browser icon
Você está usando uma versão insegura do seu navegador web. Por favor atualize seu navegado!
Usando um navegador desatualizado torna seu computador inseguro. Para mais segurança, velocidade, uma experiência mais agradável, atualize o seu navegador hoje ou tente um novo navegador.

Historias de Maldek – Ruke de Jupiter – Parte 1

Posted by on 29/07/2016

atravesdeolhosalienígenas.

RUKE, de JÚPITER – Parte I – Histórias de Maldek, da Terra e do Sistema Solar

Após a explosão do planeta Maldek, o planetoide, lua de Júpiter, SOVIA  que atualmente orbita o Sol e é chamado de Mercúrio por vocês da Terra, foi arrancado do sistema Radiar RELT/Júpiter devido às mudanças de pressão no campo gravitacional do Sol quando MALDEK  foi destruído, perturbando todo o equilíbrio gravitacional existente no sistema solar.

“Eu vou falar do brilhante orbe de fogo adormecido chamado de Grande RELT (o planeta Júpiter). Além disso, vou passar para você (telepaticamente) uma descrição dessa minha primeira vida, quando àqueles enfeitados com as penas brilhantes de aves (do planeta Gracyea) me levaram com eles em sua sagrada missão ao Planeta que vocês chamam Terra”…

Tradução, edição e imagens: Thoth3126@protonmail.ch

Traduzido do Livro “THROUGH ALIEN EYES – Através de Olhos Alienígenas”, páginas 129 a 154, escrito por Wesley H. Bateman, Telepata da FEDERAÇÃO GALÁCTICA.

“Por trás do véu de caos existe ainda outro e outro desse tipo. Seja sincero, não lisonjeie e nem amaldiçoe  falsamente o divino, e posso, então, garantir-lhes que uma vez na vida lhes será oferecida uma oportunidade de saber tudo o que existe para saber e, assim, trazer a vocês a paz espiritual. Se vocês estiverem desconfortáveis dentro da vestimenta (O CORPO HUMANO DE BARRO) de peregrinação (como a maior parte dos de sua raça), tenham paciência e esperem, pois foi profetizado: os grandes mistérios serão revelados a todos no dia em que o sumo sacerdote de Ra chegar ao meio-dia e gritar: Venham todos, aprendam e conheçam, pois ÍSIS está sem VÉU.  Eu Sou Benagabra de Delment 

Calisto-Parn

A lua Calisto-Parn de Júpiter

RUKE de JÚPITER (de PARN, hoje a lua Calisto de Júpiter) fala:

… Eu vou contar para você as várias vezes que eu vivi na Terra porque o meu espírito ficou preso ao planeta pelas leis determinadas pelos Elohim no começo da eternidade. Eu revelarei a você através de Nedart, o sumeriano. É minha esperança que você perceba esta transmissão das imagens das minhas lembranças de forma clara e em harmonia com o seu WA*”. 

Eu Sou RUKE DE PARN. {Parn é um planetoide (a atual Lua Calisto) do Radiar RELT (planeta Júpiter). O WA se relaciona  com o estado de ser (corpo) psíquico mais satisfatório de uma pessoa}. 

O lugar do meu primeiro nascimento como ser humano era chamado pelo meu povo de PARN. Este local, uma Lua do planeta Júpiter, que é chamada atualmente por vocês da Terra de Calisto. Na medida em que você foi sendo informado por aqueles que telepaticamente já se comunicaram com você (por telepatia) antes de mim, o corpo planetário conhecido como Júpiter era chamado pela Federação Galáctica como Radiar RELT. Este nome foi dado para o radiar pelo povo da Lua Franet  (o planetoide/Lua de Júpiter que vocês atualmente chamam de  Ganymedes). Nós do planetoide/Lua  PARN/Calisto  chamávamos o radiar de Robe. 

Naquele momento, nós de Parn não tínhamos nenhum conhecimento de qualquer pessoa vivendo em qualquer um dos outros planetoides/luas no sistema radiar RELT. Mais tarde nós aprendemos que haviam outros habitantes, e que eles eram idênticos em aparência conosco, mas com uma linguagem completamente diferente. Eu nunca encontrei nenhuma pessoa de qualquer um dos outros planetoides do sistema Radiar Relt/Júpiter até a minha primeira viagem ao planeta Terra. Nós do sistema radiar Relt éramos então, assim como hoje, com cerca de 4 pés de altura (1,22 metros) com a pele negra. Nós atualmente nos parecemos com aqueles da Terra que são conhecidos como Aborígenes (os habitantes nativos naturais da Austrália). De fato, aqueles dessa raça de Aborígenes da Terra são todos descendentes daqueles como eu, que vieram do radiar Relt/Júpiter. 

