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O Fim dos Dias: Armagedom e Profecias do Retorno (dos ‘deuses’ Anunnaki)- (10)

(Zecharia Sitchin)“Quando eles retornarão?” – Fui indagado inúmeras vezes com essa pergunta por pessoas que leram meus livros; “eles” são os Anunnakis – os (“deuses”) extraterrestres que estiveram na Terra, vindos do planeta Nibiru, e que foram reverenciados na Antiguidade na antiga Suméria [atual Iraque-Irã] como deuses [criadores do Adão/Eva de barro, a nossa humanidade atual]. Quando será que Nibiru, com sua órbita alongada, retornará às cercanias de nosso sistema solar, vindo de Sírius, e, então, o que acontecerá?

Do livro: O Fim dos Dias: Armagedom e Profecias do Retorno (dos ‘deuses’ Anunnaki) (Zecharia Sitchin)

10 – A Cruz [Nibiru] no Horizonte

Cerca de 60 anos depois do êxodo israelita, muitos acontecimentos religiosos raros ocorreram no Egito. Alguns estudiosos vêem esses acontecimentos como uma tentativa de adotar o monoteísmo – talvez sob a influência das revelações no Monte Sinai. O que eles têm em mente é o reino de Amenophis Amenhotep IV (depois Akhenaton] ), que construiu Tebas e seus templos, abandonou o culto a Amon e declarou ATON o único deus criador.

Como veremos, não é um eco do monoteísmo, mas outro anunciador de um Retorno aguardado – o retorno, no caso, do Planeta da Cruz [Travessia].

O faraó em questão é mais conhecido pelo novo nome que adotou – Akhenaton (“O servo/venerador de Aton”). A nova capital e centro religioso que ele estabeleceu, Akhetaton (“Aton do Horizonte”), é mais conhecida pelo nome moderno do lugar, Tell el-Amarna (onde o famoso arquivo antigo da correspondência real internacional foi descoberto).

Descendente da famosa XVIII Dinastia do Egito, Akhenaton, reinou de 1.379 a 1.362 a.C., e sua revolução religiosa não durou muito. O sacerdócio de Amon em Tebas liderou a oposição, presumidamente, porque estava privado de seus postos de poder e riqueza; no entanto, é possível que as objeções fossem genuinamente ao campo religioso, pois os sucessores de Akhenaton (dos quais o mais famoso foi seu filho TutancÂmon) concluíram a inclusão de Rá/Amon em seus nomes teofóricos. Assim que Akhenaton morreu, a nova capital, seus templos e seus palácios foram sistematicamente derrubados e destruídos. No entanto, os resquícios que os arqueólogos encontraram foram o suficiente para elucidar Akhenaton e sua nova religião monoteísta.

A noção de que a veneração a Aton era uma forma de monoteísmo – louvação a um único criador universal – parte primariamente de alguns dos hinos a Aton que foram descobertos; eles incluem versos do tipo “O deus único… como não há outro… O mundo foi gerado pela tua mão”. Em um claro afastamento dos costumes egípcios politeístas, a representação deste deus em forma antropomórfica foi estritamente proibida. Tal fato é muito parecido com a proibição de Yahweh/Enlil, nos Dez Mandamentos, contra criar qualquer tipo de “imagens entalhadas” para veneração. Além disso, algumas porções dos Hinos a Aton parecem clonagens dos Salmos bíblicos [na realidade é exatamente o CONTRÁRIO] :

Ó Aton vivo, Quão inúmeras são vossas obras!
Elas estão ocultas da visão dos homens.
O Deus único, além de vós não há outro!
Vós, que criastes a terra de acordo com vosso desejo
enquanto estavas só.

O famoso egiptólogo James H. Breasted (The Dawn of Conscience [O Alvorecer da Consciência]) compara os versos acima com o Salmo 104, começando com o verso 24: Ó Senhor, muitas são as vossas obras!
Em sabedoria fizestes todas elas; A Terra está repleta de vossas riquezas.

A similaridade, no entanto, aumenta não porque os dois, o hino egípcio e o salmo bíblico, copiam um ao outro, mas porque ambos falam do mesmo deus celestial do Épico da Criação sumério – de Nibiru – que deu forma aos Céus e criou a Terra, transmitindo a ela a “semente da vida”.

