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Furacão Harvey, as mudanças climáticas intensificaram a tempestade?

Posted by on 30/08/2017

Embora os cientistas ainda não consigam quantificar relação entre alterações climáticas e fenômenos climáticos extremos, especialista aponta aquecimento global como provável fator envolvido em efeitos devastadores de furacão no Texas. 

Em entrevista à DW, os especialista Andrew King, pesquisador de extremos climáticos na Universidade de Melbourne, afirma ser provável que as mudanças climáticas tenham intensificado as chuvas extremas no Texas.

Edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch

As Mudanças climáticas intensificaram a tempestade Harvey?

Fonte: http://p.dw.com/p/2j0qC

Enquanto o furacão Harvey, transformado em tempestade tropical ao atingir a costa americana, assola o estado do Texas, surgem muitas perguntas sobre a relação entre as mudanças climáticas e as chuvas sem precedentes registradas na região.

Em entrevista à DW, Andrew King, pesquisador especialista de extremos climáticos na Universidade de Melbourne, afirma ser provável que as mudanças climáticas tenham intensificado as chuvas extremas no Texas. Ele acredita que, no futuro, será possível detalhar essa influência e alerta para a tendência de aumento de frequência e intensidade de furacões.

Equipes de resgate “navegam” nas ruas de Spring, no Texas, em meio a inundações provocadas pela tempestade Harvey

DW: Furacões são um fenômeno normal nesta época do ano no Golfo do México, e esta não é a primeira vez que o Texas é afetado. Mas é possível estabelecer uma ligação entre esta tempestade e as mudanças climáticas?

Andrew King: É bastante difícil estabelecer uma relação entre essa tempestade específica e as mudanças climáticas. Essas grandes tempestades tropicais ocorrem naturalmente. No entanto, sabemos que existe uma tendência de longo prazo de aumento da frequência e intensidade de furacões na bacia do Atlântico Norte. É provável que haja componentes ligados às mudanças climáticas nessa tendência.

No caso do furacão Harvey, o grande impacto é causado pela chuva em áreas mais para o interior. É provável que as mudanças climáticas tenham intensificado um pouco as chuvas extremas. É difícil quantificar o quanto exatamente elas contribuíram, mas provavelmente houve uma ligeira contribuição.

Aparentemente, as marés de tempestade também são intensificadas pelas alterações no clima. Como as mudanças climáticas afetam os oceanos nesse sentido?

Temos essa tendência geral de aumento do nível do mar. Sabemos que a média global do nível do mar está aumentando e que o nível do mar está crescendo na maioria dos lugares ao redor do mundo. E isso significa que quando temos uma tempestade como a causada pelo Harvey ou outro grande furacão, como o Sandy ou o Katrina, a maré de tempestade que teria acontecido de qualquer forma é ainda maior.

Isso porque o nível do mar, por si só, já subiu uma quantidade substancial, o que contribui para as marés de tempestade. E uma pequena elevação na maré de tempestade também significa que haverá um grande aumento no espaço afetado pela onda da maré, então, ela pode atingir muito mais áreas para além da costa.

As pesquisas científicas que ligam mudanças climáticas a eventos climáticos extremos está, gradualmente, se tornando mais precisa. Em que medida os pesquisadores do clima conseguem ligar as mudanças climáticas a eventos climáticos específicos?

Depende quase 100% do tipo de fenômeno climático. No caso de eventos de calor ou precipitação extrema, isoladamente, conseguimos determinar o papel das mudanças climáticas até que com bastante clareza usando simulações com modelos climáticos. Grandes ondas de calor são bastante fáceis de analisar, chuvas locais extremas são um pouco mais difíceis.

Tempestades tropicais ou furacões como o Harvey são muito mais complicados. Isso porque há uma confluência de vários fatores diferentes envolvidos. Ciclones tropicais se formam inicialmente como resultado de temperaturas do mar elevadas e baixas variações de corrente de vento na atmosfera, e então eles se deslocam para diferentes lugares e atingem diferentes intensidades. Portanto, é muito mais difícil determinar o papel das mudanças climáticas.

