A Crônica de Akakor – O livro da Águia (3b)

O mistério de uma antiga civilização subterrânea perdida da Amazônia que não existe “oficialmente” … que muitos exploradores MORRERAM tentando encontrar. Se a história da busca pela cidade perdida de Akakor e sua tribo Ugha Mongulala soa como o roteiro de ficção de um filme de Indiana Jones, é justamente porque ela foi usada como base para o quarto e último filme da série, “Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull” (O Reino da Caveira de Cristal). É uma história  envolta em muitos mistérios. Ela é contada em um polêmico livro, “A Crônica de Akakor”, que passamos a publicar em capítulos …

A CRÔNICA DE AKAKOR – O LIVRO DA ÁGUIA (3b)

Livro: “A CRÔNICA de AKAKOR” (Die Chronik von Akakor – 1978), por Karl Brugger, prefácio de Erich Von Daniken, tradução de Bertha Mendes.

O LIVRO DA ÁGUIA

Esta é a águia.
Poderosas são as suas asas
E poderosas as suas garras.
Os seus olhos
Olham imperiosamente sobre a Terra.
Está acima do homem.
Não pode ser
Nem vencida nem morta.
Durante treze dias ergue-se no céu,
E durante treze dias
Voa ao encontro do sol-nascente.
É verdadeiramente sublime.


IV – OS GUERREIROS DO LESTE – 1.421 A. C. – 1.400 D. C.

Com o colapso dos grandes e antigos impérios, no Oriente Médio, Mesopotâmia e na Ásia, a ordem no velho mundo oriental desintegrou-se em pequenos estados. Israel foi criado por Salomão {filho de Davi} em cerca de 1.000 a. C. Ao mesmo tempo, despertava na Grécia uma grande civilização e, séculos mais tarde, uma outra floresceria em Roma, à beira do rio Tibre. Presume-se que o nascimento de Jesus tenha sido em Belém em torno do ano 7 a. C. Depois da ascensão, glória e queda do Império Romano, os Ostrogodos, chefiados pelo seu rei, Teodorico, o Grande, fundaram na Itália o seu próprio império. Em 552, na batalha do monte Vesúvio, o general romano Narses derrotou inteiramente Teja, o último rei dos Bárbaros. Nada se sabe acerca dos sobreviventes desta raça.

Tiahuanaco, Puma Punku e suas pedras espalhadas

A história dos Vikings fez-se no mesmo período. O ousado povo marinheiro de gigantes louros, fortes e sanguinários ocupou a costa oeste da França e o norte da Inglaterra e estabeleceu uma base na Groenlândia e mais tarde teriam alcançado às costas do Canadá. Através da foz de grandes rios que desembocavam nas geladas águas do mar do norte, especialmente o rio Volga, eles penetravam continente adentro, entre os séculos VIII e X sendo que os povos da tribo viking dos Rus vieram a ser os ancestrais dos povos da atual Rússia. De acordo com informações não confirmadas, os vikings até mesmo teriam alcançado a costa leste da América do Norte, no que hoje seria o Canadá em torno do século X.

A Idade Média européia inicia-se no ano de 900 d.C. Nesta época começavam na América Central as histórias dos Astecas, dos Maias e dos Incas. As tribos dos Astecas e dos Incas, com a sua estrutura de classes, desenvolveram uma pura civilização neolítica exemplificada pelos hieróglifos e pelo sofisticado calendário maia. No entanto, a mais forte  característica dos povos Incas foi a expansão do seu império, que alcançou o apogeu no princípio do século XV, sob a chefia de Huayana Capac, um pouco antes da chegada dos conquistadores espanhóis chefiados pelo sanguinário Francisco Pizarro.