Virtualmente, cada livro sobre o antigo Egito nos contará que o disco “Aton”, que Akhenaton fez como sendo o principal objeto de veneração, representava o benevolente Sol, criador da vida na Terra. Se o caso era esse, é muito estranho que em uma saída marcada da arquitetura do templo egípcio, que orientava os templos de acordo com os solstícios no eixo sudeste-noroeste, Akhenaton tenha orientado seu templo de Aton em um eixo leste-oeste – mas o colocou com a face para o oeste, longe do Sol no amanhecer. Se ele estava aguardando uma reaparição celeste de uma direção oposta àquela onde o Sol nascia, ela não poderia ser o Sol.

Uma leitura mais detalhada dos hinos revela que o “deus estrela” de Akhenaton não era Rá como sendo o Amon “o Invisível”, mas um tipo de Rá diferente: era o Deus celestial que “existiu desde os primórdios (…). Aquele que se renovava” assim como reaparecia em toda a sua glória, um deus celestial que estava “indo para longe e retornando”. No dia a dia, essas palavras poderiam de fato ser aplicadas ao Sol, mas, a longo prazo, a descrição se encaixava a Rá apenas como Nibiru: tornou-se invisível, dizem os hinos, porque estava “longe no céu”, porque havia ido “para a parte de trás do horizonte, à altura do céu”. E agora, Akhenaton anunciava que estava voltando com toda a sua glória. Os hinos para Aton profetizavam sua reaparição, o seu retorno “belo no horizonte do céu (…). Esplêndido, belo, poderoso”, conduzindo um período de paz e benevolência para todos. Essas palavras expressam claras expectativas messiânicas que nada têm a ver com o Sol.

Apoiando a explicação de que “Aton é o Sol”, Akhenaton oferece várias descrições; elas o mostram (Figura 68) sendo abençoado com sua esposa, ou orando para uma estrela irradiante; é o Sol, dizem a maioria dos egiptólogos. Os hinos se referem a Aton como sendo uma manifestação de Rá, que os egiptólogos consideram como sendo o Sol que significa Aton, que também representa o Sol; mas se Rá era Marduk e o Marduk celestial era Nibiru, logo, Aton também representava Nibiru e não o Sol. Evidências adicionais provenientes dos mapas celestiais, algumas pintadas nas tampas dos caixões (Figura 69), mostravam claramente as 12 constelações zodiacais, o Sol irradiando e outros membros do sistema solar; mas o planeta de Rá, o “Planeta de Milhões de Anos”, é mostrado como sendo um planeta a mais em seu próprio grande barco celestial separado e além do Sol, com o hieróglifo ilustrado com o “deus” nele – o “Aton” de Akhenaton.

Qual foi, então, a inovação de Akhenaton, ou melhor, o desvio de rumo da linha oficial religiosa? No centro disso tudo, sua “transgressão” se referia ao mesmo e antigo debate que tinha ocorrido 720 anos antes sobre o momento. Logo, a questão era: haveria chegado a época da supremacia de Marduk/Rá, haveria começado a Era de Áries nos céus? Akhenaton contornou a questão do Tempo Celestial (o relógio do zodíaco) para o Tempo Divino (o tempo orbital de Nibiru), mudando-a para: Quando é que o deus celestial Invisível reaparecerá e irá se tornar visível – “belo, no horizonte do céu”?

Sua maior heresia, aos olhos dos sacerdotes de Rá/Amon, pode ser julgada pelo fato de ele ter construído um monumento especial reverenciando Ben-Ben – um objeto que era venerado anteriormente como sendo o veículo no qual Rá havia chegado à Terra, vindo dos Céus (Figura 70). Acreditamos que era uma indicação de que ele aguardava a Reaparição de Aton, um retorno não apenas do Planeta dos deuses, mas outra chegada, uma Nova Vinda dos próprios deuses!

Podemos concluir que isto era uma inovação, a diferença apresentada por Akhenaton. Desacatando a elite eclesiástica, e sem dúvida prematuramente, na opinião deles, ele estava anunciando a vinda de uma nova era messiânica. Esta heresia foi agravada pelo fato de que as declarações de Akhenaton vinham acompanhadas por uma reivindicação pessoal: cada vez mais Akhenaton se referia a si mesmo como o filho-profeta de deus, “aquele que foi gerado do corpo de deus”, a quem os planos da divindade haviam sido exclusivamente revelados:

Não há outro que o conheça
exceto teu filho Akhenaton;
tu que o fizestes sabedor de teus planos.

