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Gaza “arde” mais que Hollywood, mas não há ninguém para apagar as chamas…

Posted by on 14/11/2018

O mundo esta fixado e lamentando os incêndios florestais em Hollywood que esta transformando em cinzas muitas mansões de “estrelas de cinema”. Com suprema ironia, alguns destes imóveis pertencem àquelas mesmas “estrelas” que ajudaram a levantar milhões de dólares em doações de fundos para armar o Exército israelense (IDF-Israel Defense Force), que agora está queimando as choupanas dos palestinos residentes em ataques ao “gueto da Faixa de Gaza”.

Tradução, edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch

Gaza “arde” mais que Hollywood, mas não há ninguém com “interesse” para apagar as chamas

Fonte: https://www.rt.com/

Em 13 nov, 2018, por George Galloway para RT

Os astros de Hollywood têm seguro, é claro, e outras casas também, às vezes muitas delas. Os moradores de Gaza não têm nenhum dos dois.  Os corajosos bombeiros da Califórnia estão bem equipados e têm o vento da esperança de milhões de simpatizantes empurrando às suas costas. Mas não há bombeiros em Gaza.

Os casebres de Gaza são, infelizmente, bem conhecidos para mim, desde muito antes de o Hamas existir. Na verdade, vi o Hamas nascer e Israel foi a parteira. Eu era camarada de Yasser Arafat, então presidente da OLP secular, um nacionalista árabe, cujo comitê executivo consistia de nacionalistas árabes e esquerdistas alinhados com Moscou, como a FPLP liderada pelo falecido Dr. George Habash.

Israel temia esse então Zeitgeist no mundo árabe, então eles se voltaram, como os ingleses haviam tentado antes para minar o presidente Nasser do Egito, para os islamitas. A Irmandade Muçulmana, uma cliente dos britânicos no Egito, tinha irmãos em Gaza, é claro. Esses irmãos se tornaram o Hamas com a total cooperação de Israel.

Vi com meus próprios olhos o desenvolvimento aberto do islamismo em Gaza, uma briga contra Arafat e a OLP. Enquanto os cárceres (e os cemitérios) estavam cheias de homens da OLP, as estradas estavam repletas de veículos da sociedade islâmica. As comunidades eram servidas por escolas islâmicas, hospitais e instituições da sociedade civil de todos os tipos. Permitido, encorajado, às vezes financiado por Israel. Foi para dividir e governar em perfeita harmonia.

Claro, isso foi há quase 40 anos e nenhum dos líderes do Hamas ainda está vivo hoje – de uma forma ou de outra forma todos mortos. O Hamas Israel pensou que estava se desenvolvendo como um cliente há muito tempo superou esse papel e agora é uma força de combate formidável que pode ser abatida do ar (juntamente com qualquer um que estiver próximo), mas no chão, cara a cara, não é assim tão fácil.

A IDF (Forças Militares de Israel) envia tanques para a fronteira de Gaza, preparando-se para potencial ataque terrestre completo:

Enquanto um cessar-fogo estava em vigor e conversas de paz estavam ocorrendo no Cairo entre Israel e o Hamas, Netanyahu enviou um comando especial das forças secretas militares para Gaza para assassinar um comandante militar do Hamas e no tiroteio que o acompanhava, um comandante israelense também foi morto. E o inferno se liberou na região. Enquanto escrevo, os cachorros da guerra foram soltos e o caos se segue.

Mísseis do Hamas cada vez mais precisos foram disparados com maior precisão e quantidade. Aviões de guerra israelenses estão decolando e bombardeando Gaza como se não houvesse amanhã (com uma garantia ilimitada de Donald Trump). Esta semana, a estação de televisão palestina Al Aqsa foi eviscerada em um ataque aéreo sobre o qual o governo israelense se vangloriou no Twitter. Como a TV iugoslava em Belgrado, como a emissora de TV Al Jazeera, em Bagdá, o massacre de senhoras  o departamentos de maquiagem, de operadores de câmera e, é claro, de jornalistas provocou apenas silêncio sepulcral dos meios de comunicação ocidentais.

O quarto poder (o jornalismo), justamente escandalizado pelo sequestro, tortura, assassinato e desmembramento do jornalista colunista do Washington Post, Jamal Khashoggi, não se importa com o desmembramento e o assassinato de jornalistas palestinos.


