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Paris em Transe: Coletes Amarelos tomam cidade em novos protestos contra Macron

Posted by on 08/12/2018

“Coletes amarelos” voltam às ruas na França. Polícia age contra manifestantes que tentaram se aproximar do palácio presidencial em Paris, onde quase 500 pessoas foram presas no início dos protestos contra as políticas do presidente Emmanuel Macron. A França vive o quarto fim de semana seguido de manifestações dos chamados “coletes amarelos” contra as políticas do presidente Emmanuel Macron, com novos confrontos entre policiais e manifestantes neste sábado (08/12) nas ruas de Paris. A capital vive um dia de tensão, com grande número de lojas e atrações turísticas fechadas, inclusive a torre Eiffel e o Museu do Louvre.

Edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch

Protestos pelo quarto final de semana consecutivo reúnem milhares de pessoas em Paris sob cerco da polícia. A Torre Eiffel e outros pontos turísticos do centro de Paris estão fechados por conta das manifestações.

Fontes:  https://p.dw.com/p/39iz3  e  https://g1.globo.com/

Manifestantes vestindo os coletes amarelos que se tornaram os símbolos dos protestos se reuniram antes do amanhecer próximo ao Arco do Triunfo e em outros locais de Paris. Apesar de alguns choques com os policiais, as manifestações na capital francesa se mantiveram, em grande parte, pacíficas, possivelmente devido ao reforço massivo da segurança.

A polícia agiu com gás lacrimogêneo contra um grupo de manifestantes que avançava rumo ao Palácio do Eliseu, sede do governo francês, cercado por fileiras de policiais da tropa de choque que protegiam o perímetro em torno do centro do poder do país.

Motoristas de ambulância se juntaram ao protesto e bloquearam o trânsito no entorno da Assembleia Nacional de Paris — Foto: Reuters/Gonzalo Fuentes

Motoristas de ambulância se juntaram ao protesto e bloquearam o trânsito no entorno da Assembleia Nacional de Paris — Foto: Reuters/Gonzalo Fuentes

Uma multidão tentou chegar ao local através da avenida Champs-Élysées, mas foi bloqueada pelos policiais. Um grupo dos coletes amarelos que tentou forçar a passagem por uma barricada policial em uma rua lateral foi impedido pelas bombas de gás e pelos escudos dos policiais.

Para este sábado, Paris recebeu o reforço de 8 mil policiais. Em todo o país, 89 mil membros adicionais das forças de segurança foram acionados. No sábado passado, o país viveu os protestos mais violentos das últimas décadas, com centenas de carros queimados e lojas saqueadas. O primeiro-ministro francês, Édouard Philippe, disse que 481 pessoas foram detidas em Paris neste sábado enquanto a polícia realizava verificações nas estações de trem e locais de concentração de manifestantes. Muitos dos detidos carregavam objetos que poderiam ser utilizados em ataques, como martelos, pedras e estilingues.

Os protestos começaram no dia 17 de novembro, com motoristas irritados com um aumento dos impostos sobre combustíveis, programado para janeiro de 2019, e ganharam dimensões maiores, passando a incorporar queixas sobre as políticas de Macron que, segundo os manifestantes, beneficiam apenas os mais ricos.

Milhares de manifestantes, chamados de “coletes amarelos”, fazem protesto pelas ruas de Paris neste sábado (8) pelo quarto final de semana consecutivo. Perto da Champs-Elysées, a polícia jogou gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que enfrentaram a polícia gritando “Macron renúncia!”, Quase 500 pessoas foram detidas, segundo balanço das autoridades até as 8h (horário de Brasília) deste sábado, segundo a AFP.



A polícia, que delimitou as ruas por onde os manifestantes poderiam passar, jogou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os que haviam desobedecido a determinação, em uma rua adjacente à Champs-Elysées, perto do Arco do Triunfo.

Manifestantes carregam a bandeira francesa com as datas que marcaram a história do país acrescentando 2018 por causa dos protestos contra o governo Macron durante manifestação na Champs Elysees, perto do Arco do Triunfo — Foto: Benoit Tessier/Reuters

Manifestantes carregam a bandeira francesa com as datas que marcaram a história do país acrescentando 2018 por causa dos protestos contra o governo Macron durante manifestação na Champs Elysees, perto do Arco do Triunfo — Foto: Benoit Tessier/Reuters

De acordo com o primeiro-ministro, Édouard Philippe, 481 pessoas haviam sido detidas, das quais 211 ficaram sob custódia. Philippe presidiu na manhã deste sábado uma reunião com os responsáveis de segurança no Ministério do Interior, entre eles o ministro da pasta, Christophe Castaner. Esse número é superior ao total de detenções na capital francesa nos protestos de 1º de dezembro.