PARN e o sistema Radiar RELT-Júpiter

O sistema Radiar Relt/Júpiter tem um tamanho equivalente a um por cento do tamanho do Sol central do sistema e ainda esta gerando três vezes mais energia da que recebe do Sol. Presentemente o Radiar RELT esta cerca de duas vezes mais próximo do Sol do que quando estava funcionando normalmente antes da explosão do planeta MALDEK. PARN (atual Lua Calisto) agora esta localizado cerca de 1.170.000 milhas ( 1.882.530 quilômetros) de distância do centro gravitacional do Planeta Júpiter/ Radiar RELT e tem um diâmetro de cerca de 3.000 milhas (4.800 quilômetros), ele originalmente estava localizado mais próximo do planeta Júpiter/Radiar RELT, há cerca de 820 mil milhas e assumiu a sua órbita presente, mais distante, para compensar a perda de massa do planetoide/Lua SOVIA que pertencia ao sistema de Júpiter/Radiar RELT. 

jupiter

O gigante planeta gasoso Júpiter-Radiar RELT é o maior planeta do Sistema Solar, tanto em diâmetro quanto em massa e é o quinto mais próximo do Sol. Possui menos de um milésimo da massa solar, contudo tem 2,5 vezes a massa de todos os outros planetas em conjunto. É um planeta gasoso junto com Saturno,Urano e Netuno. Estes quatro planetas são por vezes chamados de planetas jupiterianos ou planetas jovianos. Júpiter é um (o maior) dos quatro gigantes gasosos, isto é, não é composto primariamente de matéria sólida. Júpiter é composto principalmente de hidrogênio e hélio. O planeta também pode possuir um núcleo composto por elementos mais pesados. Por causa de sua rotação rápida, de cerca de dez horas, ele possui o formato de uma esfera oblata. Sua atmosfera é dividida em diversas faixas, em várias latitudes, resultando em turbulência e tempestades onde as faixas se encontram. Uma dessas tempestades é a Grande Mancha Vermelha, uma das características visíveis de Júpiter mais conhecidas e proeminentes, cuja existência data do século XVII, com ventos de até 500 km/h e possuindo um diâmetro transversal duas vezes maior do que a Terra. Júpiter é observável a olho nu, com uma magnitude aparente máxima de -2,8, sendo no geral o quarto objeto mais brilhante no céu, depois do Sol, da Lua e de Vênus. Por vezes, Marte aparenta ser mais brilhante do que Júpiter. O planeta era conhecido por astrônomos de tempos antigos e era associado com as crenças mitológicas e religiosas de várias culturas. Os romanos nomearam o planeta de Júpiter, um deus de sua mitologia. Júpiter possui um tênue sistema de anéis, e uma poderosa magnetosfera. Possui pelo menos 64 satélites, dos quais se destacam os quatro descobertos por Galileu Galilei em 1610: Ganymedes, o maior do Sistema Solar, CALISTO, IO e Europa, os três primeiros são mais massivos que a Lua da Terra sendo que Ganymedes, possui um diâmetro maior que o do planeta Mercúrio.

Após a explosão do planeta MALDEK o planetoide/lua SOVIA de Júpiter  que atualmente orbita o Sol e é chamado de MERCÚRIO por vocês da Terra, foi arrancado do sistema Radiar RELT/Júpiter devido às mudanças de pressão no campo gravitacional do Sol quando o planeta MALDEK foi destruído, perturbando todo o equilíbrio gravitacional  existente entre os planetas do sistema solar.

Os incontáveis pedaços que restaram de MALDEK em sua forma destruída, o Cinturão de Asteroides (n.T.localizado entre Marte e Júpiter, local da órbita original de MALDEK, então o quarto planeta do sistema solar, após Vênus, Terra e Marte) não proporcionam massa concentrada para manter o antigo equilíbrio gravitacional do sistema solar. 

PARN-Calisto hoje está coberto de gelo, que agora cobre o que parece ser crateras em sua superfície. Estas crateras são cicatrizes que resultaram do impacto de grandes meteoros (pedaços de MALDEK) que atingiram o planetoide/Lua em sua órbita original. Eu não estava em PARN quando isto aconteceu. 

Cerca de cincoenta e nove por cento da superfície do planetoide PARN foi uma vez coberta com vegetação de florestas tropicais e os restantes quarenta e um por cento eram preenchidos por rios, florestas e lagos de água fresca, agora tudo congelado.  PARN originalmente orbitava o Radiar RELT/Júpiter a cada período de cerca de 37,2 dias da Terra e tinha uma temperatura média de 85° F a 111° F (29,5° C a 43,89° C).

