O Irã lançou vários mísseis balísticos contra às forças americanas no Oriente Médio, no que Washington descreveu como uma tentativa de “ataque surpresa”, segundo o Comando Central dos EUA. Os mísseis foram disparados pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) por volta das 17h45, horário do leste dos EUA, nessa terça-feira, informou o CENTCOM.
Fontes: Rússia Today – Zero Hedge
Vários mísseis balísticos direcionados em ataque às forças americanas na Jordânia foram supostamente interceptados.
Às 17h45 (horário do leste dos EUA) de hoje, forças da Guarda Revolucionária Islâmica lançaram múltiplos mísseis balísticos do Irã em uma tentativa de ataque surpresa contra forças americanas baseadas no Oriente Médio”, afirmou o comando.
O CENTCOM afirmou que todos os mísseis que se aproximavam foram interceptados com sucesso e acrescentou que as forças americanas permaneciam “vigilantes e em alto estado de prontidão”.
Um alto funcionário americano disse ao Axios que os mísseis tinham como alvo uma base americana na Jordânia. O comando não identificou a instalação visada nem mencionou a Jordânia, afirmando apenas que os mísseis estavam direcionados a forças americanas “baseadas no Oriente Médio”.
O ataque ocorreu horas depois de Trump ter realizado uma reunião a portas fechadas com o psicopata primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, na Casa Branca, tendo o Irã sido um dos principais temas discutidos. As conversas duraram cerca de 90 minutos e foram descritas pela Casa Branca como “positivas e produtivas”, embora poucos detalhes tenham sido divulgados.

O incidente marcou o primeiro ataque com míssil balístico do Irã contra uma instalação dos EUA relatado desde que o presidente Donald Trump suspendeu os ataques americanos contra a República Islâmica na sexta-feira.
Trump afirmou na segunda-feira que Washington e Teerã estavam envolvidos em negociações “muito amigáveis” , mas alertou que os EUA poderiam retomar “uma forte ação militar” caso a diplomacia falhasse. Ele confirmou a suspensão dos bombardeios para permitir o prosseguimento das conversas, ao mesmo tempo que ameaçou “acabar com o Irã” [de novo] se nenhum acordo fosse alcançado.
As discussões giram em torno da reabertura do Estreito de Ormuz e da retomada das negociações sobre o programa nuclear iraniano. Teerã nega estar mantendo conversas diretas com Washington, afirmando que se comunica apenas com Omã sobre os arranjos relativos à importante via navegável.
A pausa ocorreu após quase duas semanas de novos ataques dos EUA e retaliação iraniana, depois do colapso de um memorando de 14 pontos que havia estabelecido um cessar-fogo temporário, suspendido o bloqueio naval americano e previsto a reabertura do estreito nos termos ditados pelo Irã enquanto um acordo de longo prazo era negociado.
Resumo da “Ópera”:
- Petróleo sobe devido a relatos de que o Irã atacou uma base americana na Jordânia;
- Militantes xiitas iraquianos atacaram a Arábia Saudita pelo segundo dia;
- As negociações indiretas sobre abertura deo Estreito de Ormuz continuam em meio a relatos de um possível acordo de memorando de entendimento ressuscitado.
- O transporte marítimo continua paralisado, praticamente sem tráfego de petroleiros através de Ormuz.
- O Irã insiste que Ormuz permaneça fechado a menos que seus termos sejam aceitos.
- Os Houthis intensificam os ataques, fazendo com que mais navios evitem o Mar Vermelho no Estreito de Bab el-Mandeb.

Novos ataques unilaterais do Irã em base dos EUA na Jordânia; Militantes iraquianos novamente atacam a Arábia Saudita
A mídia estatal iraniana está relatando novos ataques com mísseis iranianos na Jordânia durante a noite (local). Uma “base dos EUA na Jordânia foi possivelmente alvo” após relatos de explosões lá, relatam Fars e IRIB. Autoridades de Teerã insistiram que não solicitaram negociações com os EUA após as quase duas semanas consecutivas de combates anteriores, embora uma “pausa” tenha entrado em vigor na sexta-feira passada, quando o presidente Trump ordenou a suspensão dos ataques aéreos dos EUA.
O dia foi repleto de manchetes sobre um possível acordo de memorando de entendimento “ressuscitado”. Mais uma vez estas manchetes de “o acordo está próximo” revelam-se enganosas e prematuras. O CENTCOM está confirmando logo após a reportagem da mídia iraniana :
Somando-se às incertezas e ao nervosismo do já sensível mercado global do petróleo, militantes iraquianos dispararam projéteis na terça-feira contra a Arábia Saudita pelo segundo dia consecutivo, com os sauditas também em meio à contínua ameaça de mísseis dos Houthis iemenitas. De acordo com a Associated Press:
A Arábia Saudita disse na terça-feira que abateu drones disparados por milícias apoiadas pelo Irã no Iraque pelo segundo dia, enquanto rebeldes Houthis apoiados pelo Irã no Iêmen alegaram ter forçado um petroleiro saudita a dar meia-volta como parte de seu autodenominado bloqueio das exportações de petróleo do reino saudita pelo Mar Vermelho.
Os ataques sublinharam as tensões persistentes e crescentes, apesar de um período de calma entre os Estados Unidos e o Irã, nenhum dos quais anunciou ataques durante dias, após semanas de escalada sobre o Estreito de Ormuz.
O Ministério da Defesa saudita disse em um comunicado que as defesas aéreas interceptaram e destruíram vários drones que tentaram atingir instalações petrolíferas na região leste do país. Afirmou que os ataques foram “mais uma vez lançados a partir do território iraquiano e realizados por milícias terroristas afiliadas ao Irã.”
Situação mais recente: os estreitos de Bab El Mandeb & Ormuz
O Irã reafirmou que se Omã não concordar com seus termos para o Estreito de Ormuz, a importante hidrovia de trânsito de petróleo permanecerá fechada, segundo o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã. Isso também ocorre porque as coisas estão esquentando novamente na região do Mar Vermelho, com os Houthis anunciando na terça-feira à noite que mais uma vez atacaram um petroleiro saudita por violar o bloqueio. A Reuters relata:

Os Houthis do Iêmen afirmam ter disparado mísseis balísticos contra um petroleiro saudita, acusando o navio de violar o que eles descrevem como seu bloqueio marítimo à Arábia Saudita no Mar Vermelho e ignorando os chamados de alerta. O porta-voz militar do grupo alinhado ao Irã, Yahya Saree, afirma que o navio foi forçado a retornar.
De acordo com relatórios separados, a China está mantendo negociações diretas com os Houthis do Iêmen para garantir a passagem segura de seus navios pelo estreito de Bab el-Mandeb no sul do Mar Vermelho.
Refinaria de petróleo de Jazan fechada para reparos após ataques Houthis
Na Arábia Saudita, onde ataques com mísseis e drones vindos do Iêmen (e possivelmente do Iraque) nos últimos dias danificaram as instalações da Aramco, uma fonte da mídia regional disse que “a Aramco saudita fechou sua refinaria de petróleo em Jazan depois que um ataque com mísseis e drones dos Houthis danificaram instalações de refino de petróleo importantes no local, de acordo com relatos”
Incêndios, fumaça densa e marcas de queimada são visíveis nas instalações da Aramco em Abqaiq em novas imagens de satélite. Trata-se da maior unidade de processamento de petróleo bruto da Arábia Saudita. As defesas aéreas sauditas interceptaram vários drones iranianos lançados a partir do território iraquiano por milícias apoiadas pelo Irã. Os Houthis reivindicaram ataques a diversas instalações de processamento e transporte de petróleo bruto saudita.
Fires, heavy smoke, and burn scars are visible at Aramco's Abqaiq facility in new satellite imagery. It's Saudi Arabia's largest crude processing plant.
— Open Source Intel (@Osint613) July 27, 2026
Saudi air defenses intercepted several Iranian drones launched from Iraqi territory by Iran-backed militias. The Houthis… pic.twitter.com/vnvU2RtWtz
“A refinaria, que processa 400 mil barris de petróleo bruto por dia, sofreu danos no seu complexo de Ciclo Combinado de Gaseificação Integrada (IGCC) e na área do parque de tanques. Espera-se que os reparos sejam concluídos e as operações retomadas até agosto. 15, de acordo com uma nota da consultoria IIR”, acrescenta a Turkiye Today.
Imagens de satélite também mostram supostos danos aos tanques de armazenamento de gás nas instalações de Abqaiq, na Arábia Saudita, que mais recentemente foram atingidos e provavelmente foram alvos dos mísseis Houthis, aliados do Irã:
Imagens de satélite mostram danos em vários tanques de armazenamento de gás na refinaria de Abqaiq (Buqayq), na Arábia Saudita. Também são visíveis coberturas de resfriamento brancas e pretas sobre dois tanques de armazenamento para evitar a propagação. Explore e compare: tinyurl.com/3kjz3esp – #SaudiArabia #Gas #Oil
🔥 Satellite imagery shows damage to multiple gas storage tanks at Saudi Arabia's Abqaiq (Buqayq) refinery. White and black cooling covers are also visible over two storage tanks to prevent spread.
— Soar (@SoarAtlas) July 28, 2026
Explore and Compare: https://t.co/TrYreAAiGB#SaudiArabia #Gas #Oil pic.twitter.com/qxwdaNKaBc
Lá vamos nós de novo, pois o “show do Circo” deve continuar … apesar de nenhuma mudança evidente na postura de guerra de nenhum dos lados, e apesar do tráfego marítimo ainda estar praticamente paralisado no Estreito de Ormuz, a Fox News afirma que o fracassado Memorando de Entendimento (MoU) poderia ser “ressuscitado”… trazendo-nos de volta às manchetes constantes de [39 vezes Trump declarou que] “o acordo está próximo” do início deste verão (embora, é claro, os lados nunca tenham estado realmente próximos – e simplesmente tenham retornado a uma campanha de bombardeios mais ampla)…
“Os mediadores do conflito em curso no Oriente Médio acreditam que os EUA e o Irã estão pertos de um acordo que ressuscitaria o memorando de entendimento fracassado, de acordo com o The Times of Israel“, escreve a Fox, com base no artigo anterior da mídia israelense.
Negociadores do Paquistão, Egito e Qatar têm negociado um plano de gestão do Estreito de Ormuz proposto por Omã. Envolverá a cobrança de taxas e é supostamente apoiado pelos estados do Golfo Pérsico. O momento de tudo isso é interessante, já que Trump está atualmente recebendo Netanyahu na Casa Branca neste mesmo dia.