Imagem da Nasa mostra furacão Harvey na sexta feira, 25-08-2017

Nossos modelos climáticos, embora sejam aprimorados o tempo todo, provavelmente ainda não são satisfatórios o suficiente para realmente poderem confirmar o papel das mudanças climáticas – ou pelo menos quantificar o papel delas nesse tipo de evento extremo. No caso de outros eventos climáticos extremos, como ondas de calor, frequentemente conseguimos fazer rapidamente essas quantificações alguns dias após o evento. Isso não será possível com o furacão Harvey.

Você acredita que a tecnologia para produzir modelos climáticos se desenvolverá no futuro?

Acho que iremos caminhar de alguma forma para responder esse tipo de questão e descobrir o papel das mudanças climáticas nesse tipo de tempestade tropical. Mas levará algum tempo. Exigirá melhores modelos climáticos. Possivelmente também exigirá técnicas ligeiramente diferentes na maneira como realizamos esse tipo de análise.

Na maioria desses estudos, estamos olhando para variáveis contínuas. Mas ciclones tropicais obviamente não são um evento contínuo: ou acontecem, ou não acontecem. E eles se formam em lugares diferentes. Então técnicas estatísticas diferentes podem ser necessárias para que se descubra devidamente a influência das mudanças climáticas nessas tempestades. Seremos capazes de fazer isso no futuro – mas ainda não chegamos lá.

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Imagens do Furacão Harvey ao atingir o Texas

O que pode ser feito para ajudar cidades ao redor do mundo a lidar melhor com esse tipo de evento climático extremo?

Certamente a tecnologia pode ajudar a mitigar alguns impactos dessas tempestades. Podemos usar barragens, por exemplo, para limitar os efeitos da maré de tempestade. Mas isso tem limites. Seria muito caro fazer isso em todo lugar.

Para cidades como Houston, podemos usar soluções de engenharia. Outros tipos de soluções também podem ser consideradas como formas de tornar superfícies mais permeáveis. Talvez possamos parar de expandir cidades localizadas em áreas vulneráveis. Entre as grandes cidades dos Estados Unidos que crescem mais rápido, Houston fica em segundo lugar. Talvez esse não seja o caminho certo. Em vez disso, talvez devêssemos construir ou expandir outras cidades em locais menos vulneráveis.


Piores efeitos do furacão Harvey ainda estão por vir, alertam autoridades

Especialistas preveem mais inundações no Texas e recorde de chuvas nos próximos dias. Número de mortos em consequência do fenômeno tropical deve subir. Governador amplia estado de desastre a 54 condados.

O furacão Harvey ganhou leve força nesta segunda-feira (29/08) ao retornar para a área mais quente do Golfo do México, de acordo com o Centro Nacional de Furações dos EUA. Os meteorologistas esperam que o furacão permaneça sobre a água com ventos de aproximadamente 72 quilômetros por hora durante 36 horas e, depois, retorne ao continente a leste de Houston em alguém momento desta quarta-feira. Em seguida, o fenômeno seguirá para o norte e perderá força.

Entretanto, antes que o furacão deixe o litoral do estado do Texas, mais de 50 centímetros de chuva podem cair na região, alertou o diretor do Serviço Nacional de Meteorologia, Louis Uccellini. Isso significa que as inundações vão piorar nos próximos dias e que as águas devem demorar a baixar mesmo depois que o Harvey finalmente deixe a região.

FURACÃO DEIXA RASTRO DE DESTRUIÇÃO NO TEXAS: A tempestade também deixou pelo menos 300 mil residências sem eletricidade no Texas. Centenas de casas foram danificadas. Mais de 4 mil detentos de prisões ao sul de Houston foram evacuados das unidades por causa do aumento de nível de um rio da região.

O furacão Harvey tem causado inundações sem precedentes, afetando sobretudo a área metropolitana de Houston, onde residem 2,3 milhões de pessoas e a água já atingiu mais de um metro de altura.

Em algum momento nesta terça-feira (29/08) ou início de quarta-feira, partes da área de Houston provavelmente quebrarão o recorde de quase 40 anos de precipitações causadas por um fenômeno tropical nos EUA. A marca atual é de 48 polegadas (1,2 m), causada pela tempestade tropical Amelia, em 1978, também no Texas.

Harvey é o furacão mais intenso a atingir os Estados Unidos em 13 anos e o mais forte a atingir o Texas desde o furacão Carla, em 1961 – o mais poderoso já registrado no estado texano. Ao tocar a terra no último fim de semana, o Harvey perdeu força e se transformou em tempestade tropical.

No estado vizinho de Louisiana, as imagens de devastação em Houston trouxeram à tona memórias dolorosas para muitos sobreviventes do furacão Katrina, de 2005. “Realmente provocou muitas emoções e sentimentos pelo que as pessoas estão tendo que passar agora em Houston”, disse o morador Ray Gratia, enquanto pegava alguns sacos de areia para proteger sua casa em Nova Orleans, que inundou durante o Katrina.

Escombros: Muitas localidades afetadas pela passagem do ciclone, como Rockport (foto), amanheceram no sábado com árvores derrubadas, telhados arrancados, botes virados e escombros nas ruas. “Há uma extensa devastação”, declarou o prefeito Charles Wax.

Em Washington, o governo do presidente Donald Trump assegurou ao Congresso que o saldo de 3 bilhões de dólares no fundo para desastres da Agência Federal para a Gestão de Emergências (Fema) é suficiente para lidar com as necessidades imediatas, como remoção de detritos e abrigo temporário para residentes deslocados.

Ainda na segunda-feira, a Casa Branca comunicou que o presidente e a primeira-dama, Melania Trump, visitarão as cidades texanas de Corpus Christi e Austin nesta terça-feira. Eles receberão resumos de líderes e organizações locais sobre os esforços de ajuda e resgate.

Milhares de resgates e chamados

O prefeito de Houston, Sylvester Turner, afirmou que o total de pessoas resgatadas já passa de 3 mil. Em entrevista coletiva, Turner indicou estarem pendentes pelo menos 150 pedidos de resgate urgentes. Mais de oito mil pessoas foram alocadas a abrigos temporários.

 A Guarda Costeira dos Estados Unidos disse receber mais de mil telefonemas por hora. Autoridades americanas informaram que em Houston mais de 100 mil residentes continuam sem energia elétrica, dada a dificuldade de acesso às zonas mais afetadas por causa das inundações.

Águas já atingiram um metro de altura em Houston

O governador do Texas, Greg Abbott, estendeu a declaração de estado de desastre a 54 de condados, adicionando mais quatro (Angelina, Trinity, Sabine e Orange), medida que facilita ao estado texano a gestão dos recursos essenciais para busca, salvamento e assistência.

O Harvey tocou terra na noite de sexta-feira na localidade costeira de Rockport, situada a cerca de 360 quilômetros a sudoeste de Houston, como um furacão de categoria 4 na escala de intensidade de Saffir-Simpson, que tem um máximo de 5. 

Apenas três mortes foram confirmas, mas há relatos não confirmados de apessoas desaparecidas e de prováveis mortes ligadas ao furacão Harvey – como, por exemplo, uma van com seis pessoas que literalmente naufragou ao tentar escapar das inundações, segundo um parente. Citando autoridades locais, o jornal The New York Times fala em dez mortos.

“Sabemos que neste tipo de acontecimento, infelizmente, o número de mortos costuma subir“, disse o chefe da polícia de Houston, Art Acevedo. “Estou realmente preocupado com quanto corpos iremos encontrar.” PV/lusa/efe/ap/afp    


“Haverá muitas mudanças dramáticas no clima do planeta, muitas mudanças nas condições meteorológicas  na medida em que o TEMPO DA GRANDE COLHEITA se aproxima RAPIDAMENTE ao longo dos próximos anos. Você vai ver a velocidade do vento em tempestades ultrapassando 300 milhas (480 quilômetros) por hora, às vezes.

Deverão acontecer fortes tsunamis e devastação generalizada NAS REGIÕES COSTEIRAS, e emissão de energia solar (CME-Ejeção de Massa Coronal do Sol)  que fará  importante fusão e derretimento das calotas de gelo nos polos, e subseqüente aumento drástico no nível do mar, deixando muitas áreas metropolitanas submersas em todo o planeta“. Saiba mais AQUI 


Muito mais informações, LEITURA ADICIONAL:

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