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Maior asteroide já visto pela NASA se aproximará da Terra na sexta-feira (01/09)

Posted by on 31/08/2017

O asteroide Florence, de 4,4 quilômetros de diâmetro, se aproximará do nosso planeta no dia 1º de setembro. Espera-se que percorra a uma distância de sete milhões de quilômetros da Terra, ou seja, 18 vezes maior do que a distância entre nosso planeta e a Lua. O Florence foi descoberto em 1981 por Schelte “Bobby” Bus, em um observatório na Austrália. O nome foi escolhido em homenagem a Florence Nightingale, fundadora da enfermaria moderna. 

Edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch

Maior asteroide já registrado pela Nasa a se aproximar da Terra “chega” nesta sexta feira

Fontes: https://br.sputniknews.com/  e  https://noticias.uol.com.br/

“O asteroide Florence é o maior asteroide a passar tão perto do nosso planeta desde o lançamento do programa da NASA para detectar e rastrear asteroides”, afirmou Paul Chodas – diretor do Centro para Estudos dos Objetos Próximos da Terra (CNEOS, sigla em inglês) da NASA.

A agência espacial norte-americana publicou um vídeo que demonstra a trajetória do asteroide, encontrado em 1981. O corpo celeste será observado por pequenos telescópios por várias noites enquanto atravessará as constelações de Peixe Austral, Capricórnio, Aquarius e Golfinho.

 

Segundo a Nasa, na próxima sexta-feira (1), um asteroide de mais de 4 quilômetros de largura vai passar pela Terra. Mas, tenha calma, ele não apresenta perigo. Será o mais próximo que esse asteroide chegará do planeta desde 1890 e continuará assim até 2500 e ele também é o maior a passar próximo ao nosso planeta já registrado pela agência espacial.

Nomeado de Florence, o asteroide fará seu percurso a uma distância de cerca de 7 milhões de quilômetros da Terra. “Apesar de vários asteroides terem passado mais perto da Terra que o Florence, todos eles eram menores”, afirma Paul Chodas, gerente do Centro de Estudos de Objetos Próximos da Terra da Nasa. Ele explicou que Florence é o asteroide que mais chegará perto da Terra desde que a agência espacial americana começou os estudos para detectar e rastrear objetos próximos ao planeta.

O Florence foi descoberto em 1981 por Schelte “Bobby” Bus, em um observatório na Austrália. O nome foi escolhido em homenagem a Florence Nightingale, fundadora da enfermaria moderna. O asteroide poderá ser visto por alguns telescópios pequenos durante alguns dias, quando passar pelas constelações de Peixe Astral, Capricórnio, Aquário e Golfinho.

Com a proximidade entre a Terra e Florence, os cientistas terão uma oportunidade de estudá-lo melhor. A NASA espera se aproveitar do acontecimento para observar o asteróide através de radares terrestres. As imagens geradas por radar podem revelar mais informações sobre Florence, como seu real tamanho e até detalhes da superfície, de uma distância menor que 10 metros. 

Os radares são usados pela Nasa no estudo de centena de asteroides. Essa tecnologia permite que quando esses corpos celestes passam próximos à Terra, os cientistas consigam estudar o tamanho, rotação, formato, força, características da superfície e tenham maior precisão sobre os detalhes de sua rota.

Muito famosos por conta do cinema, os asteroides estão no imaginário popular e, às vezes, acabam até assustando as pessoas com a possibilidade de se chocarem contra a Terra. Mas o que exatamente é um asteroide? De acordo com a Nasa, os asteroides também conhecidos por “pequenos planetas” – não tem as características para serem considerados planetas -, são resquícios de rochas que existem desde a formação do Sistema Solar, por volta de 4,6 bilhões de anos atrás. A maioria deles fica orbitando entre Marte e Júpiter (o cinturão de asteroides). O tamanho pode variar entre 952 quilômetros a menos de 1 quilômetro de diâmetro. A massa combinada de todos os asteroides existentes ainda é menor que a da Lua. 

Apesar de nos filmes de ficção científica e aventuras espaciais os asteroides serem retratados sempre próximos um do outro, na realidade eles ficam a uma distância considerável, de aproximadamente 1 a 3 milhões de quilômetros, dependendo de como o cálculo é feito. 

Pelo menos uma vez por ano, um asteroide do tamanho de um carro atinge a atmosfera terrestre, mas entra em combustão e se desintegra antes de chegar à superfície. Apenas de milhões em milhões de anos existe a possibilidade de um asteroide ameaçar à vida na Terra. Porém, os cientistas acreditam que qualquer  corpo celeste com aproximadamente 1 ou 2 quilômetros de diâmetro, pode afetar o planeta.

Asteroide que explodiu sobre a região dos montes Urais, na Rússia, na cidade de Chelyabinski, em 15 de fevereiro de 2013. Peso estimado de 17 mil toneladas. O impacto da onda de choque da explosão feriu mais de 1,5 mil pessoas e destruiu milhares de janelas na região.

Para obter mais informações sobre possíveis asteroides perigosos, a Nasa criou o Escritório de Coordenação de Defesa Planetária (PDCO), que fica em Washington nos EUA. O objetivo do PDCO é detectar com antecedência a possibilidade de asteroides ou cometas que sejam grandes o bastante para atingir a superfície da Terra. O órgão rastreia esses objetos e emite comunicados de alerta sobre possíveis impactos. A agência espacial também coordena o planejamento do governo norte-americano para agir diante de um possível impacto.

“E sobre os homens caiu do céu uma grande saraiva, pedras do peso de um talento; e os homens blasfemaram de Deus por causa da praga da saraiva de pedras; porque a sua praga era mui grande”. Apocalipse 16:21


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