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Clima: Qual a causa da onda de calor ‘infernal’ que atinge a Europa?

Posted by on 02/07/2019

De Paris (França) a Berlim (Alemanha) e Málaga (Espanha), as cidades europeias tentam proteger seus habitantes da onda de calor extremo que atinge o continente e que alguns meios de comunicação descrevem como “infernal”. Na Alemanha, a onda de calor é tão intensa que começou a derreter o asfalto de uma rodovia no centro do país e levou as autoridades a reduzir os limites de velocidade. As autoridades francesas criaram “refúgios frescos” e instalaram centenas de fontes adicionais de água em Paris para evitar a repetição da devastadora onda de calor de 2003, que causou pelo menos 15 mil mortes no país.

Edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch

O que causa a onda de calor ‘infernal’ que atinge a Europa?

Fonte:  https://www.bbc.com/

A temperatura chegou na quarta-feira a 38,6º C na cidade alemã de Coschen, perto da fronteira com a Polônia. Na França, as escolas permanecem fechadas e espera-se que os termômetros registrem até 44,1º C na sexta-feira em algumas regiões do sul.

Ondas de calor no início do verão estão associadas a níveis mais altos de mortalidade do que no período final da estação, de acordo com um estudo

Neste ano, três pessoas morreram nas praias francesas quando mergulharam para tentar se refrescar. Embora não tenha sido confirmado que as mortes foram causadas pela onda de calor, as autoridades emitem diversos alertas sobre os perigos de “choque térmico”, especialmente para os idosos, que pode ocorrer quando o calor do corpo entra em contato com a água a uma temperatura consideravelmente menor.

As autoridades francesas criaram “refúgios frescos” e instalaram centenas de fontes adicionais de água em Paris para evitar a repetição da devastadora onda de calor de 2003, que causou pelo menos 15 mil mortes no país.

Mas essa onda ocorreu em agosto. E alguns especialistas apontam que a atual onda de junho pode ser especialmente perigosa porque as pessoas tiveram menos tempo para adaptar gradualmente sua fisiologia ao calor do verão.

Em seu relatório de 2015 sobre ondas de calor, a Organização Meteorológica Mundial e a Organização Mundial da Saúde observaram que as ondas de calor no início do verão estão associadas a níveis mais altos de mortalidade do que aquelas que ocorrem mais tarde com as mesmas temperaturas.

A França tomou medidas de emergência para não repetir a tragédia da onda de calor de 2003, que causou cerca de 15 mil mortes.

Mas qual é a causa das incomuns temperaturas de junho?  A onda de calor que atinge a Europa nesta semana “não tem uma causa única”, explicaram especialistas à BBC Mundo.

Clima e tempo

“Há dois fatores por trás da atual onda de calor”, disse Dann Mitchell, professor de ciência atmosférica da Universidade de Bristol, na Inglaterra. “Um dos fatores é que as temperaturas globais estão aumentando em todos os lugares. Elas já aumentaram perto de um grau em relação à era pré-industrial devido às mudanças climáticas, e isso tornou a onda de calor ainda mais quente”.

O segundo fator não tem a ver com as mudanças climáticas, uma tendência de longo prazo, mas com o tempo, um termo que se refere aos impactos do dia-a-dia. “O padrão do tempo é muito sério”, disse Mitchell.

“Uma onda atmosférica (ondas de grande escala que, embora não as vejamos, estão ali) causaram um deslocamento de corrente chamado jet stream (um fluxo de ar rápido e estreito na atmosfera”).

Esse deslocamento “causou um corte entre duas zonas, uma área de baixa pressão na Europa Ocidental e um sistema de alta pressão localizado sobre o resto da Europa, e entre esses dois sistemas o ar muito quente que se origina no Saara é sugado para o norte”.

Termômetro marca 35º C às 21h05

Na quarta-feira, o calor intenso não deu trégua em Paris, mesmo no final do dia e começo da noite 

O deserto do Saara e a seca

A reportagem da BBC Mundo também consultou David Barriopedro, pesquisador do Instituto de Geociências, um centro misto do Conselho Superior de Investigações Científicas da Espanha e da Universidade Complutense de Madri.

“Ondas de calor, como muitos outros fenômenos extremos, são geralmente o resultado de uma combinação de fatores, cuja interseção leva ao evento extremo”, disse o cientista.

“Neste caso, a onda de calor está associada a uma intrusão excepcional de ar quente do norte da África, desde o deserto do Saara.” “Esta é uma expansão ao norte do cinturão subtropical de altas pressões (massas de ar muito quentes e secas) através do que é conhecido como dorsal subtropical (em inglês, subtropical ridge).”

Pessoas se refrescam em equipamentos que disparam água

Em algumas cidades francesas foram instalados tubos que liberam um spray refrescante

“Essas ondas têm a forma de um V invertido (como a crista de uma onda) e são traduzidas em altas pressões em latitudes médias. Essas altas pressões serão especialmente altas e se instalarão (ou estagnarão) na Europa por vários dias (um fenômeno que às vezes também é chamado de “bloqueio” atmosférico), dando origem a uma mega onda de calor (ondas de calor que são especialmente intensas, duradouras e afetam grandes regiões simultaneamente).

Barriopedro disse que pode haver outros fatores que intensificam o aumento das temperaturas.

“Por exemplo, foi demonstrado que as condições da seca na Europa durante os meses chuvosos que antecedem o verão (inverno e primavera) podem favorecer a ocorrência ou, pelo menos, ampliar a magnitude das ondas de calor.”

“Grande parte da Europa está passando por uma seca severa, com condições extremamente secas no período de inverno e primavera de 2019.”

Mudanças climáticas

Os cinco verões mais quentes da Europa desde o ano 1500 foram registrados a partir do início deste século, em 2002, 2003, 2010, 2016 e 2018. “Ondas de calor sempre aconteceram no passado, mas a probabilidade de elas acontecerem é maior devido à mudança climática”, disse Mitchell.

Animal deitado enquanto recebe creme

Funcionária de zoológico na Alemanha tenta passar protetor solar em uma anta

Barriopedro, por outro lado, disse à BBC Mundo que “a mudança climática antropogênica (causada pelo aumento das concentrações de gases do efeito estufa) é uma realidade que já estamos sofrendo”. E um dos seus sintomas é o “aumento da frequência, intensidade e duração das ondas de calor”.

“A questão é até que ponto temos mudado a probabilidade de que esses eventos ocorreram. Não seria prudente dar uma figura a priori, mas em estudos de outras ondas de calor catastróficas (como as megaondas de calor de 2003, 2010), ou outros mais recentes como o de 2017, os estudos concluíram que as atividades humanas haviam (pelo menos) duplicado a probabilidade de ocorrência dessas ondas de calor*. Não seria despropositado obter um resultado semelhante para este evento.”

“Elas serão a regra no futuro.Teremos que mudar o modo como vivemos, trabalhamos, nos vestimos, viajamos, mudamos nossos hábitos e paramos de pensar que esses episódios são excepcionais.”

Barriopedro disse que as projeções da mudança climática para o século 21 indicam que “as ondas de calor serão mais frequentes, intensas e duradouras”.

A grandes e intensas ondas de calor “serão a regra, o normal no futuro”

Mitchell explicou à BBC Mundo que as ondas de calor “serão a regra no futuro”, mesmo se houver uma rápida transição para as energias renováveis, já que os gases do efeito estufa, como o dióxido de carbono, “podem permanecer na atmosfera por mais de mil anos”.

O cientista da Universidade de Bristol disse que especialmente em lugares acostumados a altas temperaturas, como o sul da Espanha, “é importante que as pessoas entendam que um aumento de um grau em relação ao que estão acostumados pode ser muito prejudicial à fisiologia humana”.

“Devemos estar atentos e fazer intervenções o mais rápido possível”, disse a ministra francesa da Saúde, Agnès Buzyn, nesta semana.

*(Sanchez-Benítez et al., Geophysical Research Letters)


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Isto é tudo pessoal, o Tempo acabou!

“Haverá muitas mudanças dramáticas no clima do planeta, muitas mudanças nas condições meteorológicas  na medida em que o tempo da grande colheita se aproxima muito rapidamente ao longo dos próximos anos. Você vai ver a velocidade do vento em tempestades ultrapassando 300 milhas (480 quilômetros) por hora, às vezes. Deverão acontecer fortes tsunamis e devastação generalizada NAS REGIÕES COSTEIRAS, e emissão de energia solar (CME-Ejeção de Massa Coronal do Sol)  que fará  importante fusão e derretimento das calotas de gelo nos polos, e subseqüente aumento drástico no nível do mar, deixando muitas áreas metropolitanas submersas em todo o planeta“.  SAIBA MAIS no LINK 


Muito mais informações, LEITURA ADICIONAL:

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