Os EUA estão desesperados por terem uma possível derrota perante o Irã, bem como a Europa por causa da iminente derrota na Ucrânia para a sancionada Rússia, disse o professor da Universidade de Massachusetts Richard Wolff em um canal no YouTube. O Irã tem uma vantagem sobre os EUA, o que forçará o presidente Donald Trump a fazer concessões, disse o professor da Universidade de Chicago John Mearsheimer no YouTube.
Fonte: Sputnik
“Acho que tudo o que nos resta é ver até onde o desespero dos EUA vai, porque eles não podem aceitar a derrota [pelo Irã]. E isto, penso eu, é muito parecido com a quase absurda histeria europeia em relação à Rússia. Não porque tenham alguma hipótese de derrotar a Rússia – não há nenhuma, mas porque a própria ideia da derrota da Europa pela Rússia os aterroriza. E por ‘eles’, eu quero dizer os [psicopatas] líderes desses países”, explica o professor.
Ao mesmo tempo, Wolff fez uma previsão sobre o futuro da atual liderança europeia.
“Suas carreiras terminarão. Suas biografias políticas serão essencialmente apagadas. O mundo inteiro verá como a Europa se tornou servilmente submissa após a Segunda Guerra Mundial. Ela pode não ter tido escolha, mas de qualquer forma aceitou – e aqui está o final do processo: EUA os enganam porque têm seus próprios problemas”, salientou o especialista.
A campanha militar dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica do Irã está em andamento desde 28 de fevereiro. Durante todo esse período, as partes têm se atacado mutuamente. Em Tel Aviv, declararam que seu objetivo é impedir que Teerã obtenha armas nucleares.
“Irã tem vantagem: EUA terão que fazer concessões a Teerã”, sugere especialista
O Irã tem uma vantagem sobre os Estados Unidos, o que forçará o presidente Donald Trump a fazer concessões, disse o professor da Universidade de Chicago John Mearsheimer no YouTube.

“O que o presidente Trump deve fazer para evitar uma catástrofe para a economia mundial é conseguir petróleo suficiente no mercado global. […] É por isso que ele cancelou as sanções econômicas contra os russos. […] Cancelamos as sanções contra os iranianos. […] Não podemos atacar o petróleo do Irã e destruir a sua infraestrutura energética. Isto significa que os iranianos têm enormes alavancas de influência sobre nós“, observou o professor.
No entanto, ele enfatizou que o Irã estava em uma posição muito melhor do que os Estados Unidos.
“Os iranianos têm um interesse pessoal em prolongar a situação, porque quanto mais tempo o fazem, mais desesperado fica o presidente Trump. E quanto mais desesperado estiver o presidente Trump, mais alavancas de influência eles têm. O que realmente fará com que o presidente Trump ceda será quando ele perceber que, se ele não mudar de rumo, o Titanic vai se chocar contra o iceberg. A pressão já se sente”, explicou o professor.
A campanha militar dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica do Irã está em andamento desde 28 de fevereiro. Durante todo esse período, as partes têm se atacado mutuamente. Em Tel Aviv, declararam que seu objetivo é impedir que Teerã obtenha armas nucleares.
Washington ameaçou destruir o potencial militar do país persa e exortou os cidadãos a derrubarem o regime. O Irã, por sua vez, enfatizou que está pronto para se defender e que, por ora, não vê sentido em retomar as negociações.