O planetoide/Lua PARN possuía um movimento de rotação completo sobre seu próprio eixo axial a cada 5,4 dias da Terra (esse era o tempo de duração do nosso dia, das nossas 24 horas diárias). O que seria considerado noite para vocês da Terra, em PARN acontecia somente quando o planetoide era bloqueado da radiação do Sol pelo Radiar/Júpiter e quando parte de sua superfície simultaneamente se afastava da luz emitida pelo próprio Radiar/Júpiter. 

Por causa do ângulo da órbita de PARN relativo ao equador do Radiar variar 13,6° norte e sul em um ciclo de 112 dias terrestres, as condições climáticas e as diferenças entre os períodos de luminosidade e  de escuridão no planetoide mudavam de acordo com a mudança naquele ângulo. Isto é os hemisférios sul ou o norte de PARN gradualmente recebiam mais energia do Radiar proporcionalmente a sua posição corrente nos 27,2° de seu ciclo orbital de 112 dias terrestres. O efeito destas mudanças no ângulo orbital são muito numerosos e complexos para se relacionar.

Acima: Mercúrio é o menor e mais interno planeta do Sistema Solar, orbitando o Sol a cada 87,969 dias terrestres. Sua órbita tem a maior excentricidade e seu eixo apresenta a menor inclinação em relação ao plano da órbita dentre todos os planetas do Sistema Solar. Mercúrio completa três rotações em torno de seu eixo a cada duas órbitas. Comparado a outros planetas, pouco se sabe a respeito de Mercúrio, pois telescópios em solo terrestre revelam apenas um crescente iluminado com detalhes limitados. As duas primeiras espaçonaves a explorar o planeta foram a Mariner 10, que mapeou aproximadamente 45% da superfície do planeta entre 1974 e 1975, e a MESSENGER, que mapeou outros 30% da superfície durante um sobrevoo em 14 de janeiro de 2008.

Calisto (PARN) em sua presente órbita em torno do Radiar RELT/Júpiter não apresenta tais mudanças marcantes em seu ângulo orbital. A atração gravitacional de PARN é imensamente diferente hoje de quando o radiar estava funcionando normalmente, antes da explosão do planeta MALDEK. Uma pessoa que naqueles tempos pesasse 45 quilos em meu planetoide natal de PARN atualmente pesaria 44,9 quilos na Terra (menos 100 gramas). 

Em minha primeira vida na Lua Calisto/PARN do radiar RELT/Júpiter o nome de meu pai era Forn e o nome de minha mãe era Shray.O meu nome então, assim como agora, era Ruke. As mulheres dos planetoides do Radiar RELT/Júpiter biologicamente só podiam suportar no máximo somente um ou dois filhos antes delas se tornarem estéreis. Eu era o único filho de meus pais. O tempo médio de duração da vida em PARN era de cerca de 185 anos da Terra e hoje está em torno de 370 anos. Eu agora tenho 201 anos de vida (da Terra) de idade. Os habitantes de PARN assim como dos demais planetoides de RELT respiram nitrogênio, como os habitantes dos radiares SUMMER (Saturno), TRAKE (Netuno) e HAMP (Urano). Durante essa minha primeira vida em PARN/Calisto nós não desenvolvemos a escrita e não tínhamos habilidades telepáticas para comunicação.  

Eu ainda considero difícil esta forma de comunicação ainda nos dias atuais (Esta foi a razão para ter Nedart relatando as minhas lembranças telepaticamente para você). PARN/Calisto nos fornecia uma vasta variedade de frutas, vegetais e variados tipos de animais que nos serviam como alimento, principalmente uma abundância de peixes e roedores sem pêlos que nós chamávamos de Nubs. Nós nos vestíamos com roupas sumárias quando PARN orbitava o radiar RELT em um tipo específico de angulação e nas demais épocas o nudismo era a prática comum e a norma. Não importava onde as pessoas estivessem em Calisto/PARN, elas poderiam esperar serem encharcadas por chuvas pesadas em torno de duas horas a cada período de trinta horas, ou próximo disso. 