E isso também era inaceitável para os sacerdotes tebanos de Amon. Assim que Akhenaton morreu (e é incerto como…), eles restauraram o culto a Amon – o deus Invisível – e esmagaram e destruíram tudo o que Akhenaton havia construído.

O episódio de Aton no Egito, como a introdução do Jubileu – o “Ano do Carneiro” – serviu para criar uma expectativa mais abrangente quanto ao Retorno de um “deus estrela” celestial. Isso fica evidente partindo-se de uma outra referência bíblica ao Carneiro, mais uma manifestação da Contagem para o Retorno.

É o registro de um raro incidente que ocorreu no final do Êxodo. É um episódio repleto de aspectos intrigantes que termina com uma visão divinamente inspirada de coisas que estavam porvir. A Bíblia repetidamente declarava que as profecias feitas por meio de exame das entranhas de um animal, consulta aos espíritos, adivinhação, encantamentos, invocações e leitura de cartas eram “abominações para com Yahweh/Enlil” – todas as formas de feitiçaria praticadas por outras nações que os israelitas deveriam evitar. Ao mesmo tempo, afirmava – citando o próprio Yahweh/Enlil – que os sonhos, os oráculos e as visões poderiam ser maneiras legítimas de comunicação divina. É essa distinção que explica porque o Livro dos Números devota três longos capítulos (22-24) para contar – com aprovação! – a história de um profeta e vidente não israelita. O seu nome era Bifam, conhecido nas Bíblias como Balaão.

Os eventos descritos nesses capítulos ocorreram quando os israelitas (“Filhos de Israel” na Bíblia), tendo deixado a península do Sinai, circundaram o Mar Morto no lado leste, avançando em direção ao norte. Quando encontraram os pequenos reinados que ocupavam as terras ao leste do Mar Morto e do Rio Jordão, Moisés pediu permissão aos reis para que pudessem fazer a travessia de forma pacífica; a maioria recusou. Os israelitas, tendo apenas derrotado os amonitas, que não permitiram a passagem pacificamente, agora se encontravam “acampados na planície de Moabe, no lado do Jordão que fica oposto a Jericó”, aguardando a permissão do rei de Moabe para atravessar sua terra.

Recusando-se a deixar que “a multidão” atravessasse, e temendo enfrentá-los, o rei de Moabe – Balaque, o filho de Zipor – teve uma brilhante ideia. Ele enviou emissários para trazer um vidente internacionalmente conhecido, Balaão o filho de Beor, e fazer com que ele “amaldiçoasse aquele povo, por mim”, para que fosse possível derrotá-los e mandá-los para longe dali. Tiveram que implorar várias vezes a Balaão até que ele aceitasse a tarefa. Primeiro, na casa de Balaão (em algum lugar próximo ao Rio Eufrates?) e, em seguida, no caminho para Moabe, um anjo de Deus (a palavra em hebraico, Mal’ach, literalmente significava “emissário”) aparece e se envolve no procedimento; ele se apresenta às vezes visível e às vezes invisível. O anjo permite que Balaão aceite a tarefa somente depois de se certificar de que Balaão compreende que deve proferir apenas os presságios inspirados divinamente. De forma intrincada, Balaão chama Yahweh/Enlil de “meu deus” quando repete esta condição, primeiro para os embaixadores do rei e, em seguida, para o próprio rei de Moabe.

Uma série de providências proféticas são então postas em prática. O rei leva Balaão ao topo da montanha, de onde consegue ver todo o acampamento israelita; seguindo as instruções do vidente, ele monta sete altares, sacrifica sete bois e sete carneiros, e aguarda o oráculo; mas da boca de Balaão saem palavras não de acusação, mas sim de enaltecimento aos israelitas. O persistente rei moabita, em seguida, leva Balaão para outro monte, do qual apenas uma ponta do acampamento israelita pode ser avistada, e o procedimento é repetido pela segunda vez. Porém, novamente, o oráculo de Balaão abençoa os israelitas em vez de amaldiçoá-los: “Eu os vejo vindo do Egito, protegidos por um deus com chifres compridos de carneiro”, diz ele – é uma nação destinada a reinar, uma nação que se levantará como um leão.

