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Revolução Global: onda de violentos protestos em ESCALA planetária

Posted by on 24/10/2019

“E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio das dores.  Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.  Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarãoE surgirão muitos falsos profetas (atuais POLÍTICOS), e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo”. Mateus 24:6-13

Edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch

De Hong Kong ao Chile, da França ao Equador, o que há em comum na nova onda de violentos protestos em ESCALA global

Fonte:  https://www.bbc.com/portuguese/internacional-50140020

Nas últimas semanas, o mundo assistiu à escalada de uma onda de protestos, alguns com muita violência, como no Chile, indo de Hong Kong ao Chile, passando por Líbano, Equador, França, Espanha e outros países. Eles são diferentes — com causas, métodos e objetivos distintos —, mas existem temas comuns que os conectam.

Bombeiros trabalham na entrada de uma escola em Blagnac, no Sul da França, destruída por fogo quando os estudantes protestavam — Foto: Eric Cabanis/AFP

Bombeiros trabalham na entrada de uma escola em Blagnac, no Sul da França, destruída pelo fogo enquanto os estudantes protestavam em movimento que ficou conhecido por Coletes Amarelos — Foto: Eric Cabanis/AFP

Com países com milhares de quilômetros de distância entre eles, os protestos começaram por razões semelhantes em vários locais, e alguns se inspiraram em outros em relação a como organizar e promover seus protestos e reivindicações em busca de seus objetivos.

A seguir, a reportagem aponta os principais temas que estão em jogo e o que eles têm em comum.

Desigualdade

Muitos dos que protestam são pessoas que há muito tempo se sentem excluídas da riqueza de seu país. Em vários casos, um aumento em preços de serviços básicos foi a gota d’água final que transbordou o copo. No Equador, as manifestações começaram quando o governo decidiu eliminar os subsídios a combustíveis para conter o déficit fiscal. As medidas de austeridade foram implementadas pelo presidente Lenín Moreno com apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Foto de indígena em protesto no Equador

O registro de uma mulher indígena em meio a uma nuvem de gás lacrimogêneo, com uma máscara sobre o rosto, tornou-se um dos símbolos dos protestos no Equador. Direito de imagem: DAVID DÍAZ ARCOS, CORTESIA DA AGÊNCIA BLOOMBERG

A mudança levou a um forte aumento nos preços da gasolina, que muitos disseram que não podiam pagar. Os grupos indígenas temiam que a medida resultasse em aumento dos custos de transporte público e da alimentação, e disseram que as comunidades rurais seriam as mais atingidas.

Os manifestantes bloquearam estradas, invadiram o Parlamento e entraram em conflito com as forças de segurança, exigindo o fim das medidas de austeridade e o retorno dos subsídios aos combustíveis. Para colocar fim nos protestos, o governo recuou após dias de manifestações.

Protestos em Quito: incêndios e confrontos

No Chile, foi uma pequena alta nos preços dos transportes de metrô que provocou protestos generalizados e violentos, com quinze mortes. O governo disse que os custos mais altos de energia e uma moeda mais fraca levaram à decisão de aumentar as tarifas de ônibus e metrô. Os manifestantes, no entanto, disseram que a medida foi mais uma a pressionar a população mais pobre.

Quando os manifestantes entraram em conflito com as forças de segurança na noite de sexta-feira (18/10), o presidente Sebastián Piñera (uma das maiores fortunas do Chile) foi fotografado jantando em um restaurante italiano de luxo — um sinal, disseram alguns, do abismo entre a elite política do Chile e as pessoas que estavam nas ruas.

O Chile é um dos países mais ricos da América Latina, mas também um dos mais desiguais — tem os piores níveis de igualdade de renda entre os 36 países membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com o mesmo índice do México.

Chile: Em poucos dias, um (pseudo) país rico e tranquilo e um “paraíso” apontado pelos “liberais” se transformou num local fora de controle, com o governo recorrendo aos militares para impor a ordem pública ao ter que enfrentar os mais violentos protestos em cincoenta anos. O que desencadeou a crise mais grave desde o retorno do Chile à democracia? Afinal o Chile é apontado como um (falso) oásis na América do Sul, um modelo a ser seguido pelos demais países e cujo modelo “liberal” esta sendo implantado no Brasil …

Desigualdade de renda

O Chile e México ocupam pior lugar entre países da OCDE em ranking de desigualdade. Como ocorreu no Equador, o governo do Chile recuou e suspendeu o aumento de preço, em um esforço para reprimir os protestos. No entanto, as manifestações continuaram e cresceram, com queixas mais amplas.

