Por que governos e programas militares de defesa biológica já estavam investindo tanto em vacinas contra a Peste (Negra) antes mesmo do início da atual histeria em torno da doença? – À medida que a histeria em torno da Peste (Negra) começa a se espalhar pelas manchetes em todo o mundo, há um detalhe sobre o qual quase ninguém fala: governos e programas militares de defesa biológica já investiram muitos recursos no desenvolvimento de dezenas de vacinas contra a Peste (Negra).
Fonte: Global Research – por Nicolas Hulscher, MPH , Epidemiologista e Administrador da Fundação McCullough
Mais de 21 vacinas candidatas contra a Peste (Negra) estão em desenvolvimento , abrangendo tecnologias como mRNA, RNA autoamplificável, proteína recombinante, vetor viral, vírus vivo atenuado e outras.
Por que governos e programas militares de defesa biológica já estavam investindo tanto em vacinas contra a peste antes mesmo da atual histeria em torno da doença iniciada na Rússia?
Alguns dos principais programas incluem:
- ISRAEL — mRNA-LNP: A Universidade de Tel Aviv e o Instituto Israelense de Pesquisa Biológica publicaram uma vacina de mRNA baseada em F1 em 2023 e uma formulação bivalente de mRNA F1/LcrV contra a peste (Peste Negra) pneumônica em 2025. Ambas permanecem em fase pré-clínica.
- Reino Unido — RNA autoamplificável (saRNA-LNP): Pesquisadores do Imperial College London, do Instituto Pasteur de Madagascar e do Dstl Porton Down publicaram uma vacina contra a peste baseada em RNA autoamplificável em 2023. A vacina utiliza duas construções de saRNA que codificam os antígenos F1 e V da bactéria Yersinia pestis, administradas em nanopartículas lipídicas. Os autores a descreveram como a primeira abordagem de vacina contra a peste baseada em RNA utilizando tecnologia de autoamplificação. Ela permanece em fase pré-clínica.
- FORÇAS ARMADAS DOS EUA — rF1V-1018: O Departamento de Defesa está financiando o desenvolvimento de uma vacina contra a peste, cujo protocolo de ensaio clínico declara explicitamente que sua indicação proposta é a proteção pré-exposição de militares contra a peste (Peste Negra) pneumônica resultante da exposição a aerossóis de Yersinia pestis. A candidata original rF1V foi desenvolvida no USAMRIID em Fort Detrick. O programa mais recente combina a vacina com o adjuvante CpG 1018 da Dynavax e já avançou para a Fase 2 de testes.
- FINANCIAMENTO MILITAR DOS EUA: A Dynavax afirma que o programa é totalmente financiado pelo Departamento de Defesa dos EUA . Um novo acordo, no valor aproximado de US$ 30 milhões, foi assinado no final de 2024 para apoiar trabalhos clínicos e de produção adicionais até o primeiro semestre de 2027, seguido por outros US$ 14 milhões em 2025 para estudos adicionais em primatas não humanos.
- OXFORD — VACINA CONTRA A PESTE ChAdOx1: A Universidade de Oxford iniciou um ensaio clínico de Fase 1 em humanos em 2021, utilizando a plataforma de adenovírus ChAdOx1 — a mesma tecnologia de plataforma de vacina usada para a vacina Oxford/AstraZeneca contra a COVID-19. Quarenta adultos saudáveis participaram do ensaio inicial.
- CHINA — F1+rV: Pesquisadores chineses avançaram com uma vacina de subunidade contra a peste, a F1+rV, para testes em humanos . Um programa de Fase 2a incluiu 240 adultos saudáveis, e o programa internacional de desenvolvimento de vacinas contra a peste posteriormente listou o candidato chinês na Fase 2b.
- RÚSSIA — NOVA VACINA MOLECULAR CONTRA A PESTE: Em abril de 2024, os órgãos reguladores russos concederam autorização de comercialização para uma nova vacina molecular microencapsulada contra a peste (PMMM) de dose única, contendo antígenos recombinantes F1 e rV.
Nem preciso dizer que eu NÃO tomaria uma vacina experimental contra a peste. Preferiria arriscar com a doxiciclina e sua taxa de sobrevivência comprovada de 97% .

Esse número de eficácia provém de um ensaio clínico randomizado em humanos . Os pesquisadores recrutaram 65 pacientes com peste e randomizaram 30 para receber doxiciclina e 35 para receber gentamicina. Entre os pacientes tratados com doxiciclina, 29 de 30 sobreviveram (97%). O único paciente tratado com doxiciclina que faleceu o fez durante os dois primeiros dias de tratamento, após apresentar a doença em estágio avançado.
Mesmo que uma cepa modificada da peste fosse liberada e se tornasse resistente à doxiciclina, isso não a tornaria repentinamente resistente a todos os outros antibióticos. Ainda dispomos de inúmeras opções de tratamento que abrangem diversas classes de antibióticos.
E, no cenário altamente improvável de que nenhum dos medicamentos padrão funcionasse, os pesquisadores poderiam rapidamente testar a cepa contra grandes bibliotecas de compostos antibacterianos aprovados, experimentais e reaproveitados para identificar agentes que ainda pudessem combatê-la.
Segundo as autoridades russas, não há nenhum surto de peste em curso e os relatos de um acidente laboratorial são falsos. No entanto, a dimensão da resposta não condiz com essas alegações. Quase 200 pessoas que tiveram contato com os infectados foram colocadas sob observação, mais de 60 funcionários do instituto foram isolados, o acesso a diversos hospitais foi restringido e o FSB teria participado de todo o processo.
No entanto, uma pandemia de peste clássica nos tempos modernos seria quase impossível, já que não vivemos mais na insalubre Idade Média. A única exceção possível seria uma cepa de Yersinia pestis de uso militar, criada em laboratório especificamente para se espalhar com mais eficiência entre as pessoas, causar doenças mais graves e resistir aos tratamentos existentes. Mesmo essa cepa provavelmente não se tornaria uma pandemia.
Só o tempo dirá o que realmente aconteceu no laboratório biológico de nível BSL-3 na cidade de Irkutsk, próxima ao misterioso lago Baikal, na remota Sibéria, na Rússia (próximo à fronteira com a Mongólia) …



