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Reunião EUA e Coreia do Norte: Uma cúpula de cordialidades

Posted by on 12/06/2018

Com aperto de mãos histórico entre o presidente dos EUA e o ditador da Coreia do Norte, em ambiente quase afável, líderes podem considerar encontro um grande sucesso. Mas um abrandamento real das tensões demanda tempo – e sobretudo confiança. Chega a ser uma ironia histórica que um político criticado como Trump, com seu estilo barulhento, tenha movimentado esse conflito tão antigo e agora esteja prestes a se tornar o presidente americano que, talvez, consiga fechar um acordo de paz com a Coreia do Norte num futuro próximo, opina o jornalista Alexander Freund.

Edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch

Uma reunião de cúpula de cordialidades entre os governantes dos EUA e a Coreia do Norte

Fonte: http://p.dw.com/p/2zMBV

Quem achou que seria possível? Em troca de abrangentes garantias de segurança, a Coreia do Norte deverá renunciar ao seu programa nuclear. O objetivo: olhar para frente e conquistar uma mudança fundamental nas relações internacionais. A perspectiva soa mais do que promissora e justifica o alívio que vem se espalhando de forma generalizada.

Kim e Trump celebraram a assinatura de um entendimento durante a cúpula realizada na Ilha de Sentosa, em Cingapura. O documento, de quatro pontos, menciona o desejo de melhora nas relações bilaterais, visando a paz e prosperidade. Porém, não oferece um calendário para a desnuclearização da península.

Afinal, há alguns meses, parecia que o eterno conflito estava prestes a escalar, quando, diante das Nações Unidas, Trump ameaçou abertamente aniquilar a Coreia do Norte após troca mútua de insultos e provocações deliberadas de Kim Jong-un. Agora, são precisamente esses dois líderes que protagonizam apertos de mãos esperançosos e buscam um acordo de paz.

Trump conseguiu se apresentar – também e, sobretudo, ao seu próprio país – como um grande diplomata que, finalmente, trouxe a paz a um conflito dado como praticamente insolúvel. Nas últimas semanas, Trump quebrou tanta porcelana diplomática que também passou a precisar de uma conquista da política internacional para a sua base nos Estados Unidos.

Chega a ser uma ironia histórica que um político criticado como Trump, com seu estilo barulhento, tenha movimentado esse conflito tão antigo e agora esteja prestes a se tornar o presidente americano que, talvez, consiga fechar um acordo de paz com a Coreia do Norte num futuro próximo.

Missão cumprida: Na foto, Kim e Trump deixam o resort Capella após assinarem o documento. O texto foi chamado por Trump de “bastante abrangente”, mas tem poucos detalhes. Fala num “comprometimento firme e decidido” de Kim para desnuclearizar a península e numa promessa do presidente americano de “prover garantir de segurança” à Coreia do Norte.

Nem os democratas Bill Clinton e Barack Obama, nem os republicanos George Bush pai e George Bush filho alcançaram tanto – por isso, é preciso dar crédito a esse imprevisível presidente. Ao mesmo tempo, qualquer presidente democrata que tivesse adotado esse curso teria sido dilacerado como um traidor por conservadores nos Estados Unidos.

Porém, também Kim Jong-un pode se considerar um vencedor: para o líder da terceira geração da dinastia Kim, o acordo assinado com Trump é um enorme sucesso. Primeiro, ele “bombardeou” seu caminho rumo à mesa de negociações, onde de fato teve um encontro de igual para igual com um presidente americano. Kim não quer que seu regime acabe como o de Saddam Hussein ou o de Muammar Khadafi. Por isso, apostou numa arriscada estratégia de dissuasão.

Ao mesmo tempo, com muita habilidade, Kim conseguiu garantir o apoio da China e da Rússia. Os dois países acabaram sendo parceiros invisíveis na mesa de negociações – assim como o Japão, que não quer perder a influência que tem na região devido à sua aliança com os Estados Unidos.

O resultado: Documento assinado por Donald Trump e Kim Jong-un em Cingapura. Nele, os líderes dos Estados Unidos e da Coreia do Norte se comprometem com a completa desnuclearização da Península Coreana. Também está mencionada no texto a intenção de “construir um regime de paz robusto e duradouro na região”, mas não como isso seria feito.

Foi dado um primeiro passo importante, mas estabelecer confiança precisa de tempo – e, como se sabe, o diabo está nos detalhes, especialmente em acordos desse tipo. Um exemplo recente é o penosamente negociado acordo nuclear com o Irã, que acabou sendo derrubado por Trump.

Se a Península Coreana encontrar paz no médio prazo, certamente surgirá a questão de como os Estados Unidos vislumbram se estabelecer na Ásia. Economicamente, o país não tem muito mais a oferecer para competir com a China, já que os laços e as relações de dependência entre a futura superpotência e seus vizinhos asiáticos são estreitos demais.

Em termos de política de segurança, os Estados Unidos continuam enxergando a si mesmos como um poder de manutenção da paz que precisa colocar a China e sua crescente autoconfiança no seu devido lugar.

Há apenas alguns meses, parecia que o eterno conflito estava prestes a escalar, quando, diante das Nações Unidas, Trump ameaçou abertamente aniquilar a Coreia do Norte após troca mútua de insultos e provocações deliberadas de Kim Jong-un. Agora, são precisamente esses dois líderes que protagonizam apertos de mãos esperançosos e buscam um acordo de paz.

Na reunião de cúpula em Cingapura, Trump conseguiu, mais uma vez, destacar num grande palco esse papel central dos Estados Unidos como potência mundial. Quando navios de guerra americanos patrulham as rotas marítimas ainda abertas para a Ásia, ou aparecem em portos aliados, a mensagem é sempre a mesma: somos adversários de rivais como a China e apoiamos os nossos parceiros. Mas crescem as dúvidas sobre se, como fizeram há 65 anos na Guerra da Coreia, os Estados Unidos realmente chegariam a enviar jovens soldados para lutar – e, possivelmente, morrer – por liberdade e democracia do outro lado do mundo.

Com sua máxima “America First”, imposição de tarifas comerciais e o anúncio da saída de vários acordos internacionais, Trump não conquistou necessariamente a confiança de países asiáticos. E, assim, além de toda a simbologia, a cúpula histórica de Cingapura marca mais uma vez o início do fim dos Estados Unidos como polícia do mundo e como uma potência confiável de manutenção da paz mundial.


A Matrix (o SISTEMA de CONTROLE): “A Matrix é um sistema de controle, NEO. Esse sistema é o nosso inimigo. Mas quando você está dentro dele, olha em volta, e o que você vê? Empresários, professores, advogados, políticos, carpinteiros, sacerdotes, homens e mulheres… As mesmas mentes das pessoas que estamos tentando despertar.
Mas até que nós consigamos despertá-los, essas pessoas ainda serão parte desse sistema de controle e isso as transformam em nossos inimigos. Você precisa entender, a maioria dessas pessoas não está preparada para ser desconectada da Matrix de Controle. E muitos deles estão tão habituados, tão profunda e desesperadamente dependentes do sistema, que eles vão lutar contra você para proteger o próprio sistema de controle que aprisiona suas mentes …”

 

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