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Inédito e sem precedentes, grandes incêndios florestais devastam vastas regiões do planeta

Posted by on 22/08/2019

Nós nunca vimos nada assim antes. Esta semana, os céus de  São Paulo, a maior cidade do Brasil ficaram negros no meio da tarde devido aos enormes incêndios florestais sem controle que estão ocorrendo no norte do país e na Bolívia. Mas os incêndios não estão acontecendo em nenhum lugar perto de São Paulo. Na verdade, a fumaça que deixava os céus escuros em meio à tarde na verdade vinha de incêndios que estavam acontecendo a mais de 1.600 quilômetros de distância. Você consegue imaginar o quão poderoso o fogo tem que ser para fazer isso? E não é só o Brasil – neste momento, incêndios horríveis estão queimando vastas extensões do nosso planeta, desde a América do Sul até o Ártico. Alguns dos incêndios estão produzindo tanta fumaça que você pode realmente vê-los do espaço. E, no processo, danos irreversíveis estão sendo causados ​​aos nossos ecossistemas.

Tradução, edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch

Os “Pulmões da Terra” estão literalmente queimando, incêndios florestais sem precedentes devastam absolutamente nosso planeta, desde o Ártico, Sibéria, Europa, Alasca, Américas …

Fontes: http://endoftheamericandream.com/ – https://www.bbc.com/ – https://brasil.elpais.com/


“E o primeiro anjo tocou a sua trombeta, e houve saraiva e fogo misturado com sangue, e foram lançados na terra, que foi queimada na sua terça parte; queimou-se a terça parte das árvores, e toda a erva verde foi queimada.”    Apocalipse 8:7  (ASSISTA VÍDEO NO FINAL DA MATÉRIA)


É difícil de acreditar nesses números, mas houve mais de 72.000 incêndios florestais no Brasil até agora em 2019, e na Bolívia cerca de 500 mil hectares queimam sem controle e combate do governo, e a maioria desses incêndios está acontecendo na região da floresta amazônica.

Eu entendo que muitos de vocês podem não se importar com o que acontece nas florestas do Brasil e América do Sul, mas você deveria.  Aproximadamente 60% de toda a floresta amazônica está em território brasileiro e a floresta tropical produz aproximadamente 20% de todo o oxigênio em nossa atmosfera. Então, essencialmente, os “pulmões da Terra” estão sendo queimados bem na frente dos nossos olhos …

50 grandes incêndios florestais estão queimando em uma dezena de estados dos EUA no momento. Os piores incêndios estão acontecendo no Alasca, onde “mais de 400.000 acres estão queimando …

Os incêndios estão queimando na maior taxa desde que o centro de pesquisa espacial do país, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (conhecido pela sigla INPE), começou a rastreá-los em 2013, disse o centro na terça-feira. Houve 72.843 incêndios no Brasil este ano, com mais da metade na região da Amazônia, disse o INPE. Isso é mais do que um aumento de 80% em comparação com o mesmo período do ano passado. A Amazônia é muitas vezes referida como os pulmões do planeta, produzindo 20% do oxigênio na atmosfera da Terra.

Cada minuto de cada dia, uma média de 1 ½ campos de futebol da floresta amazônica estão sendo destruídos e eliminados. Esta é uma crise em curso que não tem recebido quase a atenção que merece do resto do planeta.  Mas quando o céu sobre a região metropolitana de São Paulo de repente ficou completamente negro às três da tarde de segunda-feira, isso desencadeou um frenesi nas mídias sociais …

Os céus de São Paulo ficaram enegrecidos por cerca de uma hora por volta das 15h de segunda-feira devido a incêndios em toda a região e às condições climáticas que levaram partículas de fumaça e fuligem aos céus da cidade, provocando intensa especulação nas redes sociais sobre a razão pela qual o dia foi aparentemente transformado em noite. Vídeos e imagens postados por moradores locais retrataram cenas perturbadoras de pedestres andando sob o céu negro e carros dirigindo no meio da tarde com os faróis acesos enquanto os incêndios contínuos pela floresta amazônica levaram as hashtags #PrayforAmazonia e #PrayforAmazonas ao status viral mundial.

