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Rússia e China desafiam o domínio do dólar

Posted by on 25/12/2017

O governo russo anunciou recentemente que emitirá  em títulos do seu Tesouro Federal o equivalente a cerca de US$ 1 bilhão, mas que não sera emitido em dólares norte-americanos, como vem sendo feito à décadas. Em vez disso, será a primeira venda de títulos públicos do tesouro russo usando a moeda yuan da China.  

Tradução, edição e imagensThoth3126@protonmail.ch

Rússia e China desafiam o domínio do dólar como moeda internacional

Por F. William Engdahl – Fonte: http://www.informationclearinghouse.info/

21 de dezembro de 2017 “Clearing House Information” – Enquanto o valor de apenas US$ 1 bilhão pode não soar muito quando comparado com as participações totais da dívida do governo dos EUA de mais de US$ 1 trilhão pelo Banco Popular da China, ou com o valor da dívida pública federal dos EUA de hoje de mais de US$ 20 trilhões, o significado está além do valor nominal. É um teste executado por ambos os governos (chinês e russo) sobre o potencial de financiamento governamental de infra-estrutura e outros projetos independentes para sair do risco do dólar de eventos como as sanções financeiras do Tesouro dos EUA contra a Rússia.

Dívida da Rússia e o Yuan da China

Desde o descumprimento soberano da dívida de agosto de 1998 desencadeado pelo Ocidente, as finanças estatais russas foram prudentes pois quase entrou em colapso. O tamanho da dívida do governo nacional russo é o mais baixo de qualquer grande país industrial, apenas 10,6% do PIB para o ano em curso. Isso permitiu à Rússia resistir às sanções da guerra financeira impostas pelos EUA desde 2014 e forçou o país a mudar para buscar outras fontes para sua estabilidade financeira. O que “outras fontes” significa cada vez mais de República Popular da China.

Agora, o Ministério das Finanças da Rússia planeja a primeira venda da dívida russa sob a forma de títulos denominados na moeda do yuan chinês. O tamanho da primeira oferta, um teste de mercado, será de $ 6 bilhões de yuans ou quase US$ 1 bilhão. A venda está sendo organizada pelo banco estatal russo Gazprombank, o Bank of China Ltd. e o maior banco estatal da China, o Banco Industrial e Comercial da China. O movimento está sendo acelerado por relatos de que o Tesouro dos EUA está examinando as possíveis consequências do alargamento de penalidades, até agora concentrado em projetos russos de petróleo e gás, para incluir dívida soberana russa em sua guerra de sanções. O novo passivo em yuan será negociado na Bolsa de Moscou e terá como objetivo vender aos investidores chineses do continente, bem como aos mutuários internacionais e russos com interesse atrativo nas taxas a serem pagas.



Sanções ou ameaças de sanções econômicas ocidentais estão forçando a Rússia e a China a cooperar de forma mais estratégica sobre o que está se tornando a semente de uma alternativa genuína ao sistema do dólar como moeda internacional nas transações entre países. As ofertas de dívida de yuan russo também darão um impulso significativo ao desejo da China de construir o yuan como uma moeda internacional aceita globalmente.

China Petro-Yuan

Os passos para começar a emitir dívida estatal russa em yuan são paralelos a outro importante  

desenvolvimento para a aceitação internacional mais ampla do yuan em relação ao dólar dos EUA. No dia 13 de dezembro, os reguladores chineses completaram os testes finais em preparação para o lançamento de um contrato de futuros com suporte de dólares, mas sim um contrato de futuros de petróleo com suporte de yuan para serem negociados na Bolsa de Futuros de Xangai. As implicações são potencialmente grandes.

A China é o maior país importador de petróleo do mundo. O controle dos mercados financeiros de futuros de petróleo até agora tem sido a província bem protegida dos bancos de Wall Street, Nova York, Londres e outras bolsas de futuros que controlam o comércio internacional de energia. O surgimento de Xangai como um importante centro de venda de contratos futuros de petróleo baseado em yuan poderia enfraquecer significativamente a dominação do dólar no comércio de petróleo.

Desde o choque do petróleo dos anos 70 e o aumento de 400% do preço do petróleo dos países da OPEP, Washington manteve um regime rígido em que a mercadoria mais valiosa do mundo, o petróleo, seria negociada somente em dólares americanos. Em dezembro de 1974, o Tesouro dos EUA assinou um acordo secreto em Riad (Arábia Saudita) com a Agência Monetária da Arábia Saudita, “para estabelecer um novo relacionamento através do Federal Reserve Bank of New York com a operação de empréstimo do Tesouro dos EUA” para comprar dívidas do governo dos EUA com petrodólares excedentes.

Os sauditas concordaram em impor ao seus compradores suas vendas de petróleo somente em dólares da OPEP em troca de vendas americanas de equipamentos militares avançados (comprados por dólares, é claro) e uma garantia de proteção contra um possível ataque israelense. Este foi o começo do que o então secretário de Estado dos EUA, (o judeu khazar) Henry Kissinger, chamou de reciclagem do petrodólar. Até o presente, apenas dois líderes de países exportadores de petróleo, o iraquiano Saddam Hussein e Qaddafi da Líbia tentaram mudar o sistema e vender petróleo por euros ou dinares de ouro e foram mortos e tiveram seus países invadidos e destruídos pelas forças militares dos EUA. Agora, a China está desafiando o sistema petrodólar de uma maneira diferente com o uso do petroyuan.

