Genocídio: Bebês palestinos eram ‘Alvos Especiais’ dos assassinatos israelenses – afirma chefe do painel de investigação da ONU

Os ataques de Israel contra Gaza demonstram um extermínio direcionado de assassinato de crianças que deve ser punido, disse à RT Índia o chefe de um painel da ONU que investigou os excessos dos soldados judeus khazares. A violência assassina e genocída desencadeada pelas forças israelenses foi “injustificada e desproporcional… em termos consideráveis”, disse o juiz S. Muralidhar, presidente da Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU sobre o território palestino ocupado, em entrevista exclusiva.

Fonte: Rússia Today

O juiz S. Muralidhar declarou à RT India que um padrão claro de ataques contra crianças é evidente.

“A desculpa de que o Hamas poderia estar usando hospitais e escolas como bases para realizar seus ataques não justifica a demolição completa de 97% de todas as escolas de Gaza”, disse ele.

A guerra em Gaza começou após o ataque liderado pelo Hamas ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023, no qual cerca de 1.200 pessoas foram mortas e mais de 250 feitas reféns. A subsequente operação militar de Israel devastou grande parte de Gaza, matando mais de 73.000 palestinos e ferindo mais de 173.000, a maioria de mulheres e crianças, segundo as autoridades de saúde locais.

Muralidhar apresentou as conclusões do painel da ONU na terça-feira e discutiu as violações os assassinatos israelenses contra crianças palestinas.

Citando um padrão de ataques direcionados a crianças, ele disse: “Quando você atira na cabeça de um bebê de 10 dias que está mamando no colo da mãe, você não pode de forma alguma rotular esse bebê como inimigo do Estado de Israel e justificar esse tipo de ataque.”

Segundo ele, os quadricópteros israelenses equipados com câmeras de imagem térmica conseguem distinguir claramente uma criança de um adulto.

Que as crianças foram especificamente visadas fica claro pelo número de “casos de bebês com ferimentos de bala na cabeça e no pescoço para causar o máximo de danos”. Ele acrescentou que os bebês foram alvejados com “pequenos projéteis em forma de cubo” que “se espalham como uma chuva de balas e destroem todos os órgãos internos”.

“Então ficou muito claro… que os bebês eram alvos especiais”, disse Muralidhar, que já foi juiz-chefe do tribunal superior no estado de Odisha, no leste da Índia.

Ele observou que soldados israelenses relataram na TV como alvejaram crianças com quadricópteros, alegando que “seus comandantes os elogiaram por isso”.

Muralidhar afirmou que o padrão foi claramente revelado “por meio de uma análise de todas as formas de evidência”, incluindo as forenses e médicas.

Israel realizou ataques aéreos sistemático nas áreas mais densamente povoadas, sabendo que as crianças constituiriam uma parcela considerável da população, disse ele, acrescentando: “A demolição dos hospitais é [feita] com pacientes ainda… dentro do hospital.”

Muralidhar observou que “um dos elementos do genocídio é impedir partos”, alegando que, para as forças israelenses, “as mães grávidas são alvos e lhes é negada qualquer ingestão de nutrientes, resultando em desnutrição”.

“Um tiro (numa mulher grávida) duas mortes” escrito em hebraico/inglês em camisetas à venda em Israel.

Ele acrescentou que equipamentos hospitalares foram destruídos, enquanto os médicos foram impedidos de trazer novos equipamentos e medicamentos de emergência.

“Portanto, é possível ver claramente um padrão de que a saúde reprodutiva está sendo visada. Os recém-nascidos são os alvos”, disse ele, alegando também que “Israel ataca os orfanatos” e observando que o relatório cita “mais de 58.000 crianças órfãs em dois anos”.

Muralidhar lamentou o “fracasso de todos“TODOS” os Estados-membros da ONU… em convencer Israel a cumprir as três ordens provisórias do Tribunal Internacional de Justiça, [o que] enfraquece a ordem jurídica internacional”. 


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