Determinado a tentar mais uma vez, o rei leva agora Balaão para o topo de uma montanha voltada para o deserto, olhando para longe do acampamento israelita: “Talvez os deuses permitam que tu proclames as maldições para aquele lado”, diz ele. Sete altares são montados novamente, no qual sete bois e sete carneiros são sacrificados. Mas Balaão começa a ver os israelitas no futuro não com os olhos humanos, mas por meio de “uma visão divina”. Pela segunda vez ele vê a nação protegida, assim como vieram do Egito, por um deus com chifres de carneiro compridos, e antevê Israel como uma nação que “como um leão se levantará”.

Quando o rei moabita protesta, Balaão explica que não importa a quantidade de ouro ou prata que lhe ofereça, ele consegue apenas pronunciar as palavras que Deus pôs na boca dele. Com isso, os frustrados reis desistem e deixam Balaão ir embora. Só que, agora, Balaão oferece um conselho gratuito ao rei: “Permita-me contar o que o aguarda no futuro, aquilo que ocorrerá a esta nação e ao seu povo no fim dos tempos” – e continuou descrevendo a visão divina sobre o futuro ao relacioná-lo com uma “estrela”:

Eu vejo, mas não agora; Eu contemplo, mas não está claro: uma Estrela de Jacó está a caminho. Um Cetro de Israel se erguerá – os quarteirões de Moabe ele esmagará, todos os Filhos de Seth deslocará.
Números 24: 17

Balaão voltou então o olhar aos edomitas, os amalequitas, os quenitas e outras nações canaanitas e proferiu um oráculo: Aqueles que sobreviverem à ira de Jacó cairão nas mãos da Assíria; em seguida, será a vez de a Assíria cair, perecida para sempre. E tendo proferido essa profecia, “Balaão ergueu-se e voltou ao seu lugar; e Balaque também seguiu seu caminho”.

Apesar do episódio de Balaão ter sido naturalmente o objeto de discussão e debate dos estudiosos bíblicos e teólogos, ele ainda permanece confuso e não resolvido. O texto alterna facilmente as referências feitas a Elohim – “deuses” no plural – e a Yahweh/Enlil, o “deus único”, como a Presença Divina. Transgride gravemente a proibição mais básica da Bíblia ao apresentar uma imagem física do deus que trouxe os israelitas do Egito e, em seguida, aumenta a transgressão ao visualizá-Lo na imagem de “um carneiro de largos chifres” – uma imagem que havia servido como a descrição para Amon (Figura 71)!

A atitude de aprovar um vidente profissional na Bíblia que proibia adivinhação, invocação e assim por diante, acrescenta a sensação de que todo o episódio era, originalmente, um conto não israelita que, ainda assim, a Bíblia incorporou. Ela lhe devota um espaço substancial, pois o incidente e sua mensagem devem ter sido considerados um prelúdio muito importante para a posse israelita da Terra Prometida.
O texto sugere que Balaão era um arameu que residia em algum lugar na parte alta do Rio Eufrates; seus oráculos proféticos não se limitaram ao destino dos filhos de Jacó até o local de Israel entre as nações, mas a profecias relacionadas ao futuro dessas outras nações – até da distante Assíria, ainda por se tornar um império. Os oráculos eram, portanto, uma expressão de expectativas não israelitas mais abrangentes naquela época. Ao incluir o episódio, a Bíblia combinou o destino israelita com as expectativas universais da humanidade.

Como mostra o conto de Balaão, essas expectativas eram canalizadas junto a duas direções – o ciclo zodiacal, de um lado, e o curso da Estrela que Retorna, do outro. As referências zodiacais estão fortemente relacionadas à Era do Carneiro (e seu deus!) na época do Êxodo, e se tornam proféticas à medida que o vidente Balaão prevê o Futuro, quando os símbolos da constelação zodiacal do Touro e de Áries (“sete bois e sete carneiros para os sacrifícios”) e o Leão (“quando a Trombeta Real deverá ser ouvida em Israel”) são invocados (Números, Capítulo 23). E é quando prevê esse futuro distante que o texto de Balaão emprega o termo significativo, No Fim dos Tempos, como o momento em que os oráculos proféticos se aplicariam (Números 24: 14).

O termo liga diretamente essas profecias não israelitas ao destino dos descendentes de Jacó/Israel, porque foi usado pelo próprio Jacó quando este se deitou em seu leito de morte e reuniu seus filhos para ouvirem os oráculos sobre o futuro deles (Gênesis, Capítulo 49). “Ajuntai-vos”, disse ele, para “que vos conte o que vos há de acontecer no Fim dos Tempos”. Os oráculos declarados, separadamente, para cada uma das 12 futuras Tribos de Israel, são considerados por muitos como sendo relacionados às 12 constelações zodiacais.

