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A Crônica de Akakor – O livro da Águia (2)

Posted by on 09/10/2019

O mistério de uma antiga civilização subterrânea perdida da Amazônia que não existe “oficialmente” … que muitos exploradores MORRERAM tentando encontrar. Se a história da busca pela cidade perdida de Akakor e sua tribo Ugha Mongulala soa como o roteiro de ficção de um filme de Indiana Jones, é justamente porque ela foi usada como base para o quarto e último filme da série, “Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull” (O Reino da Caveira de Cristal). É uma história  envolta em muitos mistérios. Ela é contada em um polêmico livro, “A Crônica de Akakor”, que passamos a publicar em capítulos …

Edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch

A CRÔNICA DE AKAKOR – O LIVRO DA ÁGUIA (2)

Livro: “A CRÔNICA de AKAKOR” (Die Chronik von Akakor – 1978), por Karl Brugger, prefácio de Erich Von Daniken, tradução de Bertha Mendes.

O LIVRO DA ÁGUIA

Esta é a águia.
Poderosas são as suas asas
E poderosas as suas garras.
Os seus olhos
Olham imperiosamente sobre a Terra.
Está acima do homem.
Não pode ser
Nem vencida nem morta.
Durante treze dias ergue-se no céu,
E durante treze dias
Voa ao encontro do sol-nascente.
É verdadeiramente sublime.

I – O REGRESSO DOS DEUSES – 3.166 a. C. – 2.981 a. C.

O Calendário {o 13º Baktun} Maia começa em 3.113 a.C. e termina em 21 de Dezembro de 2.012 d.C. A historiografia tradicional coloca o início dos acontecimentos históricos em cerca de 3.000 a. C. O período que vai até às migrações germânicas (375 d.C.) é antiguidade, começando com o aparecimento de altas civilizações nos oásis do Baixo Nilo, no vale do rio Indus {hoje Paquistão} e entre os rios Eufrates e o Tigre {na Mesopotâmia, hoje Iraque}, onde a civilização humana se desenvolveu para sua atual existência histórica. Os pontos altos da história oriental são marcados por grandes impérios que governavam empregando a força agressiva dos seus monarcas. A vida espiritual limitava-se à religião organizada. O Oriente {oficialmente} é o berço da {civilização} escrita, da agricultura, do serviço civil e de uma tecnologia espantosamente eficiente.

Entretanto, o homem da Europa e da Ásia ainda se mantinha no nível neolítico em termos de civilização. Sugerem-se datas diferentes para o início das civilizações das Américas. O explorador inglês Niven assegura que os primeiros estabelecimentos urbanos dos antepassados astecas foram fundados cerca de 3.500 a. C. Na opinião do arqueólogo peruano Daniel Ruiz, a misteriosa cidade em ruínas de Machu Picchu, nos Andes, teria sido fundada antes da catástrofe universal que na Bíblia é descrita como o Dilúvio {em 10.987 a.C.}. A historiografia tradicional do mundo acadêmico dos “eruditos” rejeita ambas as datas.

LHASA, O EXALTADO FILHO DOS DEUSES

A Crônica de Akakor, a história escrita do meu povo desde a hora, ano e marco zero até o ano 12.453 a.C., é o nosso maior tesouro. Contém toda a sabedoria dos Ugha Mongulala, escrita na velha língua dos nossos Antigos Pais, ela registra o legado dos Primitivos Mestres, que moldaram a vida do meu povo durante mais de dez mil anos. Contém os segredos das “Tribos Escolhidas” {de novo “povos” escolhidos….} e também corrige a história dos Bárbaros Brancos. Porque a Crônica de Akakor descreve o surgimento e o declínio de um “povo escolhido pelos deuses” até ao fim do mundo, quando, depois de uma terceira catástrofe planetária, for destruído o povo. Assim está escrito, assim foi registrado, com boas palavras e numa escrita clara.

A penumbra ainda envolve a face da Terra. O Sol e a Lua estavam velados. Então as espaçonaves douradas  surgiram nos céus, poderosas. Grande foi a alegria dos Servos Escolhidos. Os Primitivos Mestres estavam de volta. Desceram à Terra com rostos brilhantes. E o Povo Escolhido trouxe as suas dádivas, em oferta aos seus deuses: penas das grandes aves da floresta, mel das abelhas, incenso e frutos. Os Servos Escolhidos colocaram estas dádivas aos pés dos deuses e dançaram com o rosto voltado para leste, para o sol nascente. Dançavam com lágrimas de alegria nos olhos, porque os Primitivos Mestres tinham voltado. E os animais regozijavam-se também. Todos, desde o mais humilde, se ergueram nos vales e olharam espantados para os Antigos Pais. Mas não restava muita gente. Os deuses haviam eliminado a maioria como castigo da sua maneira de proceder. Poucos estavam ainda vivos para saudar os Primitivos Mestres com todo o respeito.

No ano de 7.315 (equivalente ao ano 3.166 a. C. do calendário atual) os deuses, que tão ansiosamente tinham sido  esperados pelo meu povo, voltaram à Terra. Os Primitivos Mestres das Tribos Escolhidas voltaram a Akakor e retomaram o poder. Mas só algumas espaçonaves alcançaram a nossa capital e os deuses ficaram com os Ugha Mongulala só durante três meses. Depois, novamente abandonaram a terra. Só os irmãos Lhasa e Samon não voltaram para a pátria dos Antigos Pais. Lhasa instalou-se em Akakor; Samon dirigiu-se para leste e fundou o seu próprio império.