“Não se trata de um simples protesto contra o aumento das tarifas de metrô, mas de anos de opressão que atingiram principalmente os mais pobres”, disse à Reuters um estudante que participou dos atos.

Distante da América do Sul, indo para o Oriente Médio, o Líbano, passou por um movimento semelhante. A decisão de taxar as chamadas feitas por meio do WhatsApp provocou protestos, com uma forte participação das mulheres do país, protestos que também se tornaram mais amplos e passaram a reclamar de problemas econômicos, desigualdade e corrupção generalizada.

Multidão participa de manifestação em Tripoli protestando contra desigualdade e corrupção. Foto: OMAR IBRAHIM / REUTERS

Com o aumento do nível de endividamento, o governo vem tentando implementar reformas econômicas para garantir um pacote de ajuda internacional. Mas muitas pessoas dizem que estão sofrendo com as políticas econômicas do país e que a má administração do governo é responsável por seus problemas.

“Não estamos aqui pelo WhatsApp, estamos aqui por tudo: por combustível, comida, pão, por tudo”, disse Abdullah, um manifestante no centro de Beirute.

Corrupção

Reclamações contra a corrupção do governo estão no centro de vários dos protestos e estão intimamente ligadas à questão da desigualdade. No Líbano, os manifestantes argumentam que, enquanto sofrem uma crise econômica, os políticos do país têm usado suas posições de poder para enriquecer, por meio de propinas e acordos.

“Vi muitas coisas aqui, mas nunca vi um governo tão corrupto no Líbano”, disse Rabab, um manifestante de 50 anos. O governo aprovou na segunda-feira (21) um pacote de reformas, incluindo a redução dos salários dos políticos, em um esforço para conter a agitação.

Manifestantes protestam contra a suposta corrupção do governo iraquiano e serviços públicos ruins na cidade sagrada de Karbala em 19 de outubro de 2019

Manifestantes iraquianos dizem que o sistema político é corrupto e que a qualidade dos serviços públicos é ruim

No Iraque, manifestantes também pedem o fim de um sistema político que, segundo eles, fracassou. Um dos principais pontos de reclamação é a maneira como as nomeações para o governo são feitas com base em cotas étnicas, em vez de mérito.

Os manifestantes argumentam que isso permitiu que os líderes políticos abusassem dos fundos públicos para benefício próprio e de seus seguidores, com muito pouco benefício para a maioria dos cidadãos.

Protestos contra suposta corrupção do governo também ocorreram no Egito. As raras manifestações de setembro foram motivadas por uma convocação de Mohamed Ali, um empresário egípcio que vive em exílio autoimposto na Espanha, que acusou o presidente Abdel Fattah al-Sisi e os militares de corrupção.

As alegações dele de que Sisi e seu governo estão fazendo má administração dos fundos ressoaram entre muitos egípcios, que ficaram cada vez mais descontentes com medidas de austeridade.

Liberdade política

Em alguns países, os manifestantes estão irritados com os sistemas políticos em que se sentem presos. Indo para a Ásia, manifestações em Hong Kong começaram neste ano devido a um projeto de lei que permitiria a extradição de suspeitos de crimes para a China em determinadas circunstâncias. Hong Kong faz parte da China, mas seu povo desfruta de liberdades especiais e existe um profundo medo de que Pequim queira exercer maior controle sobre o território e sua população.

Como em outros países, a manifestação popular em Hong Kong levou à retirada da polêmica legislação. No entanto, os protestos continuaram. Entre suas reivindicações, os manifestantes querem agora o sufrágio universal completo, um inquérito independente sobre suposta brutalidade policial e anistia para manifestantes que foram presos.

Manifestantes catalães e polícia se enfrentam no aeroporto de Barcelona

As táticas deles inspiraram ativistas políticos do outro lado do mundo, voltemos à Europa. Centenas de milhares de pessoas se reuniram em Barcelona para protestar contra o encarceramento de líderes separatistas catalães que querem a separação da Catalunha da Espanha. Eles foram condenados em 14 de outubro por sedição (revolta) em uma tentativa frustrada de independência da Catalunha (Barcelona) em 2017.

Logo após a sentença ser proferida, as pessoas em Barcelona receberam uma mensagem em um popular serviço de mensagens criptografadas dizendo para irem ao aeroporto El Prat, em Barcelona, reproduzindo uma tática usada pelos manifestantes de Hong Kong.

