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Reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel pelos EUA pode explodir Oriente Médio

Posted by on 06/12/2017

Relatos de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planeja reconhecer Jerusalém como capital de Israel foram recebidos com alarme por líderes de diversos países do Oriente Médio, e também na Europa, que veem na medida um grande potencial para colocar em risco o já frágil processo de paz entre israelenses e palestinos.

Edição e imagens;  Thoth3126@protonmail.ch

Por que possível reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel pelos EUA é tão polêmico e pode levar a um conflito generalizado na região do Oriente Médio

Segundo fontes citadas pela imprensa norte americana, Trump faria o anúncio em um discurso nesta quarta-feira. Ele adiaria, porém, a decisão sobre transferir a embaixada americana de Tel Aviv para Jerusalém – uma de suas promessas de campanha e alvo de críticas na comunidade internacional pela possibilidade de comprometer a “neutralidade” dos EUA na mediação do conflito.

Essa transferência é prevista em uma lei que o Congresso americano aprovou em 1995, que prevê, ainda, o reconhecimento de Jerusalém como capital do Estado israelense. A lei estipulava 31 de maio de 1999 como data final para a mudança de sede da embaixada, sob pena de sanções ao Poder Executivo. Contudo, incluía a possibilidade de adiamento do prazo por seis meses, caso necessário para “proteger os interesses de segurança nacional”.

E é isso o que todos os presidentes desde então (Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama) têm feito. 

Trump seguiu o exemplo de seus antecessores e, em junho, renovou a prorrogação por seis meses – decisão que o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, chegou a avaliar como “sábia”, na época, tendo em vista que mover a embaixada em um contexto em que os dois lados reivindicam Jerusalém como capital poderia complicar as negociações para a retomada de um processo de paz genuíno na região.

Agora, com o prazo de sua última prorrogação expirado nesta semana, Trump deve decidir se cumpre a promessa de campanha ou opta por voltar a renová-lo.

Questão de tempo

Nesta segunda-feira, em conversa com jornalistas, o porta-voz da Casa Branca Hogan Gidley disse que uma decisão será anunciada nos próximos dias e reiterou que, para Trump, “não é uma questão de se, mas de quando” a embaixada será transferida. Segundo observadores, o presidente planejaria adiar a decisão sobre a embaixada por mais seis meses mas, ao mesmo tempo, anunciar o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel.

“Com essa medida, ele poderia dizer para o público doméstico que está sendo mais ousado em relação a Israel que qualquer presidente antes dele, mas, ainda assim, pelo menos na sua imaginação, apresentar-se como mediador neutro no plano de paz que seu governo espera implementar”, diz o historiador Barry Trachtenberg, diretor do Programa de Estudos Judaicos da Universidade Wake Forest, na Carolina do Norte.

Plano de paz em risco

Mas a avaliação de Trachtenberg e de outros analistas é de que essa medida colocaria em risco o plano de paz no barril de pólvora que é a situação do Oriente Médio, que já é encarado com ceticismo diante das dificuldades da negociação, do fracasso de iniciativas anteriores e da inexperiência da equipe responsável, liderada por Jared Kushner, (um judeu Khazar) genro de Trump.

“Pelo menos desde os anos 1990 (após os acordos de Oslo, em que israelenses e palestinos, com mediação dos EUA, concordaram que o status de Jerusalém deveria ser abordado bilateralmente em negociações de paz) o entendimento é de que Jerusalém Ocidental será capital de Israel e Jerusalém Oriental será capital de um futuro Estado palestino. Ambos os reconhecimentos devem ocorrer ao mesmo tempo”, afirma à BBC Brasil Fayez Hammad, especialista em Oriente Médio da Universidade do Sul da Califórnia (USC).

“A aplicação assimétrica coloca mais lenha na fogueira”, avalia.

Trachtenberg ressalta que os EUA, em todos os governos anteriores, permitiram que Israel continuasse construindo assentamentos no território disputado. “Os Estados Unidos nunca tomaram medidas fortes (para impedir as construções). Então, nesse sentido, Trump talvez seja o presidente mais honesto sobre o assunto. Sobre o fato de que os EUA na verdade são parciais, e não neutros”, afirma.

Críticas e alerta

Mesmo sem confirmação oficial, o possível reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel, que é reivindicada como capital por ambas as partes, gerou reações no mundo árabe e por parte do presidente da França, Emmanuel Macron. O secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Aboul Gheit, declarou que a decisão vai alimentar o extremismo e a violência na região.

O ministro do Exterior da Jordânia, Ayman Safadi, alertou o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, que a medida poderia ter consequências perigosas, aumentando a tensão na região e comprometendo os esforços de paz. Alerta semelhante foi feito pelo ministro do Exterior egípcio, Sameh Shoukry, e pelo vice-primeiro-ministro turco, Bekir Bozdag.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse que o reconhecimento americano é “inaceitável” e representaria uma ameaça ao futuro do processo de paz. Emmanuel Macron, da França, fez coro ao discurso. Por telefone, teria alertado a Trump que reconhecer Jerusalém como capital de Israel seria uma má ideia – e que a questão deve ser resolvida por meio de negociações entre israelenses e palestinos.

O governo Trump vem trabalhando em um plano de paz entre Israel e palestinos, objetivo no qual seus antecessores fracassaram. Mas analistas afirmam que, ao reconhecer Jerusalém como capital de Israel, o país comprometeria seu papel de mediador.