Lhasa, o “Exaltado Filho dos deuses”, tomou para si o poder e administração de um império devastado. Dos 362 milhões que tinham vivido na Era de Ouro, só 20 milhões sobreviveram à segunda Grande Catástrofe. Povoados e cidades estavam em ruínas. Hordas de tribos degeneradas cruzavam as fronteiras. A guerra se alastrava por todo o país. O legado dos  deuses fora destruído e esquecido. Lhasa reconstruiu o velho império. Como proteção contra as tribos inimigas que avançavam, mandou construir grandes fortalezas. Por sua ordem, os Ugha Mongulala ergueram altas muralhas ao longo do Grande Rio e fortificaram-nas com largas paliçadas de madeira.

Aos guerreiros escolhidos foi dada a tarefa de guardar a nova fronteira e avisar Akakor da aproximação das tribos inimigas. Na fronteira sul com o país chamado Bolívia, Lhasa ergueu as bases de Mano, Samoa e Kin. Eram constituídas por treze edifícios rodeados de muralhas segundo os moldes dos complexos templos dos nossos Antigos Pais. Uma pirâmide com uma escadaria na frente, um telhado inclinado e duas salas abobadadas, uma no interior, outra no exterior, dominavam a área circundante. Lhasa instalou as tribos Aliadas na vizinhança das três fortalezas. Estava sob o comando do príncipe de Akakor e sujeitas à obediência de guerra.

Por milhares de anos, havia uma nação que confinava com a fronteira oeste do império e com a qual os povos Ugha Mongulala sempre mantiveram uma especial amizade. Esta nação, os povos Incas, conheciam a língua e a escrita dos Primitivos Mestres. Os seus sacerdotes também sabiam do legado dos deuses. No fim da segunda Grande Catástrofe, esta tribo mudou-se para as montanhas dos Andes no Peru e fundou o seu próprio império. Lhasa, preocupado com a segurança de Akakor, mandou edificar uma fortaleza na fronteira oeste e deu ordens para a edificação de Machu Picchu, uma nova cidade de templos no vale de numa grande montanha dos Andes.

O suor percorria as testas dos carregadores. As montanhas estavam tintas de vermelho com o seu sangue. Assim, chamaram à montanha a “montanha do Sangue”. Mas Lhasa não lhes deu alívio. A nação dos Servos Escolhidos penitenciou-se da traição dos seus antepassados. E assim se passavam os dias. O Sol nascia e se punha. Durante o ano se sucediam as chuvas, a neve e o frio. Os lamentos dos Servos Escolhidos ressoavam no ar. Em prantos eles entoavam cânticos aos deuses pelos seus sofrimentos. A edificação da cidade sagrada de Machu Picchu é um dos grandes acontecimentos da história do meu povo. Os pormenores da sua construção estão ocultos por muitos segredos eternamente escondidos na alcantilada montanha da Lua, que protege Machu Picchu.

De acordo com as histórias dos sacerdotes, os trabalhadores cortavam as pedras das rochas para as casas dos guerreiros e para as habitações dos sacerdotes e seus criados. Um exército de operários transportava blocos de granito dos vales distantes das encostas ocidentais dos Andes para o palácio de Lhasa. E os sacerdotes também contam que duas gerações não foram suficientes para completar a cidade e que os lamentos dos Ugha Mongulala se tornavam mais insistentes à medida que o tempo passava. As Tribos Escolhidas começaram a revoltar-se e a amaldiçoar os Antigos Pais. Parecia estar iminente uma revolta contra o governo de Lhasa, o Exaltado Filho dos Deuses.

Então ouviu-se um estrondo no céu e o dia transformou-se em escuridão. O desespero e a ira dos deuses explodiu com o ribombar do trovão e terríveis relâmpagos. E, enquanto caía uma chuva pesada, os chefes dos descontentes eram transformados em pedra – pedras vivas com pernas. Lhasa ordenou que fossem levados para as montanhas e metidos nas paredes das escadas de Machu Picchu. Foi desta maneira que os rebeldes foram castigados. Levaram a cidade santa sobre os seus ombros, presos eternamente dentro das suas paredes de pedras.

Machu Picchu é uma cidade santa. Os seus templos são dedicados ao Sol , à Lua, à Terra, a Água e aos animais. Após quatro gerações terem completado a construção da cidade sagrada, Lhasa mudou-se dali e levou o império a um período de florescimento e prestígio. Sob o governo de Lhasa o número de guerreiros aumentou. Sentiam-se fortes. Não tinham preocupações nem de país nem de família. Só tinham interesse pelas armas. Protegidos pelos deuses, verificavam as posições dos inimigos. Saíam com as instruções de Lhasa, porque o Exaltado Filho dos deuses era realmente um grande príncipe.

