O governo Trump confirmou o que já se suspeitava há muito tempo: os EUA enviaram milhares de terminais Starlink para manifestantes iranianos em meio aos intensos protestos econômicos e à agitação social do mês passado. As pre$$tituta$ da grande mídia alegaram o tempo todo que as manifestações eram puramente pacíficas e “completamente espontâneas”, mas um artigo do Wall Street Journal publicado na quinta-feira contradiz bastante essa narrativa das pre$$tituta$.
Fonte: Zero Hedge
“Depois que as autoridades iranianas sufocaram os crescentes protestos em janeiro, matando milhares de manifestantes e cortando drasticamente a conectividade com a internet, os EUA contrabandearam cerca de 6.000 kits de internet via satélite para dentro do país, sendo esta a primeira vez que os EUA enviaram o Starlink diretamente para o Irã”, escreveu o WSJ.
Isso também contradiz afirmações anteriores, feitas semanas atrás, de que apenas grupos ONGs ativistas sem fins lucrativos haviam fornecido “uma pequena quantidade” de sistemas Starlink aos manifestantes. Essa talvez tenha sido a narrativa de fachada. Mas, posteriormente, ficou evidente que os equipamentos de comunicação fabricados pela SpaceX eram mais comuns.
Observadores céticos questionaram como aquela quantidade de equipamento sofisticado pôde atravessar tão facilmente as fronteiras do Irã num momento em que as forças de segurança se encontravam em estado de alerta máximo. Concluíram, com razão, que isso devia ter tido o envolvimento de serviços de inteligência ocidentais [CIA, MI6 e Mossad].
“O Departamento de Estado havia adquirido quase 7.000 terminais Starlink nos meses anteriores — a maioria comprada em janeiro — para ajudar ativistas contrários ao regime a contornar os bloqueios de internet no Irã, disseram autoridades.”
“The State Department had purchased nearly 7,000 Starlink terminals in earlier months—with most bought in January—to help antiregime activists circumvent internet shut-offs in Iran, officials said.” https://t.co/1Hmx3QNQCR
— Bianna Golodryga (@biannagolodryga) February 12, 2026
O WSJ tenta contornar as contradições óbvias com cautela :
O presidente Trump tinha conhecimento das entregas, disseram as autoridades, mas não sabiam se ele ou “outra pessoa” aprovou diretamente o plano.
Teerã tem acusado repetidamente Washington, sem provas, de ter desempenhado um papel na instigação da dissidência popular e na organização das manifestações nacionais do mês passado no país de 90 milhões de habitantes. Os iranianos protestavam contra anos de má gestão econômica, a desvalorização da moeda e o regime linha-dura.
Os EUA negaram qualquer ligação com a revolta, embora a operação Starlink mostre que o governo Trump fez mais para apoiar os esforços contra o regime do que se sabia anteriormente.
A publicação afirma descaradamente que as acusações de uma mão externa oculta são “sem provas”, enquanto na estrofe seguinte admite uma ligação direta, para depois tentar minimizá-la.

Trump chegou a afirmar repetidamente, em tempo real, que “a ajuda estava a caminho” — mesmo com dezenas, ou possivelmente centenas, de policiais e membros das forças de segurança entre os mortos e feridos. Isso demonstrava a presença externa de um elemento armado infiltrado nas manifestações que desestabilizavam a sociedade iraniana.
Os dispositivos Starlink, claramente presentes durante os protestos, conforme evidenciado por fotos e vídeos locais, são ilegais no Irã, e as autoridades ainda estão tentando descobrir e desmantelar as supostas redes de contrabando.
A mídia russa está atenta à notícia que vem sendo divulgada:
“EUA contrabandearam milhares de terminais Starlink para o Irã após os protestos explodirem — reportagem do WSJ Em um esforço para manter os dissidentes online. ‘Forneceram apoio secreto’ aos manifestantes“
US SMUGGLED 1,000S of Starlink terminals into IRAN after protests erupted — WSJ report
— RT (@RT_com) February 12, 2026
In 'an effort to keep dissidents ONLINE'
'Provided covert support' to RIOTERS pic.twitter.com/s6tEezhtJA
O Departamento de Estado tem alegado que suas compras contínuas de terminais Starlink para o Irã fazem parte de uma iniciativa de “liberdade na internet”, mas se a situação fosse inversa, Washington obviamente não toleraria.
É fácil imaginar a indignação americana no cenário em que o Irã estivesse fornecendo equipamentos de comunicação em massa para manifestantes anti-Trump nos EUA, por exemplo.