A diferença entre Saddam Hussein e Kadafi é que países muito mais influentes e poderosos, como a Rússia e agora o IRÃ, com o apoio implícito da China, estão cooperando para evitar o dólar por necessidade forçada pela pressão dos EUA. Esse é um desafio muito mais forte e muito maior para o (já enfraquecido) dólar dos EUA do que o Iraque ou a Líbia poderiam propor.

O contrato de futuros de petróleo em yuan da China agora permitirá que os parceiros comerciais da China paguem com ouro ou convertam o yuan em ouro sem a necessidade de manter o dinheiro em ativos chineses ou transformá-los em dólares norte-americanos. Os grandes exportadores de petróleo, como a Rússia, o IRÃ ou a Venezuela – todos alvos das sanções dos EUA e União Europeia – podem evitar as sanções dos EUA, evitando os negócios do petróleo em dólares agora. No mês de setembro, a Venezuela respondeu às sanções dos Estados Unidos ao solicitar que a sua companhia estatal de petróleo e os comerciantes fizessem contratos de venda de petróleo em euros e não pagassem ou fossem pagos em dólares por mais tempo.

Ouro por petróleo?

O Shanghai International Energy Exchange lançará em breve o seu contrato de futuros de petróleo bruto denominado em yuan. O contrato de futuros do Shanghai International Energy Exchange irá simplificar e consolidar o processo de venda de petróleo para a China por yuan, que a Rússia começou após as sanções em 2014. Isso também permitirá que outros produtores de petróleo do mundo vendam seu petróleo sem se utilizar dos dólares norte americanos. O contrato de futuros de petróleo bruto será o primeiro contrato de commodities na China aberto a fundos de investimento estrangeiros, casas comerciais e  empresas petrolíferas. A evasão do comércio do dólar americano poderia permitir exportadores de petróleo como a Rússia e o Irã, por exemplo, para ignorar as sanções dos EUA.

Para tornar a oferta mais atrativa, a China vinculou o contrato de futuros de petróleo bruto com a opção de converter o yuan em ouro eficiente através de trocas de ouro em Xangai e Hong Kong. De acordo com Wang Zhimin, diretor do Centro de Globalização e Modernização do Instituto de Economia e Comércio Estrangeiro da China, a possibilidade de converter os contratos futuros do petróleo em yuan em ouro dará aos futuros chineses uma vantagem competitiva em relação aos benchmarks intermediários Brent e West Texas.



Agora, a Rússia, o IRÃ ou outros grandes produtores de petróleo estão em condições de vender petróleo para a China por yuan ou rublos, ignorando totalmente o dólar. A mudança está prestes a ocorrer nas próximas semanas, já que o contrato de futuros do petróleo do yuan será lançado oficialmente.  Além disso, em outubro, a China e a Rússia lançaram o que é chamado de payment versus payment (PVP) (sistema de pagamento versus pagamento) para o yuan chinês e operações de rublo russo que reduzirão o risco de liquidação para o petróleo e outros negócios.

Já se declarou que as vendas russas de petróleo e gás na China estão sendo conduzidas em Rublos e Yuan e, como o esforço insensato dos EUA para isolar o Qatar no Golfo Pérsico, o Qatar, um importante fornecedor de gás LNG para a China, mudou sua moeda nas vendas de seu produto para  yuan. A pressão está crescendo para que, em algum momento, a Arábia Saudita rompa o seu pacto de 1974 com Washington e também passe a vender seu petróleo para a China também usando o yuan chinês, também abandonando o dólar norte americano.

IRÃ se junta à Eurasian Economic Union (EEU)

Um novo elemento está prestes a ser adicionado à crescente cooperação em toda a Eurásia, centrada em torno da China e da Rússia, com o IRÃ. De acordo com Behrouz Hassanolfat, da Trade Promotion Organization – Organização de Promoção Comercial do IRÃ, em um comunicado divulgado pela estatal iraniana Press-TV, em fevereiro de 2018, o IRÃ deverá se tornar um membro da União Econômica Eurasiática (EEU) da Rússia. Atualmente, a EEU, criada em 2015, inclui a Rússia, o Cazaquistão, a Bielorrússia, a Armênia e o Quirguistão para criar uma grande zona para o trânsito gratuito de bens, serviços, capital e trabalhadores entre os seus Estados membros. Atualmente, a EEU é um mercado de 183 milhões de pessoas. A adição do IRÃ com mais de 80 milhões de habitantes daria um impulso importante às economias da EEU e à sua importância econômica, criando um mercado comum de mais de 263 milhões de consumidores, com mão-de-obra qualificada, engenheiros, cientistas e know-how industrial.

O IRÃ já anunciou, diante das crescentes ameaças de Washington (pressionado pelos judeus khazares a atacar o IRÃ), que busca formas de vender seu petróleo para moedas sem usar o dólar. A integração na EEU poderia trazer uma solução para isso, já que o IRÃ, a Rússia e a China se aproximam e inevitavelmente se unem diante das pressões implacáveis ​​dos EUA sobre os três países.

Cada vez mais em proporção à pressão do Ocidente, as nações da Eurásia estão desenvolvendo modos de crescimento de suas economias independentes das sanções financeiras do Tesouro dos EUA e dos interesses dos países ocidentais (EUA-Europa). Em retrospectiva, é provável que essas sanções dos EUA sejam vistas como uma das tentativas mais estúpidas de Washington para tentar dominar as economias dos países da Eurásia.

William Engdahl é consultor de risco estratégico e palestrante, é formado em política pela Universidade de Princeton e é um autor de best-seller em petróleo e geopolítica, exclusivamente para a revista on-line “New Eastern Outlook”.


“Acautelai-vos, que ninguém vos engane; Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio das dores”. –  Mateus 24:4-8


Saiba mais, leitura adicional:

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