A França quer que os países do grupo G-7 construa uma “cooperação mais estreita” com o BRICS para combater a crescente “fragmentação” global, disse o presidente Emmanuel Macron no WEF-Fórum Econômico Mundial em Davos, na terça-feira. Em janeiro, a França assumiu a presidência rotativa do G-7.
Fonte: Rússia Today
(De Repente…) A “fragmentação” do mundo “não faz sentido”, afirmou o presidente francês.
Ao falar sobre a [“nova”] agenda do grupo, Macron disse que Paris quer restaurar a cooperação efetiva dentro do G-7, ao mesmo tempo que desenvolve laços com o resto do mundo. Um dos objetivos é “construir pontes e… cooperação com os países emergentes, os BRICS e o G-20”, afirmou.
Fundado em 2006, o BRICS é uma organização intergovernamental de nações que, juntas, representam mais de um terço da economia global e quase metade da população mundial. O BRICS atualmente, é composto por dez membros: Brasil, China, Egito, Etiópia, Índia, Indonésia, Irã, Rússia, África do Sul e Emirados Árabes Unidos.
O BRICS é uma aliança composta por dez países de mercado emergente e foro político em relação ao seu desenvolvimento econômico e político-social. A aliança começou com quatro países sob o nome BRIC, reunindo inicialmente Brasil, Rússia, Índia e China, então em abril de 2011, o “S” foi acrescido com a admissão da África do Sul (do inglês: South Africa) ao grupo. Desde 2009, os países líderes realizam cúpulas anuais.

Em 1 de janeiro de 2024, o grupo foi oficialmente expandido quando Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã aderiram ao bloco como membros plenos. Em 6 de janeiro de 2025, a Indonésia ingressou no BRICS como membro pleno.
“A fragmentação deste mundo não faria sentido”, disse Macron, acrescentando que era hora de as “grandes potências” demonstrarem que ainda são capazes de produzir avaliações conjuntas da economia global e de “se comprometerem com ações concretas”.
No início deste mês, Macron compartilhou um sentimento semelhante em seu discurso anual aos embaixadores franceses, antes de sua visita à Índia em fevereiro, país que assumirá a presidência do BRICS este ano. “O G-7 não deve ser um clube anti-China ou um clube anti-BRICS [leia-se anti Rússia]”, disse ele na ocasião.
Na terça-feira, porém, ele criticou Pequim por não abrir seu mercado no mesmo nível que a UE e por inundar a Europa com mercadorias em vez de investimentos ou tecnologias. Ele também pediu à UE que
“reforce seus instrumentos de defesa comercial” no contexto de “aumento das tensões comerciais e excesso de capacidade na Ásia”.