Infelizmente, esses incêndios não vão terminar tão cedo. Está sendo relatado que mais de 9.000 incêndios estão ocorrendo no momento, e estima-se que 640 milhões de acres tenham sido afetados por esses incêndios. Sim, você leu esse número corretamente. São inacreditáveis 640 milhões de acres. Enquanto isso, 50 grandes incêndios florestais estão queimando em uma dezena de estados dos EUA no momento. Os piores incêndios estão acontecendo no Alasca, onde “mais de 400.000 acres estão queimando” …

Em imagem de 19 de agosto, 18h, manchas vermelhas mostram alta concentração atmosférica de monóxido de carbono (CO) nos Estados do Acre, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, passando por Bolívia e Paraguai. Indicam queimadas em andamento

Em imagem de 19 de agosto, 18h, manchas vermelhas mostram alta concentração atmosférica de monóxido de carbono (CO) nos Estados do Acre, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, passando por Bolívia e Paraguai. Indicam as queimadas em andamento WINDY.COM

Múltiplos incêndios estão queimando perto da maior cidade do Alasca, e os bombeiros pediram assistência do Lower 48. Mais de 400.000 acres estão atualmente queimando, e uma das maiores preocupações é o McKinley Fire, que destruiu pelo menos 50 estruturas a cerca de 160 km. norte de Anchorage. Autoridades do município de Matanuska-Susitna declararam estado de emergência, e os bombeiros esperavam que o clima mais tranqüilo previsto para quarta-feira pudesse permitir que moradores evacuados retornassem para suas casas.

Quando penso no Alasca, penso em um lugar que é muito frio e coberto de gelo. Mas aparentemente esta quente o suficiente este ano para que incêndios florestais aconteçam destruindo centenas de milhares de acres de florestas nativas e gerando enorme quantidades de fumaça e fuligem que poluem mais ainda nossa atmosfera. E também estamos testemunhando incêndios altamente incomuns na região do outrora GELADO Ártico em 2019 …

O Ártico como um todo tem visto uma atividade excepcionalmente alta de incêndios florestais neste verão (hemisfério norte), disse Parrington, incluindo áreas como a Groenlândia, que normalmente não vê a ocorrência de incêndios. Uma estimativa descobriu que a quantidade de dióxido de carbono emitida pelos incêndios no Círculo Polar Ártico em junho de 2019 era maior do que todo o CO2 liberado no mesmo mês entre os anos de 2010 até 2018 combinados.

Parece muito estranho falar sobre “incêndios florestais no Ártico”, mas entramos em um período de tempo em que toda a nossa definição daquilo que consideramos como “normal” vai mudar (esta mudando irreversível e rapidamente). No inverno passado nós experimentamos um dos invernos mais frios dos últimos tempos, durante o primeiro semestre deste ano, o meio dos EUA experimentou chuvas e inundações sem precedentes, e agora estamos sendo informados de que no mês passado foi o mês mais quente de julho já registrado em nossa história …

Bombeiros combatem o incêndio que arrasou com centenas de hectares de floresta.

Bolívia: Bombeiros combatem incêndios que arrasam com centenas de hectares de floresta amazônica. (AFP)

A temperatura média global em julho foi 1,71 graus F acima da média do século XX de 60,4 F (15,8 C) graus, tornando-se o mês de julho mais quente no recorde de 140 anos, segundo cientistas dos Centros Nacionais de Informações Ambientais da NOAA. O mês mais quente anterior já registrado foi julho de 2016. Nove dos 10 meses mais quentes em Julho registrados ocorreram desde 2005; os últimos cinco anos foram classificados como os cinco mais quentes. No mês passado também foi o 43º  mês mais quente consecutivo de julho e o 415º mês consecutivo com temperaturas globais acima da média.

Infelizmente, muitos acreditam que este é apenas o começo. Os padrões climáticos globais estão ficando descontrolados e erráticos e, portanto, os extremos que vimos até agora podem ser apenas a ponta do iceberg surgindo do abismo que nos espreita. O ambiente de que dependemos para a vida a cada momento de todos os dias está sendo abalado, e muitos estão profundamente alarmados com o que está acontecendo com a Terra. Cada dia está sendo destruído um pouco mais de todo o meio ambiente planetário e o relógio está correndo…


O que tem causado os incêndios em grande escala no Ártico

A região do Ártico está sendo devastada por incêndios florestais – vastas áreas do norte da Sibéria, Escandinávia, Alasca e Groenlândia estão ardendo em chamas. Os incêndios na região costumam ser provocados por relâmpagos, mas neste ano a situação foi agravada pelas ondas de calor do verão.