“O reconhecimento mostraria os EUA como completamente parciais nesse conflito”, disse Trachtenberg. “Isso tornaria muito difícil levar os Estados Unidos a sério como árbitros”, observa.

Ponto nevrálgico

No conflito entre Israel e palestinos, o status diplomático de Jerusalém, cidade que abriga locais sagrados para judeus, cristãos e muçulmanos, é uma das questões mais polêmicas e ponto crucial nas negociações de paz. Israel considera Jerusalém sua “capital eterna e indivisível”. Mas os palestinos reivindicam parte da cidade (Jerusalém Oriental) como capital de seu futuro Estado.

A posição da maior parte da comunidade internacional, e dos Estados Unidos até então, é a de que o status de Jerusalém deve ser decidido em negociações de paz. Os países mantêm suas embaixadas em Tel Aviv, a capital comercial de Israel.

Neste mapa uma “diferente” visão do ORIENTE MÉDIO: O GRANDE ISRAEL: Em 04 de setembro de 2001 uma manifestação foi realizada em Jerusalém, para apoiar à ideia da implantação do Estado de Israel desde o RIO NILO (Egito) até o RIO EUFRATES (Iraque). Foi organizado pelo movimento Bhead Artzeinu (“Para a Pátria”), presidido pelo rabino e historiador Avraham Shmulevic de Hebron. De acordo com Shmulevic: “Nós não teremos paz enquanto todo o território da Terra de Israel não voltar sob o controle judaico …. Uma paz estável só virá depois, quando ISRAEL tomar a si todas as suas terras históricas, e, assim, controlar tanto desde o CANAL de SUEZ (EGITO) até o ESTREITO de ORMUZ (o IRÃ) … Devemos lembrar que os campos de petróleo iraquianos também estão localizadas na terra dos judeus”. UMA DECLARAÇÃO do ministro Yuval Steinitz, do Likud, que detém o extenso título de ministro da Inteligência, Relações Internacionais e Assuntos Estratégicos de Israel hoje: “Estamos testemunhando o extermínio do antigo Oriente Médio. A ordem das coisas esta sendo completamente abalada. O antigo Oriente Médio está morto, e o novo Oriente Médio não está aqui ainda. Esta instabilidade extrema poderia durar mais um ano, ou até mais alguns anos, e nós não sabemos como a nova ordem do Oriente Médio vai se parecer à medida que emergir a partir do caos e derramamento de sangue e fumaça atual. É por isso que devemos continuar a agir com premeditação”. No mapa acima podemos ver as pretensões de judeus radicais (tão ou mais radicais quanto os fanáticos islâmicos).

Em 1947, quando a Assembleia Geral da ONU decidiu pelo plano de partilha da Palestina entre um Estado árabe e outro judeu, Jerusalém foi designada como “corpus separatum” (corpo separado), sob controle internacional. O plano, porém, não chegou a ser implementado.

Em 1948 foi declarada a Independência do Estado de Israel e, logo em seguida, a guerra árabe-israelense. Ao final daquele conflito, Jerusalém foi dividida, com a parte ocidental sob controle de Israel e a parte oriental controlada pela Jordânia.

“Existem três portas para o inferno, uma esta no deserto, outra esta no oceano e a terceira fica em JERUSALÉM”.  –  Jeremias, 19 – Talmud

Em 1967, Israel capturou a parte oriental da cidade e, desde então, vem construindo assentamentos em Jerusalém Oriental. Esses assentamentos são considerados ilegais pela comunidade internacional, posição que é contestada pelo governo israelense.

“O reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel seria uma mudança na “política” adotada pelos Estados Unidos desde a criação do plano de partilha pela Assembleia Geral da ONU”, disse o especialista em Oriente Médio Fayez Hammad.

“Desde a criação do Estado de Israel no ano seguinte, os Estados Unidos nunca reconheceram a soberania de Israel em Jerusalém Ocidental ou da Jordânia em Jerusalém Oriental (até 1967)”, ressalta Hammad.


“Conheço as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus, e não o são, mas são a SINAGOGA de SATANÁS”. Apocalipse 2:9

“Eis que eu farei aos da “SINAGOGA de SATANÁS”, aos que se dizem judeus, e não são, mas mentem: eis que eu farei que venham, e adorem prostrados a teus pés (às almas em evolução encontradas dentro de TODAS AS RAÇAS, e não em um “POVO ELEITO”!), e saibam que eu te amo”.  Apocalipse 3:9


Saiba mais, leitura adicional:

Permitida a reprodução desde que mantida a formatação original e a citação das fontes.

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9 Responses to Reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel pelos EUA pode explodir Oriente Médio

  1. DUARTE

    TOLOS… DEBEIS, AQUELES QUE ACREDITAM NAS EVIDENCIAS EVIDENCIADAS POR INTERESSES OCULTOS. EUA X COREIA DO NORTE? HA… HA… HA… O INFERNO ESTÁ PARA COMEÇAR. AQUELE QUE TEM HOUVIDOS, HOUVISSE, POIS O TEMPO SE ESGOTOU…

  2. Walkyria Garcia

    Estudei em colégio católico, e tinha aulas de religião. O padre professor nos disse que quando fosse reconhecido pelo mundo Jerusalém como capital do povo israelense, seria um sinal do final dos tempos, deste Tempo. Isso foi a eons, mas meu inconsciente gravou isso, e agora ao ler esta notícia, me veio a memória. Sabe mais sobre isso?

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