Nós vivíamos em Clãs cujos membros nunca excediam mais do que oitocentos indivíduos e a população de PARN nunca excedia mais do que 875 mil habitantes enquanto que FRANET (a Lua Ganymedes para vocês da Terra e atualmente a maior Lua de Júpiter/RELT) tinha uma população em torno de 1,1 milhão de habitantes.  SOVIA (o atual planeta MERCÚRIO) naquele tempo também tinha cerca do mesmo número de habitantes vivendo em sua superfície, mas todos eles pereceram quando esse planetoide/lua se separou do sistema radiar de RELT/Júpiter e espiralou para fora de sua órbita normal até se estabilizar onde hoje ele se encontra, como o planeta MERCÚRIO agora orbitando o sol. 

cinturao_asteroides(restos de Maldek)

Acima: O Cinturão de Asteroides (pontos brancos), entre Júpiter e Marte, SÃO pedaços do planeta MALDEK após a sua explosão que hoje ocupam o local da sua órbita original.

Os clãs viviam em paz uns com os outros e cada clã era liderado conjuntamente por um homem e mulher que eram os chefes (não necessariamente sendo casados um com o outro). A cada período de dez anos cada clã deveria trocar um igual número de homens e mulheres jovens para evitar a endogamia no clã. Eu fui trocado naquela minha primeira vida com outro clã quando eu tinha doze anos de idade (da Terra). Na idade de dezessete anos eu me transformei em pai de uma filha. A minha responsabilidade como pai era de simplesmente pescar alguns peixes, pegar Nubs e manter a cabana de nossa família em bom estado. Minha esposa Croma gastava a maior parte do seu tempo com outras mulheres do clã, que recolhiam frutas e vegetais para suas famílias.   

A nossa religião implicava na adoração do milagre do nascimento (a fertilidade) e a criação de tudo que nós podíamos perceber com os nossos cinco sentidos. Nenhuma conversa sobre essas coisas era considerada valiosa se não houvesse a presença de uma mulher que já fosse mãe (tivesse filhos) e participasse da conversação. Após esse tipo de reunião e conversa qualquer um que tivesse sido vivificado pelo espírito de participação poderia relatar para os outros pelo indivíduo(s) que o experienciasse, mas nunca por qualquer um que não estivesse presente durante a reunião original. Um segundo e outro tipo de relato de uma experiência espiritual era considerado tabu. Acreditava-se que qualquer pessoa que ouvisse esse segundo tipo de relato atrairia miséria pelo resto de sua vida. 

A mulher que a sua presença durante as conversas espirituais causasse o estimulo das emoções era considerada ter sido ordenada por um poder espiritual e a partir de então era muito procurada depois para dar conselhos. Reuniões espirituais das mulheres eram consideradas sagradas. Qualquer homem que mesmo casualmente escutasse algo durante esse tipo de assembleia, depois disso poderia ser marcado e evitado por todos os clãs (Eu acredito em vida após a morte sem qualquer dúvida, unicamente porque minha mãe me disse que assim seria. É claro que agora eu sei que ela estava certa) Os homens, por outro lado, eram livres para estudar a natureza e discuti-la em um modo secular.

As leis e acordos feitos entre os clãs eram concebidos e implementados totalmente pelos homens adultos de um clã mas deviam ser aprovados pelo casal ambos os chefes do clã, antes de ser oficialmente reconhecida. Atividades políticas eram muito raras em minha primeira existência humana. Nenhuma nova lei ou tratado foi proposto para o conselho dos chefes dos clãs durante centenas de anos. Ninguém encontrou nenhuma razão para que fosse diferente.    

OS GRACIANOS, OS PRIMEIROS VISITANTES DE PARN/Calisto

Um dia eu estava trabalhando com muitos homens atrás de nossa cabana consertando redes de pesca quando ouvimos o barulho de uma comoção pública. Nós paramos com nosso trabalho e fomos ver o que estava acontecendo. A maioria das pessoas de nossa vila estava falando de maneira excitada e caminhando atravessando o centro de 80 pés (26 metros) livre de nossa aldeia em redor do qual nossas cabanas foram construídas. Eu subi em uma árvore próxima para ver algo sobre as cabeças e ver sobre o que eles estavam caminhando ao redor.

No centro da área vazia estavam parados seis homens com peles claras com cerca de 6 pés (1,85 metros) de altura, vestindo roupas finas e chapéus  aparados com penas de aves muito brilhantes e coloridas. Eles também usavam objetos brilhantes em seu pescoço, braços, pernas e pés. Junto com eles estavam mais doze homens de pele negra, de aparência estranha, do meu tamanho e vestindo roupas e sapatos. Nós em PARN nunca vestíramos chapéus mas era nosso costume enterrarmos os nossos mortos usando chapéu feito com folhas, então o meu primeiro pensamento ao vê-los foi de que esses homens poderiam ter vindo do mundo dos mortos e esquecidos de retirar os seus chapéus de mortos. Mais tarde eu aprendi que os ornamentos usados pelos estrangeiros altos eram feitos com ouro e pedras preciosas multicoloridas, que eu nunca havia visto antes. Eu também nunca havia visto aquelas penas grandes, brilhantes e coloridas. Eu tentei imaginar o tipo de animal ou de aves de que elas poderiam ter vindo e de como eles se pareceriam. Muitos dos homens grandes usavam capas feitas com estas mesmas penas coloridas. 

