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Quarentena de 1,3 bilhão de pessoas na Índia se torna crise humanitária

Posted by on 01/04/2020

Coronavírus: quarentena de população de 1,3 bilhão de pessoas na Índia se torna uma crise humanitária.  

Em fuga da extrema pobreza de suas pequenas vilas, mais de 100 milhões de pessoas vivem em moradias precárias em guetos urbanos superpopulosos, enquanto aspiram pela ascensão social. A quarentena, anunciada com apenas quatro horas de antecedência pelo governo da Índia, transformou milhões deles em refugiados, da noite para o dia. Seus postos de trabalho foram suspensos, e a maioria daqueles que os pagam sumiram. Homens, mulheres e crianças começaram suas jornadas de volta a suas origens em diversas horas desde o dia 24 de março. 

Edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch

Coronavírus: quarentena de 1,3 bilhão de pessoas na Índia se torna crise humanitária

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-52110824

Quando eu falei com Goutam Lal Meena por telefone, ele havia retornado recentemente para a sua vila no Estado do Rajastão depois de um período na vizinha Gujarat, onde trabalhava como pedreiro. Em Gurajat, Meena ganhava 400 rupias por dia (quase R$ 28) e mandava grande parte para casa.

 

Mas agora empregos e salários despencaram depois que a Índia adotou uma quarentena de 21 dias para tentar conter o avanço da pandemia de coronavírus. O país de cerca de 1,3 bilhão de habitantes registrou até agora 1.251 pessoas infectadas com coronavírus e 32 mortes.

Sem transporte público, ele viajou a pé no asfalto sob o sol quente, à base de biscoito e água. “Eu andei durante o dia e durante a noite. Qual seria a alternativa? Eu tinha pouco dinheiro e quase nenhuma comida”, me contou Meena.  Ele não estava sozinho. Por toda a Índia, milhões de trabalhadores migrantes estão voltando a pé para suas casas depois que as cidades onde trabalhavam se fecharam.

Esses profissionais informais são a espinha dorsal da economia das grandes cidades na Índia, ao construírem casas, cozinharem refeições, entregarem marmitas, cortarem os cabelos em salões, produzirem carros e limparem banheiros, entre outras atividades. Em fuga da pobreza de suas pequenas vilas, mais de 100 milhões de pessoas vivem em moradias precárias em guetos urbanos superpopulosos, enquanto aspiram pela ascensão social.

Trabalhadores informais são a espinha dorsal da economia das grandes cidades

A quarentena, anunciada com quatro horas de antecedência, transformou milhões deles em refugiados dentro de seu próprio pais, da noite para o dia. Seus postos de trabalho foram suspensos, e a maioria daqueles que os pagam pelos empregos sumiram.

Homens, mulheres e crianças começaram suas jornadas em diversas horas desde o dia 24. Eles carregam seus poucos pertences, como comida, água e roupas, em sacos de pano. Jovens levam suas mochilas esfarrapadas, e crianças são carregadas nos ombros quando estão cansadas demais para andar. Eles andam tanto de dia quanto de noite. A maioria afirma ter ficado sem dinheiro e teme enfrentar a fome. “A Índia esta caminhando de volta para casa”, resumiu o jornal The Indian Express.

O êxodo impressionante remete à fuga de refugiados durante a sangrenta secessão em 1947, quando a Índia, ex-colônia britânica, foi repartida. Quase 15 milhões de refugiados em situação precária viajaram para o Paquistão, que se tornou independente naquele ano.

Desta vez, centenas de milhares de trabalhadores migrantes tentam desesperadamente voltar para suas casas em seu próprio país. Viver em vilas, segundo eles, garantirá comida e o conforto do apoio familiar. Claramente, a quarentena para conter a pandemia está se tornando uma crise humanitária.

Entre os refugiados estava Kajodi, mulher de 90 anos cuja família vende brinquedos baratos em semáforos em um subúrbio nos arredores de Nova Déli. Ela caminhava com sua família para a terra natal, no Rajastão, quase 100 km dali. Eles comiam biscoitos e fumavam beedis (cigarros tradicionais enrolados a mão) para matar a fome.

Trabalhadores imigrantes contam com mais segurança social em suas vilas de origem. Trabalhadora migrante ao lado dos filhos na rodovia de Yamuna

Munida de um cajado, ela caminhava havia três horas quando o repórter Salik Ahmed a encontrou. A retirada humilhante não havia lhe roubado o orgulho. “Ela disse que teria comprado uma passagem para voltar para casa se o transporte estivesse funcionando”, me disse Ahmed.

