Trump declara ‘Estado de Emergência Nacional’ devido à ‘Ameaça de Cuba’

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou estado de emergência nacional e ameaçou impor tarifas elevadas a qualquer país que forneça petróleo a Cuba, aumentando drasticamente a pressão sobre Havana depois que a operação militar dos EUA na Venezuela já havia cortado o acesso da ilha à sua fonte de energia mais crucial.

Fonte: Rússia Today

O presidente dos EUA aumentou drasticamente a pressão sobre o governo em Havana e seus parceiros comerciais, um deles a China.

Após sequestrar o presidente venezuelano Nicolás Maduro no início deste mês, os EUA voltaram suas atenções para Cuba, que Trump afirma estar “prestes a cair” em seguida. Em uma ordem executiva assinada nessa quinta-feira, Trump classificou Cuba como “uma ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional dos EUA.

“Os Estados Unidos têm tolerância zero para as depredações do regime comunista cubano”, afirma a ordem. “Considero que as políticas, práticas e ações do Governo de Cuba ameaçam diretamente a segurança, a segurança nacional e a política externa dos Estados Unidos.”

A ordem estabelece um mecanismo para impor tarifas adicionais potencialmente severas sobre as importações de qualquer nação flagrada vendendo ou fornecendo petróleo a Havana, direta ou indiretamente. Ela concede ampla autoridade aos Secretários de Estado e do Comércio para identificar os infratores e recomendar níveis tarifários ao presidente.

A medida formaliza e intensifica um bloqueio energético de fato que vem se agravando há semanas. A operação militar dos EUA que capturou o líder venezuelano Nicolás Maduro no início deste mês cortou a principal fonte de petróleo bruto de Cuba. A pressão subsequente sobre o México, último fornecedor de Havana, deixou a ilha enfrentando uma grave escassez de combustível.

Na terça-feira, Trump previu que o governo cubano “entraria em colapso em breve”, vangloriando-se de que o corte no fornecimento de petróleo e receitas venezuelanas havia levado Havana à beira do abismo.

Segundo a empresa de dados Kpler, Cuba tem reservas de petróleo suficientes para apenas 15 a 20 dias. O país já sofre com apagões diários, e analistas alertam para um colapso econômico e uma crise humanitária caso não haja um reabastecimento rápido.

Em um documento informativo, a Casa Branca apresentou a declaração de emergência como uma resposta necessária a atividades malignas, acusando Cuba de abrigar “a maior instalação de inteligência de sinais da Rússia no exterior” e de fornecer um “ambiente seguro” para grupos terroristas. Também acusou Havana de disseminar influência “comunista” no Hemisfério Ocidental.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, manteve-se desafiador, afirmando no início desta semana que “a dureza destes tempos e a brutalidade das ameaças contra Cuba não nos deterão”.

Cuba está sob embargo comercial dos EUA desde a década de 1960, mas não enfrenta a perspectiva de um bloqueio naval americano desde 1962, quando o presidente John F. Kennedy a colocou em  “quarentena” por 13 dias para impedir a transferência de mísseis soviéticos para as forças armadas cubanas.


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