Não podia nem ser derrotado nem morto. Lhasa era um dos deuses. Durante treze dias subiu ao céu. Durante treze dias caminhou para encontrar o sol-nascente. Durante treze dias tomou a forma de um pássaro e foi realmente um pássaro. Durante treze dias transformou-se em águia. Estava verdadeiramente exaltado. Todos se curvavam perante o seu aspecto. A sua força alcançou os limites do Céu e as fronteiras da Terra. E as tribos inclinaram-se perante o seu “divino mestre”. Lhasa foi o decisivo inovador do império dos Ugha Mongulala. Durante os trezentos anos do seu governo instituiu as bases de um poderoso império. Depois voltou para junto dos deuses, os seus pares.

Reuniu os mais velhos do seu povo e os sacerdotes e ditou-lhes as leis. Ordenou que o povo vivesse de acordo com o legado dos deuses e que obedecesse às suas ordens. Então Lhasa voltou-se para leste e curvou-se perante o sol–nascente. Antes dos seus raios atingirem a cidade santa subiu à montanha da Lua, que se ergue sobre Machu Picchu,  e no seu barco voador subiu aos céus e para sempre se separou dos humanos. Isto é o que os sacerdotes contam acerca da misteriosa partida do Exaltado Filho dos Deuses, Lhasa, o único príncipe das Tribos Escolhidas que veio das estrelas.

O império de Akakor, criado por LHASA, o Exaltado filho dos deuses

Sobre a referência ao perdido reino de OPHIR, com o qual o rei de Israel, Salomão, em conjunto com Hiram, rei de Tiro, teriam enviado três expedições, há cerca de 3 mil anos atrás, para coleta de material para a construção do primeiro Templo de Jerusalém, saiba mais nos links à seguir:


SAMON E O IMPÉRIO DO LESTE (Rio Nilo)

Lhasa esteve muitas vezes ausente com o seu barco voador. Visitou várias vezes o reino do seu irmão Samon. Voou para o grande Império do Leste. E levou consigo um estranho barco que podia passar sobre a água e sobre as montanhas. A Crônica de Akakor não diz muito acerca do império de Samon, o irmão de Lhasa, que desceu à Terra com os deuses no ano de 7.315 a.C.(equivalente ao ano 3.166 a. C. do calendário atual). De acordo com a história escrita do meu povo, instalou-se num grande rio {o rio Nilo} para além do oceano do Leste. Escolheu tribos nômades e ensinou-lhes os seus conhecimentos e sabedoria. Sob a sua chefia, cultivaram campos e edificaram poderosas cidades de pedra. Um forte império, que era a imagem de Akakor, desenvolveu-se e foi-se construindo de acordo com a vontade e o legado dos deuses, que também determinavam as vidas dos Ugha Mongulala em Akakor.

Lhasa, o príncipe de Akakor, visitava regularmente o irmão no seu império do leste e ficava com ele nas magníficas cidades construídas ao longo da margem do Grande Rio. Para fortalecer o elo entre as duas nações, ordenou a construção da cidade de Ophir, uma poderosa cidade fluvial na embocadura do Grande Rio {Amazonas}, no ano de 7.425 (3.056 a. C.). Durante quase mil anos, navios do império de Samon deixavam ali as suas valiosas cargas. Em troca de ouro e prata, óleos aromáticos eles trouxeram pergaminhos com escritos na língua dos nossos Antigos Pais e trouxeram madeiras raras, os mais belos tecidos e pedras verdes, que o meu povo desconhecia.

Dentro em pouco Ophir tornou-se uma das mais ricas cidades do império Akakor e alvo das selvagens tribos do Império do Leste. Precipitaram –se contra a cidade em ataques repetidos, assaltaram barcos nos portos e interromperam as comunicações com o interior. Quando o império se desintegrou, mil anos depois da partida de Lhasa, conseguiram conquistar Ophir, depois de uma grande  campanha militar. Saquearam a cidade e incendiaram-na. Os Ugha Mongulala cederam as províncias banhadas pelo oceano a leste e retiraram-se para o interior do país (Amazônia). E foram cortadas as ligações com o império de Samon.


Nota de Thoth: Referências bíblicas sobre o reino de Ophir e suas riquezas em MADEIRA, PEDRAS PRECIOSAS E OURO:

“Também as navios de Hirão, que de Ofir levavam ouro, traziam de Ofir muita madeira de almugue, e pedras preciosas”. 1 Reis 10:11

“E também os servos de Hirão e os servos de Salomão, que de Ofir tinham trazido ouro, trouxeram madeira de algumins, e pedras preciosas”. 2 Crônicas 9:10

“E fez Jeosafá navios de Társis, para irem a Ofir por causa do ouro; porém não foram, porque os navios se quebraram em Eziom-Geber”. 1 Reis 22:49

“E enviou-lhe Hirão, por meio de seus servos, navios, e servos práticos do mar, e foram com os servos de Salomão a Ofir, e tomaram de lá quatrocentos e cinqüenta talentos* de ouro; e os trouxeram ao rei Salomão”. 2 Crônicas 8:18

“E mandou Hirão com aquelas naus a seus servos, marinheiros, que sabiam (os caminhos) do mar, com os servos de Salomão”. 1 Reis 9:27

  • Um Talento pesava 34,2 kg nos tempos do rei Salomão. Assim sendo, foi extraído cerca de 15.390 quilos de OURO do reino de Ophir, equivalentes em reais, pela cotação atual do ouro de R$ 152,08 a GRAMA (cotação do dia 16/01/2019) o valor de R$ 2.340.511.200,00 !!!. Parece que nosso país vem sendo explorado há muito mais tempo do que imaginávamos…!!!