A multidão no asfalto incluía também um garoto de cinco anos que estava numa jornada de 700 km a pé, ao lado do pai, que trabalhava na construção civil, de Nova Déli até o Estado de Madhya Pradesh, no centro do país. “Quando o sol se por, nós vamos poder parar e dormir”, disse o pai do garoto à jornalista Barkha Dutt.

Outra mulher caminhava com o marido e a filha de dois anos e meio com uma mochila refleta de comidas, roupas e água. “Nós tínhamos um lugar para ficar, mas não havia dinheiro para comprar comida.”  Havia ainda Rajneesh, um trabalhador de 26 anos da indústria automobilística que caminharia 250 km até sua vila na região de Uttar Pradesh. Levaria pelo menos quatro dias para chegar. “Nós vamos morrer andando antes de o coronavírus nos atingir.”

Ele não estava exagerando. Na semana passada, um homem de 39 anos em uma jornada de 300 km começou a reclamar de exaustão e dores no peito, e acabou morrendo. Um homem de 62 anos morreu na porta de casa ao voltar a pé do hospital que ficava quilômetros dali. Noutra noite, quatro refugiados morreram atropelados por um caminhão em uma estrada mal iluminada. À medida que a crise se agrava, governos patinam para oferecer transporte, abrigo e comida.

Os meios de transporte que ainda funcionam vivem lotados de pessoas espremidas tentando voltar para casa. Arvind Kejriwal, ministro-chefe de Nova Déli, implorou aos trabalhadores que não deixem a capital. Ele pediu que eles “fiquem onde estão, porque em grandes aglomerações há também o risco de contrair coronavírus”.

Kajodi Devi

Kajodi Devi, de 90 anos, caminha de Déli em direção a sua vila de origem

Kejriwal afirmou que o governo pagaria o aluguel deles e anunciou a abertura de 568 centros de distribuição de comida na capital do país. O primeiro-ministro, Narendra Modi, pediu desculpas pela quarentena, “que tem causado muitas dificuldades em nossas vidas, especialmente para os pobres”, acrescentando que “essas medidas duras são necessárias para vencer essa batalha”.

Modi e os governantes estaduais parece não ter previsto esse êxodo em massa interno. O primeiro-ministro tem sido extremamente atencioso com os trabalhadores indianos que vivem em outros países. Centenas deles foram levados de volta em voos especiais. Mas a situação dos trabalhadores locais não foi a mesma.

“Querer ir para casa numa crise é natural. Se estudantes, turistas e peregrinos indianos estão presos no exterior, o mesmo acontece com trabalhadores nas grandes cidades do país. Eles também querem voltar para suas vilas. Nós não podemos mandar aviões buscar uma parte, mas deixar a outra ir a pé para casa”, escreveu no Twitter o fundador e editor do jornal The Print, Shekhar Gupta.

Para o economista Chinmay Tumbe (autor de India Moving: A History of Migration, Índia em Movimento: Uma História da Migração), a cidade oferece segurança financeira para o imigrante pobre, mas a segurança social continua em suas vilas, onde têm comida, seus relacionamentos familiares e acomodação garantidas.

Há diversos precedentes de êxodos desses trabalhadores durante crises, como em 2005, durante as inundações de Mumbai. Em 1918, durante a gripe espanhola, quase metade da população da mesma cidade (então chamada Bombaim) deixou o local.

Há diversos precedentes na história da Índia de êxodos em massa durante grandes crises. Trabalhadora migrante tenta viajar de ônibus com o filho no colo em Anand vihar

Quando a praga atingiu o oeste da Índia em 1994, houve “praticamente um êxodo bíblico de centenas de milhares de pessoas da cidade industrial de Surat, em Gujarat”, relembra o historiador Frank Snowden em seu livro Epidemics and SocietyFrom the Black Death to the Present (Epidemias e a Sociedade, da Peste Negra ao Presente)

Em 1896, novamente metade da população de Bombaim deixou a cidade por causa da praga. As medidas draconianas para conter o avanço dela impostas pelo Império Britânico, escreve Snowden, pareciam mais uma marreta do que um instrumento cirúrgico, e muitas pessoas que fugiam dali levaram consigo a doença da qual fugiam.

Mais de um século depois, o mesmo medo atinge a Índia hoje. Centenas de milhares de imigrantes vão chegar em algum momento a suas casas, seja a pé ou em ônibus superlotados. Lá, viverão com seus parentes em casas onde estão também parentes mais velhos.

