O Congresso do Paraguai não aceitou a renúncia e aprovou o impeachment do então presidente Santiago Peña após o escândalo do Ueno Bank, que se transformou em uma crise financeira que afetou cerca de 3 milhões de paraguaios em todo o país. Segundo os parlamentares, o motivo do impeachment foi “abuso de poder”. A moção, que já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados por 78 votos favoráveis, recebeu 44 votos a favor e uma abstenção no Senado.
Fonte: Sputnik
“Consequentemente, ele está destituído do cargo de presidente da República do Paraguai“, declarou o presidente do senado Basilio Núñez ao Congresso.
Santiago Peña renunciou na quinta-feira (5) ao cargo de presidente. Entretanto, a renúncia não foi aceita pelo Congresso paraguaio, que, na sequência, iniciou um processo para julgar o então presidente. Isso porque a renúncia, conforme a legislação do país sul-americano, concederia a Peña um cargo vitalício no Senado. Logo, ele desfrutaria de foro privilegiado. A imunidade, por outro lado, não é recebida caso o mandatário sofra um impeachment.
Pouco tempo antes da decisão do Senado, Peña publicou um comunicado nas redes sociais, afirmando que apresentou sua renúncia “para evitar mais danos ao país e contribuir para devolver-lhe a tranquilidade”.
“Não quero que minha presença seja motivo de maior divisão ou instabilidade. Minha responsabilidade é colocar o país acima do meu destino pessoal”, escreveu no X.
Além disso, Peña comentou que, neste momento, a sociedade paraguaia deve estar unida para “reconstruir a institucionalidade e recuperar a confiança”. “Despeço-me com gratidão, sem ignorar a angústia daqueles que hoje esperam por respostas”, concluiu.
Com o impeachment, quem assume provisoriamente a presidência paraguaia era o então vice de Peña, Pedro Alliana.

Peña é preso no Paraguai
O ex-presidente foi preso em sua casa no Paraguai. De acordo com o portal ABC, ele ficará em prisão domiciliar.
A Justiça havia pedido a prisão de Peña minutos após o ex-presidente sofrer um impeachment, devido à crise da quebra do Ueno Bank. Na terça-feira (3), o Banco Central do Paraguai (BCP) anunciou o fechamento do banco após detectar um nível de solvência abaixo de 50% do mínimo legal, o que deixou milhões de clientes sem acesso às suas contas e provocou protestos generalizados no país.



