NASA alerta cientistas que Subestimam o ‘Pior Cenário’ de uma Poderosa Tempestade Solar

Como se o risco crescente de um desastre econômico global decorrente da guerra entre EUA e Israel contra o Irã já não fosse motivo de preocupação, pesquisadores do Goddard Space Flight Center da NASA estão alertando que erros de cálculo e suposições falsas podem ter resultado em uma enorme subestimação dos piores efeitos de uma tempestade solar ao atingir Terra. 

Fonte: Zero Hedge

²⁹ E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. – Mateus 24:29 | ACF

Tempestades solares são eventos nos quais o sol experimenta uma explosão massiva de energia, jogando para o espaço partículas de energia carregadas e campos magnéticos. De erupções solares (Flares) a Ejeções de Massa Coronal (CMEs), essas explosões representam um perigo para todos os tipos de equipamentos eletrônicos, desde satélites em órbita, sistema GPS, seu celular, computador, carro até bombas de gasolina, aviões, internet, geradores, usinas de energia e tudo o mais que utilize eletrônica.

O pior evento desse tipo REGISTRADO na história foi o Evento Carrington de 1859. Estima-se que tenha sido tão poderoso quanto 10 bilhões de bombas atômicas que causou falhas nos telégrafos em toda a Europa. Um evento muito mais modesto em 2003 perturbou os computadores de navegação da FAA durante mais de 24 horas, e a FAA foi levada a alertar que os voos de alta altitude poderiam receber doses perigosas de radiação. 

A NASA obteve esta imagem do sol em 7 de junho de 2011, quando o sol desencadeou uma dramática explosão solar. Foi uma explosão solar M-2 (de tamanho médio), uma tempestade de radiação de classe S1 (menor) e uma espetacular ejeção de massa coronal (CME) vinda do complexo de manchas solares 1226-1227.

De forma crítica, a teoria predominante sobre o “Clima Solar” postula que há um limite para quanta energia pode ser injetada na ionosfera polar da Terra. De forma alarmante, os cientistas da NASA dizem agora que pode não haver tal limite para a energia destrutiva que poderá chover dos céus e cair sobre o nosso mundo tecnológico.

Eles derivam essa suspeita de mais de um milhão de pontos de dados onde o vento solar foi medido por sondas da NASA na órbita da Terra. Essas medições mostram uma correlação direta entre a potência do vento solar e as correntes da atmosfera superior — em vez de uma correlação decrescente à medida que forças mais poderosas confrontavam o limite superior teorizado. 

“Atualmente não há evidências estatísticas que sugiram um limite superior à energia transferida do vento solar para a ionosfera polar”, concluíram os pesquisadores da NASA.

Veja o que um dos coautores do novo estudo, a Dra. Maria Walach, da Universidade de Lancaster, disse: 

“O campo magnético do nosso planeta faz um ótimo trabalho nos protegendo contra muitos efeitos do clima espacial. No entanto, há casos extremos em que satélites caem inesperadamente de volta à Terra ou perdemos a comunicação e os sinais de GPS…

Se não houver um limite máximo para a resposta do nosso planeta ao vento solar, a modelagem para casos extremos precisa levar isso em conta e devemos estar atentos aos efeitos do clima espacial. Felizmente, estes casos muito extremos são raros, mas isto também significa que temos dados limitados para trabalhar e só o tempo dirá o que acontece no tipo de evento muito extremo, um em mil anos.” 

Deixando de lado o pior cenário, um grande desastre certamente resultaria de outro evento na escala do Evento Carrington. Um estudo de 2014 do Lloyds de Londres, em conjunto com a Lexington, Mass-based Atmospheric and Environmental Research, chamou isso de “quase inevitável” e concluiu que 20 a 40 milhões de pessoas poderiam viver apagões nos seus países que durariam de 16 dias a dois anos.  

Organizações como a Fundação para Sociedades Resilientes há muito tempo vêm pedindo a implementação de medidas para fortalecer a infraestrutura de energia dos Estados Unidos contra eventos solares, alertando que transformadores de energia elétrica e sistemas de transmissão de eletricidade não blindados — que por sua vez não protegem as cadeias de suprimentos, os serviços médicos e a ordem social — ameaçam a sobrevivência de uma parcela significativa da população


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