A Casa Branca de Trump comandada por Israel está supostamente tentando manter as coisas “silenciosas” relacionadas à guerra do Irã e ao Estreito de Ormuz antes das eleições de meio de mandato de novembro, após um intenso surto de ataques nesta semana. “Os principais assessores do presidente Donald Trump estão pressionando para evitar que a guerra no Irã se intensifique antes das eleições de meio de mandato de novembro e estanque as perdas eleitorais republicanas, disseram quatro pessoas familiarizadas com as discussões, uma estratégia já sob pressão enquanto os EUA e o Irã trocou ataques durante a noite”, relatou a Reuters.
Fonte: Zero Hedge
Entretanto, em Israel a retórica de guerra ainda é elevada a dez. O primeiro-ministro açougueiro Benjamin Netanyahu deixou bem claro em novos comentários de quinta-feira que o “colapso total do regime” iraniano continua sendo seu objetivo “central”.
Em sua habitual e extrema arrogância ele declarou que a “missão central” é derrubar o regime iraniano, afirmando que o objetivo está “ao alcance”, durante um evento Rosh Hashanah com a presença do Fórum do Estado-Maior das FDI em Tel Aviv.
“O regime iraniano está agora vacilante. Está mais fraco do que nunca. Está lutando por sua sobrevivência”, afirmou. Ele também descreveu que isso se deveu, em parte, ao “sucesso da campanha de Israel em Gaza“, que remonta a 7 de outubro de 2023, e à missão anti-Hezbollah no Líbano.
“Estou confiante em nossa capacidade de remover essa ameaça de uma vez por todas – em outras palavras, de derrubar esse regime“, disse Netanyahu. “Essa é a missão central que ainda temos pela frente, mas está próxima. Não é impossível. Está ao nosso alcance”, ele enfatizou.
“Não é coincidência que eles não estejam nos atacando. Eles estão atacando todo mundo, menos nós. Eles conhecem nossa força, a força de nossos golpes e nossa determinação”, continuou ele.
O Ministério da Defesa de Israel deixou claro recentemente que atacará militarmente o Irã se a República Islâmica ousar atacar Israel, mesmo que seja algum tipo de ataque “limitado” aos ativos e interesses israelenses. Netanyahu também alertou: “Não mexa conosco. Se você aprendeu alguma coisa, não mexa conosco. Temos a força, a determinação e a unidade interna para derrotá-lo.”
Mas Israel quer claramente que os Estados Unidos continuem a fazer o trabalho pesado porque o minúsculo estado pária de Israel, apesar de sua grande arrogância, não tem condições de cumprir sozinho com essa tarefa. Normalmente, sua liderança se esforça mais para defender a escalada anti-Teerã sempre que Washington parece recuar na pressão militar.
E então não é coincidência que esta semana surgiu esta pérola…
“O Jerusalem Post publica um artigo de opinião sugerindo usar americanos endividados para invadir o Irã… faltam-me palavras”.
The Jerusalem Post runs an op-ed suggesting using indebted Americans to invade Iran…words fail me. pic.twitter.com/h7qISeAdOg
— Marcus Stanley (@MarcusMStanley) September 3, 2026
As autoridades israelenses continuaram ao mesmo tempo e delirantemente a elogiar o fato de os ativos da Mossad terem estado em funcionamento dentro da República Islâmica, insinuando que poderia ocorrer algum tipo de “revolta”.
E, no entanto, depois de seis meses de guerra, não houve realmente ondas de protestos nas ruas. Continua a ser uma situação de lei marcial, e o fato de a própria população iraniana estar sob as bombas dos EUA traduziu-se naturalmente em cidadãos que não querem ser vistos a torcer pelo inimigo. Toda a situação dos tempos de guerra também concede essencialmente às autoridades mais “poder” para reprimir a dissidência interna, como normalmente acontece.