Cerca de 56 distritos em nove Estados somam metade da força de trabalho migrante do país, segundo dados do governo indiano. Esses lugares têm o potencial de se tornarem centros de disseminação da doença, caso essas pessoas tenham contraído o vírus onde estavam.

Êxodo pode contribuir para espalhamento do coronavírus ao redor do país, mas também garantir segurança social para milhares de pessoas. Trabalhadores migrantes de carona num carro em Noida, Indian

Partha Mukhopadhyay, pesquisador sênior no Centro de Pesquisa de Políticas em Nova Déli, sugere que 35 mil administrações municipais nesses 56 distritos sensíveis deveriam assumir o esforço de testar esses trabalhadores migrantes acerca da presença do vírus, para isolar eventuais infectados em instalações públicas.

No fim, a Índia está enfrentando desafios imensos e previsíveis em sua quarentena gigantesca e tentando garantir que os mais pobres não sejam fatalmente afetados. Muito disso, me afirmou Snowden, vai depender de como serão administradas as consequências da quarentena e da adesão da população, que é fundamental. “Caso contrário, há um potencial de pobreza, tensão social e resistência.”

A Índia já anunciou um pacote de quase US$ 22 bilhões (R$ 114 bilhões) para aliviar o impacto sobre os afetados pela quarentena, mas talvez não seja suficiente.

Os próximos dias serão determinantes para sabermos se os Estados serão capazes de transportar trabalhadores para suas casas ou de mantê-los nas cidades enquanto proveem comida e dinheiro. “As pessoas estão se esquecendo do que está em jogo em meio o drama das consequências da quarentena: o risco de milhões de pessoas morrerem”, afirma Nitin Pai, da Instituição Takshashila, um renomado think tank.

“E a maioria dos afetados serão [como sempre] os mais pobres.”

Mais sobre o coronavírus

Estamos vendo o uso do surto global do coronavírus COVID-19 [fabricado em laboratório]  sendo usado em todo o mundo para colapsar mercados e criar instabilidade financeira maciça. George Soros entrou em colapso de todo o sistema financeiro britânico sozinho, com certeza ficou quieto ultimamente, eu me pergunto o que ele tem feito nisso tudo. 

Aqui na América, acredito que a mídia MSM Pre$$titute e os democratas que eles amam tanto estão trabalhando incansavelmente o tempo todo para armar o COVID-19 para impedir a releição de Trump em novembro. Há anos que estamos avisando que esse dia chegará, já chegou? Fique ligado pois os próximos dias serão eletrizantes.


Você quer mesmo saber como esse coronavírus “surgiu na China” e se espalhou pelo mundo em pouco tempo? Ao pesquisar os arquivos de registros de patentes nos EUA on-line, foi descoberto o registro de uma patente de Coronavírus concedida para o C.D.C. –  Centers for Disease Control and Prevention [se trata do principal instituto nacional de saúde pública dos EUA. O C.D.C. é uma agência federal dos EUA sob o United States Department of Health & Human Services (HHS)] que tem sua sede em Atlanta, Geórgia. Assim emerge um fato indiscutível, o de que o “DONO” DESSE VÍRUS MORTAL E SEU CRIADOR é o PRÓPRIO C.D.C. (Centro de Controle e Prevenção de Doenças)

O coronavírus do surto atual não teve origem na China, mas FOI IMPLANTADO neste país asiático com a clara intenção de causar o maior dano possível aos chineses. A consequência natural, quando  [se já não descobriu] a China perceber que a eclosão do surto pode ter sido um ataque de BIOWEAPON ao seu território e contra seu povo, qual será o tipo de resposta a ser dada pela China aos [ir]responsáveis pela contaminação. Começamos a ano de 2020 com muitos que operam nas sombras desejando aumentar o caos no planeta.

PATENTE de criação de um CORONAVÍRUS fornecida ao CDC (Centers for Disease Control and Prevention)  US7220852B1 – SOBRE A CRIAÇÃO DE CORONAVÍRUS [SARS] ….

Na patente acima, do registro de um CORONAVÍRUS [uma BIOWEAPON], você encontrará 72 páginas de conteúdo para poder julgar esse letal “surto repentino e desconhecido de coronavírus” na ChinaLeia a patente nesse link primeiro, faça o download e compartilhe este artigo amplamente antes que os AGENTES do DEEP STATE a excluam. Mantenha-se sábio, com discernimento e saudável!


“E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim.  Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá FOMES, PESTES e TERREMOTOS, em vários lugares. Mas todas estas coisas são [APENAS] o princípio de dores. 

Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarãoE surgirão muitos FALSOS PROFETAS, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo”.  Mateus 24:6-13

 

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