E o que dizer da Estrela de Jacó – uma visão explícita de Balaão? Em discussões bíblicas acadêmicas, é geralmente considerada dentro do contexto astrológico em vez de no contexto astronômico, na melhor das hipóteses. Geralmente, a tendência tem sido considerar a referência à “Estrela de Jacó” como algo puramente figurativo. Mas e se a referência fosse de fato relacionada a uma “estrela” orbitando em seu curso – um planeta visto profeticamente, apesar de ainda não estar visível?

E se Balaão, como Akhenaton, estivesse falando do retorno, da reaparição, de Nibiru? Devemos acrescentar que tal retorno seria um evento extraordinário que ocorre uma vez em vários milênios, um evento que repetidamente significou o mais profundo divisor de águas nos assuntos dos deuses e dos homens.

Não se trata de uma pergunta retórica. De fato, os eventos que se desdobravam indicavam cada vez mais que um acontecimento incrivelmente importante estava a caminho. No espaço de mais ou menos um século de preocupações e previsões relacionadas ao Planeta que Retorna que encontramos nos contos do Êxodo, Balaão e Akhenaton, a própria Babilônia começou a fornecer evidências de expectativas extremamente abrangentes, e a pista mais proeminente era o Sinal da Cruz.

Na Babilônia, a época era da dinastia cassita, da qual já falamos antes. Pouco sobrou do seu reinado na própria Babilônia e, como foi indicado anteriormente, aqueles reis não eram os melhores em termos de manter os registros reais. Mas deixaram para trás descrições: correspondência internacional de cartas em tábuas de argila.

Foi nas ruínas de Akhetaton, a capital de Akhenaton – um local conhecido nos dias atuais como Tell el-Amarna, no Egito , que as famosas “Cartas de el-Amarna” foram descobertas. Das 380 tábuas de argila, todas, exceto três, eram inscritas no idioma acadiano, que era o idioma da diplomacia internacional. Enquanto algumas representam cópias de cartas reais enviadas à corte egípcia, a maior parte eram cartas originais recebidas de reis estrangeiros.

O local de armazenagem era o arquivo diplomático real de Akhenaton, e a maioria das tábuas eram correspondências que ele havia recebido dos reis da Babilônia! Será que Akhenaton usou essas trocas de cartas com seus parceiros na Babilônia para contar sobre a sua nova religião de Aton? Realmente não sabemos, pois tudo o que temos são as cartas do rei da Babilônia para Akhenaton, nas quais ele reclamava que o ouro que lhe havia sido enviado estava com o peso abaixo da medida, que seus embaixadores haviam sido roubados no caminho ao Egito, ou que o rei do Egito fracassara cm informar sobre sua saúde.

Ainda assim, a frequente troca de embaixadores e outros emissários, incluindo ofertas de casamentos entre parentes, assim como o rei da Babilônia chamando o rei do Egito de “meu irmão”, certamente nos leva à conclusão de que a hierarquia na Babilônia estava totalmente ciente sobre os acontecimentos religiosos no Egito; e se a Babilônia perguntou a si mesma: “Que comoção é esta de ‘Rá como uma Estrela que Retorna'”? A Babilônia deveria ter percebido que era uma referência a “Marduk como o Planeta que Retorna” – ou seja, Nibiru orbitando de volta ao nosso sistema solar.

Com uma tradição de observações celestiais muito mais antiga e muito mais avançada na Mesopotâmia do que no Egito, é óbvio que é possível que os astrônomos reais da Babilônia já tivessem chegado a conclusões em relação ao retorno de Nibiru sem precisar da ajuda do Egito, e estando muito mais à frente dos egípcios. Seja como for, foi no século XIII a.C. que os reis cassitas da Babilônia começaram a sinalizar, de várias formas, suas próprias mudanças religiosas fundamentais.

Em 1.260 a.C., um novo rei subiu ao trono na Babilônia e adotou o nome de Kadashman-Enlil – um nome teofórico venerando Enlil de forma extraordinária. Não foi um gesto passageiro, pois foi sucedido no trono, no século seguinte, por reis cassitas adotando nomes teofóricos que homenageavam não apenas Enlil, mas também Adad – um gesto surpreendente sugerindo um desejo de reconciliação divina. Mais adiante, ficou evidente que algo raro era previsto nos monumentos comemorativos chamados kudurru – “pedras arredondadas” – arranjados como marcadores fronteiriços.