A CHEGADA DOS GUERREIROS ESTRANGEIROS

Os Bárbaros Brancos são cruéis. Incendeiam florestas, e quando estas ardem pode-se ver os animais cercados pelo fogo, que correm tentando escapar às chamas, mas que, no entanto morrem queimados. A mesma coisa também acontece a nós. Desde que os Bárbaros Brancos vieram para o nosso país, tem havido uma guerra contínua. Mas os Ugha Mongulala nunca foram os primeiros a disparar a seta. Os Bárbaros Brancos enviaram os primeiros guerreiros, depois vieram a segunda, e a terceira leva de bárbaros. Só então mandamos o nosso batedor com a Seta Dourada. Mas os nossos sacrifícios foram em vão.

Os Bárbaros Brancos penetraram mais ainda no nosso terreno, ocupando a região e devastando tudo como um tornado. Dominaram as Tribos Aliadas e obrigaram-nas a seguir os seus costumes, que eram ditados por espíritos  mesquinhos. Mas o homem nascera livre nas montanhas, na planície e no Grande Rio, onde o vento sopra liberto e nada escurece a luz do Sol durante o dia, onde pode viver em liberdade e respirar livremente, mesmo durante as batalhas, e o caos pode vir, tal como está escrito na Crônica de Akakor:

A discórdia e a inveja surgiram de toda a parte. E os homens discutiam acerca de suas irmãs e pela sua presa. Os festivais da comunidade degeneraram em ébrias orgias. Os Servos Escolhidos revoltaram-se uns contra os outros e atiraram uns aos outros ossos e crânios dos seus mortos. As Tribos Aliadas abandonaram as tradicionais pousadas e seguiram novos caminhos, onde se instalaram. Contra a vontade do Alto Conselho de Akakor, edificaram numerosas cidades. Cada um dos seus novos chefes comandava o seu próprio exército.

No meio do décimo primeiro milênio, o império dos Ugha Mongulala ultrapassara o seu zênite. O exemplar reino de Lhasa tremeu com a revolta das Tribos Aliadas. Grandes exércitos de tribos selvagens dominaram as fortalezas da fronteira no hoje Mato Grosso e na Bolívia. Em Akakor aumentava a tensão entre o Alto Conselho e os sacerdotes. A falsa fé e a idolatria ameaçavam o legado dos Primitivos Mestres. Só a tripla divisão do poder introduzida por Lhasa evitou o colapso do total do império. O povo dos Ugha Mongulala beneficiou-se com a sua ordem e as suas leis, mas não conseguiu evitar uma lenta desagregação do próprio império, que foi mais tarde acelerada pelos acontecimentos da fronteira ocidental (Cordilheira dos Andes).

Aí os Incas haviam travado ferozes batalhas e subjugado muitas tribos. Conquistaram as estradas de acesso aos estreitos do norte e avançaram pelas encostas orientais dos Andes para destruir a cidade-templo de Tiahuanaco. Pela primeira vez desde o regresso dos deuses, hordas hostis e selvagens penetraram até às muralhas de Akakor. Mas então aconteceu o que na nossa crônica é descrito com as seguintes palavras:

Agora falamos dos guerreiros do Leste. E falaremos também da chegada dos Bárbaros. Era assim que se chamavam a eles próprios. E aqui está a sua história. Já tinham decorrido trezentas e sessenta e quatro gerações desde a partida dos deuses, desde o começo da luz, da vida e da tribo. Já cento e quatro príncipes tinham sucedido a Lhasa, o filho dos deuses. Os corações dos Servos Escolhidos estavam tristes. O clã de Viracocha seguira para Cuzco. Aí construiu as suas cabanas. Aí erigiu templos aos seus deuses e pregou o ódio e a guerra. Esse era o seu alimento diário desde a madrugada ao entardecer e durante a noite. Então, uma estranha mensagem chegou a Akakor. Guerreiros estrangeiros subiam o Grande Rio – homens valentes, tão fortes como o gato-selvagem e tão corajosos como o jaguar. As mulheres e os filhos acompanhavam-nos. Iam em busca dos seus deuses. E assim os Bárbaros alcançaram o império das Tribos Escolhidas.