As temperaturas estão mais altas do que a média em decorrência da mudança climática. O fogo é tão intenso que a fumaça pode ser vista até do espaço. Mark Parrington, especialista em incêndios florestais do Copernicus Atmosphere Monitoring Service (Cams), descreve o incidente como “sem precedentes”.

A fire spreading through the forests of Siberia

Incêndios florestais atingem a taiga, vegetação predominante na Sibéria

Qual a gravidade?

Há centenas de focos de incêndios consumindo a vegetação, sobretudo em regiões desabitadas do leste da Rússia, norte da Escandinávia, Groenlândia e Alasca. Mas a fumaça está afetando áreas vizinhas, encobrindo completamente alguns lugares.

Cidades do leste da Rússia registraram uma diminuição significativa na qualidade do ar desde o início dos incêndios. A fumaça teria chegado até a região russa de Tyumen, no oeste da Sibéria, localizada a seis fusos horários dos focos de incêndio na costa leste. Em junho, o fogo liberou cerca de 50 megatoneladas de dióxido de carbono – o equivalente à produção anual de carbono da Suécia, segundo a Cams.

Quão raro é isso?

Os incêndios no Ártico são comuns entre maio e outubro, e os incêndios florestais são parte natural de um ecossistema, oferecendo alguns benefícios para o meio ambiente, de acordo com o site do Alaska Centers. Eles ajudam no crescimento de capim novo e arbustos, atraindo roedores e perdizes – e, depois, raposas, martas e aves de rapina. Além disso, permite que ervas, brotos de árvores e frutas silvestres atraiam alces e ursos, e permitem uma reciclagem de nutrientes do solo.

Mas a intensidade das chamas, assim como a grande área que ocupam, tornam este episódio incomum. “É incomum ver incêndios dessa escala e duração em latitudes tão altas em junho”, diz Parrington. “Mas as temperaturas no Ártico têm aumentado a uma taxa muito mais rápida do que a média global, e as condições mais quentes favorecem os incêndios a se alastrar e perdurar, uma vez que são desencadeados”.

Bombeiro observa o fogo se espalhando na floresta

É extremamente complexo para as autoridades debelarem as chamas

A terra seca e as temperaturas extremamente mais quentes do que a média, combinadas com relâmpagos e ventos fortes, fizeram com que as labaredas se espalhassem de forma agressiva. A queima foi sustentada pelo solo da floresta, composto de turfa descongelada, exposta e seca – substância com alto teor de carbono.

Expansão perigosa

De acordo com Jonathan Amos, correspondente de ciência da BBC, satélites estão monitorando uma série de incêndios florestais novos e contínuos no Círculo Polar Ártico. “O fogo está liberando grandes volumes de dióxido de carbono e metano – reservas de carbono que, em alguns casos, estavam armazenadas no solo há milhares de anos”, afirma.

Segundo ele, os cientistas dizem que o que estamos vendo é uma evidência do tipo de reação que devemos esperar de um mundo mais quente, onde o aumento das concentrações de gases causadores do efeito estufa gera mais aquecimento, levando a condições que liberam ainda mais carbono na atmosfera. “Muitas das partículas emanadas por esses incêndios vão acabar se instalando em superfícies de gelo mais ao norte, escurecendo as mesmas e acelerando assim seu derretimento”, explica Amos. Tudo isso faz parte de um processo de expansão.

O que está sendo feito?

As autoridades russas não estão combatendo a maior parte dos incêndios, argumentando que o custo seria maior do que o dano causado pelas chamas. “Eles (os incêndios) não ameaçam nenhuma comunidade ou economia”, declarou a assessoria de imprensa do Ministério Florestal da região de Krasnoyarsk a um site de notícias siberiano.

Smoke not only endangers people's respiratory health, it can blanket ice and snow in the Arctic, leading to increased melt.

Alasca: Incêndios se espalharam por toda a região para registrar temperaturas Em 4 de julho, as temperaturas chegaram a 90 graus no Alasca pela primeira vez

As hashtags #putouttheSiberianfires (“apague os incêndios na Sibéria”) e #saveSiberianforests (“salve as florestas siberianas”) estão ganhando força no Twitter, à medida que os russos reclamam que o governo não está fazendo o suficiente para enfrentar a crise. Alguns argumentam que o incêndio que atingiu a catedral de Notre Dame, em Paris, em abril deste ano, recebeu muito mais atenção da imprensa do que os incêndios florestais.