Inscrito com um texto declarando os termos do tratado de fronteira (ou concessão de terras) e os juramentos sendo confirmados, o kudurru era santificado por símbolos de deuses celestiais. Os símbolos divinos zodiacais – todos os 12 deles – eram frequentemente descritos (Figura 72); os emblemas do Sol, da Lua e de Nibiru orbitavam sobre eles. Em outra descrição (Figura 73), Nibiru era mostrado junto à Terra (o sétimo planeta) e à Lua (e o símbolo de corte umbilical de Ninmah).

De modo significativo, Nibiru não era mais descrito com o símbolo do disco alado, mas de uma nova forma: como um planeta de cruz radiante. Isso combinava com sua descrição feita pelos sumérios na “Antiguidade” como um planeta radiante pronto para se tornar o “Planeta da Cruzada”. Esta forma de mostrar Nibiru, há muito tempo não observado, como símbolo de uma cruz radiante, começou a se tornar mais comum, e não demorou muito para que os reis cassitas da Babilônia simplificassem o símbolo para apenas um Sinal da Cruz, substituindo o símbolo do disco alado em seus selos reais (Figura 74).

Este símbolo da cruz, que se parece muito como a “Cruz de Malta” cristã que surgiu muito tempo depois, é conhecido nos estudos de hieróglifos antigos como uma “Cruz Cassita”. Como outra descrição indica, o símbolo da cruz era para um planeta que claramente não era o Sol, que é mostrado separadamente junto à Lua crescente e à estrela de seis pontas simbolizando Marte (Figura 75).

Assim que o primeiro milênio se iniciou, o Sinal da Cruz de Nibiru se espalhou da Babilônia para desenhos de selos em terras das proximidades. Na ausência da religião cassita ou de textos literários, havia uma questão de conjectura em relação ao que as expectativas messiânicas poderiam ter acompanhado nas descrições dessas mudanças. Não importava o que fossem, elas intensificaram a ferocidade dos ataques feitos pelos estados enlilitas – Assíria, Elão – na Babilônia e em sua oposição contra a hegemonia de Marduk. Esses ataques atrasaram, mas não evitaram, a eventual adoção do Sinal da Cruz na própria Assíria.

Como os monumentos reais revelam, elas eram usadas conspicuamente pelos reis da Assíria no peito, próximo ao coração (Figura 76) – do mesmo modo como católicos devotos usam a cruz nos dias atuais. Religiosa e astronomicamente, foi o gesto mais significativo. Era também uma manifestação muito comum, o que é sugerido pelo fato de que também foram encontradas no Egito, num rei-deus que estava usando o sinal da cruz no peito, como seus parceiros assírios da época.

A adoção do Sinal da Cruz como um emblema de Nibiru na Babilônia, Assíria e outros lugares, não foi uma inovação surpreendente. O sinal já havia sido usado antes – pelos sumérios e pelos acadianos. “Nibiru – permiti que a ‘Cruz’ seja vosso nome” declarava o Épico da Criação; de acordo com seu símbolo, a cruz havia sido empregada em hieróglifos sumérios para denotar Nibiru, mas desde então passou a significar sempre o seu Retorno à visibilidade.

O Enuma Elish, o Épico da Criação sumério, afirma claramente que, após a Batalha Celestial com Tiamat, o Invasor fez uma grande órbita ao redor do Sol e retornou à cena da batalha. Considerando que Tiamat orbitou o Sol em um plano chamado o Eclíptico (como outros membros da nossa família planetária fazem), foi para aquele lugar nos céus que o Invasor teve que retornar; e, quando o faz, órbita após órbita após órbita, é lá que ele cruza o plano do eclíptico.

Uma forma simples de ilustrar isso seria mostrar a trajetória orbital do conhecido Cometa Halley (Figura 78), que copia em uma escala bem reduzida a órbita de Nibiru: sua órbita inclinada o traz, à medida que se aproxima do Sol, do sul, abaixo da eclíptica, próximo a Urano. Ele faz um arco acima da eclíptica e gira ao redor do Sol, dizendo “Olá” para Saturno, Júpiter e Marte; em seguida, desce e cruza a eclíptica próximo ao local da Batalha Celestial de Nibiru com Tiamat – a Cruzada (marcada com “X”) – e vai embora, apenas para retornar quando seu destino orbital prescrever. Esse ponto, nos céus e no tempo, é A Travessia – é então que, como afirmou o Enuma Elish, o planeta dos anunnakis se torna o Planeta da Cruz:

Planeta NIBIRU: As travessias do Céu e da Terra ele ocupará…
Planeta NIBIRU: a posição central ele mantém…
Planeta NIBIRU: é ele que, sem cansaço algum,
em meio a Tiamat continua cruzando;
permiti que a “Cruz” seja seu nome!

