amigos de Prankrishna tinham sido convidados para conhecer Sri Ramakrishna. Estavam todos ansiosos para ouvir suas palavras.

O Mestre falou: “Deus e Sua glória. Este universo é Sua glória. As pessoas vêem Sua glória e esque­cem-se de tudo. Não procuram Deus, cuja glória é este mundo. Todos procuram desfrutar de ‘mulher e ouro’. Mas há muita miséria e dor nisso. Este mundo é como o redemoinho de Visalakshi[5]. Uma vez que um bote caia ali, não há mais esperança de ser resgatado. Assim também o mundo é como um arbusto espinhoso; mal você se liberta de um espinho e já se vê às voltas com um outro. Uma vez que se entre num labirinto, é muito difícil sair. Vivendo no mundo, fica-se, por assim dizer, machucado.”

Um devoto: “Então qual é o caminho, senhor?”

Mestre: “Oração e a companhia dos homens santos. Não se pode ficar bom de uma doença sem a ajuda de um médico. Não é suficiente ficar na companhia de pessoas religiosas somente por um dia. Deve-se procurá-las constantemente, porque a doença tornou-se crônica. Também não se pode inter­pretar o pulso corretamente se não viver com um médico. Estando com ele constantemente, uma pes­soa aprende a diferenciar a pulsação da fleuma, da pulsação da bile.”

Devoto: “Qual a vantagem da companhia santa?”

Mestre: “Ela leva à ânsia por Deus, pelo amor de Deus. Nada se consegue na vida espiritual sem ânsia. Vivendo-se constantemente na companhia de homens santos, a alma torna-se inquieta por Deus. Essa ânsia é como aquela sensação experimentada pela mente de um homem que tem um doente na família. Sua mente está em desassossego constante, pensando como a pessoa vai ser curada. Ou então, uma pessoa deveria sentir uma ânsia por Deus, como aquela do homem que perdeu seu emprego e peregrina de escritório em escritório à procura de um novo trabalho. Se é recusado num lugar por falta de vaga, volta de novo, no dia seguinte e pergunta: ‘Há vaga hoje?’

“Há uma outra maneira: orar sinceramente a Deus. Deus é muito íntimo nosso. Deveríamos di­zer a Ele: ‘Ó Deus, qual é a Tua natureza? Revela-Te a mim. Tu deves revelar-Te a mim; para que outra coisa me criaste?’ Alguns devotos sikhs, uma vez me disseram: ‘Deus é pleno de misericórdia.’ Disse-lhes: ‘Mas por que chamá-Lo de misericordioso? Ele é o nosso Criador. Por que devemos ficar maravilhados se Ele é bondoso? Os pais criam os filhos. Chamamos a isso um ato de bondade? Eles têm obrigação de agirem assim.’ Por conseguinte, temos que forçar nossos pedidos a Deus.

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O Anahata, O QUARTO CHAKRA, a sede da morada da “ALMA”, A CENTELHA DIVINA QUE HABITA O SER HUMANO

Ele é o nosso Pai e Mãe, não é? Se um filho pede sua parte na herança e deixa de comer e beber a fim de re­forçar seu pedido, os pais entregam-lhe sua parte três anos antes do tempo legal. Ou então, quando uma criança pede uns trocados à sua mãe e diz repetidamente: ‘Mãe, dê-me um dinheiro. Peço-lhe de joelhos!’- a mãe, sentindo a sinceridade e incapaz de resistir por mais tempo, dá-lhe o dinheiro que ela está lhe pedindo.

“Há uma outra vantagem que advém da companhia dos santos. Ajuda a cultivar a discriminação entre o Real e o irreal. Só Deus é o Real, quer dizer, a Substância Eterna, e o mundo material é irreal, isto é, ele é transitório. Assim que uma pessoa sentir que a mente está se dirigindo para o irreal, deverá aplicar a discriminação. Tão logo o elefante estica a trompa para pegar um galho de tanchagem do jardim do vizinho, recebe um golpe de chuço de ferro do condutor.”

Um vizinho: “Por que uma pessoa possui tendências para o pecado?”

Mestre: “Na criação de Deus há todo o tipo de coisas. Ele criou homens bons e maus. É Ele quem nos dá boas e más tendências.”

Vizinho: “Neste caso, não somos responsáveis pelas nossas ações pecaminosas, somos?”

Mestre: “Todo pecado tem seu próprio resultado. É a lei de Deus. Você queimará a língua se mastigar pimenta, não é? Na juventude Mathur[6] levou uma vida de dissipação: Daí sofrer tantas doen­ças antes de morrer.

“Pode-se não compreender isso na juventude. Examinei a fornalha da cozinha do templo de Kali quando a lenha estava queimando. No começo a madeira molhada queima bem. Não parece conter tanta umidade, mas quando está suficientemente queimada, toda umidade corre para um lugar só. Fi­nalmente a água sai do combustível e apaga o fogo.

“Deve-se, portanto, tomar cuidado com a raiva, paixão e ganância. Lembre-se, por exemplo, do caso de Hanuman. Num acesso de raiva pôs fogo em todo o Ceilão (Sri Lanka). Depois lembrou-se de que Sita es­tava morando numa floresta de asokas. Começou então, a tremer com medo que o fogo a atingisse.”

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Vizinho: “Por que Deus criou pessoas más?”