A chegada de guerreiros estrangeiros que a si próprios se chamavam Bárbaros é um dos grandes e antigos mistérios da história do meu povo. Os Ugha Mongulala tinham provavelmente sido informados, desde o tempo de Lhasa, da existência de um grande império para além do oceano que ficava a leste, e que fora governado por Samon  {Salomão?}. Mas desde a destruição da cidade de Ophir, no sétimo milênio, a ligação do comércio com o império de Samon tinha sido cortada. Até a chegada dos Bárbaros, os sacerdotes acreditavam que o império de Samon tinha desaparecido.

Os guerreiros estrangeiros vindos do leste trouxeram uma mensagem inteiramente diferente. Havia muitas tribos e nações poderosas para além do oceano {Atlântico} oriental. De acordo com a história dos Bárbaros, eles também descendiam de seres divinos. Uma velha família principesca viera dos céus e tinha-lhes ensinado tudo acerca da vida e da morte. Muitos milhares de anos mais tarde, os Bárbaros foram obrigados pela fome e pelas tribos inimigas a vaguear em terra alheia. E aqui se cumpriu o seu destino.


Sobre a referência ao perdido reino bíblico de OPHIR, com o qual o rei de Israel, Salomão, em conjunto com Hiram, rei de Tiro, teriam enviado três expedições, há cerca de 3 mil anos atrás, para coleta de material {ouro, prata, pedras preciosas e madeiras – almugue/mogno – nobres} para a construção do primeiro Templo de Jerusalém, saiba mais nos links à seguir:


Nota de Thoth: Referências bíblicas sobre o reino de Ophir e suas riquezas em MADEIRA, PEDRAS PRECIOSAS E OURO:

“Também as navios de Hirão, que de Ofir levavam ouro, traziam de Ofir muita madeira de almugue, e pedras preciosas”. 1 Reis 10:11

“E também os servos de Hirão e os servos de Salomão, que de Ofir tinham trazido ouro, trouxeram madeira de algumins, e pedras preciosas”. 2 Crônicas 9:10

“E fez Jeosafá navios de Társis, para irem a Ofir por causa do ouro; porém não foram, porque os navios se quebraram em Eziom-Geber”. 1 Reis 22:49

“E enviou-lhe Hirão, por meio de seus servos, navios, e servos práticos do mar, e foram com os servos de Salomão a Ofir, e tomaram de lá quatrocentos e cinqüenta talentos* de ouro; e os trouxeram ao rei Salomão”. 2 Crônicas 8:18

O rio Japurá/Yapurá, em DESTAQUE em amarelo, no mapa acima, um afluente do rio SOLIMÕES, o lendário rio bíblico de onde os fenícios e os hebreus obtiveram os metais preciosos, aves raras e madeiras nobres para a construção do Templo de Salomão em Jerusalém.

“E mandou Hirão com aquelas naus a seus servos, marinheiros, que sabiam (os caminhos) do mar, com os servos de Salomão”. 1 Reis 9:27

  • Um Talento pesava 34,2 kg nos tempos do rei Salomão. Assim sendo, foi extraído cerca de 15.390 quilos de OURO do reino de Ophir, equivalentes em reais, pela cotação atual do ouro de R$ 624,83 a GRAMA (cotação do dia 06/05/2025) o valor de R$ 9.616.133.700,00 !!!. Parece que nosso país vem sendo explorado e roubado pelos judeus há muito mais tempo do que imaginávamos…desde os tempos de Salomão !!!

Este é o nome do príncipe dos Bárbaros. Eles chamaram-lhe o Caçador Selvagem {alusão à constelação de Órion, o Caçador}. Tinha grande sabedoria e muito espírito. Era um profeta de boa vontade e realizara feitos heróicos. Salvou-os da destruição. Porque os valentes guerreiros foram batidos; pareciam condenados à perdição na montanha que vomitava fogo. Concluiu uma aliança com os ousados marinheiros do Norte. E o seu povo continuou em busca dos Deuses. Os Bárbaros procuravam pelos quatro cantos do mundo, no Extremo Azul do Mundo e no Extremo Vermelho do Mundo. Cruzaram a infinidade dos oceanos. E depois de trinta luas fundaram uma nova pátria, e o país dos Servos Escolhidos.

