browser icon
Você está usando uma versão insegura do seu navegador web. Por favor atualize seu navegado!
Usando um navegador desatualizado torna seu computador inseguro. Para mais segurança, velocidade, uma experiência mais agradável, atualize o seu navegador hoje ou tente um novo navegador.

Velocidade da Luz foi superada?

Posted by on 09/12/2012

A equipe de cientistas do CERN prepara um feixe de raio de apenas um tipo de múon neutrinos, e vai enviá-los através da Terra para um laboratório subterrâneo em Gran Sasso, na Itália para ver quantos aparecem lá, a 730 quilômetros de distância, como um tipo diferente aos enviados do CERN em Genebra, como tau neutrinos. No curso de fazer os experimentos, os pesquisadores notaram que as partículas se mostraram até 60 bilionésimos de um segundo mais cedo do que teria sido se eles tivessem viajado no limite da velocidade da luz. Esta é uma pequena mudança fracionária – apenas 20 peças em um milhão – mas é daquela que ocorre de forma consistente.

Velocidade da luz, os resultados sob escrutínio no CERN 

BBC News

http://www.bbc.co.uk/news/science-environment-15017484?print=true

Tradução: Thoth3126@gmail.com 

Por Jason Palmer – Repórter de Ciência e tecnologia, BBC News 

Uma reunião no Cern, o maior laboratório do mundo em Física, abordou resultados que sugerem que partículas subatômicas (neutrinos) viajaram mais rápido que a velocidade da luz, o que teoricamente seria impossível. 

A equipe publicou sua obra de modo que outros cientistas possam determinar se a abordagem do resultado das experiências contém erros. Se isso não acontecer, um dos pilares da ciência moderna irá ruir. Antonio Ereditato acrescenta “palavras de cautela” para sua apresentação no CERN por causa do “impacto potencialmente grande no mundo da Física” desse resultado. 

A velocidade da luz é amplamente considerada o limite do Universo, a velocidade final, e grande parte da Física moderna – conforme estabelecido em parte por Albert Einstein na sua teoria da relatividade especial – depende da ideia de que nada pode ultrapassá-la, nada poderia se mover mais rápido do que a Luz. Milhares de experimentos foram realizados para medi-la cada vez mais precisamente, e nenhum resultado jamais viu uma partícula quebrar o limite da velocidade da Luz até há pouco.

 Dr. Antonio Ereditato 

“Tentamos encontrar todas as explicações possíveis para isso,” o relatório do autor Dr. Antonio de Ereditato com a colaboração do projetoOPERA {OPERA-Oscillation Project with Emulsion-t Racking Apparatus: O experimento OPERA foi projetado para realizar o teste mais simples do fenômeno de oscilações de neutrinos. Este experimento explora a CNGS de alta intensidade e de alta energia do feixe de múon neutrinos produzido no CERN- SPS, em Genebra, Suiça, apontando para o LNGS laboratório subterrâneo no Gran Sasso, 730 km no centro da Itália.} ele disse à BBC News, na noite de quinta-feira. 

“Queríamos encontrar um erro – erros banais, os erros mais complicados, ou efeitos desagradáveis – e não o conseguimos.” Quando você não encontra nada, então você diz ‘bem, agora eu sou obrigado a sair e pedir à comunidade científica para fiscalizar isso.” A reunião de sexta-feira foi projetada para iniciar este processo, com esperanças de que outros cientistas possam encontrar inconsistências nas medições e, esperançosamente, repetir a experiência em outros lugares.  

“Apesar da grande importância [estatística] desta medida que foi registrada e para a estabilidade da análise, uma vez que tem um impacto potencialmente grande na Física Geral, isto motiva a continuação de nossos estudos a fim de encontrar ainda efeitos sistemáticos desconhecidos”, disse na reunião o Dr Ereditato. “Estamos ansiosos para outras medições independentes de outras experiências”. Os Neutrinos existem em um grande número de tipos, e já foi visto e registrado recentemente trocando espontaneamente de um tipo para outro. 

O LHC-Large Hadron Colider, nas instalações subterrâneas do CERN em Genebra, Suíça.  Grande Colisor de Hádrons (em inglês: Large Hadron Collider – LHC) do CERN, é o maior acelerador de partículas e o de maior energia existente do mundo. Seu principal objetivo é obter dados sobre colisões de feixes de partículas, tanto de prótons a uma energia de 7 TeV (1,12 microjoules) por partícula, ou núcleos de chumbo a energia de 574 TeV (92,0 microjoules) por núcleo. O laboratório localiza-se em um túnel de 27 km de circunferência, assim como a 175 metros abaixo do nível do solo na fronteira franco-suíça, próximo a Genebra, Suíça. 

A equipe do CERN prepara um feixe raio de apenas um tipo de múon neutrinos, e vai enviá-los através da Terra para um laboratório subterrâneo em Gran Sasso, na Itália para ver quantos aparecem lá, a 730 quilômetros de distância, como um tipo diferente aos enviados do CERN em Genebra, como tau neutrinos. No curso de fazer os experimentos, os pesquisadores notaram que as partículas se mostraram até 60 bilionésimos de um segundo mais cedo do que teria sido se eles tivessem viajado no limite da velocidade da luz. Esta é uma pequena mudança fracionária – apenas 20 peças em um milhão – mas é daquela que ocorre de forma consistente. 

Acima: As várias instalações subterrâneas de pesquisa do CERN perto de Genebra, Suíça, destacando-se a maior, o LHC com 27 quilômetros de circunferência. 

A equipe mediu os tempos de viagem dos feixes de neutrinos enviados, cerca de 16.000 vezes, e alcançaram um nível de significância estatística de que nos círculos científicos contaria como uma descoberta científica formal. Mas o grupo entende que o que é conhecido como “erros sistemáticos” poderia facilmente provocar um resultado errôneo como uma quebra do limite de velocidade final. Foi o que os motivou a publicar suas medições. 

“Meu sonho seria que outro experimento, independente encontrasse a mesma coisa – então eu estaria aliviado,” disse à BBC News  o Dr Ereditato. Mas, por enquanto, explicou, “não estamos afirmando coisas, queremos apenas sermos ajudados pela comunidade para compreender esse nosso (aparentemente) resultado louco – porque é  muito louco” (mudaria tudo em Física). 

Por Jason Palmer – Repórter de Ciência e tecnologia, BBC News

Permitida a reprodução desde que mantida a formatação original e a citação das fontes.

www.thoth3126.com.br

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *