A Guerra contra o Irã, perseguida por Israel durante décadas, resultou em resultados inesperados para os sionistas judeu khazares, como a união militar de países muçulmanos. A Arábia Saudita, o nuclear Paquistão e a Turquia (maior forças armadas da OTAN depois dos EUA) assinaram um acordo de defesa conjunta em Meca na sexta-feira, um inédito “casamento” entre muçulmanos sunitas (ex ?) aliados dos EUA alarmados/afetados com uma guerra regional dos EUA pelos interesses e agendas de Israel, que lançou mísseis contra os países exportadores de petróleo do Golfo Pérsico e Oriente Médio.
Fonte: Reuters
Resumo :
- Pacto foi assinado em Meca na sexta-feira, diz comunicado conjunto;
- Erdogan, Sharif e o chefe do exército Munir conheceram o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman
- Acordo segue quase um ano de negociações, informou a Reuters em janeiro
O Irã e os seus aliados na região têm disparado mísseis e drones contra a Arábia Saudita e outros estados do Golfo Pérsico, e bloqueado os seus carregamentos de petróleo e gás, desde que os EUA e Israel atacou os persas em 28 de Fevereiro, numa grande escalada de anos de tumulto regional.
O acordo visa reforçar a dissuasão coletiva contra qualquer ato de agressão e estipula que um ataque armado contra qualquer um dos três seria considerado um ataque a todos, afirmaram num comunicado conjunto os três países. Embora a declaração não tenha dado detalhes sobre os compromissos ou obrigações que cada um aceitou ao abrigo do que chamou de Acordo Conjunto de Defesa de Meca, afirmou que o pacto visava reforçar a sua segurança coletiva e promover a paz, a segurança e a estabilidade na região e fora dela.
Uma autoridade turca disse que o acordo era de natureza defensiva, não era direcionado contra nenhum ator específico, estava aberto a outros países regionais e não revogava ou substituía nenhum acordo bilateral ou multilateral existente. No entanto, as três nações estão particularmente preocupadas com as posições militares cada vez mais agressivas de Israel e defensivas do Irã xiita revolucionário, mesmo quando os EUA antigo “aliado” incendeia a região ao lado de Israel.
PODEROSO SIMBOLISMO POLÍTICO
“O simbolismo político da assinatura do acordo é significativo. Três dos estados mais influentes do mundo muçulmano estão se reunindo em um momento de maior incerteza, demonstrando uma crescente disposição entre potências regionais e médias de se coordenarem mais de perto em questões de segurança”, disse Abdulaziz Sager, presidente do Gulf Research Center, um think tank sediado na Arábia Saudita.

“Se institucionalizado e traduzido numa cooperação concreta, o quadro trilateral poderá fortalecer o peso diplomático e de defesa coletivo dos três países, contribuindo ao mesmo tempo para o surgimento de uma arquitectura de segurança mais orientada regionalmente”, acrescentou Sager.
A Turquia tem o segundo maior exército da OTAN. A Arábia Saudita, o estado mais forte do Golfo, abriga os locais mais sagrados do islamismo (Meca e Medina) e é um dos maiores exportadores de petróleo do mundo, enquanto o Paquistão é o único país muçulmano com armas nucleares.
O primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif, acompanhado pelo poderoso chefe do exército Asim Munir, realizou a peregrinação da Umrah em Meca antes da chegada do presidente turco Tayyip Erdogan. Eles se encontraram com o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, cujo país tem sido repetidamente atingido pelo Irã, por abrigar várias bases militares dos EUA, bem como pelos aliados Houthis de Teerã no Iêmen e pela milícia xiita no Iraque, desde que a guerra começou em 28 de fevereiro, provocada por Israel e seguido pelos EUA. O conflito também abalou a segurança dos aliados de Riad no Golfo e interrompeu a maior parte do transporte marítimo de petróleo e gás no Estreito de Ormuz, a rota para cerca de um quinto do fornecimento global de energia antes da guerra.
O pacto ocorre após quase um ano de negociações, conforme relatado pela Reuters em janeiro, quando o ministro das Relações Exteriores turco, Hakan Fidan, disse que Ancara era favorável a uma plataforma de segurança regional mais ampla para promover cooperação e estabilidade na região.
PACTO BASEIA-SE EM LAÇOS MILITARES DE LONGA DATA
O Oriente Médio está em chamas há quase três anos desde o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, com quase todos os países da região sofrendo ataques transfronteiriços ou disparos de mísseis ou drones. O minúsculo estado pária de Israel travou guerra praticou genocídio em Gaza, invadiu o sul do Líbano e tomou território na Síria, além de lançar duas campanhas aéreas contra o Irã e arrastar seu vassalo e marionete Trump para o conflito contra o Irã.

Teerã em retaliação atacou as bases militares dos EUA e infraestrutura civil na Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Omã, Jordânia e claro, o pária Israel. Embora a Turquia e o Paquistão, nas fronteiras do Médio Oriente, tenham evitado ataques diretos significativos, ambos estão ansiosos por acalmar conflitos na região que ameaçam a sua própria segurança e saúde econômica.
Para a Arábia Saudita, as consequências de três anos de conflitos no Oriente Médio foram mais graves — pondo em perigo as suas exportações de petróleo e os seus ambiciosos planos de desenvolvimento e levantando grandes questões sobre a fiabilidade dos seus antigos aliados os EUA e o seu “guarda-chuva de segurança”, que foi severamente danificado pelos mísseis e drones do Irã.
Selar o acordo de sexta-feira em Meca, o local mais sagrado do Islã, acrescenta um peso simbólico a um pacto que se baseia em laços militares bilaterais de longa data entre os três países.Mansoor Ahmed, do Centro de Estudos Estratégicos e de Defesa da Universidade Nacional Australiana, disse que o Paquistão e a Turquia trazem fortes indústrias de defesa para a mesa, enquanto a Arábia Saudita poderia contribuir com gastos tecnológicos.
No entanto, o acordo provavelmente não incluiria um componente nuclear, com a dissuasão atômica do Paquistão focada no que ele vê como uma ameaça da Índia, acrescentou Ahmed. O Paquistão fornece treinamento e assistência técnica às forças sauditas há décadas, enquanto a Turquia e o Paquistão trocam navios de guerra e aeronaves de treinamento.
Em 2023, Riad concordou em comprar drones turcos no que Ancara chamou de o seu maior contrato de exportação de defesa. Desde então, o Paquistão enviou cerca de 8.000 soldados, caças, drones e um sistema de defesa aérea para o reino saudita, informou a Reuters em maio, e tem buscado laços de segurança mais amplos no Golfo. O país abriu negociações com o Kuwait sobre um pacto expandido em troca de cooperação e investimento em energia, informou a Reuters em julho.