A ALIANÇA ENTRE DUAS NAÇÕES

A chegada dos Bárbaros no ano de 11.051 (570 d.C.) teve um decisivo significado para os Ugha Mongulala. Akakor conseguiu o apoio de um grupo de experimentados guerreiros, infinitamente superior ao das tribos rebeldes. Durante séculos, o Alto Conselho e os sacerdotes estavam afastados da luta pelo poder. O Povo Escolhido ganhara a sua confiança no legado deixado pelos Antigos Pais. Uma vez mais, a profecia dos deuses provava ser verdadeira. Na hora da direta necessidade eles enviaram auxílio, como está escrito na Crônica de Akakor:

Assim, os Bárbaros alcançaram o império das Tribos Escolhidas. E assim se estabeleceram em Akakor. Agora existiam dois clãs, mas um só espírito. Não era nem de discórdia nem de combate. A paz reinava entre eles. Não havia nem violência nem disputa. Os seus corações estavam tranqüilos. Não conheciam nem ciúme nem inveja.

A aliança entre os Bárbaros e os povos Ugha Mongulala foi selada pela troca de dádivas. O Alto Conselho concedeu habitações e terra fértil aos Bárbaros recém-chegados. Em troca os Bárbaros presentearam o meu povo com novas sementes e uma espécie de enxadas puxadas por animais. Ensinaram-lhes outras formas de cultivar o solo e mostraram aos artífices como construir melhores teares. Mas a sua melhor dádiva foi o segredo de produzir um duro metal negro que era desconhecido do meu povo e a que os Bárbaros Brancos chamavam ferro. Até a chegada dos Bárbaros nós só tínhamos trabalhado ouro, prata e bronze. O ouro e a prata vinham da região da destruída cidade-templo de Tiahuanaco.

Operários escolhidos arrastavam redes pelo leito dos rios em que encontravam as pedras onde havia ouro e prata. Os
sacerdotes conseguiam fabricar o bronze em grandes queimadores de carvão voltados para leste. Mas o seu calor não era suficiente para fundir o castanho minério do ferro. Ora os Bárbaros construíram fornalhas de pedra. Buracos abertos a distâncias regulares asseguravam a ventilação e o aumento de calor. Guiados pelos novos aliados, os operários começaram a fazer grandes facas e aguçadas pontas de lança, que eram superiores às das outras tribos. Fizeram peças de vestuário trabalhadas com ferro para os dirigentes e para os Chefes de Dez Mil Homens. Durante mil anos os nossos chefes foram para a guerra com essas armas. Depois vieram os Bárbaros Brancos com as armas de fogo, contra as quais não tínhamos nenhuma proteção.

A armadura de ferro, as velas negras e as coloridas cabeças de dragão dos navios dos Bárbaros foram guardadas até agora no Grande Templo do Sol. Segundo o desenho dos nossos sacerdotes, os navios podiam transportar sessenta homens e eram movidos por meio de uma vela de fino tecido que estava ligada a um elevado mastro. Mais de mil guerreiros alcançaram Akakor transportados em quarenta navios. Restabeleceram o desintegrado império e tornaram-no novamente forte e poderoso, tal como está narrado na crônica, com boas palavras e numa escrita clara:

Assim, a grandeza e o poder dos Servos Escolhidos aumentou. A fama dos seus filhos e a glória dos seus guerreiros cresceu. Aliados aos guerreiros do ferro, derrotaram os seus inimigos. Construíram um poderoso império. Governaram em muitas terras. O seu poder alcançou os quatro cantos do mundo.

A CAMPANHA DO NORTE

Apesar da sua derrota na montanha que vomitava fogo, os Bárbaros continuaram a ser uma nação de bravos guerreiros. Pouco depois da sua chegada começaram a defender os Ugha Mongulala na sua luta contra as tribos rebeldes. Com as novas armas de ferro fizeram recuar a Tribo das Grandes Vozes para a estéril região de lianas na parte baixa do rio Vermelho. Dominaram a Tribo da Glória Crescente e a Tribo onde Cai a Chuva, que tinha cessado de pagar tributo, e destruíram inúmeras tribos selvagens. No princípio do sétimo século, no cálculo dos Bárbaros Brancos, os guerreiros Ugha Mongulala mais uma vez avançaram até ao coração da grande floresta no sul do império e até à parte baixa do Grande Rio. O velho império de Lhasa parecia ressurgir das cinzas do passado como uma fênix.

