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O excepcional alinhamento de Júpiter e Saturno, que não acontece desde a Idade Média

Posted by on 26/11/2020

Entre 16 e 21 de dezembro, uma grande parte dos habitantes da Terra poderá observar um fenômeno que não ocorria pelo menos desde 1623 – ou, segundo alguns astrônomos, desde o século 13: o que é conhecido como a “grande conjunção” de Júpiter [Zeus, Amon} e Saturno [Cronos]. Durante esses dias, e especialmente às noites, os dois planetas gigantes gasosos estarão alinhados de tal maneira que parecerá que formam um planeta “duplo” até que no dia de solstício de verão [21 de dezembro, hemisfério sul] eles estarão em máxima aproximação.

Edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch

O excepcional alinhamento de Júpiter e Saturno, que não acontece de tal modo desde a Idade Média

Fonte:  BBC Londres – Earth Sky

Os astrônomos usam a palavra conjunção para descrever encontros de planetas e outros objetos celestes na cúpula do nosso céu. Eles usam o termo grande conjunção para descrever os encontros dos dois maiores mundos de nosso sistema solar, o poderoso Júpiter e o glorioso planeta Saturno. 

A próxima grande conjunção de Júpiter e Saturno será em 21 de dezembro de 2020. Essa data é, coincidentemente, a data do solstício de dezembro. Será a primeira conjunção Júpiter-Saturno desde o ano 2000, e a mais próxima conjunção Júpiter-Saturno desde 1623, apenas 14 anos depois de Galileu ter feito seu primeiro telescópio. Na sua mais próxima aproximação, Júpiter e Saturno estarão separados por apenas 0,1 grau. Isso é apenas 1/5 do diâmetro da lua cheia.

Close de Júpiter e Saturno, Saturno está agora seguindo Júpiter de perto para o oeste através do céu todas as noites. Fique atento para o par à noite até o amanhecer. Embora Saturno seja facilmente tão brilhante quanto uma estrela de 1ª magnitude , o planeta anelado empalidece próximo ao planeta rei Júpiter, que supera Saturno em brilho cerca de 15 vezes

“Depois de meses de aproximação lenta, em 21 de dezembro, que coincide com o solstício de inverno [hemisfério norte], Júpiter e Saturno se reunirão em uma espetacular grande conjunção”, diz à BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC) Hernando Guarín, professor de Astronomia da Universidade del Valle, na Colômbia, e diretor da Rede Colombiana de Astronomia.

Para Guarín, a noite de 21 de dezembro será um “presente de Natal” antecipado para os fãs de astronomia. “É algo especial, porque Júpiter e Saturno são considerados os ‘reis da observação’ [a olho nu], e o fato de estarem juntos não é algo que ocorra normalmente”, diz.

Segundo Guarín, esse alinhamento e a possibilidade de vê-lo desde a Terra são excepcionais por conta do próprio movimento dos três planetas. “A Terra leva um ano para dar volta no Sol; Júpiter leva 12 anos e Saturno, 30 anos”, explica. “Isso torna difícil que o fenômeno aconteça com regularidade.”

Embora o alinhamento ocorra aproximadamente a cada duas décadas, o fenômeno deste ano tem características específicas que são inéditas há muitas centenas de anos. “Esta conjunção será excepcionalmente rara devido a quão próximos os planetas estarão entre si”, explica Patrick Hartigan, astrônomo da Universidade de Rice (EUA).

Os dois gigantes, Júpiter e Saturno em primeiro plano.

Uma conjunção com os planetas próximos entre si ocorreu em 16 de julho de 1623, mas Hartigan acha que o que vai acontecer em dezembro só tem paralelo com um fenômeno ainda mais antigo. “Seria preciso retroceder até antes do amanhecer de 4 de março de 1226 para ver um alinhamento mais próximo entre esses planetas (de modo) visível no céu noturno”, diz.

Passado 21 de dezembro, “aqueles que preferirem esperar e ver Júpiter e Saturno tão perto e mais acima no céu noturno terão que aguardar até 15 de março de 2080. Depois disso, a dupla não fará aparição semelhante até depois de 2400”, diz ele.

Para Guarín, há outro ponto a ser levado em conta.

“Podemos ver como os planetas estão se aproximando entre si. Ou seja, é um espetáculo que podemos seguir desde agora até 21 de dezembro, quando infelizmente eles voltarão a se separar”. A relevância é desde o ponto de vista científico, mas também “para as pessoas que queiram voltar a olhar para o céu”, opina Guarín.

A luminosidade de ambos os planetas no mês de dezembro tornará ainda mais simples essa observação: segundo o pesquisador, será possível ver o fenômeno a olho nu, principalmente de pontos próximos à linha do Equador, embora a visão através de um telescópio ou observatório seja muito melhor.

Mas para conseguir avistar a conjunção “é essencial ter um bom horizonte, totalmente limpo, sem nuvens, montanhas ou edifícios”. Ao mesmo tempo, Peter Lawrence, assessor editorial da revista Sky at Night, da BBC, aponta que é é preciso ter cuidado ao observar tais fenômenos com binóculos.

“Binóculos podem separar os planetas devido ao efeito ótico, por isso é melhor usar um telescópio”, afirma o astrônomo. “Com um telescópio você não verá apenas um disco duplo (dos planetas alinhados), como também poderá apreciar os anéis de Saturno e os cinturões de Júpiter.”

Permitida a reprodução, desde que mantido no formato original e mencione as fontes.

www.thoth3126.com.br

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