O meu povo recorda o império de Samon e as dádivas doadas a Lhasa – os pergaminhos escritos e as pedras verdes. Os nossos sacerdotes preservam-nos no complexo subterrâneo do templo de Akakor, onde estão guardados o barco voador e a estranha nave, que pode passar sobre as montanhas e água. O barco voador tem a cor brilhante do ouro e é feito de um metal desconhecido. Tem a forma de um cilindro de argila e a altura e a largura de dois homens um sobre o outro. No disco há espaço para duas pessoas. Não tem nem velas nem remos. Mas os nossos sacerdotes dizem que Lhasa podia voar mais depressa com ele do que a águia de asas mais poderosas e podia atravessar as nuvens tão ligeiro como uma folha levada pelo vento.

A estranha nave é também misteriosa. Sete longas pernas suportam um grande vaso chapeado de prata. Três pernas dirigem-se para a frente, três para a retaguarda.  Assemelham-se a hastes de bambu e são móveis; terminam em rodas tão grandes como a vitória-régia. Estes são os últimos vestígios dos gloriosos impérios de Lhasa e Samon. Desde então muita água correu sob as pontes e pelos leitos dos rios. O primitivamente poderoso império, cento e trinta famílias dos deuses que vieram para a Terra, falhou e os homens vivem sem esperança. Mas os deuses voltarão, voltarão para auxiliar os seus irmãos, os Ugha Mongulala, que são do mesmo sangue e provêm do mesmo pai, tal como está escrito na crônica:

“Isto é o que Lhasa predisse. E assim acontecerá. Novos elos de sangue desenvolver-se-ão entre os impérios de Lhasa (Amazônia-Brasil) e Samon (África-Egito). A aliança entre os seus povos será renovada e os seus descendentes encontrar-se-ão de novo. Então os Primitivos Mestres voltarão”.

AKAHIM, A TERCEIRA FORTALEZA

Conhecemos Akahim, a terceira fortaleza. Desde o tempo de Lhasa. Esta cidade de pedra fica nas montanhas, na fronteira norte entre os países hoje chamados de Venezuela e Brasil. Não sabemos quem construiu Akahim e só temos uma idéia vaga de quando a cidade foi erigida. Só é referida na crônica depois do regresso dos Primitivos Mestres, no ano 7.315 (equivalente ao ano 3.166 a. C. do calendário atual). Desde então, Akakor e Akahim foram ligadas em íntima amizade. Eu próprio visitei várias vezes a nação irmã das Tribos Escolhidas. Assemelha-se a Akakor, tendo o seu portal de pedra, o Templo do Sol e os edifícios para os príncipes e os sacerdotes. O caminho para a cidade é marcado por pedra cortada na forma de um dedo estendido.

O acesso para a entrada atual está oculta por uma grande catarata. As águas precipitam-se numa profundidade de trezentos metros. Posso revelar estes segredos porque há quatrocentos anos que Akahim jaz em ruínas. Depois das terríveis guerras contra os Bárbaros Brancos, o povo de Akahim destruiu casas e templos que ficavam na superfície e retirou-se para as moradias subterrâneas. Essas habitações são desenhadas como as constelações dos Deuses e têm comunicação entre si por meio de túneis de forma trapezóide. Presentemente só quatro edifícios são ainda habitados; os nove restantes estão vazios. A primitivamente tão poderosa Akahim alberga hoje somente cinco mil almas.

Akahim e Akakor estão ligadas por um corredor subterrâneo e um enorme mecanismo de espelho. O túnel começa no Grande Templo do Sol de Akakor, continua sob o leito do Grande Rio (Amazonas) e termina no coração de Akahim. O mecanismo de espelho vai de Akai, junto dos Andes, até as montanhas de Roraima, tal como hoje lhes chamam os Bárbaros Brancos. Consta de espelhos de prata da altura de um homem montados em grandes andaimes de bronze. Todos os meses os sacerdotes transmitem os acontecimentos mais importantes na secreta linguagem dos sinais. Deste modo, a nação irmã de Akahim soube pela primeira vez da chegada dos Bárbaros Brancos ao país hoje chamado Peru, antigo coração da grande civilização Inca. A segunda e a terceira fortaleza são os últimos restos do outrora poderoso campo dos nossos Primitivos Mestres. Foram testemunhas de um elevado conhecimento, de uma extraordinária sabedoria e dos segredos dos deuses, que legaram aos Ugha Mongulala com a finalidade de preservar a herança, tal como está escrito na crônica, com boas palavras e numa escrita clara:

“Esta é a nossa mais elevada lei. Conservareis o nosso legado. Conservá-lo-eis onde quer que fordes, onde quer que puderdes construir as vossas cabanas, onde quer que encontrardes um novo lar. Não fareis de acordo com a vossa vontade, mas seguireis a vontade dos deuses. Ouvireis as suas palavras com reverência e gratidão. Porque grande e infinito é o seu saber”.

II – O IMPÉRIO DE LHASA – 2.982 a. C. – 2.470 a. C.