Assim principiou a Grande Guerra. Os exércitos dos Servos Escolhidos avançaram. Atacaram a Tribo das Grandes Vozes. Esmagaram a sua arrogância. Os arqueiros e fundeiros subiram as paliçadas. Arrombaram as portas das povoações do inimigo. Mataram mais adversários do que os que se podiam contar, e um grande saque caiu-lhes nas mãos. Eis a lista de alguns itens: flautas de osso e chavelhos de concha, preciosos enfeites de penas dos Grandes Pássaros da Floresta, peles de jaguar e escravos. Capturaram tudo.

As Tribos Escolhidas ganharam uma força que não possuíam já há muitos milhares de anos. Segundo A Crônica de Akakor, os exércitos aliados dos Ugha Mongulala e os Bárbaros combateram nos quatro cantos do império e obrigaram as Tribos Degeneradas a pôr-se em fuga. Era a época do castigo e da retribuição da sua traição ao legado dos Primitivos Mestres. Só na fronteira oeste de Akakor se puseram à defesa. Fiel à ordem dos Antigos Pais de nunca combater contra os seus próprios irmãos, o Alto Conselho limitou-se a mandar erigir um alto paredão contra os Incas. Durante treze anos, trinta mil aliados trabalharam na larga muralha de pedra, com os seus suportes e defesas. Torres de vigia quadradas, feitas de gigantescos silhares, foram colocadas a seis horas de distância, a passo.

Eram armazéns de armas e mantimentos e também casernas. Estradas pavimentadas ligavam as fortalezas com Akakor. Uma grande campanha para o norte foi o maior feito militar no décimo primeiro milênio. Quando da sua chegada, os Bárbaros tinham-se referido a um povo de pele castanha que usava penas. Viviam para além dos estreitos do Norte e haviam comerciado com os seus antepassados. Desde essa época os sacerdotes começaram a descobrir no céu sinais luminosos e o Alto Conselho receava um iminente ataque de nações desconhecidas. O Conselho decidiu organizar um grande exército e enviá-lo para a fronteira mais setentrional. Deste modo, cerca de um milhão de guerreiros Ugha Mongulala e das Tribos Aliadas partiram no ano 11.126 (645 d. C.), tal como está escrito na crônica:

E o príncipe assim falou à assembléia reunida: “Partam para esse país. Nada receiem. Se houver inimigos, combatam -nos, matem-nos. E mantenham-nos informados para vos podermos ajudar”. Estas foram as suas palavras. E a força gigantesca partiu. E todos marcharam: batedores, arqueiros, fundeiros e lanceiros. Passaram para além das colinas. E também ocuparam as praias dos oceanos. E, por ordem do príncipe,  continuaram a avançar. Marcharam para o norte e construíram poderosas cidades para mostrar a força das Tribos Escolhidas.

Monte Roraima UM LOCAL SAGRADO E CHEIO DE MISTÉRIOS NO NORTE DO BRASIL

A maior campanha da história das Tribos Escolhidas terminou sem qualquer resultado concreto. Poucas luas depois da partida do imenso exército, as comunicações foram subitamente cortadas. As últimas informações a chegar a Akakor referiam-se a uma tremenda catástrofe. O país para além das fronteiras era agora um mar de chamas. Os guerreiros sobreviventes fugiram para o norte e juntaram-se a um povo estranho. Só mil anos mais tarde, quando os Bárbaros Brancos avançaram no Peru, os receios do Alto Conselho foram confirmados: estranhos guerreiros vieram do norte e destruíram o império Inca. E com a chegada o poderoso e tranqüilo império dos Ugha Mongulala e dos Bárbaros desapareceu também.

