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Buraco na camada de ozônio de grandes proporções surge no Ártico

Posted by on 02/04/2020

Novo buraco na camada de ozônio (em azul) sobre o Ártico (Foto: Reprodução/Nature)Um raro e inédito buraco no ozônio – provavelmente o maior já registrado no norte – foi aberto nos céus acima do Ártico. Ele rivaliza com o buraco de ozônio antártico mais conhecido que se forma no hemisfério sul a cada ano.  Atualmente, os níveis recorde de ozônio se estendem por grande parte do Ártico central, cobrindo uma área cerca de três vezes o tamanho da Groenlândia (ver “Abertura do Ártico”). O buraco não ameaça a saúde das pessoas e provavelmente se romperá nas próximas semanas. Mas é um fenômeno atmosférico extraordinário que será registrado nos livros de registro e sua ocorrência surpreendeu os cientistas.

Edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch

Buraco de grandes proporções na camada de ozônio se abre no Ártico. Segundo cientistas, a temperatura da região não é propícia para esse tipo de reação atmosférica — mas condições climáticas este ano provocaram o fenômeno

Fonte:  https://revistagalileu.globo.com/  –  Nature.

Um novo e gigantesco buraco na camada de ozônio foi detectado, desta vez no Ártico, segundo um artigo publicado no último dia 27 de março na revista Nature. O fenômeno é o maior já registrado na região, mas ao que tudo indica, está se recuperando rapidamente. 

O ozônio é um gás que compõe a atmosfera e tem como função filtrar a radiação ultravioleta, nociva aos seres vivos. Todos os anos, na Antártica, o frio extremo faz com que nuvens de alta altitude se formem no Polo Sul. Componentes químicos como cloro e bromo, resíduos de atividades industriais humanas, reagem na superfície dessas nuvens e “comem” a camada de ozônio, situada entre 10 km e 50 km acima do solo.

Só que, no Ártico, essas condições atmosféricas são mais raras, porque lá as temperaturas variam mais (entre quente e frio) e essa destruição do ozônio acaba não acontecendo. Mas, de acordo com o artigo da Nature, em 2020, ventos vindos do oeste prenderam ar frio sobre o ártico em um vórtice polar (um ciclone), permitindo que nuvens se formassem e propiciassem, assim, as reações que levam à destruição da camada de ozônio.

A camada de ozônio é uma camada desse gás que envolve a Terra e a protege de vários tipos de radiação, sendo que a principal delas, a radiação ultravioleta, é a principal causadora de câncer de pele. 

Pesquisadores que monitoram frequentemente esse fenômeno com balões atmosféricos registraram uma queda de até 90% na quantidade de ozônio no fim de março. Geralmente, eles registram cerca de 3,5 partes por milhão (ppm) de ozônio, agora eles constataram apenas 0,3.

“O buraco no ozônio do Ártico não é uma ameaça à saúde porque está localizado sobre áreas de alta latitude que são pouco povoadas”, disse Markus Rex, cientista atmosférico do Instituto Alfred Wegener, à revista Nature. Além disso, as temperaturas começam a subir com o fim do inverno, dissolvendo o vórtice polar e recuperando a camada. 

É perigoso?

As coisas teriam sido muito piores este ano se as nações não tivessem se reunido em 1987 para aprovar o Protocolo de Montreal, o tratado internacional que suspende o uso de produtos químicos que destroem a camada de ozônio, diz Paul Newman, cientista atmosférico do Goddard Space Flight Center da NASA em Greenbelt, Maryland. O buraco na camada de ozônio da Antártica está agora a caminho da recuperação – o buraco do ano passado foi o menor já registrado – mas levará décadas para que os produtos químicos desapareçam completamente da atmosfera.

O buraco no ozônio do Ártico não é uma ameaça à saúde porque o Sol está apenas começando a subir acima do horizonte em altas latitudes, diz Rex. Nas próximas semanas, há uma pequena chance de o buraco ser desviado para latitudes mais baixas em áreas mais populosas – nesse caso, as pessoas podem precisar aplicar protetor solar para evitar queimaduras solares. “Não seria difícil lidar com isso”, diz Rex.

A região mais afetada pela destruição da camada de ozônio é a Antártida no polo sul. Nessa região, principalmente no mês de setembro, quase a metade da concentração de ozônio é misteriosamente sugada da atmosfera. 

As próximas semanas são cruciais. Com o sol subindo lentamente, as temperaturas atmosféricas na região do buraco na camada de ozônio já começaram a aumentar, diz Antje Inness, cientista atmosférica do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo em Reading, Reino Unido. O ozônio poderá em breve começar a se recuperar à medida que o vórtice polar se romper nas próximas semanas.

“No momento, estamos apenas observando ansiosamente o que acontece”, diz Ross Salawitch, cientista atmosférico da Universidade de Maryland em College Park. “O jogo ainda não acabou.”

Permitida a reprodução desde que mantida a formatação original e mencione as fontes.

thoth(172x226)www.thoth3126.com.br

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