O conceito de “Grande Israel” vem de Theodor Herzl, o fundador do sionismo no século XIX. Nas palavras de Herzl, o Grande Israel é um Estado judeu constituído pelo território que vai desde o Rio Nilo, no Egito, até o Rio Eufrates, no Iraque, uma área muito maior que a Palestina atual, a partir da qual os judeus khazares sionistas criaram Israel. Os sionistas acreditam que a completa absorção da Palestina por Israel é apenas o começo, e não o fim, da criação do Judenstaat sionista.
Fonte: Global Research
Herzl não era multiculturalista. Ele não acreditava que os judeus pudessem ser assimilados em países com culturas cristãs. Ele defendia uma pátria judaica que reunisse a diáspora judaica em um país judeu. A Palestina era um protetorado britânico que os britânicos “protegeram” ao entregar as terras e os habitantes aos sionistas para que fossem transformados em um novo país conhecido como Israel.
A atual anexação israelense de Gaza e dos fragmentos remanescentes da Cisjordânia palestina não significa a conclusão do Estado sionista de Israel. Na descrição de Herzl sobre o Grande Israel, o Egito a leste do Nilo, o Iraque a oeste do Eufrates, a Síria, a Jordânia e o Líbano fazem parte do Estado sionista em formação.
No último ano, ministros do governo israelense exibiram mapas diante das câmeras de TV mostrando uma expansão do Grande Israel desde o rio Nilo, no Egito até ao Paquistão, que inclui todo o território da Arábia Saudita.
O que o mundo muçulmano, não apenas os árabes que Israel e seu aliado americano derrotaram, mas também o Irã, a Turquia e talvez o Paquistão, não entendem é que eles também são alvos de destruição para a expansão dos ideiais dos sionistas judeus khazares.
Em fevereiro passado, o ex-primeiro-ministro israelense Bennett esteve nos EUA para discursar na reunião anual do lobby israelense, que praticamente domina [todos os governos da] a América. Bennett disse ao lobby israelense que “a Turquia é o próximo Irã” num arroubo da ilimitada arrogância sionista. Em outras palavras, comecem a demonizar a Turquia para que a população americana ignorante veja a Turquia como o novo inimigo, substituindo o Irã, que Bennett acreditava estar prestes a ser derrotado e removido como um obstáculo ao Grande Israel.

Bennett foi precipitado em sua arrogância e psicopatia. O Irã não entrou em colapso e talvez nunca entre. Mas a Turquia e a Arábia Saudita, se forem capazes de prestar atenção, foram avisadas. Agora que Washington e Israel foram frustrados pelo Irã, quais são as chances dos sionistas contra a Turquia e a Arábia Saudita? O fato de a agenda do Grande Israel ser irrealista não desanima os sionistas. No Oriente Médio, apenas Israel tem uma agenda de longo prazo e um arsenal com cerca de duzentas ogivas atômicas.
Nas negociações de paz entre EUA e Irã, jamais se mencionou a agenda sionista do Grande Israel. Nem mesmo o governo iraniano questionou por que Israel teria direito a todo o território do Oriente Médio. É como se iranianos, turcos e sauditas nunca tivessem ouvido falar da agenda sionista do Grande Israel.
É comum que países, assim como pessoas, ignorem aquilo com que não querem lidar. Se isso continuar acontecendo, outros países muçulmanos seguirão o exemplo da Palestina em seu declínio e exposição aos instintos assassinos e genocida dos judeus khazares sionistas.



