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Agricultores franceses Impõem ‘Cerco’ a Paris em Protestos contra medidas do governo

Caminhões e tratores bloqueiam as principais rodovias no entorno da capital francesa. Agricultores pressionam governo para recuperar danos causados pela inflação e a guerra da Ucrânia, e reclamam que setor é excessivamente regulado. Os agricultores franceses bloquearam as principais autoestradas em redor de Paris na segunda-feira, 29 de janeiro, ameaçando bloquear toda a capital num impasse cada vez maior com o governo de Macron sobre as suas condições de trabalho.

Agricultores franceses Impõem ‘Cerco’ a Paris em Protestos contra medidas do governo

Fontes: Le MondeDeutschewelle

Nas últimas semanas, tem havido uma série de protestos em França, dos produtores agrícola, por parte de agricultores irritados com os rendimentos, a burocracia e as políticas ambientais de emissão Zero CO² que dizem minar a sua capacidade de competir com outros países. 

Os agricultores que protestavam iniciaram a operação bloqueando a autoestrada A13 a oeste da capital, a A4 a leste e a A6 por onde centenas de tratores circulavam em direção a Paris vindos do sul. No meio da tarde, eles pareciam ter alcançado o objetivo de estabelecer oito pontos de estrangulamento nas principais estradas de acesso a Paris, de acordo com o Sytadin, um serviço de monitoramento de tráfego. Uma faixa em um trator do comboio dizia: “Não morreremos em silêncio”.

Assim como ocorreu recentemente na Alemanha e em outros países europeus, há uma semana os agricultores utilizam tratores e caminhões para bloquear ou provocar lentidão nas rodovias. Agora, eles se aproximam para bloquear a capital e encurralar o governo “verde e acordado” do país.

Polícia para proteger aeroportos

Em resposta, o governo ordenou o envio de 15.000 policiais e gendarmes para monitorar os protestos. O Ministro do Interior, Gerald Darmanin, disse às forças de segurança para mostrarem moderação, mas também alertou os agricultores para não interferirem em pontos estratégicos.

“Não vamos permitir que edifícios governamentais, repartições fiscais ou supermercados sejam danificados ou que caminhões que transportam produtos estrangeiros sejam parados”, disse ele. Darmanin disse que os protestos também não poderiam afetar os aeroportos Charles de Gaulle e Orly, em Paris, ou o mercado atacadista internacional de alimentos de Rungis, ao sul da cidade.

Veículos blindados da polícia foram enviados para Rungis na segunda-feira, depois que alguns agricultores ameaçaram “ocupar” o local. A polícia e os gendarmes também têm ordens de impedir qualquer incursão na própria Paris, disse Darmanin.

Temendo um agravamento das tensões com o setor agrícola em pleno ano de eleições europeias, o governo do presidente Emmanuel Macron chegou a retroceder nos últimos dias de alguns de seus planos. Entre outras medidas, o governo francês prometeu isenção fiscal para o combustível agrícola, o compromisso de negociar em Bruxelas uma nova revogação da obrigação de deixar 4% das terras em pousio (interrupção para deixar o solo mais fértil) e acelerar os pagamentos para a Política Agrícola Comum (PAC) da UE, da qual a França é a principal beneficiária, com 9 bilhões de euros por ano.

O governo Macron tem tentado impedir que o descontentamento entre os agricultores se espalhe antes das eleições para o Parlamento Europeu, em junho, que são vistas como um teste fundamental para o governo do presidente Emmanuel Macron. Ele convocou uma reunião com vários ministros para a tarde dessa segunda-feira para discutir a situação, disse seu gabinete.

Macron também deverá se reunir com a chefe da Comissão Europeia, [a vovó psicopata] Ursula von der Leyen, em Bruxelas, na quinta-feira, para discutir a crise e apoiar as medidas que os agricultores exigem em nível da UE, disse seu gabinete. A porta-voz do governo, Prisca Thevenot, disse que “novas medidas serão tomadas amanhã” para ajudar os agricultores.