A solidariedade da mídia, desencadeada pela atitude de Donald Trump de retirar as credenciais da Casa Branca ao jornalista da CNN Jim Acosta, de quem nenhum de nós jamais ouvira falar, trabalhando para uma estação que nenhum de nós jamais assistiu, foi impressionante. A retirada do sangue da vida das mulheres palestinas trabalhadoras da TV nem chegou a ser notícia, especialmente na CNN.

Para eles, como acontece com as outras máquinas ocidentais de notícias falsas (e controladas), o relógio começa a bater quando Israel diz que sim e quando Israel “responde” à uma agressão. Que a resposta de Israel é uma resposta a uma provocação, não importa nem um pouco nem mais nada.  Em todo caso, ninguém que trabalha na (protituída) mídia ocidental hoje sabe ou se importa com a causa raiz disso tudo que é a existência do enclave de arame farpado chamado Faixa de Gaza.

Dois milhões de palestinos trancados em uma pequena faixa de terra (é chamada de Faixa de Gaza por uma razão) sem entrada ou saída garantida e esmagadoramente recusada. Oitenta por cento desses dois milhões são refugiados lá, olhando através do arame farpado em sua própria propriedade, agora ocupada por outros. Quando se aproximam da cerca, são impiedosamente abatidos por atiradores de elite que até mesmo filmam os abates e colocam no Youtube em meio às suas gargalhadas.

Gaza se assemelha a um campo de concentração, a história se repete ….ad nauseam (CLIQUE PARA AMPLIAR)

Desde março, dezenas de milhares de palestinos foram feridos na cerca de Gaza. Centenas foram mortos, incluindo crianças, mulheres, enfermeiras e, claro, a imprensa. Centenas de membros foram amputados, muitos foram cegados, ficaram sem olhos em Gaza. Eles estavam desarmados, em seu “próprio território” e não chegaram remotamente à cerca que, inteira e unilateralmente, os israelenses demarcaram como sua fronteira.

Durante os últimos dez anos ou mais, os palestinos em Gaza sofreram com um frio intenso no inverno e minguam assando de calor no verão, com o fornecimento de eletricidade controlado deliberadamente por Israel. Muitas vezes não há nenhum fornecimento de energia, na melhor das hipóteses, quatro horas por dia. Suprimentos médicos e alimentos freqüentemente perecem quando a refrigeração falha.  Israel também controla o abastecimento de água e a maior parte da Faixa de Gaza nunca tem acesso a água potável limpa.

Mesmo o mar ao largo de Gaza é controlado sem remorsos, com abundantes reservas de peixe, apenas aproveitáveis ​​pelos pescadores, que pescam correndo o risco de perderem as suas vidas.  É um gueto de sofrimento supurado. É uma crucificação de uma população inteira. Mas essa ainda não é toda a história.

A história toda vai muito além e está além do escopo deste artigo. A Palestina não existe mais, foi varrida do mapa. Seu povo está espalhado pelos quatro cantos da terra como exilados e refugiados, ou vive nos Bantustões da Cisjordânia, na “Cidade {maldita} Santa” de Jerusalém, ilegalmente anexada, ou em Gaza sitiada.

Até que isso seja resolvido e enquanto um único palestino permanecer vivo, haverá resistência, haverá problemas. É essa história que todos os governos do mundo e todas as suas “instituições” falharam singularmente em abordar de maneira significativa.  E por enquanto, e para o futuro, haverá muito lamento, o rasgar de roupas (e despedaçar de corpos) e ranger de dentes na {maldita} “Terra Santa”.

George Galloway foi membro do Parlamento Britânico por quase 30 anos. Ele apresenta programas de TV e rádio (inclusive em RT). Ele é cineasta, escritor e renomado orador.


A Matrix (o SISTEMA de CONTROLE): “A Matrix é um sistema de controle, NEO. Esse sistema é o nosso inimigo. Mas quando você está dentro dele, olha em volta, e o que você vê? Empresários, professores, advogados, políticos, carpinteiros, sacerdotes, homens e mulheres… As mesmas mentes das pessoas que estamos tentando salvar.  “Mas até que nós consigamos salvá-los, essas pessoas ainda serão parte desse sistema de controle e isso os transformam em nossos inimigos. Você precisa entender, a maioria dessas pessoas não está preparada para ser desconectada da Matrix de Controle. E muitos deles estão tão habituados, tão desesperadamente dependentes do sistema, que eles vão lutar contra você  para proteger o próprio sistema de controle que aprisiona suas mentes …”


Saiba mais, leitura adicional:

Permitida a reprodução, desde que mantido no formato original e mencione as fontes.

www.thoth3126.com.br

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