Os agentes antidistúrbios tentaram impedir os manifestantes de passar pela avenida Champs-Elysées a partir de um determinado ponto, perto do Palácio do Eliseu. Por isso, os agentes utilizaram gás lacrimogêneo para dispersar “coletes amarelos” que tentavam de entrar pela rua Arsène Houssaye, adjacente à Champs-Elysées.

Uma moradora de Paris postou no Twitter imagens que mostram um jato de água sendo atirado contra os manifestantes:

Em entrevista ao canal “BFMTV”, a porta-voz da polícia, Johanna Primevert Primevert disse que havia cerca de 1.500 manifestantes na Champs-Elysées e centenas na praça da Bastilha e em Porte Maillot, perto do Palácio do Congresso. Pela primeira vez em mais de uma década, as forças da ordem em Paris contam com 12 blindados da Gendarmeria (uma das forças militares encarregada da segurança do Estado francês) que podem ser utilizados para atravessar barricadas.

A manifestação de sábado é a quarta de uma série de protestos que ocorreram no último fim de semana nos piores tumultos que a França testemunhou durante décadas, com a ira concentrada principalmente no desempenho do presidente francês, Emmanuel Macron.

“Temos que mudar a República”, disse uma manifestante à CNN. “As pessoas aqui estão famintas. Algumas pessoas ganham apenas 500 euros por mês que não dá para viver. Queremos que o presidente vá embora”, disse. Patrice, um pensionista de Paris, disse que estava protestando por causa do “governo, dos impostos e de todos esses problemas. Temos que sobreviver”.

O setor de varejo francês sofreu uma perda de receita de cerca de US$ 1,1 bilhão desde o início dos protestos do colete amarelo no mês passado, disse a porta-voz da federação de varejo francesa, Sophie Amoros, à CNN.

Pontos turísticos fechados

A Torre Eiffel e outros pontos turísticos do centro de Paris estão fechados por conta das manifestações. Lojas de departamento também não abriram as portas por medo de saques que aconteceram em outros dias de protesto, entre elas a Galeries Lafayette, Le Bon Marché, BHV e Printemps.

As áreas mais sensíveis por serem pontos de concentração dos “coletes amarelos”, como o bairro da Champs-Elysées, as praças da República e da Bastilha, foram fechadas para o tráfego desde o início da manhã.

Grandes museus, como o Louvre, diversos mercados e estabelecimentos públicos também não estão funcionando, além de aproximadamente 40 estações de trem e metrô. Agências bancárias, cinemas, lojas, cafés e restaurantes cobriram suas vitrines com tapumes e placas de fibra de vidro para se proteger de atos de vandalismo dos manifestantes.

Veja alguns dos locais que estão fechados neste sábado:

  • Museu do Louvre
  • Museo d’Orsay
  • Museu de Arte Moderna
  • Grand Palais
  • Petit Palais
  • Museu do Homem
  • Palácio de Chaillot
  • Cidade da Arquitetura e do Patrimônio
  • Torre Eiffel
  • Duas sedes da Ópera de Paris
  • Palácio Garnier
  • Praça da Bastilha
  • Praça da República

Cerca de 89 mil policiais foram mobilizados em todo o país. Desses, 8 mil estão alocados em Paris, para evitar as cenas da última semana, que contou com carros incendiados e com o Arco do Triunfo pixado com frases contra o presidente Emmanuel Macron.



Segundo a agência EFE, antes dos protestos começarem neste sábado, as autoridades da França detiveram mais de 270 pessoas para impedir preventivamente incidentes violentos durante as manifestações. As detenções foram sobretudo de grupos suscetíveis em protagonizar atos de violência ou por possuírem objetos que possam ser utilizados para esse fim, mas eles não devem necessariamente ficar presos após feitas as inspeções.

Bombeiros trabalham na entrada de uma escola em Blagnac, no Sul da França, destruída por fogo quando os estudantes protestavam — Foto: Eric Cabanis/AFP

Bombeiros trabalham na entrada de uma escola em Blagnac, no Sul da França, destruída pelo fogo enquanto os estudantes protestavam — Foto: Eric Cabanis/AFP

O ministro do Interior, Christophe Castaner, justificou que as prisões foram para impedir que se repetissem os distúrbios ocorridos há uma semana: “Tivemos que dar uma resposta forte”. Castaner, em entrevista ao canal “BFMTV”, pediu aos “coletes amarelos” que querem fazer valer suas reivindicações “que não se misturem” com os manifestantes violentos, pois “a violência nunca será uma forma de protesto”.