O desenvolvimento da agricultura e das cidades dos vales do Nilo (Egito), do Eufrates e do Tigre (Mesopotâmia, atual Iraque) e do rio Indus, atual Paquistão, iniciaram o desenvolvimento das mais velhas civilizações conhecidas do Oriente médio e na Ásia pelos historiadores modernos. Cerca de 3.100 a. C., o velho Reino, fundado pelo rei Menes, estabeleceu-se no Egito com sua capital em Menphis (próxima ao Cairo). Tinha uma administração central e um serviço de governo civil admiravelmente estruturado. O Faraó como divina encarnação e o governo da Casa Grande  têm absoluto poder para governar. A sua mais importante ação oficial é a construção de um gigantesco monumento de pedra, a pirâmide {isso também de acordo com os historiadores atuais…}.

As estátuas e os relevos pintados no interior das câmaras funerárias são evidência tanto do alto nível da civilização e do material utilizado bem como da cultura, da arte e da religiosidade. A bem desenvolvida escrita hieroglífica, mantida pelas classes de sacerdotes, descreve a glória do império e a história de seu povo e governantes. Cerca de 2.500 a. C., os Sumérios avançaram sua civilização na Babilônia. Em cerca de 2.350, o rei Sargão de Akkad (Acádia) fundou o primeiro grande império {2.334 a.C a 2.284 a.C} conhecido na História. As únicas datas sobre o início do desenvolvimento histórico da civilização no continente das três Américas são fornecidas pelo historiador espanhol Fernando Montesinos, que situa o início da dinastia dos Reis do Sol incas no terceiro milênio a. C.

UMA NOVA ORDEM

Durante muito tempo não havia mais que água, terras e montanhas na Terra. Isto foi o que os deuses nos ensinaram. Esta é a lei da natureza. O meu povo também está sujeito a esta lei. É suficientemente forte para confiar na mais elevada lei do mundo. Mas que sentido tem para nós a vida se não combatermos? Que sentido haverá se os Bárbaros Brancos nos quiserem eliminar? Roubaram-nos as nossas terras e perseguiram homens e animais. O gado selvagem desaparece depressa. Há só alguns jaguares, que ainda há poucos anos eram muito abundantes. Uma vez extintos, teremos de morrer de fome. Seremos obrigados a render-nos aos Bárbaros Brancos. Mas nem sequer isso os satisfará. Querem que vivamos segundo os seus costumes e leis.

No entanto, somos homens livres, pertencemos ao Sol, à Terra e à Luz. Não desejam encher o nosso coração com falsas esperanças. Não queremos ser como os Bárbaros Brancos, que podem ser felizes e alegres mesmo quando os seus irmãos estão infelizes e tristes. Portanto, não temos outra alternativa senão pegar na Seta Dourada, lutar e morrer tal como Lhasa nos ensinou, Lhasa o Exaltado Filho dos deuses, que veio para fundar um novo império e proteger os Ugha Mongulala da destruição.

Lhasa deixou atrás de si poder e glória. Havia decisões e governo. Filhos nasceram.Muitas coisas aconteceram. E o Povo Escolhido tornou-se mais famoso quando reconstruiu Akakor com pedras, cimento e cal. Mas os Servos Escolhidos não trabalhavam. Não construíam nem fortalezas nem habitações. Deixavam isso às Tribos Escravas. Não tinham necessidade de pedir, de ordenar ou de usar violência. Todos obedeciam com prazer aos novos senhores. O império expandia-se. O poder dos Servos Escolhidos era grande. As suas leis eram válidas nos quatro cantos do império. Lhasa restaurou a fama dos Ugha Mongulala. Os limites do reino eram tranqüilos e seguros.

As tribos inimigas haviam sido derrotadas. As Tribos Aliadas estavam sujeitas ao serviço militar, tal como o Exaltado Filho dos deuses tinha ordenado. Mas Lhasa não só restabeleceu o exterior poder do império; também renovou a ordem interior do reino, Lhasa dividiu os Ugha Mongulala em grupos e classes e pela primeira vez se assentou a herança dos deuses em leis escritas. Durante milhares de anos estes governaram a vida do meu povo. Só se completaram depois da chegada de cerca de dois mil soldados alemães, muitos séculos mais tarde.

“Temos de dividir as nossas tarefas”. Assim falou e resolveu Lhasa. E assim se renovaram as fileiras e se distinguiram as classes. O príncipe, o grande-sacerdote e os mais velhos do povo – todos os títulos e dignitários foram de novo designados. Esta foi a origem de todas as categorias e classes. Esta foi a nova ordem do Exaltado Filho dos deuses, que determinou e regulou a vida em comunidade dos Ugha Mongulala. De acordo com a lei escrita de Lhasa, o príncipe é o chefe dos Ugha Mongulala. 

É o mais elevado servo dos deuses, descendente dos Primitivos Mestres e governador das Tribos Escolhidas. O povo chama-lhe o Exaltado porque o escolheram para administrar o império. Não foi eleito. O ofício de príncipe é hereditário e passa de pai para filho, a quem é atribuído o legado dos deuses, concedido pelos sacerdotes desde a idade de onze anos em diante. Instruíram-no na história das Tribos Escolhidas e prepararam-no para a sua futura tarefa com exercícios físicos e espirituais.