Eu assisti como o chefe do nosso clã se aproximou dos estrangeiros e começou a conversar com eles. Cerca de meia hora se passou antes que a nossa chefe se juntasse à reunião. Pelos gestos feitos pelos nossos chefes eu pude presumir que eles estavam dando permissão aos estranhos para que eles falassem para o nosso povo ali reunido. Um dos homens emplumados colocou na mão de nossa chefe uma pequena vara negra com um anel vermelho e dourado em seu topo, logo após mostrando a ela como segurar o anel em frente aos seus lábios. Quando ela falou, a sua voz soou como um trovão, o que a fez largar o objeto assustada e correr para a multidão, que na sua maioria tremia terrificada. 

O nosso chefe pegou a vara e falou suavemente. Ele disse à multidão para se reunirem novamente e que ninguém deveria temer nada. A nossa chefe retornou rindo, e tomou das mãos do chefe a vara com o anel e recomeçou a falar do ponto de onde ela havia parado. Ela nos contou que os estrangeiros vieram de um local distante que ficava muito longe e alto nos céus. Este fato produziu uma audível reação emocional na multidão, e cada membro daquele povo levou algum tempo olhando para cima. A nossa chefe nos disse que um dos estrangeiros, cujo nome era Moantalax, deseja conversar conosco. Nós esperamos por cerca de uma hora (da Terra) para o estrangeiro falar conosco. Durante todo esse tempo um dossel azul foi erguido e várias cadeiras dobráveis foram dispostas embaixo do dossel.Todos esses itens surgiram de pacotes que estavam sendo usados como assentos pelos homens estrangeiros negros. 

Nós estávamos assombrados por causa desses itens e mesmo ficamos mais atônitos ainda quando vimos vários dos estrangeiros colocarem pequenas varas (charutos, os gracianos trouxeram o FUMO e o hábito de fumar para a Terra de seu planeta GRACYEA) em seus lábios, acendendo-os na ponta e de quando em quando expelindo fumaça pelas suas narinas e pelos lábios. Eu certamente estava estupefato por tudo que já havia visto e também maravilhado pelo fato dos estrangeiros poderem produzir fogo instantaneamente (nós em PARN produzíamos fogo pelo que pode ser chamado de primitivo e vagaroso método de fricção).

Abaixo, um passeio pela superfície de Mercúrio (Sovia) pelos olhos da Sonda Messenger da NASA:

A razão para que o dossel fosse aberto logo ficou muito clara – começou a chover. Eu logo percebi como as finas e emplumadas roupas dos visitantes poderiam parecer depois de serem encharcadas por um aguaceiro muito comum em PARN. Nós já estávamos acostumados com as chuvas e não dávamos muita importância a sua frequência. 

Moantalax falou conosco de uma maneira suave e direta. Ele nos disse que ele era de um mundo chamado de GRACYEA e que havia vindo para PARN/Calisto para recrutar trabalhadores que seriam empregados na construção de várias montanhas de pedra ainda em outro planeta, muito maior do que PARN. Ele disse que as pessoas que lá moravam chamavam seu mundo de Sarus (Terra). Ele nos disse que desejava empregar pessoas de nosso planeta porque nós éramos pequenos em estatura e muito fortes para o nosso tamanho. Ele incluiu que o seu povo e aqueles que eram habitantes de Sarus eram todos muito grandes para fazerem o trabalho.

Nós estávamos primeiramente confusos com o que a palavra “trabalho” significava. Ele então nos disse que pescar, caçar nubs e recolher frutas eram todos uma forma de trabalho. Ele nos explicou que se nós concordássemos em trabalhar para ele, ele poderia nos dar coisas que poderiam nos fazer muito mais felizes do que já éramos.(Esta proposta me tocou. Eu esperava poder trabalhar para ele e em troca ele me demonstraria como produzir fogo instantâneo.)  

