BC põe em sigilo comunicações com Alexandre de Moraes sobre liquidação do Banco Master

O Banco Central do Brasil colocou sob sigilo os registros das comunicações entre autoridades do órgão e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a respeito do processo de liquidação do Banco Master.

Fonte: Sputnik

De acordo com o site de notícias Metrópoles, o jornal solicitou por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) os registros de reuniões e comunicações que digam respeito ao caso do Banco Master, mas a instituição negou o acesso total aos registros, alegando a “proteção” de dados patrimoniais e informações pessoais.

“O Banco Central colocou sob sigilo informações básicas, como trocas de mensagens, datas e registros de reuniões”, diz a matéria publicada nesta quinta-feira (8). “O Banco Central alegou que todas as informações sobre o caso Master envolvem dados patrimoniais e pessoais, protegidos por sigilo, e que, por isso, não poderia fornecer qualquer informação sobre o assunto”.

O escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, firmou um contrato de R$ 129,6 milhões com o Banco Master, investigado por fraudes financeiras.

O acordo previa o pagamento mensal de R$ 3,6 milhões ao longo de três anos (2024 a 2027), mas os repasses foram suspensos após a liquidação do Banco Master pelo Banco Central. Uma cópia digital do contrato foi encontrada no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, quando ele foi preso pela PF no mês de novembro durante a Operação Compliance Zero.

Ele é acusado de emitir títulos de crédito falsos via Banco Master. As investigações da PF foram iniciadas em 2024, após pedido do Ministério Público Federal para investigar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira.

A 10ª Vara Federal de Brasília determinou o bloqueio e a arrecadação de bens do Banco de Brasília (BRB), do Banco Master e de diversos executivos investigados na Operação Compliance Zero.

Em dezembro passado, Moraes informou, por meio de nota, que realizou “encontros institucionais” com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para discutir impactos da Lei Magnitsky, norma utilizada pelos Estados Unidos para impor sanções ao magistrado e a seus familiares.

De acordo com o comunicado, Moraes também se reuniu com dirigentes de diversas instituições financeiras, incluindo a presidência do Banco do Brasil, representantes do Itaú, da Confederação Nacional das Instituições Financeiras, da Febraban, do BTG, além de vice‑presidentes do Santander e do Itaú. Segundo o ministro, todas as conversas tiveram como “foco exclusivo” as consequências práticas da aplicação da lei norte‑americana contra ele e seus familiares.


2 respostas

  1. NÃO É POSSÍVEL QUE ESTE CRIMINOSO CONTINUE A PRATICAR CRIMES CONTRA A NAÇÃO BRASILEIRA IMPUNEMENTE! O POVO JÁ ESTA SE CANSANDO DISSO, E ISSO PODE SER UM ESTOPIM PARA ALGO JAMAIS VISTO NO BRASIL!

  2. Passam-se séculos e nada muda na colônia. O próprio regime Democrático foi feito para ser assim. Existe alguma autoridade brasileira neste Circo que não seja corrupta? Que não se venda aos Lobbys e aos Banqueiros Internacionais? E o salário do povo só diminuindo o poder de compra. As Exportações batendo recordes, enquanto o próprio povo fica com carne e produtos de terceira.

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