A caminho do aeroporto, um grupo de jovens gritou: “Vamos fazer uma Hong Kong”, segundo a mídia local.  Manifestantes catalães também distribuíram infográficos feitos em Hong Kong que detalham como os manifestantes podem se proteger dos canhões de água e do gás lacrimogêneo da polícia. “As pessoas devem ocupar as ruas, todas as revoltas começam lá, olhem para Hong Kong”, disse um manifestante em Barcelona à agência de notícias AFP.

Mudanças climáticas

Muitos dos protestos que têm ocorrido também estão relacionados ao meio ambiente e às mudanças climáticas. Ativistas do movimento Extinction Rebellion têm protestado em diversas cidades do mundo, exigindo ações urgentes dos governos sobre a questão.

Ativistas durante manifestação do Extinction Rebellion em Whitehall, Londres, em 18 de outubro de 2019.

Em Londres, manifestantes contra as mudanças climáticas pedem ações urgentes. REUTERS

Os protestos ocorreram em países como EUA, Reino Unido, Alemanha, Espanha, Áustria, França e Nova Zelândia. Os participantes se colaram e se acorrentaram às estradas e veículos e tentaram atrapalhar os movimentados centros das cidades.

“Extinction” significa extinção e, “rebellion”, rebelião. Membros do grupo, que se identificam como “rebels” (rebeldes) dizem querer promover uma “rebelião contra a extinção das espécies”, inclusive a humana, algo que, afirmam, vai acontecer se nada for feito agora por nossos representantes políticos para impedir a mudança climática.

No Brasil, já existe um grupo organizando uma versão brasileira do Extinction Rebellion, que será chamada de “Rebelião ou Extinção”.

“Não temos escolha a não ser nos rebelar até que nosso governo declare uma emergência climática e ecológica e tome as medidas necessárias para nos salvar”, disse a ativista australiana Jane Morton.

Jovens de todo o mundo também participam de greves escolares semanais, inspiradas pela ativista sueca Greta Thunberg, de 16 anos. No mês passado, milhões aderiram a uma greve climática global liderada por crianças em idade escolar: de alguns manifestantes nas ilhas do Pacífico a manifestações em massa em cidades como Melbourne (Austrália), Mumbai (Índia), Berlim (Alemanha) e Nova York (EUA).

“Estamos deixando nossas lições para ensinar uma a você”, dizia uma placa.

Na última quinta-feira o divórcio entre a União Europeia e o Reino Unido parecia estar próximo, muita coisa mudou em poucos dias. Nesta segunda-feira (21), o presidente da Câmara dos Comuns, John Bercow, rejeitou o pedido do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, para submeter novamente ao crivo do Parlamento o acordo do Brexit fechado na semana passada com a União Europeia.

Enquanto os deputados britânicos aprovaram uma moção que adia a votação do acordo do Brexit para a semana que vem, dezenas de milhares de pessoas também ocuparam as ruas de Londres. Insatisfeitos com a incerteza que se prolonga há três anos, os manifestantes pedem que a decisão do divórcio britânico com a Europa seja tomada pelo povo.

O objetivo dos organizadores é atrair mais de um milhão de manifestantes, o que transformaria o ato em um dos maiores protestos da História do país. Eles defendem que seja realizado um segundo referendo sobre qualquer acordo de divórcio do bloco europeu que o Parlamento venha a aprovar.


“Nos indivíduos, a loucura é rara, mas em grupos, partidos, nações e ÉPOCAS, é a regra”.  –  Friedrich Nietzsche


A Matrix (o SISTEMA de CONTROLE MENTAL):  “A Matrix é um  sistema de controle, NEO. Esse sistema é o nosso inimigo. Mas quando você está dentro dele, olha em volta, e o que você vê? Empresários, professores, advogados, políticos, carpinteiros, sacerdotes, homens e mulheres… As mesmas mentes das pessoas que estamos tentando salvar. “Mas até que nós consigamos salvá-los, essas pessoas ainda serão parte desse  sistema de controle e isso os transformam em nossos inimigos. Você precisa entender, a maioria dessas pessoas não está preparada para ser desconectada da Matrix de Controle Mental. E muitos deles estão tão habituados, tão desesperadamente dependentes do sistema, que eles vão lutar contra você  para proteger o próprio sistema de controle que aprisiona suas mentes …”


Muito mais informações, leitura adicional:

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