Os textos sumérios que lidam com os eventos marcantes da saga da humanidade proporcionam indicações específicas sobre as aparições periódicas do planeta dos anunnakis – aproximadamente a cada 3.600 anos – e sempre em junções cruciais da história da Terra e da Humanidade. Foi em um desses períodos que o planeta foi chamado de Nibiru, e suas descrições hieroglíficas – mesmo nos tempos sumérios mais remotos – eram em forma de Cruz.

Esse registro começou com o Dilúvio. Vários textos que tratam do Dilúvio associavam a catastrófica enchente pelas águas com a aparição de um deus celestial, Nibiru, na Era do Leão (cerca de 10.900 a.C.) – era “a constelação de Leão que media a profundeza das águas”, afirma um texto. Outros textos descrevem a aparição de Nibiru na época do Dilúvio como uma estrela radiante, da seguinte maneira (Figura 79):

Quando eles gritarem “Enchente!” É o deus Nibiru…
Senhor cuja coroa radiante é carregada de terror;
Diariamente dentro do Leão ele está em chamas.

O planeta retornou, reapareceu e de novo se tornou “Nibiru” quando à humanidade haviam sido concedidos o cultivo e a agricultura, em meados do oitavo milênio a.C.; descrições (em selos cilíndricos), ilustrando o começo da agricultura, usavam o Sinal da Cruz para mostrar Nibiru visível nos céus da Terra (Figura 80).

Finalmente, e mais memorável para os sumérios, o planeta ficou visível novamente quando Anu e Antu vieram à Terra em uma visita de Estado, cerca de 4.000 a.C., na Era de Touro (Taurus). A cidade, que depois ficou conhecida por milênios como Uruk, foi estabelecida em sua honra. Um zigurate foi construído, e de suas plataformas era observada a aparição de planetas no horizonte, quando o céu da noite escurecia. Quando Nibiru apareceu, um grito ecoou: “Surgiu a imagem do Criador!”, e todos os presentes se puseram a cantar hinos em louvor ao “planeta do Senhor Anu”.

O surgimento de Nibiru no início da Era de Touro significava que, na época do nascer helíaco – quando começa o amanhecer, mas o horizonte ainda está escuro o suficiente para se ver as estrelas -, a constelação naquele fundo era a de Touro. Mas o ligeiro Nibiru, arqueando nos céus à medida que circundava o Sol, em seguida descia de volta para cortar a planície planetária (a “eclíptica”) até o ponto da Travessia. Ali, a travessia era observada contra o fundo da constelação de Leão. Várias descrições, nos selos cilíndricos e nas tábuas astronômicas, usavam o símbolo da cruz para indicar a chegada de Nibiru quando a Terra entrava na Era de Touro, e sua travessia era observada na constelação de Leão (descrição do selo cilíndrico, figura 81, e ilustrada na figura 82).

A troca do símbolo de disco alado para o Sinal da Cruz, no entanto, não era uma inovação; estava se revertendo à maneira como o Senhor Celestial fora descrito nas épocas anteriores – mas apenas quando em sua grande órbita ele cruzava a eclíptica e se tornava “Nibiru”. Como no passado, a renovada exibição do Sinal da Cruz significava a reaparição, Nibiru voltando a ser visto da Terra, o RETORNO do planeta dos deuses anunnaki.


“A sabedoria (Sophia) clama lá fora; pelas ruas levanta a sua voz. Nas esquinas movimentadas ela brada; nas entradas das portas e nas cidades profere as suas palavras:  “Até quando vocês, inexperientes, irão contentar-se com a sua inexperiência? Vocês, zombadores, até quando terão prazer na zombaria? E vocês, tolos [ignorantes], até quando desprezarão o conhecimento?  Atentai para a minha repreensão; pois eis que vos derramarei abundantemente do meu espírito e vos farei saber as minhas palavras [o conhecimento]”. – Provérbios 1:20-23


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