“Vocês lembram como as notícias sobre o incêndio da Notre Dame se espalharam? Agora é hora de fazer o mesmo com os incêndios florestais na Sibéria”, escreveu um usuário. “Não vamos esquecer que a natureza não é menos importante que a história. Vários animais perderam suas casas, e muitos deles provavelmente estão mortos. Só de pensar nisso é doloroso”, dizia outro tuíte.


A Sibéria queima e a Groenlândia derrete. Uma combinação de fatores alimenta vorazmente as mudanças climáticas

O Alasca não é mais necessariamente sinônimo de frio. Anchorage, a cidade mais populosa desse Estado norte-americano localizado no canto noroeste da América, registrou em 4 de julho 32º C , uma temperatura insólita para essa latitude. Ao mesmo tempo, na Groenlândia o gelo permanente de outras épocas derrete a enorme velocidade, e na Sibéria o fogo devorou até agora quase 15 milhões de hectares, segundo o Greenpeace.

Grande parte dos incêndios florestais que assolam os vastos territórios russos ocorreram em áreas remotas, onde as autoridades nem sequer têm a obrigação de combatê-los. Ecologistas estimam que na Sibéria —onde Vladimir Putin está acostumado a fazer caminhadas e tomar sol— as florestas queimadas precisarão de mais de um século para a reposição da vegetação perdida.

Grandes áreas de florestas nativas da Rússia foram engolidas por incêndios florestais no mês passado, levando centenas de usuários de mídia social a fazer apelos às autoridades para que intensifiquem as medidas para apagar os incêndios.

Toda essa combinação de fatores alimenta vorazmente as mudanças climáticas. O pesquisador australiano John Church, ganhador do Prêmio Fronteiras do Conhecimento, alerta: “Estamos perigosamente perto de alguns limites no sistema climático”. Se não houver um forte controle do aquecimento global, o risco de expansão dos oceanos se multiplica. O coquetel formado pela concentração de gases do efeito estufa e o aumento das temperaturas da atmosfera desencadeará uma perigosa elevação do nível do mar.

Neste verão, no hemisfério norte, os alarmes começam a soar. Glaciologistas argumentam que o aquecimento no Estado do Alasca é o resultado do aumento das temperaturas no Oceano Pacífico tropical, em decorrência do incremento das emissões de gases do efeito estufa. Ao mesmo tempo, em julho, a camada de gelo da Groenlândia perdeu 197 bilhões de toneladas, o equivalente a 80 milhões de piscinas olímpicas. Se prosseguir nesse ritmo, o derretimento poderia ser o maior desde 1950, quando começaram os registros com uma metodologia confiável.

Sons de trombetas são ouvidos e gravados nos céus de Jerusalém:

A gigantesca ilha dinamarquesa —na qual Donald Trump colocou seus olhos com a intenção de comprá-la— é uma das métricas mais precisas para a medição dos estragos no planeta. Pesquisadores estimam que se todo o gelo da Groenlândia derreter, em alguns lugares do planeta o nível do mar subiria até sete metros.


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Isto é tudo pessoal, o Tempo acabou!

“Haverá muitas mudanças dramáticas no clima do planeta, muitas mudanças nas condições meteorológicas  na medida em que o tempo da grande colheita se aproxima muito rapidamente  ao longo dos próximos anos. Você vai ver a velocidade do vento em tempestades ultrapassando 300 milhas (480 quilômetros) por hora, às vezes. Deverão acontecer fortes tsunamis e devastação generalizada NAS REGIÕES COSTEIRAS, e emissão de energia solar (CME-Ejeção de Massa Coronal do Sol)  que fará  importante fusão e derretimento das calotas de gelo nos polos, e subseqüente aumento drástico no nível do mar, deixando muitas áreas metropolitanas submersas em todo o planeta“.  SAIBA MAIS no LINK


Muito mais informações, LEITURA ADICIONAL:

Permitida a reprodução desde que mantida a formatação original e mencione as fontes.

www.thoth3126.com.br

2 Responses to Inédito e sem precedentes, grandes incêndios florestais devastam vastas regiões do planeta

  1. Daniema

    Vc acha mesmo que são Paulo escureceu por causa do Norte e a nuvem passou por vários estados enormes sem ser vista? Lá escureceu provavelmente por causa da inversão magnética que esta causando todos esses abalos no planeta.

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