Moantalax relacionou para o casal nossos chefes o que ele poderia nos dar se nós concordássemos em trabalhar para ele. Nós nunca realmente ficamos sabendo o que os nossos chefes barganharam com Moantalax pelo nosso trabalho. O grupo de visitantes estrangeiros simplesmente se retirou e caminhou em direção à floresta, deixando o dossel azul e as cadeiras embaixo e vários baús grandes para trás. Cada um dos habitantes de nossa vila por seu turno se sentou nas cadeiras sob o dossel. Muitos, falando alto, desejavam que os visitantes estrangeiros retornassem trazendo dosséis e cadeiras para cada um dos habitantes do local. 

Vários dias mais tarde o par de nossos chefes tomaram o dossel e as cadeiras como de sua posse exclusiva. Cada família do clã foi chamada para estar na sua presença, um por um. Minha esposa, filha e eu mesmo permanecemos esperando em uma longa fila pela nossa vez. A cada um de nós foi dado um colar de contas azuis (turquesas), o que nos deixou imensamente felizes. Eles nos disseram que se nós passássemos em um teste eu e minha família iríamos com os gracianos para o mundo chamado de Sarus (a Terra) para ajudá-los na construção de suas montanhas de pedra naquele planeta. Também nos foi dito que os estrangeiros retornariam logo para aplicarem os seus testes de seleção para a viagem. 

A nossa vila foi preenchida com um sentimento de alegria. Todos desfilaram a fim de demonstrar os seus colares, e conversavam sobre a construção das montanhas de pedras. A maioria imaginava que a tarefa que haveria pela frente de que ela não levaria muito tempo para ser completada porque nós supúnhamos que as montanhas de pedra dos gracianos não poderiam ser maiores do que as colinas próximas à nossa vila, que tinham cerca de 65 pés (algo em torno de 20 metros de altura). Somente dois gracianos e dois de seus acompanhantes negros retornaram para a nossa vila. Eles trouxeram consigo uma vara negra com cerca de seis pés (1,83 metros) de comprimento e uma quantidade de objetos esféricos prateados. O homem de cada família por seu turno vergava a vara e soprava ar em uma mascara que havia sido posta em seu rosto e que estava conectada com uma das esferas prateadas. 

Com um grande esforço eu verguei a vara. Quando eu respirei o ar através da mascara eu logo me senti um pouco fraco, mas me recuperei rapidamente. Um dos pequenos homens negros mensurou o meu tempo de recuperação e perguntou qual era o meu nome. Então ele pronunciou o meu nome para uma pequena caixa prateada que estava dependurada em seu pescoço por uma tira. Mais tarde eu fiquei sabendo que a esfera prateada onde eu soprei continha o rico oxigênio da atmosfera da Terra (Sarus). Amel, que era um dos nossos homens mais forte que eu já vira, falhou ao vergar a vara e foi dispensado de fazer o teste de respiração.  

Eu sabia que ele deliberadamente havia falhado no teste assim como os gracianos, mas eles nunca disseram uma palavra sobre a fraude de Amel. Eu mais tarde perguntei a Amel porque ele deliberadamente falhou no teste de vergar a vara. Ele me disse que depois de ver como alguns dos nossos se sentiam e suas reações ao teste de respirar o ar da Terra (Sarus), ele decidiu que não queria saber de nada relativo a tudo aquilo. Os nossos chefes disseram àqueles de nós que fôramos selecionados para trabalhar na Terra de que nós deveríamos deixar as nossas posses pessoais para trás, aos cuidados de amigos e trazer para casa tudo o que os gracianos viessem a nos dar como pagamento pelo nosso trabalho. Eu confiei as minhas armadilhas para pegar nubs e as minhas redes de pesca com o pai de minha esposa, Oker. 

maldek-secchi-imagem

PREPARAÇÃO PARA A PARTIDA

Ao tempo da partida para a viagem à Sarus (Terra), 425 pessoas de nossa vila e clã se reuniram no centro de nossa aldeia. Mais tarde nós seguimos dois gracianos em direção à floresta. Nós caminhamos por cerca de uma hora e meia antes que nós chegássemos em uma grande clareira. Muitos de nós eram familiares àquele local, más todos nós estávamos completamente despreparados para encontrar a clareira completamente ocupada por um gigantesco objeto prateado (uma espaçonave) que estava aberta em suas laterais. Mais de oitocentas pessoas de PARN (de outros clãs) já haviam chegado ao local e estavam circulando e conversando ao redor. Havia muita excitação em suas vozes. 

