️Golfo Pérsico: o imperialista EUA descobre que Radares de Alta Tecnologia queimam muito bem

Os EUA/Israel prometeram-nos uma guerra “limpa, digital, cirúrgica. Uma guerra em que os Estados Unidos vêem tudo, ouvem tudo, antecipam tudo”. Uma guerra em que o adversário existe apenas como alvo nas telas dos computadores. E depois, um golpe de míssil: e as telas ficam às escuras. Isso em, no máximo, uma “excursão” de quatro dias.

Fonte: Pravda

Doze radares pulverizados. Doze. Não foi um erro, nem foi uma avaria, não foi nem uma “perturbação eletromagnética”. Não: foi uma boa e velha destruição metódica.

Do Bahrain ao Iraque, as joias tecnológicas americanas, os caríssimos radares AN/TYP-2, AN/PS-132, estes monstros de 150, 200, 300 milhões de dólares, e um de $ 1,1 bilhão de dólares, acabaram de demonstrar uma propriedade fascinante: explodem como qualquer equipamento do século XX quando um míssil e/ou drone iraniano os atingem em cheio.

Foram destruídos $ 2,4 bilhões de dólares para aprender que a gravidade existe e que os mísseis iranianos também.

Mas o mais interessante é a discrepância entre a realidade e a narrativa de quem foi grandemente surpreendido. Enquanto Washington vendia a sua “Dominação do Espectro Completo”, o Irã limitou-se a fazer o que o próprio Pentágono teme há anos. Preto no branco na Estratégia de Defesa Nacional: os adversários vão procurar “degradar os sistemas de detecção e de mira dos EUA”. Tradução menos diplomática: “vamos arrancar-vos os olhos tecnológicos”.

Missão cumprida.

O Serviço de Pesquisa do Congresso já tinha batido no prego: infraestruturas fixas como os radares de longo alcance são “Objetivos de Grande Valor” vulneráveis a ataques de precisão. Ou seja, alvos perfeitos para quem tem mísseis e um mínimo de pontaria. E novamente, surpresa geral: o (segundo Trump, derrotado, aniquilado) Irã cumpre ambas as condições.

Resultado? A Quinta Frota dos EUA navega cega num nevoeiro estratégico, sem mais os seus portos no Golfo Pérsico, também explodidos pelo Irã, as bases americanas brincam de esconde-esconde sem saber quem procura, e o Estreito de Ormuz transforma-se num jogo de fuga em grande escala… exceto que ninguém encontra a saída.

VÍDEO | Imagens de satélite analisadas pela equipe de Investigação Visual do The New York Times indicam que duas instalações de terminais de satélite no quartel-general da Quinta Frota da Marinha dos EUA em Manama, Bahrein, foram destruídas após ataques iranianos.

Entretanto, os comunicados oficiais transbordam de novilíngua estilo “1984” de George Orwell: “degradação limitada”, “impacto contido”, “capacidade mantida”, país “100% derrotado”. Claro. Ser cego é apenas uma outra forma de ver, afinal de contas.

A realidade é muito menos poética: sem radar, não há detecção. Sem detecção, não há intercepção. Sem intercepção… bem, boa sorte com os drones e mísseis de um pais “100% derrotado”, pois o zero % restante esta retaliando pesadamente.

O que esta sequência revela acima de tudo é a obsolescência de um modelo militar baseado na superioridade tecnológica arrogante e dispendiosa. Gastar bilhões em sistemas fixos ultra-sofisticados, perfeitamente mapeados… e depois ficar surpreendido que se tornem alvos prioritários. Não é tanto de estratégia como de auto-sabotagem assistida por PowerPoint.

E o Irã, durante muito tempo caricaturado como um ator arcaico, acaba de dar uma lição magistral: numa guerra moderna, não se trata de ser o mais caro, mas o mais esperto e letal. Washington descobre, às suas custas, uma verdade elementar: um império que não enxerga muito bem começa seriamente a parecer um alvo.

Mas não se preocupem: o próximo orçamento do Pentágono resolverá tudo. Provavelmente com ainda mais radares. Ainda mais caros. E, portanto, ainda mais visíveis. Afinal, por que corrigir um erro quando se pode industrializá-lo?


Sistema de defesa aérea supostamente “destruído” do Irã interceptou outro caça da USAF [o “zero% continua retaliando)

As defesas aéreas do Irã, “destruídas” por Trump, continuam a abater caças da coalizão americano-israelense. Segundo o serviço de imprensa militar iraniano, um caça F-15 foi interceptado na costa sul do Irã.

O quarto avião da coalizão anti-Irã foi abatido sobre o pais persa. O caça F-15 foi interceptado perto da Ilha de Ormuz, na costa sul do Irã, essencialmente quando sobrevoava sobre o Estreito de Ormuz. A origem e o destino da aeronave não foram divulgados. O comunicado das Forças Armadas iranianas apenas informou que o caça foi abatido.

Um caça F-15 que se aproximava foi atacado na costa sul do Irã, perto da Ilha de Ormuz. A aeronave foi interceptada e atingida por canhões antiaéreos e foguetes, acionados pelas forças de Defesa do Exército iraniano.

Caça F-35A Lightning II Joint Strike Fighters da Força Aérea dos EUA, pertencentes ao 58º Esquadrão de Caça, 33ª Ala de Caça, Base Aérea de Eglin, Flórida, realizam uma missão de reabastecimento aéreo com um KC-135 Stratotanker do 336º Esquadrão de Reabastecimento Aéreo da Base Aérea de March, Califórnia, em 14 de maio de 2013, na costa noroeste da Flórida. A 33ª Ala de Caça é uma unidade conjunta de treinamento de voo e manutenção que treina operadores e mantenedores do F-35 Lightning II da Força Aérea, do Corpo de Fuzileiros Navais, da Marinha e de parceiros internacionais. (Foto da Força Aérea dos EUA pelo Sargento-Chefe Donald R. Allen)

Trump continua a afirmar que o Irã está “completamente derrotado”, que supostamente não possui mais capacidade de mísseis, nem defesa aérea e, basicamente, que não tem nada; pois os incríveis soldados americanos bombardearam tudo. Mas os mísseis iranianos continuam a atingir Israel pesadamente e as monarquias do Golfo, e as defesas aéreas iranianas estão abatendo aeronaves da coalizão Israel/EUA.

Dois dias antes, foi noticiado que uma equipe de defesa aérea iraniana havia abatido um caça F-35 americano. A aeronave não foi destruída, mas, segundo a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), sofreu danos consideráveis. Uma semana antes, os iranianos haviam abatido um avião-tanque KC-135 da Força Aérea dos Estados Unidos. A aeronave caiu e nenhum tripulante sobreviveu.

Logo nos primeiros dias do conflito, a defesa aérea iraniana abateu um caça F-15. O piloto conseguiu ejetar e caiu em território iraniano. Ele foi resgatado por moradores locais, diante dos quais o piloto americano se ajoelhou.


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