UM MILÊNIO DE PAZ

O império tranqüilo durou mil anos, desde 11.051 a 12.012 (570 – 1531 d. C.). Neste período, só duas tribos tinham força e prestígio: os Ugha Mongulala, a nação das Tribos Escolhidas e os Incas, os filhos do Sol. Haviam divido o país entre eles e viviam em paz. Os descendentes de Viracocha, o Degenerado imperador Inca, governaram um enorme império desde Cuzco. Em Akakor, o legítimo sucessor dos nossos Antigos Pais governava de acordo com o legado dos deuses.

Os Servos Escolhidos conheceram a felicidade. Viveram em paz. Na verdade, o seu império era grande. Ninguém os podia prejudicar. Ninguém os podia derrotar; a sua força crescia constantemente. Tudo começou com a chegada dos Bárbaros. Tanto as maiores como as mais pequenas tribos ficaram transidas de medo; receavam os guerreiros de ferro. Dispunham-se a servir as Tribos Escolhidas e trouxeram muitas dádivas. Mas os sacerdotes voltaram a face para o céu. Deram graças pelos seus fortes aliados. Sacrificaram incenso e mel das abelhas. E rezaram assim aos Deuses:

“Dai-nos filhas e filhos. Protegei o nosso povo do mal e do pecado. Protegei-o da lascívia; não os deixei tropeçar quando sobe e quando desce. Defendei-nos os caminhos e as estradas. Que nenhuma infelicidade e nenhum mal aconteçam a esta aliança. Preservai a unidade nos quatro cantos e nos quatro lados da Terra, para que a paz e a felicidade possam governar no império das Tribos Escolhidas”.

E os Deuses prestaram atenção às orações dos sacerdotes e abençoaram a união entre a nação dos Bárbaros e dos Ugha Mongulala. Os guerreiros estrangeiros que haviam cruzado o oceano nos seus navios com dragões de boa vontade se submeteram ao legado dos deuses. Aprenderam a nossa língua e a nossa escrita, e dentro em pouco fundiram-se na nossa nação. Os seus chefes ocuparam importantes cargos na administração do império. Os seus generais tornaram-se o terror das tribos inimigas. Os seus sacerdotes chegaram mesmo a renunciar ao seu falso credo, que tinham trazido escrito num grande e pesado livro encadernado em ferro.

Este livro, a que os soldados alemães depois chamavam “Bíblia”, está escrito com sinais ininteligíveis para o meu povo. Contem gravuras da vida dos Bárbaros no seu próprio país e também fala num poderoso deus, que veio à Terra em sinal-da-cruz para libertar os homens do obscurantismo. Mil anos mais tarde os Bárbaros {espanhois} traçaram a sua origem divina com o mesmo sinal.

Um OVNI sobrevoando o Monte Roraima e liberando uma sonda:

Em seu nome e em sua honra destruíram o império dos Incas e provocaram a morte de milhões de pessoas. Mas até a sua chegada, que está descrita na terceira parte da Crônica de Akakor, os Ugha Mongulala e os Bárbaros conviveram tranqüilamente unidos, de acordo com o legado dos Antigos Pais. Faziam os sacrifícios prescritos, honravam os deuses e recordavam o muito distante período em que na Terra não havia nem homens nem o Grande Rio, como está escrito na crônica:

“Foi há muitos, muitos anos, quando o Sol e a Lua se queriam casar. Mas ninguém podia uní-los. Porque o amor do Sol era feito de fogo e poderia incendiar a Terra. E as lágrimas da Lua eram muitas, tantas que teriam inundado a Terra. Assim, ninguém os uniu e os Sol e a Lua separaram-se. O Sol seguiu um caminho e a Lua seguiu outro. Mas a Lua chorou durante todo o dia e toda a noite. E as lágrimas do seu amor  inundaram a Terra e aumentaram o mar. E o mar zangou-se e as suas águas, que cresceram durante seis luas e desceram durante outras seis luas, repeliram as lágrimas. Assim, a Lua deixou-as cair na Terra e com elas criou o Grande Rio”. {Continua…}


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