Permanecendo em grupos e conversando uns com os outros ao redor da espaçonave estavam centenas de gracianos, e junto com eles outras centenas dos seus companheiros, os pequenos homens negros. Esta foi a primeira vez que eu vi mulheres de GRACYEA. As gracianas eram muito bonitas. Algumas tinham crianças, que se agarravam às suas finas saias. Permanecendo no topo de um dos degraus que levavam a uma das aberturas de acesso à espaçonave estavam dois homens com tamanho de gigantes, com cerca de oito pés de altura (2,45 metros). Eles estavam vestidos com camisas brancas, calças e botas altas. A sua pele estava próxima da cor de suas roupas, mas os seus cabelos eram loiros dourado. Mais tarde eu aprendi que esses homens eram maldequianos, que operavam a espaçonave. Mais tarde ainda eu também aprendi que embora nós de PARN trabalhássemos para os gracianos, eles por sua vez, trabalhavam para os maldequianos, do planeta MALDEK. 

Quando nós entramos na nave, nós fomos levados para uma grande área localizada no nível/piso mais baixo da espaçonave circular. Nós entramos em uma sala branca com doze bancos de metal. Quando a porta foi fechada, o local começou a brilhar com uma cor verde-limão e nós nos sentimos fracos por uns poucos minutos. Durante a nossa curta permanência nessa sala menor, nós convertemos a nossa respiração do ar de PARN/Calisto para a atmosfera da Terra. Outra porta se abriu e nós fomos cumprimentados por um homem negro que se apresentou como sendo Barco. Mais tarde nós aprendemos que ele e outros de seu tipo eram originais de um segundo planeta do sistema solar/estrela que eles chamavam de LALM. Eles chamavam o seu planeta natal de MORZA.

Barco falou conosco em nossa língua muito bem e nos disse que ele e muitos outros estariam entre nós para responderem às nossas perguntas e ajudar-nos a nossa adaptação com o novo ambiente. Nós permanecemos em uma sala de espera onde nos reunimos com outros vários grupos que haviam passado pela transição de atmosfera de nitrogênio de PARN para a de oxigênio da Terra/Sarus. Então nós fomos levados para outra sala retangular muito grande. O local estava arranjado com camas beliches de três lugares.Nós fomos orientados por Barco de que ao apertarmos determinado botão na parede próximo aos beliches, o conjunto se recolhia embutido contra a parede. Apertando o botão novamente e a cama mais alta do beliche sairia da parede e se transformaria em um banco, o beliche do meio do conjunto se transformaria em uma mesa e o beliche do primeiro nível permaneceria estacionário servindo como um banco.  

Apertando o botão mais um vez, tudo voltaria a se transformar no primeiro beliche com três camas novamente. Barco e seus amigos riram até não poder mais, até chorar, à visão de ver mais de 45 conjuntos de beliches sendo transformados e então novamente voltando a serem beliches, uma e outra vez. Finalmente ele pôs um fim à brincadeira de apertar o botão e transformar os beliches que alguns de nós de PARN achamos interessante. Mas quando ele nos deu as costas um de meus companheiros apertou o botão (quem poderia resistir?) do beliche na parede e saiu correndo e se escondeu no meio do meu povo. Quando isto aconteceu, nós de PARN, demos boas gargalhadas. 

O próximo passo foi sermos apresentado às instalações de sanitários e banheiros separados (homens e mulheres) para nossa higiene pessoal. Nós de PARN/Calisto ficamos confusos por estas instalações e arranjos separados e pelo que para o que nós percebíamos como desconcertante mecanismos e totalmente desnecessários.  Aqueles de nós que esqueceram ou não compreenderam como usar o mecanismo de sanitários os ignoraram.(Afinal de contas quando tínhamos que “fazer, nós simplesmente fazíamos”). Ninguém tomou sequer um banho, por que nós preferíamos esperar que chovesse, como se estivéssemos em PARN. Quando nós aterrissamos na Terra os sanitários e banheiros da espaçonave a nós destinados estavam em um estado inacreditável.(Nós de PARN/Calisto éramos muito ignorantes naqueles tempos…) No centro da sala de nosso acampamento havia uma quantidade de tubos com cerca de cinco pés de diâmetro (1,53 metros) que corriam desde o teto até o solo da sala. Montado a intervalos com ângulo de 45° em cada tubo havia fontes de água. Periodicamente portas deslizariam e se abriam nestes tubos, que mostrariam girando devagar, bandejas carregadas com frutas e nubs cozidos.