Contudo, entidades representativas dos agricultores afirmam que essas medidas não são suficientes. “A essa altura, o que nós queremos […] é aumentar a pressão”, afirmou o chefe do poderoso sindicato FNSEA. “Para isso, bloquearemos todas as principais rodovias que entram ou saem de Paris em uma faixa de até 30 quilômetros da capital”, afirmou, antes dos protestos. “Nosso objetivo é pressionar o governo para que possamos encontrar uma solução rápida e um modo de sair da crise.”

Em Jossigny, perto da Disney Paris, todas as seis faixas da via expressa A4 foram bloqueadas. Alguns veículos levavam mensagens como: “Não há comida sem agricultores” e “Nosso fim significaria fome para vocês”. A emissora BFM-TV mostrou imagens de manifestantes usando empilhadeiras para colocar fardos de feno na rodovia A6, ao sul de Paris.

‘Nos deram petiscos’

Os líderes agrícolas disseram que as respostas do governo Macron até agora foram insuficientes. “O primeiro-ministro Attal [um ativista LGBTQ+, recentemente nomeado pelo “acordado” Macron] deu-nos alguns petiscos e agora gostaríamos que ele trabalhasse um pouco mais e nos desse mais”, disse Arnaud Lepoil, membro do principal sindicato de agricultores, FNSEA. Arnaud Rousseau, líder da FNSEA, e o chefe do sindicato dos Jovens Agricultores, Arnaud Gaillot, se encontrariam com Attal ainda na segunda-feira, disseram fontes à Agence France-Presse (AFP).

Anteriormente, cerca de 30 ativistas do grupo ambientalista Greenpeace lançaram granadas de fumaça na Place de la Concorde, em Paris, perto dos Champs-Elysees. Eles também desfraldaram uma faixa em apoio aos agricultores antes de serem escoltados pela polícia. Os taxistas organizaram na segunda-feira o seu próprio movimento de protesto contra o que consideram ser uma remuneração insuficiente para o transporte de pacientes pelos serviços de saúde franceses. A lentidão deles aumentou a interrupção nas rodovias.

Contraste entre campo e cidade

As longas filas de tratores e veículos agrícolas expuseram os contrastes econômicos e sociais entre a cidade e o campo na França. Os manifestantes se sentem ignorados pelos ministros de Estado, a quem acusam de raramente irem às fazendas e “sujarem os seus sapatos”

Incomodados com a queda dos preços dos seus produtos, agricultores furiosos estacionam os seus tratores enquanto protestam em Paris na quinta-feira. Christophe Ena

Os protestos na França não são os únicos: ações similares foram realizadas na Alemanha, na Polônia, e na Grécia recentemente, por vezes apoiadas por partidos de extrema direita. Essas legendas vêm  conquistando parcelas cada vez maiores do eleitorado em diferentes países da Europa, e a poucos meses das eleições para o Parlamento europeu.

Os agricultores se queixam do aumento dos preços dos fertilizantes e principalmente, dos combustíveis, exacerbados pela guerra na Ucrânia, que, juntamente com a alta nos custos de energia e outros itens necessários para manter as plantações e criações de animais, fizeram suas rendas diminuírem significativamente. Os fazendeiros reclamam que o setor agrícola, fortemente subsidiado, é excessivamente regulado, além de sofrer os impactos da importação de baixo custo de países onde a agricultura tem menos regulação.

Protestos em toda a Europa

Na vizinha Bélgica, os agricultores intensificaram a sua própria campanha e, nas últimas semanas, os protestos dos agricultores também cresceram na Alemanha, Polónia, Romênia e Holanda.

Centenas de agricultores usaram na segunda-feira tratores para bloquear o acesso aos principais portos da Alemanha, intensificando os seus protestos contra os planos do governo de cortar os subsídios agrícolas. Cerca de 100 tratores foram estacionados em rotas estratégicas que levam à área portuária de Hamburgo, interrompendo o acesso à maior instalação desse tipo da Alemanha e uma das mais movimentadas da Europa para o transporte internacional de contêineres.

Outros portos mais pequenos ao longo da costa norte da Alemanha – Wilhelmshaven e Bremerhaven – também foram atingidos por bloqueios de tratores. Cerca de 1.500 tratores também atrapalhavam o trânsito em Hamburgo, disse a polícia. Some-se a isso a paralisação generalizada das ferrovias da Alemanha pelos trabalhadores ferroviários e a situação no país teutônico já esta no limite do caos logístico e de transportes.


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