Depois da morte de um príncipe governante, o seu filho primogênito é chamado perante os mais velhos. Deve provar-lhes que está destinado a ser o mais alto servo dos Primitivos Mestres. Depois de ter passado no exame, o grande-sacerdote manda-o para a secreta região das moradias subterrâneas. Aqui deve ficar durante treze dias e conversar com os deuses. Se estes determinarem que ele merece herdar o seu legado, os mais velhos oferecer-lhe-ão as novas regras de governo do povo. Se os deuses o rejeitarem e ele não voltar depois de treze dias das regiões subterrâneas, os sacerdotes determinam, com o auxílio das estrelas, o correto novo herdeiro. Calculam o nascimento de uma criança do sexo masculino com seis anos de antecedência. O eleito desta época é levado para Akakor e preparado para o seu futuro cargo de governante.

E estes são o modo como o príncipe governa as Tribos Escolhidas: ele é o supremo chefe e o maior administrador do império. Os guerreiros de Ugha Mongulala estão sob as suas ordens. Os exércitos das Tribos Aliadas devem-lhe obediência. Só ele decide sobre a paz e a guerra. Designa os mais elevados dignatários civis e os chefes militares. As
veneráveis leis de Lhasa só podem ser alteradas com a sua aprovação. Por ser legítimo descendente dos deuses, o príncipe está acima da lei dos homens e destinado a invalidar por três vezes o Conselho dos Velhos. Três mil dos melhores guerreiros, selecionados nas melhores famílias, estavam sob as ordens diretas do príncipe. Eram os únicos autorizados a entrar nas moradias subterrâneas, onde moravam os deuses, portando armas. Aos guerreiros regulares não era permitido faze-lo, sob castigo de exílio. Mas a posição do príncipe não é baseada no seu poder pessoal. Assenta na sua sabedoria, na sua perspicácia, no seu conhecimento, no legado dos deuses, como está escrito na Crônica de Akakor:

“Assim falou e resolveu Lhasa. Porque Lhasa era sensato. Conhecia as fraqueza dos humanos. Com as suas leis dominou a sua ambição. Determinou o futuro e o bem estar das Tribos Escolhidas”.

A VIDA DA COMUNIDADE

Os Bárbaros Brancos só pensam no seu próprio bem estar e distinguem estritamente entre o que é meu e teu. Sempre que virdes qualquer coisa do seu mundo – uma fruta, uma árvore, água, um montículo de terra -, há sempre alguém que clama que lhe pertence. Na língua dos Ugha Mongulala meu e teu são uma palavra apenas e
significam a mesma coisa. O meu povo não tem posses nem propriedades pessoais. A terra pertence a todos igualmente. Os servos civis do príncipe distribuem um bocado de terreno fértil a cada família, dependendo do seu tamanho e do número dos seus membros. Muitas famílias associam-se no estabelecimento da comunidade, e juntos cultivam e colhem o que semeiam. Um terço da colheita pertence ao príncipe, o segundo terço aos sacerdotes, e o
último terço fica para a comunidade {66% de impostos}.

A maioria dos Ugha Mongulala passa toda a sua vida na aldeia. Gozam da proteção do príncipe, que é ao mesmo tempo seu servo. Fazem o seu trabalho nos campos sob a direção de funcionários do governo. O trabalho começa no fim da estação seca, quando se inicia a preparação das sementeiras. O duro solo dos campos torna-se solto com a cava, e a semente é lançada à terra. O sacerdote da comunidade sacrifica então frutos escolhidos da última colheita no templo da aldeia e pede a bênção dos deuses para propiciarem uma colheita farta. Durante a subseqüente estação das chuvas, as mulheres estão ocupadas, tecendo e tingindo tecidos, enquanto os homens passam o tempo caçando.

Com um arco e uma longa lança de bambu seguem a pista do jaguar, da anta e do javali. A sua presa é cortada em pedaços: a carne é untada com mel e enterrada fundo no chão, para ficar armazenada. Desta maneira mantém-se fresca até a próxima estação seca. As peles dos animais são curtidas e trabalhadas pelas mulheres, e transformadas em sandálias e botas. Na época das colheitas, as famílias, com cestos e jarros, saem para os campos para colher os frutos. Cereais e batatas são guardados em grandes armazéns e mais tarde levados para Akakor, de acordo com o que está prescrito quanto à divisão dos bens.

Depois do avanço dos Bárbaros Brancos, o fértil solo dos vales dos Andes e as regiões superiores do Grande Rio tornaram-se estéreis. Assim, o meu povo começou a construir plataformas nas encostas e nas colinas, que são irrigados por um denso sistema de canais. Muralhas protetoras, inteligentemente escalonadas, evitam que o solo fértil seja arrastado. Todas as grandes edificações têm enormes cisternas e canais subterrâneos para levar água aos campos. É assim que o meu povo cultiva os alimentos nas planícies e nas montanhas, tal como Lhasa ordenou e da maneira como está escrito nas crônicas de nosso povo:

Agora falaremos sobre o que aconteceu nos campos onde os Servos Escolhidos se reuniram. Juntaram os frutos da terra. Conjuntamente cultivavam cereais e batatas, mel das abelhas e resina. Porque o produto pertence a todos e o solo também é propriedade de todos. Eis como Lhasa organizou tudo de modo que não houvesse diferenças nem fome. E a terra assegurava abundância. O povo sentia-se feliz com a fartura e com a passagem do tempo e da vida. Havia comida mais que suficiente nas ilhas, nas planícies e nas florestas, ao longo dos rios e na imensidão das lianas.

O meu povo fez muitos objetos maravilhosamente trabalhados que serviam para uso cotidiano. As mulheres teciam os melhores tecidos da lã do carneiro da montanha. Utilizavam a seiva de vegetais e de árvores desconhecidas dos Bárbaros Brancos para tingir tecidos e poder transformá-los em simples mas belas texturas. Nas planícies e nas florestas do Grande Rio usamos só tangas seguras por um cinto de lã colorido. Defendemo-nos do frio das montanhas com um casaco feito de lã rústica. Os enfeites são usados unicamente em festas especiais. As mulheres enfeitam o cabelo com fios coloridos, correspondentes às cores respectivas das povoações da comunidade. Os homens pintam-se com as quatro cores da tribo dos Ugha Mongulala: branco, azul, vermelho e amarelo. Só as classes superiores – oficiais, sacerdotes e os membros do Grande Conselho – usam um tufo de penas coloridas.

Como distinção particular da sua situação social, o príncipe e os mais idosos do povo usam no peito tatuagens. Como acontece com todos os que vivem junto ao Grande Rio, as necessidades diárias dos Ugha Mongulala são modestas. A sua alimentação básica é constituída de batatas, cereais, e também tubérculos e raízes de várias plantas. As batatas são assadas; a carne frita ao ar livre ou na entrada da casa. Bebemos água e suco de cereais fermentados em todas as nossas refeições. Servimo-nos com colheres de pau e de facas de bronze para comer. Não há mesas nem cadeiras nas cabanas de pedra retangulares. Às refeições a família ajoelha-se no chão de argila e de noite dorme sobre os bancos de pedra cortada. Só com os soldados alemães o meu povo aprendeu a utilidade dos colchões cheios de erva.

Enfiam-se ganchos de bronze no interior das paredes das casas e, durante a noite, os tecidos de lã ficam pendurados à entrada. A comida é guardada em grandes bilhas de barro, feito com a terra vermelha das montanhas. Com grandes cordas, descem-se até ao interior de vulcões extintos, para poderem secar, e depois decoram-se com belos desenhos, que representam cenas da história dos Ugha Mongulala. Mas não se podem comparar com os objetos dos nossos Primitivos Mestres. Não temos as ferramentas que eles tinham, que, como por magia, suspendiam as pedras mais pesadas, arremessavam raios ou derretiam rochas. Os deuses não nos divulgaram estes segredos. Nos seus legados só estão refletidas as leis da natureza. Mas a natureza não conhece a passagem do tempo, nem desenvolvimento, nem progresso. O eterno círculo da vida determina o destino de todos os seres – plantas, animais e humanos – tal como está escrito na Crônica de Akakor: tudo existe e passa. Assim falam os deuses. E assim eles ensinaram às Tribos
Escolhidas. Todos os homens estão sujeitos às suas leis, porque há uma íntima relação entre o céu em cima e a terra embaixo.

O meu povo submeteu-se à vontade dos deuses. Isto é óbvio em todos os aspectos da vida e também no seio da família. Cada um dos Ugha Mongulala tem de cumprir os seus deveres para com a comunidade. Inicia a sua própria família com a idade de dezoito anos. Se um jovem gosta de uma rapariga, vive com ela durante três meses em casa dos pais. Durante este período de prova não é autorizada qualquer intimidade. Se ele ainda quiser casar com ela depois dos três meses terem passado, o sacerdote proclama o seu casamento. Como sinal de lealdade mútua, trocam sandálias na presença de todos os membros da comunidade.

De acordo com as leis de Lhasa, cada família só pode ter dois filhos. Depois, o grande-sacerdote dá à mulher um remédio que a torna estéril. Deste modo, o Exaltado Filho dos deuses, na sua sabedoria, evitou a miséria e a fome. O meu povo não acredita no divórcio. Se o homem e a mulher insistem, podem voltar a viver separadamente, mas sob a
pena de serem exilados se tornarem a se casar com outro(a). Para quem conhece só um homem ou uma mulher a vida pode ser verdadeiramente feliz.

“Cometeste um triste feito. Que a desgraça te envolva. Oh!, que os deuses te tivessem mostrado a luz! Que fizeste? Porque desrespeitaste as leis dos Antigos Pais? És culpado”.

Assim o grande-sacerdote falou a Hama. E Hama, que desprezara sua mulher e chamara para junto de si uma rapariga, admitiu o delito. O seu coração foi dominado pela angústia e pelo terror. Chorou lágrimas amargas. Mas o grande sacerdote não se comoveu. “Nem a morte nem a prisão te estão destinadas. Infringiste a nossa lei mais sagrada. Mandar-te-ei para o exílio. Esta é a nossa decisão”. E Hama, que renegara a mulher, foi expulso. Viveu para além das fronteiras como um corrupto. Ninguém mais cuidou da sua cabana. Ele vagueava pelas montanhas. Comia casca de árvores e liquens, os liquens amargos que crescem nas rochas. Não sabia o que fosse boa comida. E nunca mais teve consigo a companhia de qualquer mulher.

A GLÓRIA DOS DEUSES

Cento e trinta famílias dos Deuses vieram para a Terra e selecionaram as tribos. Fizeram dos Ugha Mongulala seus Servos Escolhidos e depois da sua partida legaram-lhes o seu enorme império. Com a primeira Grande Catástrofe o império dos Deuses desintegrou-se. As Tribos Aliadas abandonavam os seus antigos territórios e viviam de acordo com as suas próprias leis. Então Lhasa restabeleceu o império na sua primitiva glória e poder. Dominou os Degenerados, que se haviam revoltado contra Akakor, e integrou muitas tribos selvagens no novo império em desenvolvimento. Para salvaguardar a unidade obrigou-os a falar a língua dos Ugha Mongulala e a escolher novos nomes. Deu nomes às Tribos Aliadas das províncias e da região de Akakor:

Tribo que Vive na Água, Tribo dos Comedores de Serpentes, Tribo dos Vagabundos, Tribo dos Comedores de Refugo, Tribo dos Demônios do Terror, Tribo dos Maus Espíritos. Também atribuiu nomes aos povos que viviam nas florestas das margens do Grande Rio: Tribo dos Corações Negros, Tribo das Grandes Vozes, Tribo onde Cai a Chuva, Tribo que Vive nas Árvores, Tribo dos Matadores de Antas, Tribo das Caras Torcidas e Tribo da Glória Crescente. As tribos selvagens fora do império eram excluídas desta honra. 

Os Bárbaros Brancos: Em 1937/1938 os nazistas tinham dezenas de agentes e de ajudantes explorando a região na fronteira com a Guiana Francesa, com o objetivo de povoá-la para o Reich. FONTE

Quando da chegada dos Bárbaros {europeus} Brancos, há cerca de quinhentos anos, a velha ordem deixada pelo príncipe regente  Lhasa foi destruída. A maioria das Tribos Aliadas traiu o ensino dos Antigos Pais e começaram a adorar o sinal-da-cruz. Presentemente, só os Ugha Mongulala vivem de acordo com o legado dos Deuses. As nossas crenças diferem fundamentalmente da falsa fé dos Bárbaros Brancos, que adoram a propriedade, a riqueza e o poder e consideram que não é grande sacrifício conseguir um pouco mais que o seu vizinho. Mas o testamento dos nossos deuses ensina-nos como viver e como morrer. Indica-nos o caminho de uma vida para além da morte. Ensina-nos como o corpo é criado, como morre e como é constantemente transformado em comida. Por esta razão não pode representar a nossa vida real.

Os nossos sentidos dependem do nosso corpo e são levados por ele como a chama de uma vela. Quando a vela se extingue, os sentimentos também se extinguem. Portanto, também não podem representar a nossa vida real. Porque tanto o nosso corpo como os nossos sentidos estão sujeitos ao tempo; o seu caráter consiste nas mudanças. E a morte é a mudança total. A nossa herança ensina-nos que a morte destrói qualquer coisa que de fato podemos dispensar. O verdadeiro Eu, cerne dos humanos, da vida, está fora do tempo. É imortal. Depois da morte do corpo volta para donde veio. Tal como a chama usa a vela, o Eu serve-se do homem para manifestar a vida. Depois da morte, regressa ao nada, ao início do tempo, ao primeiro começo do mundo. O homem faz parte de um grande e
incompreensível acontecimento cósmico que decorre vagarosamente e é governado por uma lei eterna. Os nossos Primitivos Mestres conheciam essa lei.

Deste modo, os deuses ensinaram-nos o segredo da segunda vida. Mostraram-nos que a morte do corpo é algo insignificante e que só a imortalidade {da alma} conta, desligada do tempo e da matéria. Nas cerimônias do Grande Templo do Sol agradecemos a luz de um novo dia e ofertamos mel das abelhas, incenso e frutos escolhidos, como está escrito na crônica: 

“E agora falaremos do templo que tem o nome de “Grande Templo do Sol”. Chama-se assim em honra dos deuses. Aqui se reúnem o príncipe e os sacerdotes. O povo queimava incenso. O príncipe queimava as penas azuis da ave da floresta – como sinais para os deuses. Deste modo, os Servos Escolhidos prestavam homenagem aos seus Antigos Pais, que são do mesmo sangue e têm o mesmo pai”.

Os conhecimentos dos nossos Primitivos Mestres eram vastos. Sabiam qual era o curso do Sol e dividiram o ano. Os nomes que deram aos treze meses foram Unaga, Mena, Lano, Ceros, Mens, Laime, Gisho, Manga, Klemnu, Tin, Meinos, Denama e Ilashi. Duas luas de vinte dias são seguidas por uma lua dupla. Cinco dias extraordinários no fim
do ano são dedicados à veneração dos nossos deuses. Então, celebramos o nosso mais sagrado feriado, o solstício, quando começa a renovação da natureza. Os Ugha Mongulala reúnem-se nas montanhas ao redor de Akakor e saúdam o Ano Novo. O grande-sacerdote inclina-se perante o disco de ouro no Grande Templo do Sol e profetiza o futuro imediato, tal como prescrevem as leis dos Deuses.  {Continua…}


Mais informações, leitura adicional:

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