Ele também disse que “o governo estendeu a mão” com a disponibilidade para o diálogo e medidas como a suspensão do aumentos dos impostos sobre o combustível que estava programado para janeiro: “Agora é preciso sentar à mesa e discutir”. O primeiro-ministro, Édouard Philippe, recebeu na sexta-feira à noite uma delegação de sete “coletes amarelos livres”, um grupo que se reivindica como moderado e que pediu aos seus seguidores que não viajassem para Paris.

Confrontos

No sábado (1º), houve confronto dos manifestantes com a polícia na Avenida Champs-Elysées, em Paris, que deixou 130 feridos e mais de 400 detidos. Cerca de 136 mil saíram às ruas naquele dia.

Aumento cancelado

Os protestos foram mantidos apesar de o governo ter anunciado na quarta-feira (5) que desistiu de aumentar os impostos de combustíveis. Inicialmente, a medida seria suspensa por seis meses, mas depois o primeiro-ministro francês, Édouard Philippe, disse que o aumento não entraria no projeto orçamentário de 2019. Segundo a imprensa francesa, o presidente Emmanuel Macron tomou a decisão após perceber que a primeira proposta não foi bem recebida pelos “coletes amarelos”.

O movimento

Os protestos começaram em 17 de novembro em oposição ao aumento dos impostos sobre os combustíveis, mas, desde então, se tornaram um amplo movimento contra a política econômica e social do presidente Emmanuel Macron. O governo, encurralado pelas manifestações nas ruas, suspendeu o imposto sobre combustíveis e congelou os preços da eletricidade e do gás durante o inverno. No entanto, para os “coletes amarelos”, que ampliaram suas reivindicações, essas concessões foram insuficientes. Contam também com o apoio da maioria dos franceses (68%, segundo a última pesquisa).

Muitos dos “coletes amarelos”, chamados assim pelo adereço fluorescente de segurança que usam, se manifestam pacificamente, mas alguns se radicalizaram. Membros de grupos de extrema direita e de extrema esquerda aproveitam os protestos para enfrentar a polícia, às vezes de forma brutal. Alguns membros do coletivo fizeram um chamado a não participar de manifestações em Paris para evitar mortes. Até o momento, não foram registradas vítimas diretas, mas quatro pessoas perderam a vida em acidentes relacionados com os protestos.



Algumas embaixadas, como a de Estados Unidos, Bélgica e Portugal, aconselharam seus cidadãos a adiar suas viagens e pediram aos residentes na França a aumentar as precauções.

Futuro da Europa na balança

Dominique Moisi, especialista em política externa do Institut Montaigne, de Paris, e ex-assessor de campanha da Macron, disse à CNN que a presidência da França não está apenas em crise, mas que o futuro da Europa também está na balança. “Dentro de alguns meses, haverá eleições europeias, e a França deveria ser portadora de esperança e progresso europeu. O que acontecerá se não for mais? Se o presidente está incapacitado de levar essa mensagem?”, questionou.

“É sobre o futuro da democracia também; democracias não-liberais estão crescendo em todo o mundo. E se Macron falhar, o futuro da França corre o risco de parecer a presidência da Itália hoje. E é muito mais sério porque temos um Estado centralizado, que desempenha um papel importante no equilíbrio de poder dentro da Europa. Mas não se engane, é uma versão francesa de um fenômeno muito mais global”. O movimento CGT da extrema esquerda da França prometeu apoio ao movimento, que também é apoiado pelo líder da extrema direita, Marine Le Pen.


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A Matrix (o SISTEMA de CONTROLE): “A Matrix é um sistema de controle, NEO. Esse sistema é o nosso inimigo. Mas quando você está dentro dele, olha em volta, e o que você vê? Empresários, professores, advogados, políticos, carpinteiros, sacerdotes, homens e mulheres… As mesmas mentes das pessoas que estamos tentando despertar. Mas até que nós consigamos despertá-los, essas pessoas ainda serão parte desse sistema de controle e isso as transformam em nossos inimigos. Você precisa entender, a maioria dessas pessoas não está preparada para ser desconectada da Matrix de Controle. E muitos deles estão tão habituados, tão profunda e desesperadamente dependentes do sistema, que eles vão lutar contra você para proteger o próprio sistema de controle que aprisiona suas mentes …”


Muito mais informações, leitura adicional:

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