Mestre: “É a Sua vontade, Seu jogo. Em sua maya (ilusão material) há avidya, bem como vidya. A escuridão é necessária. Ela também exalta a glória da luz. Não há dúvida que a raiva, luxúria e ganância são más. Por que então Deus as criou? A fim de criar santos. Um homem torna-se santo ao dominar seus senti­dos e emoções. Há alguma coisa impossível para um homem que dominou suas paixões? Pode até realizar Deus, por Sua graça. Além disso veja como todo Seu jogo de criação perpetua-se através da luxúria.

“Pessoas más também são necessárias. Uma vez os arrendatários de uma propriedade tornaram-se insubordinados. O dono teve de enviar Golak Choudhury, um bandido. Foi um administrador tão duro que os arrendatários tremiam à simples menção do nome.

“Há necessidade de tudo. Um dia Sita disse para seu marido: ‘Rama, seria grandioso se todas as casas de Ayodhya fossem uma mansão! Encontro tantas casas velhas e dilapidadas’. ‘Mas, minha que­rida’, disse Rama, ‘se todas as casas fossem bonitas, o que fariam os pedreiros?’ (Risada). Deus criou todos os tipos de coisas. Criou árvores boas, plantas venenosas, bem como ervas daninhas. Entre os animais há bons, maus, de todos os tipos – tigres, leões, cobras e assim por diante.”

Vizinho: “Senhor, é possível se realizar Deus quando se leva a vida de um chefe de família?”

Mestre: “Certamente, mas como acabei de falar, deve-se viver na companhia santa e orar inces­santemente. Deve-se chorar por Deus. Quando as impurezas da mente são lavadas assim, Deus é reali­zado. A mente é como uma agulha coberta de lama e Deus é como um ímã. A agulha não pode ficar presa no magneto, a não ser que esteja limpa da lama. As lágrimas lavam a lama, que nada mais é do que a luxúria, raiva, ganância e outras tendências más, bem como a inclinação para os prazeres do mundo.

Logo que a lama for lavada, o ímã atrai a agulha, quer dizer, a pessoa realiza Deus (em si mesma). Somente os puros de coração vêem Deus. Um paciente com febre tem excesso de líquido em seu organismo. A não ser que seja removido, o que o quinino pode fazer por ele?

“Por que uma pessoa não pode realizar Deus enquanto viver no mundo? Mas, como já disse, deve-se viver em companhia santa, orar a Deus, chorar por Sua graça e de vez em quando, ficar só. A não ser que as plantas sejam no início protegidas com uma cerca , serão destruí­das pelo gado.”

Vizinho: “Então os chefes de família, também, terão a visão de Deus, não é?”

Mestre: “Certamente todas as pessoas serão liberadas, mas a pessoa deverá seguir as instruções do guru: se desviar-se do caminho, sofrerá por voltar a andar nas passadas já dadas. Leva muito tempo para se conseguir a liberação. Um homem pode não conseguir numa vida, talvez tenha que realizar depois de muitos nascimentos.

Sábios como Janaka cumpriram as obrigações do mundo. Executava–as, tendo Deus na mente, como as dançarinas que equilibram jarros ou bandejas nas cabeças, enquanto dançam. Já viram como as mulheres do noroeste da Índia andam, conversam e riem enquanto carre­gam os jarros de água na cabeça?”

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Vizinho: “O senhor acabou de referir-se às instruções do guru. Como o encontrarei?”

Mestre: “Nem todos podem ter um guru. Uma tora larga de madeira flutua na água e pode car­regar animais, mas um pedaço de pau afunda, se uma pessoa senta-se nele e então, afoga-se. Por isso que Deus sempre Se encarna como o Guru para ensinar a humanidade. Só Satchida­nanda é o Guru.

“O que é o Conhecimento? E qual é a natureza do ego? ‘Só Deus é Aquele que faz e ninguém mais’ – isso é conhecimento. Não sou eu quem faz: sou um simples instrumento em Suas mãos. Por conseguinte, digo: ‘Ó Mãe, Tu és a Condutora, eu sou a carruagem. Eu me movo da maneira como Tu me fazes mover. Faço o que me mandas fazer. Falo aquilo que me fazes falar. Não eu, não eu, mas Tu, mas Tu.”

Da casa de Prankrishna, o Mestre foi para a do Coronel Viswanath e dali, para o Lily Cottage.

Notas de rodapé:

[1] Um discípulo amado de Sri Ramakrishna, mais tarde conhecido como Swami Brahmananda.
[2] O autor da canção. É costume dos compositores de canções devocionais na Índia, mencionar seus nomes no final das canções.
[3] Dharma, artha, kama e moksha.
[4] O Residente do Governo do Nepal em Calcutá e devoto do Mestre.
[5] Um rio perto da cidade natal de Sri Ramakrishna.
[6] Genro da Rani Rasmani e um grande devoto de Sri Ramakrishna que lhe proveu todo o necessário durante o período em que viveu no templo.

Capítulo anterior em:

  1. http://thoth3126.com.br/mestre-e-discipulo-ramakrishna/

“O néscio pode associar-se a um sábio toda a sua vida, mas percebe tão pouco da verdade como a colher do gosto da sopa. O homem inteligente pode associar-se a um sábio por um minuto, e perceber tanto da verdade quanto o paladar sabe do sabor da sopa”.   –  Textos Budistas


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