Barco introduziu para muitos de nós o hábito de fumar as folhas de fumo enroladas gracianas (vocês da Terra chamam isso de tabaco/fumo e charutos). Para aqueles de nós que assimilamos o hábito de fumar foi solicitado que sentássemos em um círculo em uma área particular (N.T.- Não resisto ao fato de mencionar a existência de algo parecido com um FUMÓDROMO dentro da nave de GRACYEA…) da sala do acampamento e ter os seus cigarros acessos por Barco ou um de seus assistentes pessoais. Ele ainda não confiava nos novos fumantes para usarem os isqueiros fazedores de fogo instantâneo. Embora eu não tivesse começado a fumar, eu gastei um bom tempo entre o grupo dos fumantes para assisti-los acenderem seus charutos. Eu estava fascinado pela possibilidade de se fazer fogo instantâneo, assim como os demais, e esperava poder aprender como esse milagre era realizado.  

Eu tenho a certeza de que nesta altura você esta consciente de que nós do planeta PARN éramos muito primitivos e ignorantes sobre o propósito e as funções de muitos dos aparelhos tecnológicos feitos pelo homem. Porque nós não os entendíamos, nós ficávamos admirados com eles. Embora os nossos primeiros encontros com esses aparelhos modernos poderem ser engraçados ao serem agora relatados, eu prefiro falar da maravilhosa transição que o meu povo atravessou durante aqueles tempos remotos para o presente.(Desde então muitos de nós, dos planetoides do Radiar RELT/Júpiter, superamos os nossos educadores no conhecimento das mais complexas tecnologias que atualmente existem.) Após embarcarmos à bordo da espaçonave maldequiana nos esperamos várias horas para que outros de nossa raça passassem pelo processo de transição de atmosfera de nitrogênio para oxigênio da Terra e recebermos orientações sobre o meio ambiente.  

ufo-light-beam

Barco, falando através de um alto falante, nos pediu que ficássemos de frente para as paredes na espaçonave. A maior parte da parede começou a ficar transparente e nós éramos capazes de olhar para fora da nave para, o que mais tarde nós aprendemos que era a última visão do nosso mundo natal de PARN. A área ao redor da espaçonave foi desobstruída de todo o meu povo, mas não dos gracianos. Grupos deles eram vistos caminhando para fora do veículo vagarosamente. Mais tarde eles foram para a Terra em outra espaçonave. 

PARTINDO DE PARN/Calisto

A espaçonave começou a se erguer vagarosamente (em torno de 16 quilômetros por hora) por cerca de vinte minutos, dando nos uma experiência visual de PARN/Calisto que eu jamais esqueceria. Alguns de nós estávamos chorando, mas nenhum deles poderia explicar o por que. Após subir acima da camada de nuvens, houve um flash suave de luz vermelha, seguido de outro flash de luz azul, cada um durando cerca de trinta segundos. Então houve outro flash brilhante de luz verde durando apenas um segundo. Repentinamente nós estávamos no espaço olhando para as estrelas. Em determinado momento de nossas observações nós vimos o Radiar RELT/Júpiter brilhando fulgurosamente. Ele se parecia com duas vezes o tamanho de uma Lua cheia vista da Terra. Um pouco mais tarde as paredes da espaçonave no andar de nosso acampamento começaram a brilhar nos fornecendo iluminação em toda a área.

Após várias horas nós nos acostumamos com a visão do espaço exterior à volta da espaçonave, e quando o povo de Barco se reuniu para cantar, alguns de nossa raça se juntaram a eles para acompanhar os cantores com flautas e instrumentos de corda.Nós nos confortamos com a sua música e muitos de nós caímos no sono e adormecemos mesmo no piso. Nós da lua/planetoide PARN/Calisto normalmente dormimos cerca de cinco horas para cada período de vinte horas, mas durante o nosso primeiro período a bordo da espaçonave, muitos de nós passamos a dormir nove horas e até mais.

Alguns tiveram que ser acordados por Barco e os seus assistentes. Nós não tomávamos as nossas refeições logo após acordarmos porque os tubos que transportavam os alimentos somente se abriam após cada um de nós ter tomado uma considerável quantidade de pílulas dados a nós pelos nossos monitores, o pessoal de Barco. Eles olhavam em nossas bocas para terem certeza de que nós engolíamos todas as pílulas. As cápsulas continham ingredientes que (e assim foi) nos protegeriam de várias doenças que poderíamos contrair quando chegássemos ao planeta Terra/Sarus.  

Continua ...

Permitida a reprodução, desde que mantido no formato original e mencione as fontes !

thoth(172x226)www.thoth3126.com.br

3 Responses to Historias de Maldek – Ruke de Jupiter – Parte 1

  1. Mateus

    Eu viajo pra bem longe lendo essas histórias, muito obrigado! faz sumir os limites da minha imaginação, me inspira! continue postando! Muito bom o blog, gratidão.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *