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As Digitais dos deuses: Impressões Digitais de uma Ciência Perdida

Posted by on 26/03/2018

Vimos que o mapa-múndi de Mercátor, datado de 1569, incluía uma representação precisa das costas da Antártida, como deveriam ter parecido há milhares de anos, quando estavam livres de gelo. Curiosamente, esse mesmo mapa é muito menos preciso na representação de outra região, a costa ocidental da América do Sul, do que um mapa anterior (1538) também elaborado por Mercátor.

A razão desse fato parece ser que o geógrafo do século XVI baseou o mapa anterior nas fontes antigas que sabemos que tinha à disposição, ao passo que, no tocante ao mapa mais moderno, confiou em observações e medições dos primeiros exploradores espanhóis da região ocidental da América do Sul. Uma vez que eles supostamente levaram consigo para a Europa as informações mais recentes, dificilmente poderíamos culpar Mercátor por tê-las aceito.

Edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch

Livro “AS DIGITAIS dos DEUSES”, uma resposta para o mistério das origens e do fim da civilização – CAPÍTULO 3 – Impressões Digitais de uma Ciência Perdida

Por Graham Hancock, livro “AS DIGITAIS DOS DEUSES”, Tradução de Ruy Jungmann, editora Record 2001.

Capítulo 3 – Impressões Digitais de uma Ciência Perdida 

Mas, ao fazer isso, declinou a precisão de seu trabalho: em 1569, não existiam instrumentos capazes de fixar a longitude, ainda que parecesse que foram usados para preparar os documentos primários antigos consultados por ele para produzir o mapa de 1538.

Os Mistérios da Longitude

Vejamos o problema da longitude, definido como a distância em graus a leste ou oeste do meridiano de referência. O meridiano de referência atual, internacionalmente aceito, é a curva imaginária traçada do pólo Norte ao pólo Sul que passa pelo Real Observatório de Greenwich, em Londres. Greenwich, portanto, representa a longitude 0°, enquanto
que Nova York, por exemplo, situa-se a 74° oeste e Camberra, Austrália, a aproximadamente 150° leste.

Poderíamos dar uma explicação detalhada da longitude e do que precisa ser feito para fixá-Ia exatamente no tocante a qualquer dado ponto na superfície da terra. O que nos interessa aqui, contudo, não é  tanto o detalhe técnico quanto os fatos históricos aceitos sobre o conhecimento crescente da humanidade no tocante aos mistérios da
longitude. Entre esses fatos, o mais importante é o seguinte: até a ocorrência de uma invenção inovadora no século XVIII, cartógrafos e navegantes não conseguiam fixar a longitude com qualquer tipo de precisão. Limitavam-se a dar palpites, que em geral erravam em muitas centenas de quilômetros, porque não surgira ainda a tecnologia necessária para que pudessem fazer corretamente o trabalho.

A latitude ao norte ou sul do equador não criava problema dessa natureza: a latitude podia ser obtida através de medições angulares do sol e das estrelas, usando-se instrumentos relativamente simples. Para fixar a longitude, porém, era necessário equipamento inteiramente diferente e de calibre superior, que pudesse combinar medições de posição com medições de tempo. Durante todo o transcurso da história conhecida, a invenção de equipamento dessa
natureza permaneceu além da capacidade dos cientistas. Em princípios do século XVIII, porém, com o aumento cada vez maior do tráfego marítimo, aumentou a sensação de impaciência e urgência para solução do problema. Ou, nas palavras de uma autoridade do período: “A busca da longitude era uma sombra sobre a vida de todos os marinheiros e a segurança de todos os navios e cargas. A medição precisa parecia ser um sonho impossível e ‘descobrir a  longitude’ tornou-se uma frase padrão na imprensa, do tipo ‘tão fácil quanto um porco voar’.”

Acima de tudo, precisava-se de um instrumento que controlasse o tempo (no local de partida) com exatidão perfeita durante as longas viagens marítimas, a despeito dos movimentos do navio e não obstante as condições adversas de tempo quente e frio, chuvoso e seco. “Um Relógio desse tipo”, como disse Isaac Newton em 1714 a membros da Junta de Longitude, um organismo oficial do governo britânico, “não foi ainda fabricado”. E, de fato, não havia sido. Os
relógios do século XVII e princípios do século XVIII eram dispositivos grosseiros, que costumeiramente adiantavam ou atrasavam um quarto  de hora por dia. Em contraste, o cronômetro marítimo eficaz só poderia adiantar ou atrasar essa margem em vários anos. 

Só na década de 1720, porém, é que um talentoso relojoeiro inglês, John Harrison, começou a trabalhar no primeiro de uma série de modelos, que resultou na fabricação de um cronômetro desse tipo. O objetivo de Harrison era ganhar o prêmio de 20.000 libras oferecido pela Junta de Longitude “ao inventor de qualquer meio para determinar a longitude de um navio, com uma margem de erro de apenas 48 milhas náuticas ao cabo de uma viagem de seis semanas”. Um cronômetro capaz de atender a esse requisito teria que marcar o tempo com uma margem de erro de três segundos ao dia. Foram necessários quase 40 anos, período em que completou e submeteu a  teste vários protótipos, antes que Harrison pudesse adequar-se a tais padrões. Finalmente, em 1761, o elegante Cronômetro N° 4 deixou a Grã-Bretanha a bordo do HMS Deptford a caminho da Jamaica, acompanhado pelo filho de Harrison, William. Nove dias depois de iniciada a viagem, e na base dos cálculos de longitude tornados possíveis com o cronômetro, William informou ao comandante que avistariam as ilhas da Madeira na manhã seguinte. O  
apostou e deu uma vantagem de cinco a um de que ele estava errado, mas concordou em manter o curso do navio. William ganhou a aposta. Dois meses depois, na Jamaica, descobriu-se que o instrumento atrasara apenas cinco segundos.

Harrison havia superado as condições estabelecidas pela Junta de Longitude. Devido a entraves burocráticos no governo britânico, porém, ele só recebeu o prêmio três anos depois e antes de seu falecimento em 1776. Compreensivelmente, só quando recebeu o dinheiro é que ele divulgou os segredos de seu projeto. Como resultado dessa demora, o capitão James Cook não pôde contar com as vantagens de um cronômetro quando empreendeu sua primeira viagem de descoberta em 1768. Ao realizar a terceira viagem (1778- 9), porém, conseguiu mapear o Pacífico com uma precisão impressionante, fixando não só as latitudes corretas, mas também a longitude de todas as ilhas e costas. Daí em diante, “graças aos cuidados de Cook e ao cronômetro de Harrison (…) nenhum navegador teria desculpa para deixar de encontrar uma ilha no Pacífico (…) ou por naufragar em uma costa que aparecia, surgida do
nada”.

Capitão James Cook

Realmente, com as longitudes exatas, os mapas do Pacífico elaborados por Cook devem ser classificados entre os primeiros exemplos de cartografia precisa da era moderna. Eles nos lembram, contudo, que a elaboração de mapas realmente dignos de confiança exige pelo menos três ingredientes principais: grandes viagens de descoberta, competência matemática e cartográfica de primeira classe e cronômetros sofisticados.

Mas só depois de o cronômetro de Harrison tornar-se de uso corrente na década de 1770 é que foi atendida a terceira das pré-condições. A brilhante invenção permitiu que cartógrafos fixassem com precisão a longitude, algo que os sumérios, os antigos egípcios, os gregos e os romanos e, na verdade, todas as demais civilizações conhecidas anteriores ao século XVIII, aparentemente não conseguiram fazer. Por isso mesmo, surpreende e perturba descobrir mapas imensamente mais antigos que fixam com uma precisão moderna as latitudes e longitudes.

Instrumentos de Precisão

Essas latitudes e longitudes inexplicavelmente precisas são encontradas na mesma categoria geral de documentos que contêm os conhecimentos geográficos avançados que mencionamos sumariamente acima. O mapa de Piri Reis de 1513, por exemplo, põe a América do Sul e a África nas latitudes relativas corretas, o que, teoricamente, teria sido
uma façanha impossível para a ciência da época. Piri Reis, porém, teve a honestidade de reconhecer que o mapa baseava-se em fontes mais antigas. Poderia ter ele tirado dessas fontes as longitudes precisas?

Reveste-se também de grande interesse o denominado “Dulcert Portolano”, do ano 1339 d.C., que mostra a Europa e o Norte da África. Neste caso, a latitude é perfeita, a despeito das distâncias imensas, e a longitude total dos mares Mediterrâneo e Negro é dada com uma margem de erro de apenas meio grau. O professor Hapgood comenta que o autor da fonte primária, da qual foi copiado o Dulcert Portolano, havia “alcançado uma precisão altamente científica, ao encontrar a razão entre latitude e longitude. Ele só poderia ter feito isso se dispusesse de informações precisas
sobre as longitudes relativas de grande número de lugares espalhados  pelo caminho todo, de Galway, na Irlanda, até a curva oriental do rio Don, na Rússia”.

O mapa Zeno, do ano 1380 d.C., constitui outro enigma. Cobrindo uma vasta área do hemisfério norte que chega até a Groenlândia, o mapa localiza numerosos locais muito separados, em latitudes e longitudes “espantosamente corretas”. É “incrível”, declara Hapgood, “que alguém no século XIV pudesse ter descoberto as latitudes exatas
desses locais, para nada dizer das longitudes precisas”. O mapa-múndi de Oronteus Finaeus merece também atenção: coloca as costas da Antártida nas latitudes e longitudes relativas corretas e dá uma área notavelmente exata para o continente como um todo. Esses resultados refletem um nível de conhecimento geográfico que
só se tornou disponível no século XX.

O Portolano, de Yehudi Ibn Ben Zara, é outro mapa notável por sua precisão no que concerne a latitudes e longitudes relativas. A longitude total entre Gibraltar e o mar de Azov é dada com uma precisão de meio grau, enquanto que, no mapa em geral, os erros médios de longitude ficam abaixo de um grau. Esses exemplos representam apenas uma pequena fração do grande e instigante dossiê de provas apresentado por Hapgood. Camada após camada, o efeito cumulativo desses trabalhos e análise detalhada sugerem que estamos nos iludindo quando supomos que instrumentos precisos para medir longitude só foram inventados no século XVIII. Muito ao contrário, o mapa de Piri Reis e outros indicam, com forte credibilidade, que esses instrumentos foram redescobertos nessas ocasiões, que existiram em incontáveis eras anteriores e que foram usados por um povo civilizado, ora perdido nas brumas da
história, que havia explorado e mapeado toda a terra. Além do mais, parece que esse povo era capaz não só de projetar e fabricar instrumentos mecânicos tecnicamente avançados, mas foram mestres de uma ciência matemática muito antiga.

O mapa de Zeno é um mapa do Atlântico Norte publicado pela primeira vez em 1558 em Veneza por Nicolo Zeno, descendente de Nicolo Zeno, dos irmãos Zeno . O jovem Zeno publicou o mapa, junto com uma série de cartas, alegando que ele as havia descoberto em uma despensa na casa de sua família em Veneza. De acordo com Zeno, o mapa e as cartas datam de cerca do ano 1400 e supostamente descrevem uma longa viagem feita pelos irmãos Zeno na década de 1390, sob a direção de um príncipe chamado Zichmni . Os defensores da lenda de Henry Sinclair sugerem que Zichmini é um erro de tradução de d’Orkney . A viagem supostamente atravessou o Atlântico Norte e, segundo algumas interpretações, chegou até à América do Norte.

Os Matemáticos Perdidos

Se queremos compreender o motivo, devemos inicialmente recordar o óbvio: a Terra é uma esfera. Quando o assunto é mapeá-Ia, por conseguinte, o globo é a única forma que pode representá-la em proporção correta. Transferir dados cartográficos de um globo para folhas lisas de papel implica inevitavelmente distorções e isso só pode ser feito através de métodos matemáticos mecânicos e complexos, conhecidos como projeção cartográfica. Há vários tipos de tal projeção. A de Mercátor, ainda usada hoje em atlas, é talvez a mais conhecida. Outras são designadas  misteriosamente como azimutal, estereográfica, gnomônica, azimutal eqüidistante, projeção conforme, e assim por diante, mas é desnecessário entrar aqui em maiores detalhes sobre o assunto. Precisamos apenas observar que todas as projeções cartográficas bem-feitas exigem o uso de técnicas matemáticas sofisticadas, de um tipo supostamente desconhecido no mundo antigo (particularmente na antiguidade mais remota, antes do ano 4000 a.C., quando
alegadamente não havia qualquer civilização humana, quanto mais uma capaz de criar e usar matemática e geometria avançadas).

Charles Hapgood submeteu sua coleção de mapas antigos ao Massachusetts Institute of Technology, onde foi analisada pelo professor Richard Strachan. A conclusão geral era óbvia. Ele, no entanto, queria saber precisamente que nível de matemática teria sido necessário para desenhar os documentos primários originais. No dia 18 de abril de 1965, Strachan respondeu que um nível muito alto de matemática teria sido necessário. Alguns dos mapas, por exemplo, pareciam ser do tipo da projeção de Mercátor, datados de muito antes do nascimento do próprio Mercátor. A complexidade relativa dessa projeção (implicando expansão de latitude) implica que um método de transformação de coordenada trigonométrica teria que ter sido usado. Outras razões por ele dadas para deduzir que os antigos cartógrafos deveriam ter sido hábeis matemáticos foram as seguintes:

  1. A determinação de localizações em continentes exige pelo menos métodos de triangulação geométrica. No que interessa a grandes distâncias (da ordem de 1.600km ou mais), correções terão que ser feitas para levar em conta a curvatura da terra, o que exige alguma compreensão de trigonometria esférica.
  2. A localização de continentes em suas posições relativas recíprocas requer compreensão da esfericidade da terra e o uso de trigonometria esférica.
  3. Culturas possuidoras desses conhecimentos, além de instrumentos de precisão para fazer as medições necessárias à determinação da localização, usariam com toda certeza sua tecnologia matemática para confeccionar mapas e cartas.

A impressão de Strachan, de que os mapas, através de gerações de copistas, revelavam o trabalho de uma civilização antiga, misteriosa e tecnologicamente avançada, foi compartilhada pelos especialistas em reconhecimento aéreo da Força Aérea americana, aos quais Hapgood submeteu suas provas. Lorenzo Burroughs, comandante do 8° Esquadrão de Reconhecimento Técnico, Seção de Cartografia, da Base Aérea de Westover, realizou um estudo especialmente cuidadoso do mapa de Oronteus Finaeus. Concluiu ele que algumas das fontes sobre as quais o mapa se baseou deveriam ter sido desenhadas com auxílio de uma projeção semelhante à moderna Projeção Cordiforme. “Esse fato, disse Burroughs, sugere o uso de matemática avançada. Além disso, a forma dada ao continente da
Antártida lembra a possibilidade, se não a probabilidade, de que os mapas primários originais foram compilados com um tipo estereográfico ou gnomônico de projeção, implicando o uso de trigonometria esférica. Estamos convencidos de que as descobertas realizadas pelo senhor e por seus colegas são válidas, e que equacionam questões de extrema importância, que afetam a geologia e a história antiga…” 

Mapa de Oronteus Finaeus

Hapgood faria ainda mais uma descoberta importante: um mapa chinês copiado de um original mais antigo e transposto, no ano 1137 d.C., para um pilar de pedra. O mapa inclui exatamente o mesmo tipo de informações de alta qualidade sobre longitudes que os outros. Exibe uma quadrícula semelhante e foi desenhado com uso de trigonometria esférica. Na verdade, examinando-se bem, descobrimos que compartilha de tantos aspectos de mapas europeus e do Oriente Próximo que só uma explicação parece aceitável: esse mapa e os outros devem ter se originado de uma fonte comum. Parece, mais uma vez, que temos diante de nós um fragmento remanescente dos conhecimentos científicos de uma civilização desaparecida. Mais do que isso, parece que essa civilização deve ter
sido, pelo menos em alguns aspectos, tão avançada quanto a nossa, e que seus cartógrafos “mapearam virtualmente todo o globo com um nível geral uniforme de tecnologia, com métodos semelhantes, e igual conhecimento de matemática e, provavelmente, com os mesmos tipos de instrumentos”.

O mapa chinês indica ainda outra coisa: um legado global deve ter sido transmitido – um legado de valor inestimável, incluindo, com toda probabilidade, muito mais do que conhecimentos geográficos sofisticados. Poderia uma parte desse legado ter sido distribuída no Peru pré- histórico pelos denominados “viracochas”, estranhos, misteriosos
indivíduos barbudos que se dizia ter vindo do outro lado do mar, em uma” época de trevas”, para restabelecer a civilização após uma grande calamidade na terra? Resolvi ir ao Peru para ver o que poderia descobrir.


Saiba mais, leitura adicional:

Permitida a reprodução desde que mantida na formatação original e mencione as fontes.

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